18 de abr de 2015

Com tudo isso, os bancos e seus lucros...

Petrobras lidera um ranking muito estranho: o de empresa mais controversa. 
. Estatal está na pole position do ranking das empresas mais controversas de 2014, elaborado pela ONG Sitawi Finanças do Bem.
. Vítima da incompetência e corrupção de seus principais gestores, a Petrobras parece não encontrar o caminho da boa gestão e da retomada de sua estabilidade. Como se não bastassem os desdobramentos da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal - que investiga o promíscuo envolvimento de empreiteiras e políticos na estatal - a petroleira amarga mais um drama.
. Segundo a organização sem fins lucrativos Sitawi Finanças do Bem - que orienta investidores e financiadores sobre os melhores investimentos - a Petrobras está na pole position do ranking das empresas mais controversas de 2014. O estudo da Sitawi avalia os riscos dos negócios com base em fatos que geraram penalidades administrativas e judiciais às empresas e escândalos que mancharam o nome das companhias.
. O estudo Controvérsias ASG 2014 avaliou problemas ambientais, sociais e de governança das 77 principais empresas listadas na Bolsa de Valores de São Paulo. Os quesitos mais considerados foram: meio ambiente, governança e ainda relações com clientes, comunidade e trabalhadores. O banco de dados da Sitawi acumulou informações sobre a estatal que acabou respondendo por 17,2% do total das controvérsias verificadas no ano passado - significativamente superior aos 12,8%, conquistados em 2013.
. Com esse desempenho, a Petrobras acabou desbancando a Oi - do segmento de telecomunicações - que liderava a corrida do mal no ano passado e este ano amarga um mísero quinto lugar, com apenas 5% de controvérsias. Na cola da petroleira, vem a JBS - dona da marca Friboi - com problemas trabalhistas e de governança, além de questões de saúde e segurança. A estatal da carne gasta fortunas nas redes sociais para tentar convencer o mercado sobre suas origens e controladores.
. Devido a problemas socioambientais nas obras das usinas de Belo Monte e Santo Antônio, outra estatal - a Eletrobras - aparece em terceiro lugar neste ranking maldito. Ou seria maldito ranking?
. Em quarto lugar - e sem direito a medalha - a ALL Logística promete: piorou dez posições em relação a 2013 e acabou em quarto. Com essa aceleração vertiginosa, acrescida de transgressões a normas de saúde e segurança do trabalho, a empresa é um bom palpite para 2016.
. Diretor da Sitawi, Gustavo Pimentel dá o tom de seriedade que o assunto merece: O resultado mostra que se faz necessária uma reestruturação nos pilares de governança corporativa de muitas empresas, impedindo problemas como os apontados na Lava Jato. Grandes investidores, como gestoras e fundos de pensão, estão cada vez mais atentos para evitar que essas controvérsias acabem prejudicando o retorno dos investimentos, ressalta. (Claudio Carneiro) 

É possível justificar a Jihad com as Cruzadas? 
. Dr. Bill Warner explica porque que não é possível comparar nem justificar a Jihad muçulmana com as Cruzadas católicas. O tema veio a tona com a malfadada declaração de Obama que colocou lado a lado as atrocidades cometidas pelos militantes do Estado Islâmico e a atitude defensiva dos soldados cristãos durante as Cruzadas.

Terceirizações - Esclarecimentos. 
Assuntos de maior destaque - Nesta semana (até o presente momento em que escrevo este editorial), dois assuntos dominaram o interesse público em todos os cantos do nosso pobre país: 
1 - a prisão do tesoureiro do PT (só podia), JoãoVaccari Netto, e
2 - a votação do Projeto de Lei 4330/2004 (é isso mesmo, gente,
ano de 2004), que regulamenta contratos de terceirização no mercado de trabalho. 
Conhecimento - Ora, quanto a prisão de gente ligada ao PT, além de corriqueira, praticamente todos os brasileiros querem ficar longe dessa gente o mais rápido possível.
. Já no que diz respeito à regulamentação dos contratos de Terceirização, percebe-se, claramente, que muita gente está se manifestando contra a aprovação, sem saber, minimamente, do que se trata. Esse sentimento, aliás, acontece basicamente por influência da CUT, que historicamente sempre se coloca contra tudo que pode vir a melhorar a vida da sociedade.
Pensar+ - Pois, obedecendo os princípios do Pensar+, que propõe análises sempre criteriosas, sob a ótica da lógica do raciocínio, visando uma melhor compreensão de temas, projetos e decisões tomadas a todo momento pelos nossos governantes, alguns pensadores se propuseram a explicar o que entendem sobre o tema. 
. Vale informar que quanto mais pedagogia aplicada às exposições, maior e melhor será a compreensão e o interesse por parte dos cidadãos. O desafio do Pensar+, portanto, está em produzir conteúdos que possam surtir o máximo de esclarecimento. Vamos lá:
Liberdade para contratar - Ainda que as análises e exemplos que cada um expôs se diferenciem e/ou se complementem, o que mais deve ser destacado é que todos foram unânimes ao se manifestar a favor da liberdade para contratar. Ou seja, tudo de melhor acontece quando não há a interferência (geralmente nefasta) do governo. O que demonstra, como bem afirma o pensador Roberto Rachewsky, a soberania e a independência do indivíduo.
Progresso sustentado - O pensador Alfredo Peringer se manifestou da seguinte forma:- O mercado de emprego precisa ser livre para que haja progresso sustentado. O mercado de trabalho, ainda que seja fruto da ação humana, não é do seu desígnio, como nos ensina F. Hayek. Ele surge de forma espontânea, das interações dos agentes no mercado. Praticamente, não há geração de produção e empregos sem poupança. Para se produzir um caminhão, por exemplo, tem-se, antes, de se ter poupado o equivalente a um caminhão. E o governo, no sentido lato da palavra, não gera poupança. 
. O processo produtivo se chama, verdadeiramente, de investimento ou poupança (eles são a mesma coisa!). Em cada uma dessas etapas empresariais, há o uso de máquinas e equipamentos, prédios, veículos, matérias-primas, insumos e mão de obra. Mas não é uma mão de obra comum. Cada pessoa precisa de especialização, estudo e formação distintas. Essa é a divisão de trabalho requerida pelo mercado. O papel do governo, como ensinava o saudoso Roberto Campos, é o da ausência. E quanto mais ausente o governo estiver no mercado de trabalho, melhor ele andará, mais qualificado será e mais empregos fornecerá.
Comunicação - O pensador André Godoy diz o seguinte: - A esquerda em geral tem levado vantagem sobre os todos os outros segmentos, por adotar o enganoso discurso pró-social. O povo brasileiro, sabidamente, é iletrado, inculto e, portanto, presa fácil dos discursos populistas e redentores praticados pelos partidos de esquerda, sindicatos, centrais e outros. É preciso que aqueles que tem maior capacidade de raciocínio saibam se comunicar adequadamente, sob pena de sempre sucumbirem a uma eventual soberba que afasta ainda mais do lugar onde precisamos chegar.
Atividade-Fim e Atividade-Meio - Já o pensador Sérgio Maia diz: Atividade-Meio versus AtividadeFim "is a line on the sand". O que para uma empresa é meio para outra pode ser fim ou até estratégica. Exemplo: um supermercado colocar mercadoria na gôndola é meio ou fim? Depende da importância que o operador der ao serviço que presta ao cliente. O que os empresários buscam é segurança jurídica mais do que ampliação de escopo. Se um varejista hoje terceirizar a reposição de prateleira para o seu fornecedor (repositores), isto pode; se o fornecedor terceirizar essa função, se arrisca a penalidades.
. Essa é a bagunça que se pretende resolver. Todavia, se criou um problema maior. O povão, que pensa com a barriga está interpretando que os empresários estão se aproveitando para suprimir direitos dos trabalhadores. Assim, precisamos recentrar o problema. Se necessário, conceder que a Terceirização de atividades fim seja condicionada concertação sindical setor à setor. (GSPires)

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