11 de out de 2015

A política com unhas de fora.

• Brasil lidera fuga de capital entre os países emergentes. Estoque de investimento estrangeiro caiu 30% no 3º trimestre, diz associação. 
• Segundo nota publicada pelo jornalista Lauro Jardim, em sua estreia no jornal O Globo, a delação premiada do lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, envolveria o filho do ex-presidente Lula, Fábio Luis Lula da Silva; no acordo, homologado pelo ministro Teori Zavascki, ele teria dito que arcou com despesas de Fábio Luis, estimadas em cerca de R$ 2 milhões; graças a essa delação, Baiano deve sair da prisão no dia 18 de novembro e poderá voltar a viver em sua cobertura de 800 metros quadrados na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro; delação garantiu liberdade. 
Sua movimentação financeira é espantosa para uma jornalista que abandonou a carreira há mais de dez anos. Entre os gastos que já foram rastreados, aparecem repasses de US$ 841,7 mil (cerca de R$ 3,16 milhões) apenas para cobrir as despesas com dois cartões de crédito, diz Bernardo Mello Franco, sobre os gastos de Cláudia Cruz, esposa de Eduardo Cunha (PMDB-RJ); Há exatos 52 dias, Cunha foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal sob acusação de corrupção e lavagem de dinheiro. Só continua na cadeira até hoje graças à aliança com a oposição, que apostou nele para tentar derrubar a presidente Dilma Rousseff
• Segundo investigação do Ministério Público da Suíça, recursos atribuídos ao presidente da Câmara passaram por ao menos 23 contas bancárias, de quatro países diferentes, a fim de que fosse ocultada sua origem; apuração tentará rastrear a origem do dinheiro; chama a atenção de autoridades brasileiras um montante específico de US$ 500 mil, que investigadores acreditam ser de outro esquema de corrupção, além do da Petrobras. 
• Dinheiro de Cunha passou por 23 contas em 4 países. Segundo investigação do Ministério Público da Suíça, recursos atribuídos ao presidente da Câmara passaram por ao menos 23 contas bancárias, de quatro países diferentes, a fim de que fosse ocultada sua origem; apuração tentará rastrear a origem do dinheiro; chama a atenção de autoridades brasileiras um montante específico de US$ 500 mil, que investigadores acreditam ser de outro esquema de corrupção, além do da Petrobras. 
• Ação no TSE pode cassar mandato do ministro da Saúde. Justiça Eleitoral julgará nesta semana ação que pede a anulação do mandato de deputado de Marcelo Castro (PMDB-PI), que acaba de tomar posse como ministro da Saúde, por compra de votos; pedido de investigação foi aberto pelo Ministério Público do Piauí. 
• Em nota, Cunha questiona Janot: e os outros? A pergunta que não quer calar e onde estão as demais denúncias? Onde estão os dados dos demais investigados? Como estão os demais inquéritos? Por que o PGR tem essa obstinação pelo presidente da Câmara? Alguma vez na história do Ministério Publico um PGR respondeu a um ofício de partido politico da forma como foi respondido com relação ao Presidente da Câmara? A quem interessa essa atuação parcial do PGR?, diz nota divulgada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que dispara contra o procurador-geral Rodrigo Janot. 
• Justiça Eleitoral julgará nesta semana ação que pede a anulação do mandato de deputado de Marcelo Castro (PMDB-PI), que acaba de tomar posse como ministro da Saúde, por compra de votos; pedido de investigação foi aberto pelo Ministério Público do Piauí.
Então, vítima boa é a vítima morta? 
. Causou polêmica a recente pesquisa sobre o que pensam os brasileiros da frase Bandido bom é bandido morto. A informação de que 50% concordam com tal afirmação alvoroçou determinados grupos de opinião, especialmente os seletivos defensores de direitos humanos dos criminosos. A frase e os que a ela aderem foram agraciados com vários adjetivos depreciativos: violentos, racistas, vingativos, destituídos de sentimentos de solidariedade e por aí afora. Significativo saber que a frase tem apoio de 44% dos pretos e 48% dos pardos. Também é significativo saber que ela não significa adesão a esquadrões da morte ou a linchamentos. Expressa, apenas, o fato de que a criminalidade saturou a tolerância social. E assim deveria ser entendida pelas autoridades.
. Apesar de não conseguir, por profundo antagonismo com minha formação católica, endossar essa opinião, eu quero afirmar que dela não se pode dizer que seja desumana ou irracional. É da natureza humana, perante o medo que lhe impõe o potencial agressor, desejar sua eliminação do mundo dos vivos, seja ele uma fera no mato, seja uma fera na cidade. O medo é um sentimento muito forte para que suas consequências na psicologia social sejam desqualificadas com motivações ideológicas. Tampouco se deve dizer que seja não razoável, irracional. Num país em que ocorrem quase 60 mil homicídios por ano, o número de bandidos mortos é muito menor do que o número das vítimas que produzem. Portanto, aritmeticamente, cada bandido na lista dos mortos gera um número significativo de não vítimas.
. Em nosso país, na contramão das expectativas sociais, o presidente do Supremo Tribunal Federal anuncia como grande feito a criação de audiências de custódia que permitirão colocar em liberdade, mediante condições, criminosos presos que, apesar de presos em flagrante, só serão encarcerados após o julgamento definitivo. Para ele é uma iniciativa ótima! E note-se: muitos magistrados, independentemente das novidades aportadas pelo ministro Lewandowsky, já vêm adotando esse procedimento alegando a precariedade do sistema penitenciário.
. Disparate? Absurdo? Sim, mas disparate e absurdo ainda maior é o fato de que, em nosso país, os estudos sobre o assunto se detêm no grande número de presos e não no número infinitamente maior de vítimas. Estas são esquecidas sempre que se trata da criminalidade em nosso país. A soltura de criminosos presos em flagrante é algo tão desconexo com o mundo dos fatos que me leva à frase título deste artigo. Será, então, que vítima boa é a vítima morta? É a eliminada, que não dá queixa, que sequer suscita investigação? Por que nossas autoridades, junto com esses intelectuais de meia prateleira e com esses políticos corretores de interesses não reconhecem o estrago feito e nos devolvem o Brasil? (Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, arquiteto, empresário e escritor) 

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