28 de jul. de 2007

Wharton article:.....

Wharton article:Why Brazil Has Become One of the Top Four Investment Destinations in the World

Repasso apenas como referencia, dois pequenos comentários de profissionais brasileiros, que trabalham em Washington em organizações financeiras internacionais e que conhecem muito bem as manhas dos banqueiros internacionais e as debilidades dos governos latino americanos, que são mais políticos e não querem saber do bem estar do seu povo e de seus paises.

Concordo totalmente com você.
Nos tempos do " milagre brasileiro", quando os banqueiros tinham que aplicar os depósitos dos petro-dólares dos paises da OPEC e o mundo industrializado estava em recessão, eles concorriam entre eles para fazerem empréstimos ao Brasil, México e Argentina. Naquele tempo, eu trabalhava no Banco Central do Brasil e através da CEMPEX- Comissão e Empréstimos Externos, os banqueiros tinham que entrar em uma lista preferencial preparada pela CEMPEX para poderem realizar os empréstimos.

Os representantes dos grandes bancos , Bank of America, Chase, Citibank etc.. imploravam para serem os próximos a emprestar dinheiro as estatais brasileiras, com o aval do Governo Federal.

Enquanto isso, os bancos para justificar junto aos acionistas o grande volume de empréstimos feitos a esses paises, preparavam relatórios e reportagens mentirosas e exageradas sobre as possibilidades econômicas do Brasil, Argentina e México, que por sinal já estavam fazendo o "roll over" das dividas, ou seja tomando dinheiro emprestado para pagar empréstimos contraídos anteriormente.

Quando o Governo do México declarou oficialmente a sua incapacidade de pagar os empréstimos assumidos (o famoso Setembro Negro para os banqueiros internacionais), estavam circulando relatórios e reportagens mentirosas dos bancos sobre a maravilha que era a economia do México. O Brasil era o "Milagre Econômico" e o gordo e safado Delfim era o "Czar da Economia", o "Grande Mestre das Finanças".

Os participantes e defensores da "Gloriosa Revolução" atribuíam o fato do Brasil estar recebendo aquele grande volume de empréstimos e todos os elogios feitos pela mídia internacional e organizações, com a reputação da Wharton e melhores, como resultado da "eficiente administração" do governo "revolucionário" - da mesma forma que a plêiade coaxante que apóia o "Sapo Barbudo" tenta fazer na atual situação - e a platéia embasbacada acreditava piamente que o Brasil seria uma grande potencia no final do século XX. Alguns, mais ignorante e inflamados já afirmavam que éramos uma "potencia mundial".

No tempo do famigerado FHC, o governo permitiu os investidores e bancos internacionais a depositarem no Brasil, pagando juros muito acima do mercado ( contas em dólares), sem nenhuma restrição. Os investidores podiam retirar o dinheiro a qualquer momento como se estivessem depositando em seus próprios paises. O Governo brasileiro incluía, incorretamente, esses depósitos especulativos a curto prazo nas reservas internacionais do Brasil, como se fossem aplicações a médio e longo prazo,para dar uma idéia de estabilidade e segurança para quem quizesse acreditar.

Quando o mercado financeiro internacional balançou com o problema da Rússia, que não pagou os empréstimos do FMI e a crise na Malásia, os especuladores retiraram os depósitos e o FHC teve que utilizar as verdadeiras reservas brasileiras para pagar as aplicações e os juros exorbitantes. Apesar de ter jurado em sua campanha eleitoral de reeleição que não desvalorizaria o Real, o safardana do FHC não teve outra opção e, depois de re-eleito, desvalorizou a moeda em torno de 40%.

Os mesmos fatos se repetem parcialmente, as vezes na integra,com outros personagens e em outras circunstancias, mas sempre existem os fieis, ingênuos e "otimistas" que continuam vendo "milagres" onde só existem "miragens". Os sapos coaxam e a caravana passa................

Caros Amigos: Quando os mercados começam a elogiar muito um país fico com medo. Vocês se lembram quando todos queriam investir na Argentina e o Cavallo era extremamente popular nos mercados financeiros internacionais? O fato é que como atualmente não há grandes oportunidades de investimentos em outros lugares (as taxas de retorno nos EUA estão baixas, a América Latina tem muitos governos populistas como o do Equador e da Venezuela que são anti-business) o Brasil se tornou um destino atrativo para se investir. Entretanto, o autor do artigo anexo vai longe demais no seu otimismo pelo Brasil ao dizer que o Lula garantiu o crescimento sustentável e resolveu os desequilíbrios. Isto mais me parece propaganda do PT do que uma análise financeira de uma escola de economia com a reputação de Wharton. (Bernadete)
World

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