O ser humano não controla o
mundo! Doce ilusão. A humanidade não funciona como uma máquina. Há uma ordem
espontânea, invisível, que age em razão dos muitos e distintos interesses
individuais. As instituições políticas, econômicas e sociais - criações humanas
- devem atuar no aperfeiçoamento da vida em sociedade. Especialmente em relação
à liberdade, ao respeito à propriedade, a igualdade de oportunidades e a
igualdade perante a lei.
Porém, boas instituições não
podem ser impostas, como quer crer a tribo encarnada, que abomina e rejeita
tudo que é fruto de construção via desenvolvimento das civilizações. As
instituições nascem no seio das relações no tecido social. Mas a
"superioridade intelectual e moral vermelha", deseja que o mundo
funcione de acordo com suas manivelas. Sonhadores e "especialistas"
desejosos de construir o paraíso de Alice na terra, perfeito para suas vis
liberdades sem responsabilidades. Mundo superficial, construído pela superficialidade
de sua própria sabedoria comum.
Sou otimista. No presidencialismo
- sem entrar no mérito do sistema - a figura do presidente equipara-se quase a
de um Rei Sol. A considerar os primeiros seis meses, expõe-se nitidamente o
começo do fim do "pensamento científico" e do nefasto politicamente
correto. Interregno da mentira objetiva envernizada pela retórica barroca, da
enganação e da hipocrisia, do fascínio do conforto grupal, e do verdadeiro
desprezo de despreparados e aventureiros pelo bem público. De cegos que guiavam
cegos, mas que desconheceram que muitas pessoas também pensavam e podiam ver.
Agora essas podem enxergar.
O exemplo distinto é gritante!
Por isso, a resistência "colorada" é aguerrida. Continuam as críticas
infundadas e irresponsáveis, tal qual aquele com uma trave no olho, agora
apontando a palha nos olhos dos "inimigos não-vermelhos". Muitos dos
interesseiros, nas suas massas tribais, continuam a não enxergar e recordar.
Amnésia geral!
Esquecem-se eles que as pessoas
reagem a incentivos econômicos, sociais e morais. Valores e instituições, mesmo
que se tente, não podem ser descartadas e colocadas na lixeira, sem rejeição e
contestações. É o que agora se observa em relação a família, educação, cultura
e ao mercado.
Meu otimismo começa e vem de
cima. Não dos céus. Mas do concreto e da realidade. De um novo jeito comum,
simples de falar e governar. Claro que é necessário algum comedimento. Mas
fundamental é o significado da palavra como ela é, sem dissimulação, sem a
retórica escusa. Do direto e objetivo. Da rendição a verdade dos fatos e
valores que devem representar a verdadeira nação de homens, mulheres, negros,
brancos, heterossexuais, homossexuais, cristãos, judeus, enfim... Uma sociedade
que tem e é a cultura de muitos e todos brasileiros. Mais do que falar (ah como
falavam, falavam, falavam sem nada dizer!), o bom é fazer. Gerenciamento pelo
exemplo. Iniciou-se o endurecimento das normas, que mais severas, respeitadas e
aplicadas, estão por reduzir a absurda criminalidade. Urgente é o combate aos
privilégios e a normas de conduta inadequadas que precisam ser desestimuladas.
Uma das transformações
estruturantes passa pela educação. Com incentivos distintos, é necessário
transformar o comportamento dessa massa de professores que atualmente, em seus
clubes ingleses, se auto estimulam, se protegem e afastam aqueles de pensamento
divergente desta massa. Maior exposição pública do processo de ideologização
desigual nas universidades públicas e privadas já se deu. Deve-se avançar.
Como esperar resultados
diferentes se os métodos empregados forem os mesmos? O que se esperar, por
exemplo, de jovens egressos de cursos de gestão e negócios estimulados por
jovens professores formados por uma literatura enviesada, unilateral, que
ressalta o papel "benfeitor" do Estado, identificando a sociedade com
o Estado, resultando na restrição de liberdades individuais? Como esperar,
neste contexto, empreendedores que buscam o atingimento de seus próprios
interesses e o alcance da lucratividade? Muitos dos docentes, são completamente
órfãos da imperiosa experiência empresarial. Jovens que desde muito cedo,
adentraram o ambiente acadêmico, buscando titulações e enxergando somente
livros e paredes universitárias. A própria literatura "não vermelha",
até pouco tempo ausente das fronteiras verde-amarelas, muitas vezes, é encarada
com descaso e preconceito.
A "moderna" tecnologia
de ensino brasileiro, faz do discente um "cliente". Assim, o bondoso
professor fala mansamente com sentimentos de bondade e benevolência em relação
"aos outros". Eles próprios são incapazes de realizar que tudo isso
vai, de fato, contra a alteridade. Oh, liberdade para empreender! Similarmente,
pensam que é possível controlar a vida dos indivíduos. Seu senso comum é ver os
supostos riscos visíveis. É como se mirar a formiga, enquanto passeia ao lado,
livremente, o elefante. Mas é a língua da tribo que deve ser falada e
protegida. A patota adora aquilo que é visível, popular e catalisador.
Não só os intelectuais
tupiniquins - maioria - são tribais. Alguns deles, espertamente, já deixarem a
desgastada luta de classes para trás. Agora reinam os direitos humanos.
Mulheres, negros, homos, trans, bis... todos querem mais do que dinheiro!
Querem suas tribos respeitadas e legitimadas! Desejam ter suas identidades
reconhecidas. Infelizmente, em muitas ocasiões, sobrepondo-se ao conjunto de
valores construídos ao longo do tempo por todos. A construção, sem atropelos, é
digna e justa. Mas se respeite os valores e visões do todo.
Bolsonaro foi eleito por representar
"as culturas" brasileiras, muitas, distintas e variadas. O país deve
ser plural! A resistência continua. Insana e cega. Essa seguramente não
contribui para o avanço do país. Oposição firme e racional é imprescindível.
Quiça ele e as instituições
reformadas consigam respeitar identidades das diferentes tribos. Mas necessário
é desarmá-las e uni-las, todas, e a todos os cidadãos em nome de um país que
genuinamente quer desenvolvimento econômico, diminuição de privilégios,
igualdade de oportunidades e respeito aos direitos individuais dos brasileiros.
Sobretudo respeito e igualdade perante a lei. Tolerância de todos.
Para isso, desenvolvimento
econômico e distribuição justa de riqueza serão vitais. Chega da caricatura da
bondosa e irreal igualdade. A liberdade individual passa pela melhoria das
condições econômicas, para todos. Isso é o que possibilita que pessoas possam
ter realmente a chance de se diferenciarem. Liberdade e bem-estar caminham de
mãos dadas com prosperidade econômica. (Alex Pipkin, PhD)
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