25 de out de 2014

“Vocês são sabem do que somos capazes de fazer.”, viu...

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Dilma diz que Veja faz terrorismo e Aécio Neves cobra investigação. 

Sede da Abril é atacada após polêmica da Veja. Fotos circulam nas redes sociais mostrando a portaria do prédio em São Paulo com pichações e pedaços da publicação, que traz denúncia sem provas (como a própria revista admitiu) contra a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, distribuída às vésperas do segundo turno. E precisava disso? É guerra?

Folha e Estadão apuram o mesmo que VEJA: Youssef disse à PF e ao MP que Dilma e Lula sabiam dos crimes na Petrobras. Dilma vai processá-los também? (Reinaldo Azevedo)

Petrolão? Advogado de Youssef nega haver desmentido VEJA sobre Dilma e Lula.

Até sexta, a petição, no site Avaaz, do Impeachment de Dilma já se aproxima de 700 mil assinaturas.

Quem abrigará a Gerentona?

Votar é um dever ou obrigação? Democracia é dar opção do voto não obrigatório.

Debates à nossas custas não servem, assim como pesquisas fajutas. A rebelião das massas pagas serão vistas neste domingo para segunda.

Ouvimos que o DEM vai acabar.... e os demais? 

PGR dá aval para Dirceu cumprir pena em casa e parecer será enviado ao STF que decidirá. Mas pergunto, como ficarão os que estão nas celas e presídios abarrotadas por este Brasil?

Olha o camburão! Se o Nordeste ouviu, se o Nordeste leu o preconceito contra nós, as injustiças. Porque estão agredindo a gente como os nazistas agrediam na Segunda Guerra - Lula, num comício em Pernambuco, confundindo a plateia com a tese de que os os tucanos são alemães e os nordestinos são judeus para cair fora do palanque antes que Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef começassem a contar tudo sobre o caso de polícia da refinaria Abreu e Lima, que protagonizou em parceria com o comparsa Hugo Chávez.

Doleiro diz que Lula ordenou pagamento a agência suspeita. 

Sem dar detalhe ou apresentar prova, Youssef cita telefonema de 2010 do então presidente da República ao então presidente da Petrobrás.

O doleiro Alberto Youssef afirmou nos termos de sua delação premiada que o então presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva teria dado uma ordem em 2010 ao então presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, para que ele resolvesse uma pendência com uma agência de publicidade suspeita de integrar o esquema de corrupção na Petrobrás. 

O Lula ligou para o Gabrielli e falou que tinha que resolver essa merda, revelou o doleiro em um dos seus vários depoimentos que vem prestando à Justiça a fim de tentar reduzir sua pena ao colaborar com as investigações da Operação Lava Jato. 

Youssef, que está preso sob acusação de integrar um megaesquema de lavagem de dinheiro que envolvia contratos milionários da Petrobrás, não deu detalhes sobre como ficou sabendo desse suposto telefonema. 

No depoimento, Youssef afirmou que, depois da suposta ordem, Gabrielli teria acionado o então diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, outro personagem central do caso, e pedido para que ele usasse o dinheiro das empreiteiras e passasse para a agência

Empreiteiras são suspeitas de pagar pedágio ao esquema com o objetivo de obter contratos da Petrobrás. Esse pedágio seria usado para abastecer partidos da base do governo Lula e do governo da presidente Dilma Rousseff, segundo disseram o doleiro e o ex-diretor da Petrobrás em suas delações premiadas. A dupla implicou o PT, o PMDB e o PP. Costa ainda afirmou que o PSDB, da oposição, recebeu dinheiro para ajudar abafar uma CPI sobre a Petrobrás em 2009. 

Repasses. 

A agência de publicidade que teria recebido o repasse de empreiteiras, ainda segundo disse Youssef, é a Muranno Marketing/Brasil. Trata-se de uma empresa suspeita de integrar o esquema de propinas.

Segundo o doleiro, a agência tinha valores a receber e, em razão disso, ameaçava tornar pública a corrupção na Petrobrás. 

Youssef não cita datas nem como foi feito o pagamento à agência. A Polícia Federal, porém, identificou dois repasses, num total de R$ 1,7 milhão, à agência via MO Consultoria, empresa do doleiro. O repasse é datado de 22 de dezembro de 2010. Houve ainda outros três depósitos à agência, num total de R$ 509 mil, nos dias 12 e 13 de janeiro de 2011, feitos pela empresa Sanko Sider, também investigada pela Lava Jato. 

Ouviu dizer. 

Além do suposto telefonema entre Lula e Gabrielli, o doleiro fez outras referências a Lula e à suposta ciência do Palácio do Planalto em relação ao esquema: Todas as pessoas com quem eu trabalhava diziam o seguinte: todo mundo sabia lá em cima, que tinha aval para operar. Não tinha como operar um tamanho esquema desse se não houvesse o aval do Executivo. Não era possível que funcionasse se alguém de cima não soubesse, as peças não se moviam

O doleiro também disse no depoimento da delação: Era impossível o Lula governar se não tivesse esse esquema. O Lula era refém desse esquema, afirmou. Como exemplo, citou o episódio da disputa pela Presidência da Câmara dos Deputados em 2005. Na ocasião o PT queria no cargo o então deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), mas teve que se curvar à exigência de José Janene (PP-PR), que morreu em 2010 e é apontado como a ponte entre o esquema e o Congresso. Na época, Janene teria imposto o nome de Severino Cavalcanti (PP-PE) para o comando da Câmara. Cavalcanti acabou eleito. 

Youssef é apontado como sócio de Janene e suposto criador do esquema de propina na Petrobrás comandado pelo PP. O doleiro, que ainda não teve a delação homologada pela Justiça, diz que ainda apresentará provas sobre suas declarações. O esquema teria atuado entre 2004 e 2012, período em que Costa esteve na diretoria de Abastecimento da Petrobrás. 

Com a palavra, a Defesa:

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não comenta vazamentos parciais de delação premiada, nem depoimentos aos quais sequer teve acesso

O ex-presidente da Petrobrás (2005-2012), hoje secretário de Estado de Planejamento da Bahia, José Sergio Gabrielli, rechaçou com veemência as informações do doleiro Alberto Youssef em sua delação. 

Por meio de sua assessoria, Gabrielli assegura que jamais tratou de eventuais problemas de pagamentos a agências de publicidade com o doleiro, alvo da Operação Lava Jato, ou com qualquer outra pessoa

Gabrielli esclareceu, ainda, taxativamente, que não conhece o senhor Alberto Youssef e nunca teve qualquer tipo de contato presencial ou telefônico com ele ou com pessoas ligadas às suas empresas. Para o ex-presidente da Petrobrás, as falsas informações atribuídas à delação premiada do doleiro são uma tentativa desesperada de interferir no 2.º turno das eleições

Os advogados do ex-presidente já analisam medidas judiciais cabíveis para reparar as acusações infundadas divulgadas, destacou a assessoria. A Muranno Marketing foi procurada nos contatos disponíveis e ninguém foi localizado. 

O criminalista Antonio Figueiredo Basto, que comanda o núcleo de defesa de Youssef, argumentou que não pode comentar o depoimento de seu cliente no âmbito da delação premiada porque ela é protegida pelo sigilo. Ele afirmou que Youssef nunca citou a ele os nomes da presidente Dilma e do ex-presidente Lula. O Beto (Youssef) me disse apenas que tudo vinha lá de cima, lamento que esse clima de eleição está gerando loucura no Brasil, muita especulação.

Basto diz suspeitar que o vazamento da delação é obra de algum grupo econômico que quer melar a delação. Eu não posso desmentir nem confirmar (os dados da delação) porque a defesa não ficou de posse dos depoimentos(Ricardo Brandt e Fausto Macedo, 25-10-2104)

A força dentro de nós.

Apesar das baixarias na campanha eleitoral e das sucessivas denúncias de corrupção que assolam o país, sempre mais execráveis hoje do que ontem, desde que existimos como nação - apesar de tudo isso haverá que reconhecer: nossa democracia funciona, depois de interregnos ditatoriais, elitismo, colonialismo e marginalização das massas. O país vive um período ainda difícil mas superior aos anteriores. Não se trata de obra devida a Dilma, Lula, Fernando Henrique, Itamar, Collor, Sarney, Tancredo e antecedentes. Cada um terá feito o possível, bem como deixado de fazer o necessário. Como não há almoço de graça, também não há milagres.

Feito o preâmbulo, abre-se na véspera da eleição a questão pontual sobre se Dilma Rousseff ou Aécio Neves irão dormir, amanhã, eleitos ou derrotados. A dúvida persistirá até o fechamento das urnas, mas quando for esclarecida, em muito pouco ou em nada modificará a vida do cidadão comum. A sociedade, com todos os vícios e defeitos, permanecerá como a garantia de que apesar dos governos, nosso objetivo maior será a felicidade geral, o bem-comum que poucos visualizam filosoficamente, mas todos desejam acima de qualquer outra coisa.

Ninguém se iluda quanto às promessas de campanha dos candidatos. Foram expedientes visando angariar votos e assegurar o poder para os grupos organizados em torno deles. Para melhorar a vida de cada um, tudo dependerá apenas de nós, acima e além de ideologias, partidos, religiões, raças e demais valores vigentes. Sendo assim, seria melhor deixar assentar a poeira das campanhas e indagar como poderemos, cuidando de nossos interesses e cultivando nossas concepções, contribuir para o aprimoramento do conjunto. Nenhum gesto heroico ou estoicismo exagerado se tornará necessário. Basta seguir vivendo dentro das normas inerentes à pessoa humana, atentos ao desenvolvimento material à nossa volta.

Por tudo isso, torna-se imprescindível rejeitar a figura de salvadores da pátria, de milagreiros e condutores de povos. A força para seguir adiante está dentro de nós mesmos, entre conquistas e adversidades. (Carlos Chagas)

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