26 de ago de 2015

Os marolões a caminho...

• Dilma e Lula sabiam do esquema na Petrobras, diz Youssef. Em acareação com ex-diretor da Petrobras em CPI, doleiro afirmou que investigações vão apontar quem pediu recursos para a campanha da presidente e quem repassou os recursos. 
• Moro vê indício de que Gleisi recebeu dinheiro de natureza criminosa. Em despacho encaminhado ao Supremo, juiz afirma haver indícios de que a senadora foi beneficiada com recursos da empresa Consist, investigada na Pixuleco 2. 
• Senado aprova cota para mulheres no Legislativo. Proposta reserva ao menos 10% das vagas a partir das próximas eleições. 
• Militares não intervirão. Leia 
• Maioria do TSE vota para reabrir ação que pede cassação de Dilma. Tucanos querem que tribunal investigue abuso de poder durante campanha Apesar da maioria formada de ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pela continuidade da ação de investigação eleitoral em que o PSDB pleiteia a cassação dos mandatos da presidente Dilma Rousseff e do vice, Michel Temer, um pedido de vista da ministra Luciana Lossio interrompeu o julgamento; o PT sustenta que todas as doações que o partido recebeu foram realizadas estritamente dentro dos parâmetros legais e posteriormente declaradas à Justiça Eleitoral. 
• Governo pode forçar venda de ativos de empreiteiras. Para que empresas investigadas na Lava Jato voltem a operar em obras públicas, a presidente Dilma Rousseff pode determinar, por meio de decreto, que elas vendam parte de seus ativos; os recursos seriam usados para ressarcir a Petrobras e o Tesouro Nacional; a iniciativa, que abre a possibilidade de entrada de empresas estrangeiras no mercado de infraestrutura, foi elaborada por especialistas da USP e apresentada ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy; o governo acredita que a Lava Jato pode tirar até 2,5 pontos percentuais do PIB no país nos próximos 12 meses; para Dyogo Oliveira, secretário-executivo do Ministério do Planejamento, a operação é um dos vários choques para a economia por causa da redução de investimentos em setores importantes. 
• Senadores temem pacote de maldades de Janot. Uma vez aprovado na sabatina do Senado, parlamentares dizem que o procurador-geral Rodrigo Janot apresentaria ao STF pedidos de abertura de inquérito contra políticos incluídos na delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC; entre outros, o empresário citou o ministro Aloizio Mercadante, da Casa Civil, o senador Aloysio Nunes Ferreira, do PSDB, e até o ex-presidente Lula. (Mônica Bergamo). 
• Envolvidas na operação Lava Jato, a Petrobras e a Odebrecht ocupam a segunda e a terceira posição no ranking das empresas dos sonhos dos jovens, atrás apenas do Google, de acordo com pesquisa da Nextview People; segundo a analista Danilca Galdini, justificativa é baseada nas oportunidades de desenvolvimento profissional, além de fatores como inovação e desafios constantes.
• O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro determinou nessa terça-feira (24) a suspensão da demolição de casas com crianças e adolescentes na Favela Metrô-Mangueira, na zona norte da capital. A medida reforça decisão liminar de maio, que já impedia a destruição de casas no local. Desde 2010, a prefeitura tenta desocupar a área, no entorno do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, onde será a abertura dos Jogos Olímpicos 2016. Lá, será erguido um polo automobilístico.
• Quase 25% das investigações contra parlamentares prescrevem. Nos últimos dois anos, o Supremo arquivou pelo menos 290 inquéritos e ações penais contra deputados e senadores. Desses, 63 foram arquivados por prescrição. 

Educação financeira. 
. Dormir tranquila sem me preocupar com dívidas e poder viajar de vez em quando: é o que faz de mim uma milionária, no meu ponto de vista. Nada a ver com fortuna em banco, e sim em poder desfrutar essas duas condições fundamentais para meu equilíbrio. Raramente compro a prazo, nunca usei cheque especial, gasto o que tenho e, se não tenho, não gasto. Mesmo quando estou mais folgada de grana, não deixo de pesquisar preço no supermercado e, se algo não vale o que está sendo cobrado, não compro. Qualquer etiqueta que chegue aos três dígitos me faz recuar e pensar.
. Sou milionária porque posso comprar flores frescas para casa e vinho para minhas refeições. Posso pagar um convênio de saúde particular e investir em livros, cursos, shows. Posso colocar combustível no carro e ter um carro - ainda que já não veja grande vantagem em ter um carro. 
. Sou milionária, antes de tudo, porque não preciso dizer sim para todas as propostas que chegam, e essa liberdade é inegociável. Hoje, posso abrir mão daquilo que sei que não realizaria com prazer. Não agarro com sofreguidão qualquer oportunidade de somar zeros na minha conta. Faço apenas o que quero e gosto, sem ser regida pelo mais + mais + mais. Meu conceito de luxo não envolve grifes exclusivas e vida de princesa. Poder fazer escolhas atendendo apenas à minha vontade e à minha consciência, sem nenhum tipo de pressão, é o que de mais valioso conquistei até aqui. 
. Claro que não foi sempre assim. Aos 19 anos, trabalhava de manhã e à tarde e estudava à noite. Nunca parei de trabalhar desde então. Já varei madrugadas acordada e fiz muitos plantões em finais de semana. Eu me virava como se viram todas as pessoas. A maior parte delas, a vida inteira. 
. A tranquilidade veio de uns poucos anos para cá. Mas a educação financeira veio desde cedo, desde a casa de meus pais. Expressões como calote, agiota e ficar no vermelho não faziam parte do vocabulário da família. Dívidas só eram contraídas com o objetivo de investir, nunca para consumir. Pagar as contas em dia era uma religião, só se gastava com supérfluo o que sobrasse - se sobrasse. Honrar o nome era sagrado, nosso patrimônio maior. 
. Hoje, o Rio Grande do Sul está falido por não ter seguido os conceitos básicos da educação financeira. No entanto, muitos que criticam a atual situação do Estado agem da mesma forma como pessoas físicas. Compreendo que quem ganha uma merreca (a maioria) precise fazer malabarismo com o que ganha, mas mesmo quem nasceu em berço esplêndido tem dificuldade em priorizar: paga R$ 1.500 por um casaco, mas está devendo o condomínio; gasta R$ 300 no salão de beleza, mas atrasa o salário da empregada. Foca na aparência achando que o rombo nunca vai aparecer. 
. Vale pra tudo e todos: a conta sempre chega. (Martha Medeiros) 


A praça pública é maior que as urnas (Ulysses Guimarães) 
. Na atualidade a palavra impeachment tornou-se o veredito das multidões que encheram as ruas do Brasil no histórico dia 16 de agosto. Foi o maior julgamento popular de um presidente da República, no caso, da presidente Dilma Rousseff.
. O movimento, como os dois anteriores foi espontâneo, consciente, apartidário, ordeiro, pacífico, com objetivo claro e definido: Fora Dilma. Fora Lula. Fora PT. Grandes faixas com a palavra impeachment exibiram a tônica do plebiscito, pedindo a saída da governante que quebrou o País e jogou a conta nas costas do povo depois de tê-lo enganado nas eleições com mentiras.
. Emblematicamente, em Brasília, o gigantesco balão com a cara de Lula da Silva, vestido de presidiário e com o número dos Irmãos Metralha no peito, indicava que o presidente de fato já não passa de um Pixuleco das falcatruas.
. Neste cenário soou falso o discurso do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva, que do alto do seu pomposo e inútil cargo acusou o povo de intolerante e pediu otimismo. O ministro esqueceu que as pessoas costumam ir aos supermercados onde a realidade da inflação e da queda de renda é inequívoca.
. Edinho Silva também mandou recado para a oposição, que nunca existiu, declarando numa linguagem lulesca: Só esperamos que, quando os interesses são do País, que, em vez de ficarmos cultivando questões partidárias, a gente possa enxergar aquilo que é do interesse nacional.
. Portanto, o ministro pede aos outros o que nunca foi feito por seu partido, o PT e, ao mesmo tempo, não tem noção de um fato básico: Não tem governo que resiste quando a economia vai mal. Tampouco, Edinho Silva leu O Príncipe, de Nicolau Maquiavel, onde está escrito: Os homens esquecem mais facilmente a morte do pai do que a perda do patrimônio. Mas ler, ainda mais O Príncipe, seria pedir demais ao ministro.
. Sobre a oposição, que na linguagem petista significa PSDB, o PT pode ficar sossegado. O ex-presidente, Fernando Henrique Cardoso, sempre foi o maior defensor de Lula e do PT, no que foi seguido por seus correligionários. Aguentou oito anos ouvindo Fora FHC e, depois de ter entregado ao recém-eleito presidente Lula um governo sem inflação, seus melhores quadros e políticas sociais que o PT imitou, ouviu por mais 12 anos indo para 13 que sua herança era maldita. E tem mais: em agosto de 1999, Lula da Silva disse: Renúncia é um gesto de grandeza e FHC não tem essa grandeza. O pedido de renúncia depois pareceu pouco e o PT passou também a encampar uma campanha pelo impeachment de Fernando Henrique Cardoso. Naquela ocasião não era golpe.
. Agora foi dito que FHC unificou o PSDB em torno do pedido de renúncia da Presidente. Um mimo dado a Rousseff, que jamais irá renunciar. E assim, entre impeachment, novas eleições ou cassação de Rousseff, o PSDB aceitou, por enquanto, que pedir a impossível renúncia da presidente é melhor. E se Eduardo Cunha, a única oposição real pedir o impeachment, os tucanos aprovam. Pelo menos é o que é dito agora. Se bem que os tucanos já estão com a bandeja pronta para entregar a cabeça de Cunha depois que o Procurador-geral, Rodrigo Janot, o denunciou.
. Enquanto isso, a classe dirigente petista conta com Renan Calheiros para salvar a pele da presidente e, é claro, a sua própria, no tapetão institucional. Também aumentam as performances da presidente diante de públicos selecionados que a aplaudem. E não poderia faltar um contra-ataque dos ditos movimentos sociais sustentados pelo governo e que foram realizados dia 20 deste a favor de Rousseff e, paradoxalmente, contra o ajuste fiscal e a Agenda Brasil.
. Os exércitos de Stédile, Boulos e da CUT, com exceção de São Paulo onde houve mais gente, nas demais capitais não passaram de grupelhos do pixuleco. Mesmo porque, os manifestantes chapa-branca fazem parte dos 8% que apoiam Rousseff contra os 70,1% da população, uma quantidade descomunal de coxinhas, de conservadores da classe média de direita e, como disse Lula da Silva, de nazistas.
. O PT, que também participou do impeachment do ex-presidente Collor, hoje chama de golpistas os que querem se ver livre do pior governo presidencial de nossa história. Isso lembra uma entrevista de Ulysses Guimarães antes da queda de Collor.
. Disse o deputado, que a praça pública era maior que as ruas e que Collor não era mais presidente. Teria este se tornado um fantasma, mas um fantasma que provocava inflação, desemprego, queda da bolsa e que devia ser exorcizado. O cidadão havia votado em Collor, mas acordara e estava nas ruas. Na Câmara, se não votassem o impeachment seriam considerados cúmplices.
. Agora não temos governo, mas um fantasma que provoca um cortejo de desgraças para o País. Os cidadãos acordaram. É hora do Congresso relembrar que a praça pública é maior que as urnas. Caso contrário, os parlamentares serão cúmplices. (Maria Lucia Victor Barbosa, socióloga) 
Dilma continua no seu mundo irreal. O mundo internacional impede o Brasil de avançar. Puro Dilmês. (AAndrade)

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