4 de jul de 2014

Preciso também de psicólogo....

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Pela janela dos PTralhas.... 

Está aí, a realidade da nova PTrobrás, gerida pelos PTistas-sindicalistas apóstatas e baseada em números fornecidos pela própria Empresa e que, portanto, não é uma invenção da oposição, da imprensa PIG ou de outros segmentos reacionários.

Nos últimos 12 anos PTistas-sindicalistas apóstatas, apesar de terem sido realizados 18 concursos públicos, com um aumento do efetivo próprio, de 40.000 para 86.000, nesse mesmo período, o número de terceirizados saltou de 49.000 para 360.000, com um aumento de 630%!

Hoje, os terceirizados (muitos deles de baixa qualificação técnica!) que atuam, inclusive, em áreas fins e estratégicas da Empresa, representam 80% da mão de obra efetivamente empregada pela Petrobrás!

E como todos sabem, inexplicavelmente, a Empresa está promovendo uma significativa e absurda varrida de seus quadros próprios, através do Programa PIDV, de cerca de 8.000 empregados, muitos deles de alta especialização e de alta acumulação da excelência de conhecimento da Empresa!

Sutilmente, por esses e outros indicadores, o apóstata PT, que sempre defendeu mentirosamente o contrário, está colocando a Empresa-símbolo do País, prontinha para ser doada ao Sistema Financeiro mundial!...

Esses, os dados e fatos! O resto é conversa-fiada!... (Márcio Dayrell Batitucci) 

Petrobras contrata sete vezes mais terceirizados do que concursados. 
Quadro da estatal tem 80% de terceirizados, inclusive em funções de concursados

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Ao defender a gestão da Petrobras no embate com a oposição nas CPIs abertas no Congresso, o governo cita a realização de 18 concursos públicos desde 2003, que fizeram dobrar o quadro de efetivos da estatal nos mandatos de Lula e Dilma. O número de concursados saltou de 40 mil para 86 mil. No entanto, a participação desses concursados no total da força de trabalho da Petrobras caiu de 25% para 20% nos últimos 12 anos. Isso porque, no mesmo período, houve uma explosão na contratação de terceirizados, que saltaram de 121 mil para 360 mil, um crescimento de quase 200%. Nos últimos 12 anos, entraram pela janela sete vezes mais contratados indiretamente do que o total de concursados efetivados. Em 2002, ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), os concursados já eram apenas 25% dos empregados. A continuidade da política de terceirização reduziu essa participação ainda mais, para 20% do quadro de trabalhadores da Petrobras. A contratação de terceirizados - que hoje formam 80% do quadro - não é ilegal, mas é proibida para as chamadas atividades-fim, relacionadas ao negócio principal da empresa, que são reservadas aos concursados, como determina o no artigo 37 da Constituição. São cargos como os de engenheiro, geólogo, economista, administrador, contador e até advogado, listados no plano de carreiras da estatal.

Hoje, para cada funcionário de carreira há quatro terceirizados trabalhando em diferentes áreas da companhia e de suas subsidiárias, de áreas administrativas a plataformas de produção de petróleo no mar. Essa relação ficará ainda mais desfavorável para os concursados a partir deste mês, quando começam a deixar a Petrobras os 8.300 funcionários efetivos que aderiram ao programa de demissão voluntária criado pela presidente da empresa, Graça Foster, para economizar cerca de R$ 13 bilhões até 2018. Ela indicou que pretende repor apenas 60% das vagas dos demissionários.

Uso de terceirizados é alvo de 30 ações judiciais

A ocupação de vagas como estas por terceirizados é alvo de pelo menos 30 ações judiciais propostas por sindicatos e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) desde a década passada. Em 2006, a estatal fez um acordo para regularizar a situação até 2010, que não foi cumprido. Os profissionais são admitidos como prestadores de serviços, contratados por empresas que, por sua vez, são contratadas pela Petrobras por projetos de, em média, quatro anos. Em tese, prestadores de serviços nem deveriam trabalhar nas dependências da Petrobras. Muito menos ter como chefes funcionários efetivos. Segundo o MPT, a empresa só deveria recorrer à contratação indireta para atividades complementares, como manutenção, vigilância, comunicação.

Segundo a estatal, as empresas terceirizadas montam suas equipes sem subordinação à Petrobras, mas de acordo com o projeto contratado. Não é o que dizem funcionários ouvidos pelo GLOBO sob a condição do anonimato. Eles reconhecem que a prática não é nova na estatal, mas vem aumentado nos últimos anos, levantando dúvidas sobre os critérios de escolha dos profissionais. Indicações até de parentes dos altos executivos e de políticos são comentadas nos corredores.

Listas telefônicas da estatal obtidas pelo GLOBO mostram as equipes das gerências formadas tanto por funcionários efetivos quanto por terceirizados, que podem ser identificados pelo nome da empresa contratante no endereço de e-mail. Na Gerência Executiva de Programas de Investimentos da Diretoria de Gás e Energia, por exemplo, o gerente executivo, os cinco gerentes gerais e os 19 gerentes são concursados. Mas entre seus subordinados, efetivos e terceirizados se misturam. Na gerência de Energia, 21 dos 31 profissionais são terceirizados em posições como engenheiro, técnico em elétrica ou contabilista, também ocupadas por concursados.

- Fiscalizar plataforma em alto-mar, por exemplo, é uma atividade de alto risco que só deveria ser exercida por concursados, que têm melhor treinamento. Mas as plataformas estão cheias de terceirizados - diz o procurador do Trabalho Marcelo Fernandes da Silva, que há dez anos investiga a escalada das contratações indiretas na empresa. - A prestação de um serviço deve ser feita de forma autônoma ou sob liderança das empresas contratadas. Se o profissional está subordinado a um gerente da Petrobras, não é prestação de serviço. É mera intermediação de mão de obra.

A existência de concursados e terceirizados trabalhando lado a lado é a principal evidência encontrada pelos procuradores do trabalho e por uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) realizada em 2010. Os auditores apontaram a dificuldade de diferenciar prestadores de serviço de caráter temporário dos terceirizados com funções permanentes, iguais às dos concursados. Foram encontrados funcionários com mais de 20 anos na Petrobras com contratos indiretos. Isso só é possível porque eles mudam de empresa a cada fim de contrato, num sinal de que gerentes da Petrobras fazem indicações para as prestadoras.

A demanda crescente leva a estatal a firmar contratos bilionários com várias intermediárias. Uma das maiores é a Hope RH, que aparece na lista de supostos beneficiários do esquema investigado pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato. A empresa aparecia em documentos do ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, apreendidos quando ele foi preso. A Hope nega ter relações com ele.

Enquanto a terceirização cresce, a Petrobras deixa de convocar boa parte dos aprovados em seleções nos últimos anos, levando muitos à Justiça para prorrogar a validade de concursos e garantir a contratação. O MPT estima que mais da metade dos selecionados ainda não tenha sido chamada. A empresa disse já ter contratado 32.221 aprovados desde 2003, mas não informou o total de vagas oferecidas nos editais. O número de funcionários próprios subiu mais do que isso por causa da incorporação de funcionários de empresas adquiridas no Brasil e no exterior, como usinas termelétricas.

Terceirização causou racha entre sindicatos

Segundo a Petrobras, a estimativa de Graça de repor apenas 60% das vagas dos demissionários voluntários, feita em conversa com investidores, ainda é preliminar. Mesmo assim, o plano foi criticado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), representação sindical filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT). Líderes da FUP se reuniram com Graça na ultima sexta-feira para pedir reposição de 100% das vagas, mas ela não se comprometeu. Emanuel Cancella, dirigente do Sindipetro-RJ, órgão dissidente da FUP, diz que as terceirizações foram um dos motivos do racha entre os sindicatos do setor no governo Lula. Ex-dirigentes da FUP chegaram a assumir a gerência de recursos humanos, mas não frearam as contratações indiretas: - Essa foi uma das razões para a nossa saída da FUP. Em vez de acabar com a terceirização, os sindicalistas indicados pelo PT na Petrobras fizeram pior do que no governo anterior. Vangloriam-se dos concursos, mas mudaram o plano de cargos e fizeram a terceirização crescer avassaladoramente. Em nota ao GLOBO, a Petrobras afirmou que, entre os 360 mil funcionários contabilizados como terceirizados, cerca de 165 mil trabalham em obras com claro caráter temporário e afirmou que o grande número de prestadores de serviço se justifica pelo aumento do volume de investimentos da companhia, cuja média anual cresceu dez vezes na última década. O plano de investimentos de 2014 a 2018 vai aplicar US$ 220 bilhões na exploração do pré-sal e na conclusão de refinarias atrasadas, entre outros programas, para aumentar a produção de petróleo e de derivados. O GLOBO tentou contato com representantes da FUP, mas não obteve retorno. (Alexandre Rodrigues, OGlobo, 02/06/2014) 


Liminares põem em risco a liberdade de imprensa - Leia

PAC da Copa 
Desabamento do Viaduto Guararapes, que estava em obras na avenida Pedro I, em Belo Horizonte, ontem. 

Uma tragédia no caminho da Copa do Mundo. (CBN Belo Horizonte) Prefeito de BH confirma uma morte, feridos e decreta luto de 3 dias e lamenta, mas diz que acidentes acontecem.



A partir deste fim de semana, Dilma e seus ministros precisarão tomar cuidado. Viagens, inaugurações, distribuição de casas e tratores e demais bondades a que o governo acostumou-se, senão proibidas, estão limitadas pela lei eleitoral.
A cada nova denúncia, fica mais claro que compraram Pasadena para caixa dois. (Lula) 
Homenagem a um homem!...
Tivemos a última sessão do STF presidida por Joaquim Barbosa.
Não posso deixar, nesse momento, de prestar uma homenagem a esse grande brasileiro, que parece ter vivido na época certa!...
Utilizando-me figurativamente das próprias palavras do Mnistro, em sua despedida, podemos dizer: Joaquim Barbosa: vá para casa tranquilo, com a certeza do dever cumprido. Seus defeitos, suas imperfeições, seu jeito duro e, às vezes, até autoritário de decidir, certamente foram menores que o bem maior proporcionado ao País! Um Ministro do STF, não precisa ser negro, branco, amarelo! Precisa somente ser um estadista, que coloca a Lei e o interesse do País, acima de qualquer outro objetivo!
Joaquim Barbosa: vá tranquilo para casa, sem qualquer sentimento de culpa ou de atuação imprópria! O País ao qual seu caráter e sua determinação serviram, neste momento, precisava de um tratamento de choque, que somente um homem de sua estatura poderia aplicar!
Joaquim Barbosa: esperamos todos nós que o novo STF, que está nascendo agora, à seu exemplo, seja igualmente maior que seus defeitos e suas impropriedades, sendo capaz de colocar a Lei e os interesses do País, acima de tudo.
Joaquim Barbosa: o Brasil lhe agradece... (Márcio Dayrell Batitucci)

Quando a vida lhe trouxer mil razões para chorar...
encha o peito de ar e repita em voz alta as suas mil e uma razões para sorrir. 

Judiar
Para quem não sabia como eu agora tem a oportunidade.
O verbo judiar, hoje empregado sem qualquer conotação preconceituosa, esconde um antigo e surpreendente significado, raramente registrado nos dicionários e, por isso mesmo, desconhecido da maioria dos falam ou escrevem sobre o uso deste vocábulo.
A primeira consulta vem de um gaúcho que mora no Rio de Janeiro, ex-aluno e admirador, como eu, do professor Celso Luft (o que, nesta coluna, já dá direito de puxar um banco e ir sentando). Ele é gentil, mas seu raciocínio é tortuoso: Gostaria de saber se a expressão baixo calão, usada pelos dicionários para classificar os palavrões, não poderia ser substituída por baixo escalão. Acontece que no dicionário do prof. Luft consta que um dos significados de escalão é nível; logo, baixo escalão teria o sentido de baixo nível, exatamente o conceito que se aplica aos palavrões - o senhor não concorda?.
Sinto muito, prezado amigo, mas não posso concordar; calão nada tem a ver com escalão. Escalão provém do Latim scala, escala, escada, que produz também escalar; é por isso que falamos, numa estrutura hierarquizada, em cargos ou postos que vão do baixo ao alto escalão. Calão, por sua vez, vem de caló, como os ciganos chamavam a si próprios e ao seu próprio idioma. Pela desconfiança histórica que os povos europeus votavam (ou votam) aos ciganos, o termo passou a designar língua vulgar, grosseira, de pessoas de baixa extração. Como estás a ver, entre calão e escalão há uma mera semelhança casual, a mesma que existe entre adulto e adúltero ou banha e banho, vocábulos que nada têm a ver um com o outro.
A segunda consulta vem de São Paulo, capital, assinada por Gabriel, um jovem que precisa de algo mais substancioso que uma simples aula de Português. Escreve ele: Prezado prof. Moreno, tenho apenas catorze anos mas acompanho sua coluna pela internet. Gosto muito do bom humor e da franqueza com que o senhor trata as pessoas e por isso me animei a lhe fazer uma pergunta. Ontem eu li num site que o holocausto da Alemanha nazista não passa de uma invenção (que eles chamam de holoconto) e que a palavra judiar vem das maldades que os judeus costumavam cometer contra os cristãos. Essa explicação está correta? É impressão minha ou o site é meio racista?.
Meu caro Gabriel, não fosse pela tenra idade eu não desculparia tuas dúvidas. Meio racista? Para começar, ele faz, a meu ver, duas coisas imperdoáveis: primeiro, nega o horror absoluto que foi holocausto; segundo, e talvez pior ainda, procura fazer humor com algo que jamais será engraçado (convenhamos, holoconto é uma blague de insuperável mau gosto). Já que frequentas a internet, procura e acharás dezenas de depoimentos e documentários que vão ter dar uma visão aproximada dessa inexplicável explosão da maldade humana. Como diz Giorgio Agamben no início de seu livro sobre Auschwitz (a tradução é minha), No campo de concentração, uma das principais razões para sobreviver é a ideia de um dia poder testemunhar sobre o que aconteceu - exatamente para neutralizar esses fanáticos do lado negro da Força que vivem tentando, dos modos mais delirantes, apagar de nossa memória o que nunca deverá ser esquecido.
É também um equívoco a explicação que eles dão para judiar. É importante lembrar que as judiarias (ou judarias, como eram mais conhecidas) eram os bairros judeus do Portugal antigo, similares às mourarias, onde se concentravam os muçulmanos. Nas Ordenações Afonsinas, que datam mais ou menos do descobrimento do Brasil, lê-se, no título 86: De como os judeus hão de viver em judarias apartadamente. Nas cidades maiores de Portugal, onde esse confinamento era imposto com rigor, era proibido ao judeu, sob graves penas, andar fora da judaria depois de tanger a Ave Maria, como nos explica o dicionário de Bluteau.
O verbo judiar, ao que parece, era usado justamente para descrever as incursões que os cristãos faziam nessas judarias para infernizar a vida de seus moradores - daí o valor que este termo tem até hoje de maltratar, tratar com escárnio. Vamos judiar!, portanto, seria um sinônimo para Vamos mexer com os judeus. Contudo, contaminada por uma longa tradição de preconceito racial e religioso, a cultura popular (e, portanto, nossa língua) preferiu ver o judeu como o sujeito deste verbo (aquele que judia), quando, na verdade, ele era apenas o seu objeto direto (a vítima, ou seja, aquele que é judiado). O único dicionário que registrou esse ponto de vista foi o Aurélio - mas apenas até sua segunda edição, a que eu uso, apelidada por mim de Aurélio-vivo (acredite, prezado leitor, esta é a mais confiável de todas, pois as edições seguintes, feitas depois da morte do mestre, continuam descendo vertiginosamente ladeira abaixo). Ali, o verbete judiar abre com uma definição que inexplicavelmente foi retirada das edições posteriores: tratar como antigamente se tratavam os judeus: escarnecer, maltratar. (RBS)

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