6 de nov. de 2009

Dolo ou crime na BR?


Aposentados e Pensionistas rejeitam proposta da Petrobrás e se solidarizam com ocupação do Edita

Indignação, solidariedade e chamamento à unidade entre aposentados e ativos deram o tom da Assembleia realizada em frente ao Edifício Torre do Almirante (Edita), da Petrobrás.

Centenas de aposentados e pensionistas do Sistema Petrobrás, em Assembleia realizada nesta terça-feira (03/11), rejeitaram, por unanimidade, a segunda proposta da Petrobrás, apresentada em 20/10/09. O encontro, que se dá no âmbito das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2009 (ACT 2009), começou às 14 horas no auditório do Sindipetro-RJ, prosseguiu e foi concluído em frente ao Edifício Torre do Almirante (Edita), da Petrobrás, no Centro do Rio de Janeiro. Foi a maneira que os petroleiros encontraram para expressar solidariedade e permitir a participação das lideranças de petroleiros que ocupam o Edita.

Em momento de muita emoção, os dirigentes do Sindipetro-RJ (Emanuel Cancella, Roberto Ribeiro, Fabíola Mônica, Wladimir Mutt e Flavio Azevedo) que ocupam o 15º andar do Edita desceram ao térreo e participaram da Assembleia, sendo fortemente aplaudidos. Cancella afirmou que, não obstante as dificuldades, eles estão firmes, pois a atual política de Recursos Humanos da Petrobrás é deletéria e facilita o processo de desestabilização e privatização da Empresa. Os manifestantes acusaram tal política de ser neoliberal.

Do interior da Empresa e com um microfone sem fio, Emanuel Cancella agradeceu as manifestações de apoio, fez um sintético balanço sobre a ocupação e ressaltou a importância dos empregados da ativa compreenderem a importância daquela luta, que visa defender os aposentados de hoje e os de amanhã. "No momento, conseguiremos romper com a mesquinharia da atual política de Recursos Humanos da Petrobrás. Nossa luta não será em vão". Ele sublinhou que o momento decisivo será a partir da greve nacional, programada pela Frente Nacional dos Petroleiros (FNP) para os dias 9 e 12/11.

Cancella falou, também, das dificuldades que o grupo tem enfrentado nessas mais de duas semanas de ocupação do Edifício Edita. Além do sacrifício de estarem longe do convívio de seus familiares e amigos, eles têm convivido com o desrespeito da Empresa, que não tem permitido o uso de suas dependências para que possam fazer a higiene pessoal, bem como não tem permitido que pessoas tragam para o interior do edifício contribuições aos manifestantes. Eles estão dormindo no chão puro, sem colchonetes.

Roberto Ribeiro (Secretaria dos Aposentados), muito emocionado, agradeceu o ato de solidariedade e asseverou: "Nós aposentados estamos sendo massacrados por uma política neoliberal de remuneração variável. Não vamos aceitar essa discriminação contra os aposentados. Os empregados da ativa devem entender isso, pois eles serão os aposentados de amanhã". Ele destacou ainda a importância da unidade de todos os petroleiros (ativos, aposentados e pensionistas) no apoio à vigília diária que tem sido realizada em frente ao Edita. "Não vamos aceitar tal discriminação! Vamos à vitória e ficaremos aqui por quanto tempo for preciso, por quanto tempo vocês queiram", destacou Ribeiro.

"Indignação da categoria gera ocupação na Petrobrás": Esta foi a mensagem clara, escrita numa faixa amarrada em duas colunas do edifício Edita, e que sintetiza o apoio da categoria às lideranças do Sindipetro-RJ que estão no prédio da Petrobrás.

Os aposentados e pensionistas, naquela concorrida Assembleia, contando, inclusive, com a participação do grupo que ocupa o Edita, rejeitaram por unanimidade a segunda proposta da Petrobrás. Não houve um voto sequer em favor da Empresa. Em diversos discursos, os petroleiros condenaram as propostas e as atitudes da direção da Petrobrás em relação ao ACT 2009, bem como defenderam o apoio à greve nacional da categoria.

Diversos diretores da AEPET compareceram àquela Assembleia, entre eles, Fernando Leite Siqueira (Presidente), Pedro da Cunha Carvalho (Vice-Presidente), Paulo Teixeira Brandão (Assuntos Jurídicos), David Garcia de Sousa (Vice-Assuntos Jurídicos), Roldão Fernandes (Comunicações), Gilbert Prates (Vice-Administrativo).

Em seu discurso, Fernando Siqueira disse que a política de RH da Petrobrás "é extremamente predatória, porque na ânsia de conter os salários dos aposentados eles estão contendo também os salários dos ativos". Ele destacou que o resultado de tal política se espelha no salário inicial da Petrobrás, que é a metade do salário inicial de outras estatais.

Siqueira destacou que com o início das atividades do Pré-Sal, a continuar tal política de RH, a Petrobrás corre o risco de perder os seus engenheiros – serão necessários cerca de cem mil – para empresas privadas nacionais e estrangeiras, que oferecerão salários muito superiores ao da Petrobrás. "Se ela não consegue concorrer nem com as estatais, cujos salários são o dobro do que ela oferece, imagine a dificuldade que ela terá na concorrência com as empresas privadas, notadamente as estrangeiras...". Ele destacou que a Petrobrás corre sérios riscos de perder o melhor do seu corpo técnico.

Na sua visão, Siqueira tal política, que atende aos ditames dos acionistas estrangeiros, é predatória, anti-estratégica e vergonhosa. "É vergonhoso, uma Empresa desse porte, com o prestígio internacional que tem, sendo a maior Empresa brasileira, não ter uma visão estratégica do seu principal valor, que são seus empregados. Ela joga ativos contra aposentados. Achata os salários do ativos. Depois achata os salários dos aposentados. Assim, ela vai promovendo uma política deletéria".

Siqueira condenou, também, a Empresa por não estar respeitando seus técnicos, sobretudo, no momento em que o lobby internacional das multinacionais desencadeou uma campanha para manchar a imagem da Empresa, com objetivo de se manter a atual legislação do petróleo (Lei 9478/97) e leilões do nosso petróleo. Os técnicos da Empresa estão nas ruas e em diversas palestras pelo País na defesa do petróleo brasileiro e por uma nova legislação para que prevaleçam os interesses nacionais no setor petróleo.

O vice-presidente da AEPET, Pedro Carvalho, em sua fala destacou que a proposta da Petrobrás é tão prejudicial para os aposentados como para os ativos. - "Ela propõe um aumento na remuneração variável, que não incorpora para o cálculo da aposentadoria. Assim, os ativos estão sendo iludidos, pois quando forem se aposentar terão uma aposentadoria bem menor do que poderiam ter".

Pedro Carvalho destacou, também, que o uso PLR (Participação nos Lucros e Resultados) é outra "falcatrua que a Empresa promove com o pessoal da ativa. Pois a PLR paga uma única vez e não incorpora no salário. Assim, ela mantém os salários da ativa bem inferiores".

Ele condenou, também, a política discriminatória da Petrobrás para com os aposentados, na medida em que oferece um reajuste bastante inferior, sem mais nenhuma proposta. "Agora a Empresa ameaça pôr fim à AMS (Assistência Multidisciplinar de Saúde), que é uma conquista de muitos anos dos aposentados e ativos. Ela não deve retirar a AMS, pois faz parte do contrato de trabalho, como uma das premissas para que o empregado entre na Petrobrás e usufrua deste benefício, também, na aposentadoria".

Paulo Teixeira Brandão, em seu discurso, saudou os petroleiros que ocupam o Edita, bem como destacou que aquela Assembleia é o início de uma série de novos encontros cada vez mais numerosos na defesa do corpo técnico da Petrobrás. Bandão pediu uma salva de palmas para os empregados (aposentados, ativos e pensionistas) presentes àquela Assembleia, em especial para as lideranças que ocupam o Edita. (José Carlos Moutinho_jornalista)

É, por estas e outras que neguinho não quer largar o poder. R$ 8.266.600,00 será a remuneração de cada membro da gang.

Ata da Assembléia Geral Ordinária da Petróleo Brasileiro S. A. - Petrobrás, realizada em 08 de abril de 2009 (Lavrada sob a forma de sumário, conforme facultado pelo parágrafo primeiro do artigo 130 da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976). Dia, hora e local: Assembleia realizada às 15 horas do dia 8 de abril de 2009, na sede social, na cidade do Rio de Janeiro, RJ, na Avenida República do Chile, no 65.

Item IV: Foram reeleitos como membros do Conselho de Administração da Companhia, na forma do voto da União, com mandato de 1 (um) ano, permitida a reeleição, a Senhora Dilma Vana Rousseff, brasileira, natural da cidade de Belo Horizonte (MG), divorciada, economista, com domicílio na Casa Civil da Presidência da República - Praça dos Três Poderes - Palácio do Planalto - 4º andar - salas 57 e 58, Brasília (DF), CEP: 70150-900, portadora da carteira de identidade nº 9017158222, expedida pela Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul - SSP/RS, e do CIC/CPF nº 133267246-91 e os Senhores Guido Mantega, brasileiro, natural de Gênova, Itália, casado, economista, com domicílio no Ministério da Fazenda - Esplanada dos Ministérios - Bloco P - 5º andar - Brasília (DF), CEP: 70048-900, portador da carteira de identidade nº 4135647-0, expedida pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo - SSP/SP, e do CIC/CPF nº 676840768-68; Silas Rondeau Cavalcante Silva, brasileiro, natural da cidade de Barra da Corda (MA), casado, engenheiro, com domicílio na S..A.U.S. - quadra 3 – lote 2 - Bloco C – Ed. Business Point - salas 308/309, Brasília (DF), CEP: 70070-934, portador da carteira de identidade nº 2040478, expedida pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de Pernambuco - SSP/PE, e do CIC/CPF nº 044.004.963-68; José Sergio Gabrielli de Azevedo, brasileiro, natural da cidade de Salvador (BA), divorciado, economista, com domicílio na Av. República do Chile, 65, 23º andar - Rio de Janeiro (RJ), CEP: 20031-912, portador da carteira de identidade nº 00693342-42, expedida pela Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia - SSP/BA, e do CIC/CPF nº 042750395-72; Francisco Roberto de Albuquerque, brasileiro, natural da cidade de São Paulo, casado, General de Exército Reformado, com domicílio na Alameda Carolina nº 594, Itu (SP), CEP: 13306-410, portador da carteira de identidade nº 022954940-7, expedida pelo Ministério do Exército e do CIC/CPF nº 351786808-63; e Luciano Galvão Coutinho, brasileiro, natural da cidade de Recife (PE), divorciado, economista, com domicílio na Av. República do Chile nº 100, 19º andar, Rio de Janeiro (RJ), CEP 20031-917, portador da carteira de identidade nº 8925795, expedida pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo - SSP/SP, e do CIC/CPF nº 636831808-20.

Item VII: Pelo voto da maioria dos acionistas presentes, em conformidade com o voto da representante da União, foi aprovada a fixação da remuneração global a ser paga aos administradores da Petrobras em R$ 8.266.600,00 (oito milhões, duzentos e sessenta e seis mil e seiscentos reais), no período compreendido entre abril de 2009 e março de 2010, aí incluídos: honorários mensais, gratificação de férias, gratificação natalina (13º salário), participação nos lucros e resultados; passagens aéreas, previdência privada complementar, e auxílio moradia, nos termos do Decreto nº 3.255, de 19.11.1999, mantendo-se os honorários no mesmo valor nominal praticado no mês precedente à AGO de 2009, vedado expressamente o repasse aos respectivos honorários de quaisquer benefícios que, eventualmente, vierem a ser concedidos aos empregados da empresa, por ocasião da formalização do Acordo Coletivo de Trabalho – ACT na sua respectiva data-base de 2009;

.. se "alguém" disser que é boato...acesse o link abaixo !
http://www2.petrobras.com.br/ri/port/InformacoesAcionistas/pdf/ATA_AGO_08abr09_port.pdf

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