26 de set. de 2009

Lula com Ahmadinejad

Declaração de brasileiro escarnece dos 6 milhões de mortos do Holocausto. Afinal, ele não é judeu… Eu sou!

Depois de discursar na ONU, no dia de todas as imposturas, Lula se encontrou e se deixou fotografar com Mahmoud Ahmadinejad, o presidente do Irã. Há uma semana, num dia dedicado a odiar Israel e a pregar a sua destruição, este financiador do terrorismo internacional voltou a afirmar que Holocausto não existiu e não passou de um complô judaico.

Ontem, estava com Lula. O Megalobarbudo concedeu depois uma entrevista. Com aquele ar grave próprio dos estadistas, afirmou que o Irã tem todo o direito de usar energia nuclear para fins pacíficos.

Ocorre que o Irã dá provas de que o armamento convencional que tem já não está a serviço da paz. Ao contrário: está, por exemplo, a serviço do terrorismo do Hezbollah e do Hamas. A promessa de destruir Israel não lhe é atribuída pelos seus adversários; ele a assume como o ar orgulhoso de quem está na vanguarda de uma luta que honra a humanidade. Assim, que se registre: o presidente do Irã não é abjeto só pelas barbaridades que diz ou por causa de suas ameaças: ele já se comporta como um delinqüente.

Lula foi indagado sobre a posição "negacionista" de seu "companheiro". E deu uma resposta cujo pragmatismo está no topo de uma montanha de seis milhões de cadáveres: "Não sou obrigado a não gostar de alguém porque outros não gostam. Isso não prejudica a relação do Estado brasileiro com o Irã porque isso não é um clube de amigos. Isso é uma relação do Estado brasileiro com o Estado iraniano".

Não? Vejamos.

O Brasil não é o único país a fazer negócios com o Irã. Ninguém exige do governo Lula que rompa relações com os iranianos porque seu presidente bandido diz sandices. Há centenas de respostas possíveis que não ofendem a memória dos mortos e a dignidade dos vivos.

Formulo uma: "O Irã sabe que o Brasil lastima essa opinião, mas entendemos que o isolamento daquele país é pior para o mundo".

Pronto! E Lula poderia fazer negócios com Irã — se é que haverá algum relavante.

A sua resposta, como veio, é indecorosa e me força a perguntar: a relação entre os dois estados é assunto sério demais para levar em consideração seis milhões de mortos? Um governo delirantemente anti-semita, como é o do Irã, não constrange de modo nenhum o Brasil?

Confrontado com a questão do Holocausto, Lula evoca uma questão de gosto. Ora, deve pensar este humanista, "os judeus não gostam de Ahmadinjad. O que é que eu tenho com isso? Não sou judeu!"

De fato, Lula está pouco se lixando. E também é cascata essa história de que o Irã pode nos render bons negócios. A aproximação com o país tem o fito exclusivo de dar curso às chamadas relações Sul-Sul, desenhadas pelo Itamaraty, que vê o Brasil como uma potência média que pode arrostar com os Estados Unidos.

Foi essa bobagem que levou Lula a ser o primeiro governante no mundo a declarar a legitimidade do resultado das fraudadas eleições iranianas. A população saiu às ruas. Há um número desconhecido de mortos. Muita gente foi presa. Para Lula, era tudo gritaria de torcida que perdeu o jogo. Ele reconheceu a legalidade do pleito antes do Conselho da Revolução Islâmica, onde estão os aiatolás.

O encontro de Lula com Ahmadinejad, a declaração de ontem e a visita futura do filoterrorista ao Brasil escarnecem de seis milhões de mortos, ofendem os judeus e, portanto, agridem os valores fundamentais do homem.

"Não sou obrigado a não gostar de alguém porque outros não gostam"… É verdade! Lula não é judeu. Judeus são os outros. Eu sou um outro. (Reinaldo de Azevedo)

Photobucket Eu só queria saber pra que mais 7.709 vagas de vereadores no Brasil.
Photobucket Senado marcou para a próxima quarta (30) a sabatina do advogado-geral da União, José Antônio Toffoli, indicado à vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal. E como disse o senador Álvaro Dias "não tem mestrado ou doutorado nem ter escrito qualquer livro sobre a área jurídica. E enfatizou também o fato de Toffoli ter sido reprovado em dois concursos para juiz na primeira fase do concurso,
em São Paulo". E assim caminhamos pra onde?
Photobucket Brasileiro tem R$ 26,5 bilhões em dívidas acumuladas no cartão de crédito e inadimplência chega a 28,3%, segundo Banco Central.
Photobucket OAB vai recorrer ao Supremo contra posse de vereadores suplentes.

Hava Naguila, a canção judia mais famosa faz 100 anos.
Numa Yeshivá de Jerusalém, faz uns cem anos, um maestro criou uma melodía hassídica e deu a seus alunos a tarefa de escrever um verso que se pudesse adaptar a melodía. Moshe Nathanson, um garoto de 12 anos, foi escolhido por seu poema "Hava Naguila". Ele se inspirou no salmo 118, versículo 24, "Azeh hayom asah A", naguila ve nismeja bo'! (este é o día que fez D´s, sejamos felizes e alegremo-nos nele). Nathanson emigrou aos Estados Unidos, onde durante 46 anos foi hazan (cantor) na sinagoga do Rabino Mordejai Kaplan, fundador do Movimento Reconstrucionista. Se retirou ao fim da década de 60 e morreu uns 15 anos depois. Sua canção, "Hava Naguila", é sem dúvida, a mais famosa canção judaica, conhecida por judeus e não judeus, cantada por cantores tão famosos como Harry Belafonte, Bob Dylan, Connie Francis e Richard Tucker.

Hava naguila, hava naguila (Regozigemo-nos ).
Hava naguila venismechá (Alegremo-nos).
Hava neranena, hava neranena (cantemos)
Hava neranena, venismechá
Uru, uru, achim (despertem irmãos)
Uru, uru achim (despertem irmãos)
Uru achim belev sameach (despertem com o coração alegre)


Desfrute de uma maravilhosa apresentação registrada em agosto de 2007 num concerto de Andre Rieu no Albert Hall de Londres.

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