19 de mai de 2015

O Brasil e a dengue...

• Campanha de vacinação contra a gripe termina na próxima sexta-feira. Crianças de seis meses a cinco anos, idosos, povos indígenas, gestantes, mulheres pós-parto, presos e funcionários do sistema prisional devem receber vacina. 
• ANS suspende comercialização de 87 planos. 34 planos de saúde foram reativados por melhoria no serviço prestado ao consumidor, segundo a Agência. 
• Explosão destrói apartamentos na zona sul do Rio. Quatro pessoas ficaram feridas após explosão em prédio na zona sul do Rio; uma está em estado grave. 
• Congressistas pressionam Dilma por redução da meta de ajuste fiscal. Articulação quer que superavit primário seja revisto de 1,1% para 0,8% do PIB. Dilma mantém veto a mudança na previdência apesar de conselho de Lula. 
• Bloqueio de verbas vai atingir investimentos como o Minha Casa. R$ 65 bi de despesas não obrigatórias do governo Dilma serão congeladas, entre elas obras do PAC. 
• Luiz Fachin enfrenta hoje plenário do Senado. Advogado indicado por Dilma ao Supremo tem dia decisivo após sabatina de 11 horas. 
• Pedófilo tem pena reduzida porque vítima era gay. Magistrado argentino atenuou sentença de abusador dizendo que menino, de 6 anos, já tinha sido violado.

Que diabo de história é essa? 
. Estamos assistindo, país afora, aquilo que autores e agentes da doutrinação denominam releitura da história na perspectiva dos excluídos. Segundo afirmam, sua original e acurada lupa vem corrigir o estrabismo dos vitoriosos, que teriam imposto a versão que melhor lhes convinha. É preciso, dizem, reescrever tudo porque a história foi mal contada.
. Fui buscar meus livros. Eu precisava ver se deles constava que os portugueses haviam comprado a terra dos índios, ou que os bandeirantes se faziam acompanhar de assistentes sociais e antropólogos em suas incursões pelo interior. Nada. Também não encontrei qualquer obra relatando que os negros tivessem vindo para o Brasil a bordo de transatlânticos, atraídos pelos investimentos na lavoura açucareira. Tampouco li que as capitanias hereditárias fizeram deslanchar a reforma agrária, que Tiradentes se matou de remorso, ou que D. João VI foi um audacioso guerreiro português.
. Em livro algum vi ser exaltado o fervor democrático e a sensibilidade social da elite cafeicultora paulista. A única coisa que localizei foi uma breve referência ao fato de que a tentativa de escravizar índios não deu certo por não serem eles afeitos ao trabalho sistemático (e isso, de fato, era preconceituoso: ninguém, sem receber hora extra, moureja tanto, de sol a sol, quantos os índios).
. Mas a tal releitura vem impondo seus conceitos através da persistente ação de muitos professores ocupados com fazer crer que o conflito entre oprimidos e opressores, incluídos e excluídos seja o único e suficiente motor da história. Você sabe bem a quem serve essa alarmante simplificação.
. Poucas coisas têm a complexidade dos fatos históricos. Ensina João Camilo, em consonância com Aristóteles, que a História tem causa eficiente (a vontade livre); causas materiais naturais (demográficas, econômicas, geográficas); causas materiais culturais (políticas, educacionais e religiosas); causas formais (doutrinas e ideologias); causas instrumentais (estruturas políticas); e causa final (grandes valores, sentido do bem, etc.).
. Sendo assim, como pode prosperar uma simplificação que resume tudo à luta entre classes? São duas as razões. A primeira é político-ideológica: ela serve bem para o discurso da esquerda porque suscita o sentimento de revolta, fermento sem o qual sua massa de manobra não cresce. E a segunda é intelectual: a simplificação satisfaz os que têm dificuldade para entender fenômenos mais complexos.
. Arranca-se o véu da mentira e se revela ao mundo que o paleolítico inferior dos indígenas era muito superior à cultura européia do século XVI. E de carona resolve-se o clássico problema: a quem culpar quando não havia FHC, neoliberalismo nem elite branca de olhos azuis? (Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, arquiteto, empresário e escritor)
BNDES, um escândalo gigantesco. Leia

Lula incluído no Mensalão. Leia

Cubana abandona Mais Médicos e foge para os EUA. 
. A médica cubana Dianelys San Roman Parrado fugiu do Brasil para Miami (EUA), noticiou a Folha de S.Paulo. 
. Ela estava sendo pressionada pelo governo de Cuba para que seu marido e seu filho de cinco anos voltassem à ilha prisão. 
. Dianelys havia chegado ao Brasil em dezembro de 2013, no contexto do plano Mais Médicos, bandeira petista para instalar cidadãos cubanos como profissionais da saúde no interior do País e na periferia de grandes cidades. Ela trabalhava em Jandira, na Grande São Paulo. 
. Pelo acordo, os médicos cubanos podem receber a visita dos familiares. Mas muitos deles, nem é preciso dizê-lo, não gostam da ideia de voltar à miserável ilha socialista.
. Então Cuba ameaça substituir os médicos ou cassar os seus diplomas, para que os familiares dos escravos não permaneçam no Brasil. Também segura na ilha os médicos que voltam de férias, pois eles não podem escolher: o patrão absoluto exige quem vai a Cuba, pois teme as deserções. 
. Dianelys confirmou sua fuga em mensagem ao seu supervisor, o médico Gustavo Gusso, professor da USP. Disse não ter aguentado a pressão para o regresso do marido e do filho. 
. Dianelys disse à Folha que em Cuba o filho estudava numa escola bilíngue e o marido trabalhava numa fábrica de parafusos. Gosto do meu trabalho, mas não quero me separar deles por nada, disse ela. Marido e filho haviam chegado ao Brasil em novembro. 
. Dianelys escondeu seu projeto: o temor é de que entre os médicos haja membros da polícia secreta cubana que os espionam para prevenir fugas à liberdade. 
. Ela fazia um ótimo trabalho, contou o professor Gusso. Ficou felicíssima quando o marido e o filho vieram. Ultimamente, estava muito nervosa com a pressão [do governo cubano]. Tinha medo, chorava, acrescentou. 
. A Secretaria da Saúde de Jandira informou laconicamente que a médica não foi trabalhar. E, em nota, o Ministério da Saúde disse aguardar um comunicado oficial da ausência. Se a médica não aparecer, será desligada do programa. A medida seria radical se não fosse o fato que ela está livre em Miami.
. Até dezembro, dos 14.462 profissionais trabalhando no Mais Médicos, 11.429 (79%) eram cubanos. Desde o início do programa, ao menos 40 desertaram. 
. A Folha tentou se comunicar com o governo cubano, mas seus e-mails e ligações não tiveram retorno. Entende-se bem por quê.
. O Ministério da Saúde alega não poder interferir nas relações trabalhistas entre os profissionais e Cuba. Acontecesse algo semelhante num país não socialista e até hoje estaríamos ouvindo o berreiro. (Luis Dufaur)

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