20 de nov de 2013

Consciência Negra

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• Hoje se comemora uma data, como num talvez, remorsos dos idos e tristezas dos a vir. Olhemos outros países e o que vemos? Criamos diferenças entre raças ou essa palavra deveria ser banida? 

• Talvez nos batuques, tendas e senzalas se guardem dos que vieram a força ao lado de mortos, a nossos costados, prisioneiros e obrigados com ferrões serem simplesmente escravos. 

• Não sei quanto tempo mais cada um deles aguentará ser chamado de negro. 

• Existem negros na cor da pele e pretos nos internos de brancos outros. 

• Qual a sua cor? 

• Pode alguém com sua pele afirmar não existir em seu dna o toque do tive negro em minhas gerações?

• Duro é discriminação, real e visível a nossos olhos, tvs e filmes nos mostram anos a fio, a cor da pele influencia e afugenta, como se fosse algo diferente, porém muitos deles se alevantam e se mostram mais iguais e sábios. 

• Não, nada disso, a claridade da pele é como a luz do sol, clara e benéfica, o escuro do negro é como a Lua, noturno é igualmente imprescindível. 

• Nascemos diferentes? Por preconceitos esquecemos que foram eles e continuam assim, a força que mais cresce em todo o mundo, e em breve, somarão um quantitativo total. 

• Por que somos assim? 

• Devemos parar e dizer à nossa consciência que cor não importa, o arco-íris têm quantas? 

• Cor é tonalidade e representa mais do que a visão do cego. Isto mesmo, cegos os que não querem ver, que separam joios e trigos como se a espécie humana diferenciasse tantos e tantos que nos deram exemplos de sabedoria, instrução, nos amamentaram, são os pretos-velhos a nos aquietar, são a força bruta da Nação, são alicerces que não desmoronam. 

• São os que no Brasil no início da descoberta, de longe vieram e ajudaram e muito – ainda o fazem - no crescimento dessa pátria. 

• Ó triste vergonha, mancha que nos faz enrubecer, resvala das faces lágrimas de milhares de perdões, em tristes momentos de quantos viveram e passarão. 

• Pense nisso de verdade! Quem é você afinal? Se pergunte e chegará a conclusão desse egoísmo e desfaçatez de não ser um bom irmão. 

• Que se torne feliz hoje e sempre no amanhã, mãos e corações unidos nas jornadas por vir, estaremos eternamente juntos. (AAndrade)


Ensino da cultura negra ainda sofre resistência nas escolas 

1. Embora metade da população brasileira se identifique como preta ou parda, a história das raízes africanas do Brasil ainda é tema pouco tratado nas salas de aula. Promulgada há dez anos, a lei 10.639, que determina o ensino da cultura afro-brasileira, esbarra na falta de capacitação dos professores e até no racismo velado que permeia a sociedade, segundo apurou a reportagem da BBC Brasil. Mas há avanços.

2. Hoje com 19 anos, Michael Sodré é mais um estudante tenso com as provas do vestibular. Nos primeiros anos do colégio, no entanto, o motivo de tensão era outro. Único garoto negro em sua sala de aula, em um famoso colégio de elite na zona sul do Rio de Janeiro, o menino era alvo frequente de bullying por parte dos colegas.

3. "Chamavam ele de Bombril por causa do cabelo", disse a mãe adotiva, Celina Sodré. Em uma conversa dura com a coordenadora da escola, o diálogo acabou em uma recomendação insólita: "Ela simplesmente me disse que a solução do problema era que meu filho fosse estudar na escola pública, porque ai ele saberia onde era o seu lugar".

4. Cenas de bullying por parte dos colegas e racismo por parte do próprio sistema se reproduzem em escolas de todo o Brasil. Mais de um século após o fim da escravidão, o país que mais recebeu trabalhadores negros ainda trata esses cidadãos como se fossem subalternos, segundo especialistas ouvidos pela reportagem.

5. A lei 10.639, promulgada em 2003, foi criada justamente com o intuito de valorizar as raízes africanas do país e superar o racismo.

6. "É preciso superar a visão do negro apenas como escravo. É assim que ele geralmente aparece nos livros escolares", conta Rafael Ferreira da Silva, Coordenador do Núcleo de Educação Étnico-Racial da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.

7. A prefeitura paulistana fez neste ano um levantamento inédito na rede de ensino da cidade para ver o alcance da aplicação da lei.

8. "O levantamento mostrou que há avanços. Mais da metade das escolas trabalham o tema. Mas na maior parte dos casos, é geralmente iniciativa isolada de um professor que gosta do tema. E também há o problema da descontinuidade. Se o professor deixa a escola, muitas vezes o assunto deixa de ser abordado", disse.
Mitos aceitos e mitos ocultos

9. "Discutir África não é coisa fácil nas escolas", diz Stela Guedes Caputo, pesquisadora do tema e professora na UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).

10. Além dos casos concretos de preconceito registrados em sala de aula, ela diz que quando a lei é cumprida, há casos em que "pais se reúnem com os filhos e vão à escola questionar e criticar professores que querem discutir a história da África".

11. Stela também questiona a ausência de elementos de origem afro nos livros escolares. A questão se torna especialmente delicada quando se tratam de personagens ligados às religiões afro-brasileiras.

12. Nesse caso, a ocultação desse capítulo da cultura nacional não é apenas prerrogativa das escolas. Em muitos casos, as próprias crianças escondem a religiosidade para não sofrerem preconceito por parte dos colegas.

13. "Os mitos que as crianças aprendem nos terreiros de candomblé não são aceitos na escola, os itans (os mitos da cultura iorubá), as histórias africanas que conhecem, são das mais belas criações literárias humanas e elas precisam escondê-las. Seu conhecimento é negado. Porque na escola é tão comum mitos gregos, romanos e outros, e mitos africanos são demonizados?", questiona.

Avanço

14. Editais do MEC exigem que livros didáticos tenham conteúdo sobre a história afro-brasileira.

15. Professora de formação, Macaé Maria Evaristo do Santos conta que há mais de dez anos, quando ainda dava aula em um colégio de Belo Horizonte (MG), a visiblidade da cultura afro-brasileira era bem menor.

16. "Uma vez cheguei em uma sala do Ensino Médio e perguntei aos alunos quantos haviam lido um livro com personagens negros. Alguns levantaram a mão. Depois de mais de dez anos de escolaridade, eles citaram a Tia Nastácia, o Saci Pererê, o Negrinho do Pastoreio… Nem Zumbi dos Palmares fazia parte do repertório", conta.

17. Macaé hoje é Secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (MEC). Uma década após a promulgação da lei, ela ainda vê desafios, mas comemora os resultados.

18. "Essa é uma temática que vai ganhando relevância. Antes só se falava nisso no Dia da Consciência Negra. Aos poucos vai se integrando no projeto pedagógico das escolas", diz.

19. A secretária conta que em 2012, o curso mais solicitado pelos diretores de escolas do país na Rede Nacional de Formação Continuada do MEC foi justamente o que capacita professores para o ensino de cultura afro-brasileira. 20. Na última década, os editais para o desenvolvimento de livros didáticos financiados pelo MEC também exigem esse conteúdo. (Maurício Moraes, BBC Brasil)

Na página existem tópicos do tipo: Brasil tem mais assassinatos contra negros; Profissionais negras descrevem memórias de preconceito no cotidiano e Brancos têm duas vezes mais acesso a planos de saúde no Brasil que negros.

• Um dia mentalidades mudarão e inserções dessas estarão sepultadas.

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