18 de dez de 2011

Por que caiu de 4?

A avidez na busca da idolatria, aliada ao abusado incentivo da mídia – marketing & empresários – fez com que o povo santista caísse ante as falácias, após arrotos de Neymar isso e aquilo.

O menino não tem bagagem para ser um melhor do mundo e tão pouco os técnicos de futebol são capazes de voltar aos primórdios-bases do chamado esporte: treinos coletivos, táticas, técnicas, rodízios e inteligência dedicada.

O que se viu hoje e no resto dos jogos no Brasileirão, viu-se nos sub-20, sub-17 e pode-se chegar até aos sub-infantis onde essa arte filosófica foi esquecida.

Relembrem Neném Prancha e suas tiradas, a gaitinha do Ary Barroso com seus arroubos rubro-negritos, as narrativas do Waldyr Amaral, Oduvaldo Cozzi e outros.... onde os mais velhos sabiam por repórteres dos treinos de ruas e várzeas, aquelas linhas de passe em rodízio, onde os mais espertos entravam e os ruins afastados em contemplação.

Vez por outra relembro Fleitas Solich, Flávio Costa, Ondino Vieira e tantos que a memória não mais lembra, mas aplaude, aplicados que foram a estes princípios antigos que geraram técnicos do quilate de muitos como de Telê Santana.

Daí por diante, surgiam não mais a garra e sim esquemas defensivos e, por sorte, uma dialética(?) onde o Brasil se sagrou campeão.

Poucas vezes vimos um time estrangeiro que por anos treina nos subs... em filosofia não nova, mas constantemente perseverada.

A mídia insufla insinuações endeusadoras aos ouvintes e espectadores, numa catarse – parecida com profetas e seus $$$ - indo da alegria ao ódio, a tal fé, a desilusão e àquela simbiose dita acima que enraivece e causa o fanatismo.

Perdeu o Santos do Pelé, da torcida, brasileiros e só agüentar o sorrisinho maroto dos Barcelonenses.

Alguém lembra da Carrossel holandês, Argentina, Uruguai e tantas seleções usando algo parecido, e a mais recente conquista chilena?

Parece que temos de reformular desde as bases até critérios futebolísticos, enquadramento de técnicas e fugir dos embates, onde, como no Brasileirão último, a marca do melhor caía solertemente ante a arte e a genialidade da recriação.

Chorar sobre o leite derramado de nada vale, foi-se! Agora é refazer uma CBF, congêneres e clubes mudarem, principalmente naquilo de fazer dos geniozinhos brasileiros mercadorias frustrantes.

Os esportes e atletas estão nas mãos de quem? Seus donos fazem e desfazem times, seleções e coisas tais que leis não existem e nem são aplicadas. Por que?

Ou vamos ficar naquela de Taça Moral dada ao Vasco?
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Dói sim, e por enquanto apenas o blecaute, o choro, como se diz: bola pra frente! (Armando Andrade)

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