10 de dez de 2010

Aedes aegypti urgente

Aedes aegypti pode transmitir dengue e febre chikungunya ao mesmo tempo. Ilha do Governador tem o maior índice de Aedes aegypti.
photobucket A descoberta de três brasileiros contaminados com a febre chikungunya - transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue - preocupa especialistas. Um dos problemas é que um mesmo Aedes pode carregar os dois vírus e, por isso, causar as duas doenças às pessoas que forem picadas.
photobucket "Experimentalmente já foi confirmado que se pode encontrar os dois vírus na saliva do Aedes. Ou seja, se um mosquito que carrega os dois vírus picar uma pessoa, ela pode desenvolver as duas doenças", explica Ricardo Lourenço, especialista da Fiocruz em insetos.
photobucket Apesar de ser menos letal do que a dengue, a chikungunya causa dores intensas nas articulações dos pés e das mãos, o que chega a dificultar a mobilidade em pelo menos 70% dos pacientes afetados pelo mal.
photobucket "O vírus causa dores fortíssimas. Os pacientes não conseguem nem segurar um copo. Em alguns casos, as dores duram até 1 ano. Isso é muito grave quando afeta um chefe de família, um profissional liberal. Além de ser um complicador para o sistema de saúde", diz o coordenador do Programa de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho, acrescentando que não houve transmissão dentro do Brasil.
photobucket Ontem, o ministério pediu que os brasileiros que forem viajar aos países em que há circulação do vírus chikungunya (Ásia e África) usem repelentes, além de roupas compridas, que protejam a pele e, se possível, usem mosquiteiros para dormir.
photobucket Principal ponto de chegada no Rio de viajantes vindos do exterior, o Aeroporto Internacional Tom Jobim está localizado na região com o maior índice de infestação do Aedes aegypti. Segundo o último levantamento do município, a região tem índice médio de 4%, mas há regiões como Freguesia e Jardim Guanabara com 19% e 10%, respectivamente.
photobucket Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o índice máximo considerado seguro é de 1%. Ou seja, em cada grupo de 100 imóveis, o recomendável é que até um tenha pelo menos um foco do Aedes.
photobucket "Os índices são altos. Sem conseguir controlar o vetor (mosquito), a cada momento temos uma nova ameaça. Um dia é a possibilidade de introdução da dengue 4 no País, no outro é a volta do tipo 1 no Rio e a chikungunya", alerta o infectologista Edmilson Migowski, da UFRJ.
photobucket Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, foram feitas ações de bloqueio na Ilha do Governador na ocasião da notificação do caso do carioca, em agosto, com uso de larvicida e fumacê portátil. O órgão afirmou ainda que realiza mutirões na região.
photobucket "É importante que as pessoas verifiquem suas casas e ajudem no controle dos focos. Sozinho, o governo não tem com fazer esse trabalho", diz Ricardo Lourenço, da Fiocruz. (Pamela Oliveira_ODia)

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