24 de set de 2015

Toma lá, dá cá, a vergonha política.

 photo _acpmf.jpg • Dólar comercial fecha o dia vendido a R$ 4,14. Dólar faz Bovespa deixar de ser maior bolsa da América Latina. De acordo com a Economática, empresas negociadas na Bolsa do México já valem mais do que brasileiras. 
• Dito por um governador é discriminação. - Pezão vai barrar das praias do Rio jovens de favelas. Justiça interna 28 menores apreendidos após arrastões. Justiça identificou indícios de autoria deles nos episódios violentos; um dos jovens recebeu remissão com advertência.
• Plenário decidirá sobre crime de 1º mandato. Em resposta à oposição sobre rito para impeachment, presidente da Câmara diz que caberá ao Plenário, após parecer de comissão, decidir se um presidente em segundo mandato pode responder por crime atribuído ao primeiro. 
• Aécio: segurança como motivo não alivia responsabilidade. 
• Ivo Pitanguy é internado no Rio. O médico, que tem 89 anos, passou por hemodiálise no hospital Samaritano. Pitanguy teve um problema renal durante viagem à França. 
• Isolado, Mercadante briga para seguir na Casa Civil. Ministro é rechaçado até por seus aliados no PT e pode perder cargo em reforma administrativa a ser anunciada. 
• Tudo previsto? - O Supremo aprovou nesta quarta (23) o primeiro fatiamento das investigações da Operação Lava Jato, contrariando o MP e esvaziando poderes do juiz Sérgio Moro; a decisão abre caminho para tirar das mãos do ministro Teori Zavascki e de Sérgio Moro, que comandam as investigações, casos ligados à operação que não têm conexão direta com os desvios na Petrobras; por 8 votos a 2, o Supremo decidiu tirar o processo que investiga a senadora Gleisi Hoffmann, da relatoria de Teori; por 7 a 3, o caso foi tirado das mãos de Sergio Moro; os ministros decidiram encaminhar as provas contra Gleisi para a relatoria do ministro Dias Toffoli e determinado o desmembramento do processo, ou seja, enviando a investigação dos demais envolvidos para a Justiça de São Paulo, onde aconteceu o crime, e não mais do Paraná. Mais quatro investigações podem sair das mãos de Moro. Casos de Eletronuclear, Belo Monte, André Vargas e Labogen correm isco de deixar a jurisdição da 13ª Vara de Curitiba. 
• Lava Jato pode terminar com políticos presos e empresários soltos. (Mônica Bergamo) 
• Sobre Dilma - O resultado da votação sobre os vetos mostrou que o governo possui um grau razoável de controle sobre sua base no Congresso, desmentindo a visão de fim de feira que tem sido construída por veículos de comunicação que confundem a realidade com seus desejos.
Dilma e Levy formam uma dupla inesperada, diz o jornalista Thomas Traumann, que foi ministro da Comunicação Social no governo Dilma; Um reconhece no outro as melhores intenções, mas ambos discordam de quase tudo o mais. Desde novembro, quando Levy foi anunciado ministro, o governo federal funciona na errática relação entre a presidente detentora de 54,5 milhões de votos e o ministro fiel depositário da confiança do mercado financeiro. 
• Câmara aprova pena maior para quem matar dirigindo alcoolizado. De acordo com o texto, no caso da ocorrência de lesão corporal grave ou gravíssima, a pena será de reclusão de dois a cinco anos. Além da definição de racha como disputa, corrida ou competição não autorizada, o projeto inclui no conceito exibição ou demonstração de perícia no veículo automotor sem autorização. 
• O império dos Picciani a serviço de quem?
• Câmara eleva para 75 anos aposentadoria compulsória dos servidores públicos. Projeto volta ao Senado. 
• O que fará o PMDB com mais Saúde e 4 Ministérios? O PDT na boca. 
• Tanque de gás da Transpetro, na Bahia, pega fogo.
• Presidente da Volkswagen renuncia ao cargo. 
• Papa Francisco fala sobre meio ambiente, imigração e abusos sexuais cometidos dentro da Igreja Católica. Ele discursa nesta quinta no Congresso em Washington. 
1. Por que os EUA são país-chave para finanças da Igreja. Ao pisar nos Estados Unidos, o Papa Francisco chegou não apenas a uma das nações com as maiores populações de católicos no mundo, mas também àquela que desempenha um papel crucial no caixa da Igreja. 
2. O país tem mais de 70 milhões de católicos, número superado apenas por Brasil, México e Filipinas - o músculo financeiro do Vaticano é fortalecido, em parte importante, pelas pequenas contribuições pessoais desses milhões de devotos. 
3. Uma família católica norte-americana doa, em média, cerca de US$ 10 (R$ 41,40) por semana, muitas vezes colaborando com o dízimo espontâneo aos domingos em cada uma das 17.958 paróquias espalhadas pelos EUA. 
4. Os números foram publicados pelo CARA (centro para pesquisas aplicadas no apostolado, na sigla em inglês), ligado à Universidade de Georgetown. Segundo os dados, essas paróquias recolhem anualmente US$ 8,5 bilhões (R$ 34,88 bilhões) em doações dos fiéis, valor 23% maior em relação ao que era arrecadado uma década atrás. ONGs americanas acusam papa de minimizar casos de pedofilia. (BBCBrasil) 
• Tumulto em peregrinação a Meca deixa pelo menos 150 pessoas mortas e 400 feridas. O número pode subir, e as autoridades ainda não sabem a causa da correria desordenada dos peregrinos. 

O mesmo fisiologismo de sempre. 
. Importa menos se os três maiores líderes do PMDB disseram a verdade ou não, quando comunicaram à presidente Dilma que deixariam de indicar companheiros do partido para a reforma do ministério. Porque ao sugerir nomes para os ministérios da Saúde e da Infraestrutura, ou as bancadas do PMDB seguiram a orientação dos três ou então eles não lideram mais nada. Tanto faz, pois ficou óbvio que o partido continua o mesmo, isto é, vende-se por cargos e nomeações, desde que polpudas e lucrativas. Votam com o governo, qualquer que seja esse governo, como ficou provado na madrugada de ontem.
. Ponto para Madame, que viu mantidos seus vetos, ainda que falte nova votação para os que sobraram. Para afastar a sombra de derrotas, nada melhor do que rezar a Oração de São Francisco, aquela do é dando que se recebe. A Saúde é o ministério com maiores verbas em todo o governo, e a Infraestrutura não fica atrás em termos de poder. Pelo jeito, parece mais distante a hipótese do impeachment, agora que a presidente repetiu as operações do fisiologismo explícito.
. Tendo ou não tirado as castanhas do fogo com a mão do gato, a trinca dava sinais de satisfação, ontem. Temer, Renan e Cunha não indicaram ministros declaradamente, mas tão unânime foi a iniciativa das bancadas, a ponto de muita gente supor a inspiração dos três na decisão de deputados e senadores. Ficaram todos felizes. O banquete recomeça a ser servido, até com a perspectiva de a sobremesa vir a ser a aprovação da nova CPMF.
. O diabo é compatibilizar o conluio entre o Congresso e o palácio do Planalto. Nessa operação de compra e venda não entrou a perspectiva de melhoria na esfrangalhada saúde pública e muito menos se cogitou do aprimoramento das ferrovias, portos e aeroportos. Os novos ministros, que deveremos conhecer a partir de hoje, estarão voltados para a ampliação dos espaços do PMDB na máquina administrativa federal. Quanto à eficiência, bem, ficará para mais tarde. Prevaleceu o mesmo fisiologismo de sempre...
. Falta verificar qual a compensação a ser dada ao PT. Os companheiros vão perder alguns ministérios, podem ganhar outros. Como a política tem meandros que nenhum rio reconhece, o provável é que o partido também termine ganhando. Perdendo, mesmo, só o país, assistindo esvair-se mais uma oportunidade para a melhoria dos serviços públicos. As próximas pesquisas de opinião devem demonstrar o óbvio. (Carlos Chagas)

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