24 de jun de 2013

O medo das manifestações orquestradas...

 photo _aadupladoarrazo_zpsb9244408.jpg
Dilma retoma iniciativa: plebiscito por constituinte. 
• Presidente surpreende e faz proposta concreta de consulta popular para a convocação de assembleia constituinte para fazer exclusivamente uma reforma política; Dilma Rousseff quer cinco pactos pelo País: responsabilidade fiscal reforma política, melhora na saúde; ela pede a contratação de médicos estrangeiros após chamar profissionais brasileiros; As ruas estão nos dizendo que o País quer serviços públicos de qualidade, diz a presidente; lançamento da ideia do plebiscito retoma iniciativa política. 

• Prefeitos devem pedir a Dilma redução de impostos sobre transporte coletivo. Presidente também deverá receber apoio à contratação de médicos estrangeiros para o Sistema Único de Saúde. 

• Intensidade de protestos diminui durante o domingo no Brasil. Em protestos no Acre, polícia é exaltada em cartazes e slogans. Protestos globais crescem com perda de fé na política e no Estado. 

• Uma reportagem publicada na edição deste domingo do jornal britânico The Observer afirma que as manifestações que vêm ocorrendo na Turquia, no Brasil e em diversos outros países têm em comum o fato de serem virais, organizadas de forma flexível, com mensagens soltas e a maior parte acontecendo em espaços públicos urbanos

• Presidente Dilma Rousseff recebe líderes do Movimento Passe Livre, responsável pelos protestos contra reajustes nas passagens de ônibus; a partir do encontro, será montado um pacote de medidas prometido pela presidente em seu pronunciamento; grupo será o primeiro interlocutor em nome dos manifestantes; reunião terá força para conter onda das ruas? 

• De discurso vazio a falou bem: mídias sociais reagem à fala de Dilma. Comentários evidenciam expectativa sobre como temas enumerados pela presidente serão postos em prática. 

Richa: Dilma só quer dividir o ônus da crise
• O governador Beto Richa confirmou neste domingo (23) a presença na reunião convocada pela presidente Dilma Rousseff com governadores e prefeitos das capitais em Brasília. Governador do Paraná, do PSDB, admite que nem teve vontade de ir para a reunião com a presidente em Brasília, que convocou prefeitos e governadores para discutir as demandas reivindicadas pelas manifestações populares, mas vai para não dizerem que eu me neguei a discutir; Beto Richa acrescenta que sempre tentou melhorar sua relação com Dilma, e não conseguiu; Agora não tenho nada a perder.


• Protestos ampliam incertezas e apreensão de investidores. Para especialistas, manifestações podem dificultar desafio do governo de acelerar crescimento econômico em meio à crise de confiança

O povo sabe

Lula, e você?
• Só faltam oito - Que FHC será eleito para a ABL na quinta, dia 27, é praticamente certo. Mas tem uma turma de imortais que sonha com a unanimidade. Até agora já são 31 declarações de apoio ao ex-presidente. Só faltam oito votos. Além de FH, mais 11 candidatos apresentaram candidatura.

• Baseado em notícias de jornais, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, afirmou que viu interessados em tomar o lugar do Brasil como sede da Copa-2014 quando houve ameaça de cancelamento pela FIFA da Copa das Confederações por conta dos protestos no Brasil. Mas a entidade reafirmou que não há plano B e que a competição será no país. 

Opinião

O governo tem que chamar para si a responsabilidade e dar uma resposta pública às demandas das manifestações que estão ocorrendo no País e não cabe à polícia essa responsabilidade, avaliou a coordenadora geral do Instituto Sou da Paz, Carolina de Mattos Ricardo. A polícia não pode ser a resposta pública do governo. Não é da polícia essa responsabilidade, afirmou Carolina, ao participar do debate Manifestações de Rua e a Segurança Pública: limites e controvérsias, promovido pelo Centro de Estudos em Administração Pública e Governo, da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas, e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em São Paulo. 

Dilma constrói hospital na Palestina enquanto nós, aqui... 
Palestinos inauguram centro médico construído com doação do Brasil. Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou Israel e territórios palestinos. Gente! Quem aguenta isso? 
• O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inaugurou neste sábado um centro médico na cidade palestina de Dura, no sul da Cisjordânia, construído com recursos doados pelo governo brasileiro. 
Foi uma cerimônia bastante emocionante, disse Padilha ao Terra, ao final de uma visita de três dias a Israel e Palestina. Os palestinos em Dura ficaram muito agradecidos pela nossa contribuição, que faz parte da colaboração do Brasil para ajudar na construção do Estado Palestino, afirmou. 
• De acordo com Padilha, dos US$ 10 milhões doados pelo Brasil para a Autoridade Palestina, US$ 4 milhões são provenientes do ministério da Saúde e estão sendo investidos em centros de reabilitação e de tratamento materno-infantil. Consideramos a contribuição à saúde como parte dos esforços pela paz nesta região, acrescentou o ministro. Palestinos agradecem ao povo brasileiro. 
• Nazih Abed, que dirige o novo centro médico de Dura, fez questão de agradecer ao governo e a todo o povo brasileiro(?). Com a doação do Brasil conseguimos construir um centro médico que prestará serviços à população do sul do distrito de Hebron e isso facilitará a vida de cerca de 200 mil pessoas, que antes tinham que viajar 35 km até a cidade de Hebron e esperar por muito tempo em filas para obter atendimento, disse o médico palestino ao Terra. Agora poderemos oferecer atendimento e vacinação para uma grande população em condições muito melhores. Temos 22 médicos e 40 enfermeiros no novo centro, acrescentou.
• O ministro Padilha chegou a Israel na última quinta feira e visitou os maiores centros hospitalares e indústrias farmacêuticas do país e também se encontrou com a ministra da Saúde israelense, Yael German. 
• Na sexta feira Padilha iniciou sua visita à Palestina, onde se encontrou com o ministro da Saúde da Autoridade Palestina, Hani Abdeen, na cidade de Ramallah e visitou o Laboratório Central de Saúde Pública, que também recebeu uma contribuição do governo brasileiro.
• O embaixador Paulo França, chefe do Escritório de Representação do Brasil junto à Autoridade Palestina, disse ao Terra que os palestinos apresentaram uma série de necessidades adicionais, que serão objeto de discussão posterior, durante as reuniões. 
Os dois ministros da Saúde tiveram uma reunião muito positiva, na qual o ministro palestino agradeceu muito a contribuição já prestada pelo Brasil, além da postura politica do país em relação à questão palestina, disse o embaixador brasileiro. Transferência de tecnologia israelense 
• Segundo o ministro Padilha, a visita ao Oriente Médio foi muito proveitosa. Em Israel estabelecemos dois canais muito importantes de colaboração, disse, na área da produção de remédios e na área de treinamento de equipes médicas que irão atuar em eventos de massa, principalmente na Copa do Mundo e nas Olimpíadas
• Durante a visita o ministro firmou uma parceria com a indústria israelense Protalix, na área de produção de remédios biológicos com base vegetal. Com essa parceria haverá transferência de tecnologia que possibilitará a produção no Brasil de remédios para doenças inflamatórias e para câncer, disse. Assim iremos gerar tecnologia e conhecimento na área farmacêutica e, sobretudo poderemos reduzir o preço dos medicamentos
• O ministro brasileiro também firmou uma parceria com o Centro de Simulação Médica do Hospital Tel Hashomer, próximo a Tel Aviv. Esse centro se especializa em treinamento de equipes para casos de catástrofes que envolvam um grande número de feridos. Os conhecimentos que obteremos em consequência dessa parceria poderá nos ajudar muito a enfrentar problemas que podem ocorrer durante os grandes eventos que temos pela frente, concluiu Padilha. Aqui 

• O conselho dos advogados do Brasil e o episcopado da Igreja Católica apresentaram nesta segunda-feira a minuta de um projeto de lei de iniciativa popular destinado a reformar o sistema político nacional, como resposta às manifestações que ocorrem no país há duas semanas. A Ordem dos Advogados do Brasil e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, junto com outras organizações sociais, se propõem a coletar assinaturas de apoio a um projeto de reforma política que será apresentado ao Congresso. 

Se ocorre em outros países, vamos atuar para mudar este nosso país. 
• É assim que começa. 
• Em dias, a maioria das pessoas no Brasil terá este texto. Uma ideia que realmente deve ser considerada e repassada para o Povo. 
• Lei de Reforma do Congresso de 2013 (emenda à Constituição) PEC de iniciativa popular: Lei de Reforma do Congresso (proposta de emenda à Constituição Federal)
1. Fica abolida qualquer sessão secreta e não pública para qualquer deliberação efetiva de qualquer uma das duas Casas do Congresso Nacional. Todas as suas sessões passam a ser abertas ao público e à imprensa escrita, radiofônica e televisiva. 
2. O congressista será assalariado somente durante o mandato. Não haverá aposentadoria por tempo de parlamentar, mas contará o prazo de mandato exercido para agregar ao seu tempo de serviço junto ao INSS referente à sua profissão civil. 
3. O Congresso (congressistas e funcionários) contribui para o INSS. Toda a contribuição (passada, presente e futura) para o fundo atual de aposentadoria do Congresso passará para o regime do INSS imediatamente. Os senhores Congressistas participarão dos benefícios dentro do regime do INSS exatamente como todos outros brasileiros. O fundo de aposentadoria não pode ser usado para qualquer outra finalidade. 
4. Os senhores congressistas e assessores devem pagar por seus planos de aposentadoria, assim como todos os brasileiros. 
5. Aos Congressistas fica vetado aumentar seus próprios salários e gratificações fora dos padrões do crescimento de salários da população em geral, no mesmo período. 
6. O Congresso e seus agregados perdem seus atuais seguros de saúde pagos pelos contribuintes e passam a participar do mesmo sistema de saúde do povo brasileiro. 
7. O Congresso deve igualmente cumprir todas as leis que impõe ao povo brasileiro, sem qualquer imunidade que não aquela referente à total liberdade de expressão quando na tribuna do Congresso. 
8. Exercer um mandato no Congresso é uma honra, um privilégio e uma responsabilidade, não um uma carreira. Parlamentares não devem servir em mais de duas legislaturas consecutivas. 

Desde que... Poderá ser tarde! 
• Desde que o governo subsidie as empresas de ônibus (com nosso mesmo dinheiro), elas não se incomodam com os protestos, até podem reduzir tarifas; 
• Desde que não questionem a estrutura, se limitem a críticas superficiais sobre corrupção e não force a mudança no sistema político, Dilma continuará dizendo que os protestos são legítimos, Calheiros e Alckmin continuarão amenizando a repressão; 
• Desde que se mantenha o senso comum antipartidário, colocando todo tipo de organização no mesmo saco, sem um projeto de sociedade para substituir o que se critica... os poderosos não serão seriamente ameaçados; 
• Desde que não bata de frente com o oligopólio dos meios de comunicação, a Globo pede desculpas por ter desqualificado os manifestantes e passa a apoiar os protestos;
• Desde que não enfrentem o capitalismo como um todo, não queiram ouvir falar em revolução nem socialismo... A burguesia mata no peito as manifestações e oferece entregar alguns anéis, para não perder os dedos. Ou, pior, responde aprofundando o fascismo neointegralista. Ou alguém acha que as classes dominantes vão simplesmente se sensibilizar e entregar tudo de forma tranquila?! 
• Se prevalecer o espontaneísmo ingênuo entre nós, nossos inimigos seguirão com superioridade organizativa. Podem admitir, talvez, baixar as passagens... Até a próxima crise econômica atingir o país com força: aí, além de voltarem os aumentos nas passagens, vão atacar ainda mais nossos direitos, como sempre fazem para manter seus lucros, sob pretexto de salvar a nação (que canta seu hino com muito orgulho, muito amor). 
• Nessa hipótese, quando percebermos que perdemos uma oportunidade de transformar profundamente o Brasil, superando esse sistema, poderá ser tarde. (Caio Andrade Bezerra da Silva)

Nenhum comentário: