13 de jul de 2014

Afinal, a final: deles....

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Alemanha e Argentina jogam pela final. Uma seleção encerra hoje no Maracanã sequência de mais de 20 anos sem taça. Chefes de Estado polêmicos estarão na final da Copa do Mundo. Militares ensaiam segurança a Dilma e chefes de Estado. Aparato de segurança para a final da Copa do Mundo no Maracanã envolve 26 mil homens.

Seleção de 2014 é a pior anfitriã da história das Copas. Derrota: jornais falam em nova humilhação brasileira e gera onda de piadas na web. Com derrota de 3 a 0, Marin agora fala em aceitar demissão de Felipão. Partida contra a Holanda revela que Felipão perdeu o controle da equipe; jogadores da reserva tomam o lugar do técnico e instruem companheiros. Vexame chega ao fim com a defesa mais vazada da história da Seleção; Felipão insiste em ficar!

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, só resolveu falar sobre estatização do futebol no Brasil, devido à derrota e justificando sua origem no PCdoB. E também só por conta da lavada da Alemanha é que Dilma Rousseff levanta a bandeira de que tudo precisa ser mudado, embora ela própria não tenha a menor ideia de como fazer isso - e provavelmente, nada fará. Aproveitando a chance, a bancada da bola entra em campo querendo apressar a aprovação da lei que cria Responsabilidade Fiscal do Esporte. É a que parcela o pagamento de R$ 5,1 bilhões de dividas dos clubes com IR, INSS, FGTS e outros. O ministro Guido Mantega é totalmente contra um Refis para o futebol.

Para satisfação do alcaide do Rio, o BRT que atravessa 14 bairros ao custo de de R$ 712 mil, em dois anos, a manutenção do Transcarioca vai custar R$ 17 milhões. Mesmo o cidadão fluminense que, na Copa, não chegou perto do Maracanã será obrigado a bancar o transporte de quem foi ao estádio. Só o custo das passagens de metrô deverá chegar a cerca de R$ 2,2 milhões - o valor será pago pelo estado. Pra nós! Alegria, alegria, sorria!

Aberração Jurídica? Suposições de vandalismo leva polícia a prender ativista Sininho e outras 16 pessoas. Bolivianos são presos acusados de furto na Lapa. Prisões na véspera da final da Copa despertam críticas. OAB e a Anistia Internacional avaliaram prisões como inconstitucionais e intimidatórias.

Franklin Martins, ex-ministro de Lula, é pivô de crise no comitê da campanha de Dilma.

Aécio elogia fim da Futebras: cofres públicos agradecem.

Na véspera dos 60 anos, planos de saúde triplicam de preço. Operadoras antecipam reajuste para driblar proibição. Crescem queixas na Justiça.

Gaza tem dia mais violento com ao menos 52 mortos. Conflito se agrava e cessar-fogo entre Israel e Hamas parece distante. Apesar da piora dos bombardeios sobre Gaza, editor da BBC para Oriente Médio vê obstáculos à interrupção dos ataques. ONU pede cessar-fogo na Faixa de Gaza. O que o enfraquecido Hamas pode ganhar com o conflito entre Israel e Palestina. Hamas nega alegações de que teria disparado foguetes do Líbano para Israel. Papa Francisco pede fim das hostilidades no Oriente Médio.


Costume de perder 
Outra surra: imprensa internacional ironiza a derrota para a Holanda.
A Copa dos dezesseis anos
1. A primeira grande frustração do Brasil em Copas do Mundo ocorreu em 1950, quando perdemos em casa para o Uruguai.
2. Dezesseis anos depois, a segunda. Em 1966, como bicampeões mundiais, caímos na primeira fase, perdendo para Hungria e Portugal.
3. Dezesseis anos depois, a terceira. Em 1982, como tricampeões e com um time de fazer inveja a qualquer argentino, fomos bisonhamente eliminados pela Itália, embora jogássemos pelo empate.
4. Dezesseis anos depois, a quarta grande decepção. Em 1998, já tetracampeões, perdemos a final para a França, de goleada. Até hoje não se sabe direito o que aconteceu com o nosso centroavante. Dançamos no Moulin Rouge do futebol!
5. Dezesseis anos depois, retorna a Copa ao Brasil. E mais uma vez perdemos.
6. Perdemos para a mobilidade urbana, perdemos para a violência nos estádios, perdemos para os acidentes fatais nas obras, perdemos prazos, perdemos para a corrupção e para o superfaturamento, perdemos a chance de melhorar a saúde, a educação e a segurança. Derrota acachapante!
7. Só espero que o cabalístico azar dos dezesseis anos se confirme dentro do gramado, especialmente no ponto de inflexão da campanha, ao enfrentarmos Espanha ou Holanda (não acredito na zebra chilena) nas oitavas de final, onde estarão se digladiando dezesseis seleções.
8. Pode parecer impatriótico torcer contra o escrete canarinho, mas se quebrarmos esse tabu e nos sagrarmos hexacampeões mundiais de futebol teremos, certamente, outra maldição muito mais calamitosa a se concretizar - o PT na Presidência da República por dezesseis anos! (AD)  
Vidência futura

Depoimento do Presidente da Costa Rica 

Depois que ficamos sabendo, nesta Copa, como a Costa Rica prepara seus futuros atletas de futebol e como trata a educação de seu País, não posso deixar de lhes enviar esse texto, da lavra do Presidente daquele País, que recebi de um amigo. Texto um pouco antigo (2009!), mas sempre atual!

Só para comparar, segundo o Relatório IDH 2103, a Costa Rica ocupa a 62a. posição e o Brasil a 85a., entre 187 países. 

O texto é um primor de discernimento e de sabedoria: ...nós, os latino-americanos, fizemos algo muito mal...

Algo hicimos mal

 photo _aoscararias.jpg Palavras do Presidente Oscar Arias da Costa Rica na Cúpula das Américas em Trinidad e Tobago, 18 de abril de 2009: "Tenho a impressão de que cada vez que os países caribenhos e latino-americanos se reúnem com o presidente dos Estados Unidos da América, é para pedir-lhe coisas ou para reclamar coisas. 

Quase sempre, é para culpar os Estados Unidos de nossos males passados, presentes e futuros. Não creio que isso seja de todo justo. 

Não podemos esquecer que a América Latina teve universidades antes de que os Estados Unidos criassem Harvard e William & Mary, que são as primeiras universidades desse país. 

Não podemos esquecer que nesse continente, como no mundo inteiro, pelo menos até 1750 todos os americanos eram mais ou menos iguais: todos eram pobres. 

Ao aparecer a Revolução Industrial na Inglaterra, outros países sobem nesse vagão: Alemanha, França, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e aqui a Revolução Industrial passou pela América Latina como um cometa, e não nos demos conta. 

Certamente perdemos a oportunidade. 

Há também uma diferença muito grande.

Lendo a história da América Latina, comparada com a história dos Estados Unidos, compreende-se que a América Latina não teve um John Winthrop espanhol, nem português, que viesse com a Bíblia em sua mão disposto a construir uma Cidade sobre uma Colina, uma cidade que brilhasse, como foi a pretensão dos peregrinos que chegaram aos Estados Unidos.

Faz 50 anos, o México era mais rico que Portugal. Em 1950, um país como o Brasil tinha uma renda per capita mais elevada que o da Coréia do Sul. Faz 60 anos, Honduras tinha mais riqueza per capita que Cingapura, e hoje Cingapura em questão de 35 a 40 anos é um país com $40.000 de renda anual por habitante.

Bem, algo nós fizemos mal, os latino-americanos.

Que fizemos errado?

Nem posso enumerar todas as coisas que fizemos mal. Para começar, temos uma escolaridade de 7 anos. Essa é a escolaridade média da América Latina e não é o caso da maioria dos países asiáticos. 

Certamente não é o caso de países como Estados Unidos e Canadá, com a melhor educação do mundo, similar a dos europeus. De cada 10 estudantes que ingressam no nível secundário na América Latina, em alguns países, só um termina esse nível secundário. Há países que têm uma mortalidade infantil de 50 crianças por cada mil, quando a média nos países asiáticos mais avançados é de 8, 9 ou 10. 

Nós temos países onde a carga tributária é de 12% do produto interno bruto e não é responsabilidade de ninguém, exceto nossa, que não cobremos dinheiro das pessoas mais ricas dos nossos países.

Ninguém tem a culpa disso, a não ser nós mesmos. Em 1950, cada cidadão norte-americano era quatro vezes mais rico que um cidadão latino-americano.

Hoje em dia, um cidadão norte-americano é 10, 15 ou 20 vezes mais rico que um latino-americano. Isso não é culpa dos Estados Unidos, é culpa nossa. 

No meu pronunciamento desta manhã, me referi a um fato que para mim é grotesco e que somente demonstra que o sistema de valores do século XX, que parece ser o que estamos pondo em prática também no século XXI, é um sistema de valores equivocado. 

Porque não pode ser que o mundo rico dedique 100.000 milhões de dólares para aliviar a pobreza dos 80% da população do mundo num planeta que tem 2,5 bilhões de seres humanos com uma renda de $2 por dia e que gaste 13 vezes mais ($1.300.000.000.000) em armas e soldados.

Como disse esta manhã, não pode ser que a América Latina gaste $50 bilhões em armas e soldados. 

Eu me pergunto: quem é o nosso inimigo?

Nosso inimigo, presidente Correa, desta desigualdade que o Sr. aponta com muita razão, é a falta de educação; é o analfabetismo; é que não gastamos na saúde de nosso povo; gastamos em funcionários públicos. Que não criamos a infraestrutura necessária, os caminhos, as estradas, os portos, os aeroportos; que não estamos dedicando os recursos necessários para deter a degradação do meio ambiente; é a desigualdade que temos que nos envergonhar realmente; é produto, entre muitas outras coisas, certamente, de que não estamos educando nossos filhos e nossas filhas. 

Vá alguém a uma universidade latino-americana e parece no entanto que estamos nos sessenta, setenta ou oitenta. 

Parece que nos esquecemos de que em 9 de novembro de 1989 aconteceu algo de muito importante, ao cair o Muro de Berlim, e que o mundo mudou. 

Temos que aceitar que este é um mundo diferente, e nisso francamente penso que os acadêmicos, que toda gente pensante, que todos os economistas, que todos os historiadores, quase concordam que o século XXI é um século dos asiáticos não dos latino-americanos.

E eu, lamentavelmente, concordo com eles. Porque enquanto nós continuamos discutindo sobre ideologias, continuamos discutindo sobre todos os ismos (qual é o melhor? capitalismo, socialismo, comunismo, liberalismo, neoliberalismo, social cristianismo...), os asiáticos encontraram um ismo muito realista para o século XXI e o final do século XX, que é o pragmatismo

Para só citar um exemplo, recordemos que quando Deng Xiaoping visitou Cingapura e a Coréia do Sul, depois de ter-se dado conta de que seus próprios vizinhos estavam enriquecendo de uma maneira muito acelerada, regressou a Pequim e disse aos velhos camaradas maoístas que o haviam acompanhado na Grande Marcha: Bem, a verdade, queridos camaradas, é que a mim não importa se o gato é branco ou negro, só o que me interessa é que cace ratos.

E se Mao estivesse vivo, teria morrido de novo quando disse que a verdade é que enriquecer é glorioso

E enquanto os chineses fazem isso, e desde 1979 até hoje crescem a 11%, 12% ou 13%, e tiraram 300 milhões de habitantes da pobreza, nós continuamos discutindo sobre ideologias que devíamos ter enterrado há muito tempo atrás.

A boa notícia é que isto Deng Xiaoping o conseguiu quando tinha 74 anos.

Olhando em volta, queridos presidentes, não vejo ninguém que esteja perto dos 74 anos. 

Por isso só lhes peço que não esperemos completá-los para fazer as mudanças que temos que fazer. Muchas gracias."

***
E os estudantes da USP continuam protestando para terem liberdade de fumar maconha no campus... Protestar contra a corrupção do governo? Nem pensar... (MDB) 

Isto sim são fogos de artifício! 
Coisas bonitas de se ver, aconteceu em 2013 do lado de lá do mundo.
Já imaginou isso na passagem do ano em Copacabana?
Esta cidade Província de Hunan é onde fogos de artifício foram inventados e o show nunca foi igualado no Ocidente. 
Os chineses não são apenas os inventores dos fogos de artifício, eles ainda são os mestres.

Este vídeo é digno de ser visto no Brasil todo 
O cidadão brasileiro João Martins de Queiroz postou um vídeo de desabafo para responder às agressões do cidadão Luiz Inácio Lula da Silva endereçadas aos brasileiros que vaiaram a governanta Dilma Rousseff na abertura da Copa das Copas.
João Martins de Queiroz não pertence à elite branca, burguesa, golpista, reacionária, de olhos azuis, criada pelo discurso oportunista de Luiz Inácio Lula da Silva.
As declarações de João Martins de Queiroz são imperdíveis, sua coragem e sua objetividade crítica são exemplares. 
Só esqueceu de falar e cobrar o enriquecimento dele e do filhote lulinha! Mas valeu João! Grato por ter me representado!

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