22 de set de 2014

No calhamaço da politica, cupins se locupletam...

 photo _aossantinhos.jpg “...Sob a alegação de que precisa de “informações oficiais” para tomar providências, Dilma Rousseff exige receber uma cópia dos depoimentos do delator Paulo Roberto Costa. Requereu os papeis à Polícia Federal. Nada feito. Reiterou o pedido ao procurador-geral da República Rodrigo Janot. Nem pensar. Anunciou que baterá à porta do gabinete do ministro Teori Zavascki, que cuida do caso no STF. Qualquer resposta diferente de um categórico indeferimento será absurda. Como presidente da República, Dilma é parte do problema, não da solução. Como candidata à reeleição, ela é devedora de explicações, não credora de informações. Pode começar explicando à plateia por que fala em adotar agora, sob pressão, providências que não adotou antes por opção....(Josias de Souza) 

Rio e sua eleição - Fiscais do TRE já recolheram 95 toneladas. Apreensão de material irregular este ano é três vezes maior que em 2012.

Carteiros denunciam que Dilma usa Correios para cometer crime eleitoral.

Sempre os outros, nunca ela que se atropela diuturnamente - Dilma recua sobre papel da imprensa nas investigações. Fizeram uma confusão danada com a minha declaração.
Por vezes penso que os candidatos se colocam como paladinos do povo. O que eram ou se tornaram, serve para encher de promessas, numa fração de segundos nas aparições em rádios e tvs. Ao vivo nas ruas, beijos, abraços, um pastelzinho aqui, um cafezinho ali e caminham com a boca larga num sorriso maroto. Volto no tempo e imagino a mesma cena: tal qual, mas agora a transparência que colocou nos cadafalsos, são mirados pela maioria dos votantes, de formal mais do que vil. A arrogância não têm limites, aviões cortando estados, doações investigadas e dos 3 Poderes, ah! como dói saber no dia a dia as malfeitas de quem é pago como empregado pelo pobre dinheirinho do povo. Existem apelos, porém o povo segue tangido como gado, sorrisos e palmas pagas, plateias que ignoram o sentido de moralidade e ética e se vendem por razões mil. Saber o que fizeram de modo direto ou não é só ler e ver tvs. Estamos em que mãos? Não vou de Dilma (valha-me Deus!), Marina (incrongruente) e Aécio (parece o meninão das praias cariocas). Os outros, poucas chances e nada a favor, apenas candidatos ao nada. Triste pensar nos amanhãs! (AAndrade)

Promessas não cumpridas - Das 7.120 obras de saneamento previstas par a segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC 2, somente 1.223 foram concluídas, equivalentes a 17,2% do total. Outros 2.326 empreendimentos estão em fase de contratação, ação preparatória ou licitação, correspondendo a 32,6%. Ou seja: uma a cada três obras de saneamento não saíram do papel.

Sistema Cantareira atinge 8,1%, menor índice da história neste domingo. Esse é o menor índice desde a captação do volume morto. Aproximadamente 9 milhões de pessoas dependem do sistema.

Batalha judicial atrasa início dos trabalhos de médicos estrangeiros no País - Diante da negativa dos conselhos regionais em conceder o registro para que os profissionais atuem no Brasil, sem que passem pelo processo de validação do diploma. O governo estuda a emissão de um parecer para garantir o início dos trabalhos.

Farinhas do mesmo saco! Escândalo na Petrobras - Petrolão: cassação de mandatos fica para 2015. Oposição deixa para fevereiro processos contra enrolados no petróleo.

A xacina do testo
Apezar da xuva, muita jente esteve prezente ao ezersisio de jinastica qe teve lugar no colejio. Omens, mulheres e criansas no fim cantaram o Ino Nasional. Ouve pesoas qe ate xoraram de emosão cuando a festa terminou. Oje qem qiser pode asistir a nova aprezentasão.
A impressão é de escombros do que foi outrora a língua portuguesa em sua forma escrita. Como se tivesse sido atingida por uma bomba e alguns destroços irreconhecíveis houvessem sido resgatados da hecatombe. A comparação não é absurda. Tem o efeito de uma bomba a radical reforma ortográfica defendida pelo site Simplifi­­cando a Ortografia (site), criado pelo professor de português Ernani Pimentel. Sua proposta é acabar com letras que não se pronunciam, como o H no início de certas palavras e o U que se segue ao Q em quintal e querido, assim como a duplicidade de representação do mesmo som em S e Z, SS e Ç ou G e J.
Não é uma proposta inovadora. Para citar uma das que já se apresentaram com espírito semelhante no passado, o general Bertoldo Klinger, figura preeminente da Era Vargas, não só formulou a sua como a praticou - ele grafava seus textos segundo as regras que inventou. O general (aliás, jeneral) Klinger, em quem o reformador da língua escrita se misturava ao reformador do povo brasileiro, explicava: Ortografia é lojica. Lojica é ordem. Sem ordem não a nasão. Logo, não a nasão sem ortografia lojica.
O site do professor Ernani Pimentel podia passar por uma excêntrica curiosidade, tal qual a reforma de Klinger, não fossem duas circunstâncias. Primeira: a de Pimentel ter sido nomeado um dos dois coordenadores (o outro é o professor Pasquale Cipro Neto) do Grupo Técnico criado na Comissão de Educação do Senado para discutir o Acordo Ortográfico entre os países de língua portuguesa. Segunda: a de vivermos tempos propícios aos populismos/paternalismos. A simplificação da ortografia tem sido enfeitada com o charme mais do que discutível de facilitador da alfabetização e fator de inclusão social.
Essa história tem origem nas discórdias que se seguiram à assinatura, em 1990, do Acordo Ortográfico pelo qual os países de língua portuguesa se comprometeram a unificar suas regras ortográficas. Restrições surgiram em todos os países signatários. No Brasil o acordo deveria entrar em vigor em 2009, e na prática realmente entrou, com sua adoção nas escolas, na imprensa e nas editoras de livros. Oficialmente, no entanto, dadas as divergências com os outros países, a presidente Dilma Rousseff adiou a entrada em vigor para 2016.
Nesse vácuo entrou a Comissão de Educação do Senado. Decidiu rediscutir o acordo e criou um grupo de trabalho que tanto pode acabar por confirmá-lo ou rejeitá-lo quanto - o que é pior - propor uma reforma de sua própria iniciativa. Segundo o presidente da comissão, senador Cyro Miranda (PSDB-GO), o acordo teria sido feito sem ouvir ninguém. A comissão resolveu então botar ordem na casa, convocando o debate.
Daí ao encanto com a proposta do professor Ernani Pimentel foi um passo. Estou totalmente de acordo com o professor Ernani, declara o senador Cristovam Buarque, membro da Comissão de Educação, segundo se lê no site do professor. Duas audiências públicas serão realizadas pelo Grupo de Trabalho da Comissão de Educação na primeira quinzena de outubro. Espera-se que, nelas, falem mais alto as palavras da professora Marília Ferreira, presidente da Associação Brasileira de Linguística, em carta ao senador Cristovam Buarque: A ortografia não existe para representar a fala, mas é uma representação abstrata e convencional da língua. Para poder ser de fato funcional, a ortografia deve necessariamente afastar-se da diversidade da fala. Só assim se poderá garantir um sistema ortográfico estável e perene em que haja uma única representação gráfica para cada palavra. É essa representação única que torna possível que a palavra seja reconhecida em qualquer texto, independentemente de suas inúmeras pronúncias no espaço e no tempo.
A alternativa é a xacina do testo em língua portugueza. A anarqia. A ecatombe. (Roberto Pompeu de Toledo) 

A Casa de Horrores do PT da Bahia: R$ 50 milhões foram tirados dos pobres e foram parar nas mãos de políticos petistas, diz presidente de ONG que operava para o partido. 

É preciso ser idiota ou ter muita má-fé - eventualmente uma soma das duas coisas - para sustentar que o fim da doação legal de empresas a campanhas eleitorais diminuiria a corrupção no Brasil. Em primeiro lugar, ainda que venham a ser proibidas - e o STF está a um passo de fazer essa escolha estúpida -, as doações continuarão a ser feitas, só que por baixo do pano. Em segundo lugar, a roubalheira maior nada tem a ver com eleição. Ela se dá por intermédio das empresas estatais, como prova a Petrobras, e das ONGs que são usadas pelos partidos.

A VEJA desta semana traz uma reportagem que revela os bastidores escabrosos de uma ONG chamada Instituto Brasil, criada em 2004 para supostamente facilitar a construção de casas próprias, com dinheiro federal, para pessoas de baixa renda na Bahia. Assim era no papel. De fato, a dita-cuja era apenas um dos braços do PT que operava para desviar dinheiro dos cofres públicos para o bolso dos petistas. Quem faz a denúncia? Não é o PSDB. Não é algum outro partido de oposição. Quem põe a boca no trombone é Dalva Sele Paiva, nada menos do que presidente da entidade. Ela cuidou do esquema para os petistas até 2010, quando o Instituto Brasil foi fechado, atolado em irregularidades. Ao longo de seis anos, segundo ela, R$ 50 milhões - sim, cinquenta milhões de reais - saíram dos cofres do governo federal para as burras dos companheiros.

O esquema era relativamente simples. O Instituto Brasil era qualificado pelo governo para construir, por exemplo, um número x de casas. Erguia muito menos, repassava o dinheiro para a companheirada, e o próprio partido se encarregava de arrumar as notas frias que justificavam as despesas. Assim foi, por exemplo, em 2008, num caso já desvendado pelo Ministério Público Federal. O Instituto Brasil foi escolhido pelo governo para erguer 1.120 casas ao custo de R$ 17,9 milhões. O dinheiro saiu do Fundo de Combate à Pobreza. O MP já tem provas de que parte do dinheiro sumiu. Atenção! Só nesse convênio, revela Dalva à VEJA, R$ 6 milhões foram parar nos cofres do PT, consumidos na eleição municipal. Ela deixa claro que a entidade foi criada com o propósito de alimentar o caixa do partido. E tudo passou a funcionar ainda melhor para o grupo depois da eleição do petista Jaques Wagner para o governo da Bahia, em 2006.

A investigação está a cargo da promotora Rita Tourinho, que chegou a localizar testemunhas que acusavam políticos, mas, diz ela, faltavam as provas. Parece que a tarefa agora será facilitada. Diz Dalva, que presidia a ONG: Vou levar todos esses fatos ao conhecimento do Ministério Público. Quero encerrar esse assunto, parar de ser perseguida. O ônus ficou todo comigo. Ela diz ter em mãos, por exemplo, os recibos de R$ 260 mil repassados à campanha do agora senador Walter Pinheiro à Prefeitura de Salvador, em 2008.

Não era só Walter Pinheiro, é claro! Atenção para a lista de outros petistas que, segundo Dalva, receberam o dinheiro que deveria ter sido usado na construção de casas para os pobres: 

1. Afonso Florence, deputado federal e ex-ministro da Reforma Agrária de Dilma. Dalva diz ter entregado a ele várias pacotes de dinheiro de R$ 20 mil a R$ 50 mil, quando era secretário de Jaques Wagner. Um assessor seu chamado Adriano teria recebido a bufunfa; 

2. Vicente José de Lima Neto, presidente da Embratur: recebeu pensão mensal de R$ 4 mil; 

3. Rui Costa, atual candidato ao governo da Bahia: pensão mensal de R$ 3 mil a R$ 5 mil; 

4. Nelson Pellegrino, deputado federal: recebeu dinheiro para boca de urna, para pagar cabo eleitoral e bancar outras despesas da campanha. 

E o governador Jaques Wagner? Será que ele sabia? Dalva diz que era impossível não saber. Afinal, quem arrumava as notas frias que justificavam os gastos era a então diretora da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Leda Oliveira. Hoje, Lêda é ainda mais poderosa: ocupa o cargo de diretora de Comunicação do governador Jaques Wagner.

Todos os acusados negam tudo com veemência. O deputado Nelson Pellegrino, por exemplo, começou afirmando que nem conhecia a tal Leda. Chamou pela memória e acabou lembrando que uma irmã sua trabalhou no Instituto Brasil: Mas eu pedi para ela sair quando descobri como eram as coisas lá. Então quer dizer que ele sabia como eram as coisas por lá?

Vamos ver no que vai dar a investigação do Ministério Público. A mulher que cuidava da dinheirama contou tudo, mesmo sabendo que também está confessando um crime. Só não aceita cair sozinha. (Reinaldo Azevedo) 

"O demônio pode citar as Escrituras para justificar seus fins."(William Shakespeare)

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