15 de set de 2014

Esperanças dúbias dividem povo nas mudanças...

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Prazo para substituição de candidatos no TSE termina hoje.


Hoje, chances! Gritar desafoga mágoas e depressões. Hoje esse remédio estará entre nós: Lula e Dilma no Rio. Não percam mais essa.

Por que o Brasil parou de crescer? Agora é oficial: o Brasil parou de crescer. É verdade que a desaceleração não ocorreu de repente. Nos últimos três anos, o PIB teve uma expansão tímida de 2,7%, 1% e 2,5%, respectivamente, menor do que na década de 2000 e 2010, quando, mesmo com duas crises financeiras internacionais, o crescimento médio foi de 3,7% ao ano. Mas foi o anúncio do IBGE de que a economia brasileira teve uma retração de 0,2% no primeiro trimestre e 0,6% no segundo que parece ter feito até o governo admitir que o país chegou em uma encruzilhada. (Ruth Costas, BBC Brasil)

Cegueira, inaptidão ou... O que se têm visto de erros em arbitragens no país denota mau profissionalismo ou o que? O Mengão ganhou, mas... Utopia, só pode ser: Marina Silva diz apostar em Congresso renovado para conseguir governar.

Vem pra praia você também! Arrastões assustam banhista no Rio e 30 foram detidos por suspeita de roubo

Incansável, PF apura conexão entre quadrilhas de Cachoeira e Youssef. Documentos apreendidos mostram relação entre empreiteiras ligadas aos dois esquemas. Lava-Jato: Gabrielli presta depoimento à Justiça nesta segunda-feira.

Denúncia nova - Cidades afetadas por cheia no NE desviam verbas. Enchentes atingiram cidades de AL e PE.

Palavras ditas aqui e acolá não têm efeitos saindo do candidato Aécio Neves. A retórica pode até ser boa, mas parece aos solidários foguetes de Gaza, barulho e nada mais. Não se imbuiu da cruzada e alavanca idas e vindas e só despenca. Os dias voam e ele não acordou.

Marina responde a Aécio: Pessoas com propósito existem em todos os lugares. Candidata do PSB à Presidência rebate declaração do rival do PSDB, Aécio Neves, em entrevista ao iG/RedeTV.

Estratégia de vitimização de Marina Silva entra numa nova fase. Ricardo Noblat, do Globo, distorce o significado da crítica política feita pela presidente Dilma Rousseff à candidata Marina Silva e compara a situação de hoje à de 1989, quando o então candidato Fernando Collor dizia que Lula poderia congelar a caderneta de poupança; em entrevista realizada ontem no Palácio do Planalto, a presidente Dilma, acusada de ser o anticristo por simpatizantes de Marina, lembrou que a presidência não é lugar para coitadinhos; aliás, Noblat, foi o Globo quem disse que Marina pretende tirar a prioridade do pré-sal.

Com a vênia devida, especialistas defendem revisão das UPPs para garantir sucesso. Acho uma temeridade a essa altura quando se sabe que a maioria dos habitantes dos morros estão a esse mercê. Vão tirar da cartola!

Como entendera hipóteses que explicam as causas da desaceleração. Mantega: o otimista que despertou a ira do mercado. Pobreza ronda maioria dos trabalhadores de países emergentes, diz estudo.

ONU: racismo no Brasil é estrutural e institucionalizado. Peritos da entidade concluíram o relatório afirmando que o mito da democracia racial ainda está presente na sociedade brasileira e que boa parte dela ainda nega a existência de racismo.

A coalizão dos EUA contra o Estado Islâmico funcionará? Armamento em poder do Estado Islâmico. Estados Unidos conseguem apoio formal de ao menos dez países árabes para lutar contra jihadistas.

Elizabeth 2ª pede que população pense sobre voto em referendo Rainha Elizabeth 2ª e o príncipe Charles na Escócia. Rainha faz primeiro comentário sobre votação sobre a independência da Escócia.

Idosa britânica de 80 anos dá murro na boca de assaltante para escapar de um assalto na cidade de Whitstable, na Inglaterra. A idosa levava o seu cachorro para passear por uma rua curiosamente chamada Invicta Street - quando foi abordada por um homem encapuzado vestindo roupas pretas.

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Ministro do STF amarela e decide que ida de ex-diretor da Petrobras à CPMI independe de autorização. 

Andando de lado - Ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki decidiu, no começo da noite desta sexta-feira (12), que a Corte não precisa autorizar a ida de Paulo Roberto Costa à CPMI da Petrobras. O despacho de Zavascki se deu no vácuo de ofício enviado ao ministro pelo presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), que não conseguiu a autorização necessária por parte do juiz federal Sérgio Moro, que preside o processo da Operação Lava-Jato.

De conduta inquestionável e de atos firmes, mas dentro da lei, Moro respondeu ao senador Vital do Rêgo alegando que pelo fato de a Comissão Parlamentar de Inquérito estar no mesmo nível da primeira instância da Justiça Federal seria necessária uma autorização do Supremo para que o ex-diretor da Petrobras deponha no Congresso Nacional, participação agendada para a próxima quarta-feira (15).

O ministro Zavascki, que teve de enfrentar a coerência jurídica do juiz Sérgio Moro em episódio anterior e temendo nova contestação, destacou em sua decisão: A convocação de pessoas para prestar depoimento perante comissões parlamentares de inquérito constitui prerrogativa constitucional dessas comissões, razão pela qual a sua implementação independe de prévia autorização judicial. Portanto, sob esse aspecto, nenhuma providência especial cumpre a este STF determinar em face da convocação aqui noticiada.

Trata-se de um entendimento equivocado, pois instâncias similares da Justiça não podem sobrepor-se umas às outras. Portanto, a autorização por parte do STF é absolutamente necessária. Há de salientar também que o acordo de delação premiada selado por Paulo Roberto Costa com as autoridades conta com pacto de confidencialidade de parte a parte, o que impede que qualquer informação seja divulgada fora do âmbito da investigação e do processo, que corre sob segredo de Justiça. Tanto é assim que a Polícia Federal abriu procedimento para apurar o vazamento de trechos dos depoimentos do ex-diretor da Petrobras, que nas últimas duas semanas tem revelado detalhes do funcionamento do esquema criminoso que era operado pelo doleiro Alberto Youssef.

Integrantes da CPMI da Petrobras propuseram a realização de uma sessão secreta para ouvir Paulo Roberto Costa, mas se em tempos normais as informações vazam de qualquer maneira, não é difícil imaginar o que acontece em ano de eleições. Se por um lado a eventual não ida de Costa à CPMI prejudica o esforço de mais da metade do Brasil para tirar o PT do poder central por outro preserva a legalidade no âmbito investigatório-processual, impedindo que no futuro os acusados consigam argüir a nulidade das provas.

Para finalizar, a tendência é que o juiz Sérgio Moro não autorize a ida de Paulo Roberto Costa a Brasília. O que de chofre é um enorme alívio para muitos políticos envolvidos no esquema. (ucho.info)

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nova política está grávida da velha 

Os brasileiros amam novela e detestam política. A solução encontrada por esse povo criativo foi simples: transformar a política em novela. Assim surgiu o filho do Brasil (também conhecido como messias de Garanhuns), sucedido pela mamãe-presidenta-faxineira-mulher. Quem imaginou que o brasileiro havia se cansado de apanhar de personagens folhetinescos se enganou. Vem aí a imaculada da floresta. Na verdade, Marina Silva pode ser uma excelente candidata - desde que consiga derrotar seu próprio mito.

Marina tem dignidade. Só isso já a situa anos-luz à frente dos canastrões que embromam o Brasil há 12 anos. Mas este é um país fascinado pela embromação. Já está louco para votar numa santa e ficar esperando sentado pelos milagres. Dizem que a onda verde é uma extensão das manifestações de 2013. Se for isso mesmo, danou-se. A famosa Primavera Burra - com seu lema nada na cabeça e uma pedra na mão ou simplesmente uma pedra na cabeça (do próximo) - é o ingrediente ideal para mais uma era de mistificação.

O Brasil caindo aos pedaços, em véspera de recessão após três mandatos de sucção ininterrupta, quer saber se os gays podem se casar de véu e grinalda. A Bíblia é o grande hit da eleição. Terreno arado e semeado para novo triunfo da picaretagem.

Depois de anos e anos de empulhação politicamente correta de Lula, Dilma, Dirceu, Gilberto Carvalho e oprimidos associados, o país resolveu achar interessante a democracia de alta intensidade de Marina Silva. Não se sabe o que seria uma democracia altamente intensa, mas deve ser algo parecido com uma gravidez de alta intensidade.

A quantidade de conceitos ornamentais no ideário de Marina não chega a substituir à altura o famoso dilmes (insubstituível) - mas também comove. Nota-se aquele sotaque de burocratas de ONG, com seus relatórios cheios de palavras doces e ociosas - um banquete para Madame Natasha, a personagem de Elio Gaspari que combate a prostituição do idioma.

O Brasil ama esses tipos que falam pelos cotovelos sem saber o que fazer. Basta ver a longevidade de um Guido Mantega no governo - e não é no Ministério da Pesca. Marina vem com uma das mais mofadas utopias de esquerda, o tal discurso da participação direta da população nas decisões de governo. O agravante é que ela parece acreditar nisso - diferentemente de seus ex-colegas petistas, que vieram com o decreto presidencial 8.243, dos conselhos populares, como esperteza chavista.

No final das contas, o grau de inocência não faz diferença. Os tais conselhos de intensificação democrática servirão ao aparelhamento ideológico e partidário da máquina pública. Militantes selecionados para atropelar técnicos e legisladores. A ditadura do bem.

Marina é uma pessoa admirável, de caráter sólido e espírito público. Isso é joia rara no Brasil - mas não é tudo. Basta lembrar o lendário caso de Saturnino Braga, o prefeito honesto que faliu o Rio de Janeiro, classificado por Millor Fernandes como o homem que desmoralizou a honradez. Quando quer provar que terá solidez administrativa, Marina cita os princípios macroeconômicos implantados no governo Fernando Henrique - hoje plataforma de Aécio Neves, com seu pré-anunciado ministro da Fazenda Armínio Fraga. Quem garantiria tal solidez e perícia a um governo Marina?

Outro enigma: ninguém sabe qual seria a base político-partidária de Marina. Ela tem o PSR, um nanico vitaminado, e a Rede, que não existe. Já avisou que, em seu governo, o PMDB será oposição. Com o PSDB não dá para compor, porque é tido como monstro neoliberal pela esquerda pueril que a apoia. Sobra qual partido grande, com que Marina mantém laços históricos, não só em seu Estado de origem? Ele mesmo, aquele que o eleitorado marinista-mudancista acha que escorraçará do poder: o PT.

O Brasil é mesmo uma grande novela. Neste momento, uma imensa parcela do eleitorado projeta o voto em Marina, que oferece o lastro administrativo de Aécio e provavelmente está grávida de Dilma. A intensidade dessa gravidez, só Deus sabe.

Talvez um dia o brasileiro aprenda a votar (alô, Pelé), avaliando que governo um candidato é capaz de fazer, e não que sonhos bonitinhos (e ordinários) ele pode inspirar. (Guilherme Fiuza) 

A destruição do embrião no útero materno é uma violação ao direito à vida que Deus deu ao nascituro... e isto não é mais que um assassinato. (Dietrich Bonhoeffer, teólogo protestante enforcado pelos nazis em 1945)

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