31 de jul. de 2007

Explicando e justificando

Afinal o que é Lobby?
Nos últimos dias essa expressão passou a freqüentar todas as conversas. Face à natureza da matéria a que a palavra está vinculada, todos têm, ao menos intuitivamente, uma idéia do que ela significa. Mas, o que é lobby e em que consiste ser lobista? O significado primário da palavra é conhecido. Em inglês, é o nome dado à recepção dos hotéis, por onde, em geral, todos os hóspedes circulam. Mas, o que têm em comum o lobby de hotel e as atividades dos "lobistas" brasileiros? A vinculação do lobby com o lobista, tal como hoje conhecemos a atividade, exige um passeio pela História. Quando a capital dos Estados Unidos da América foi transferida de Filadélfia para Washington, essa cidade parecia a Brasília dos primeiros tempos. Havia muitos prédios públicos onde funcionavam os diversos órgãos dos poderes constituídos, alguns hotéis e pouquíssimas residências particulares. Dentre os hotéis destacava-se o Washington Hotel, situado próximo da sede do Legislativo e onde se hospedava a maioria dos parlamentares, todos vindos de outros estados. Qualquer pessoa que tivesse alguma reivindicação a fazer ou uma sugestão a apresentar teria melhor acesso aos legisladores se os encontrasse fora das salas de sessão. Assim, o mais conveniente era se dirigir ao Washington Hotel. Aqueles que não tivessem intimidade para serem recebidos nos aposentos dos legisladores, os esperavam no lobby do hotel, para abordá-las quando passassem a caminho da Câmara ou do Senado. Como as reivindicações provinham dos estados, alguns a boa distância de Washington, surgiu uma denominação para aqueles que, profissionalmente, representavam os interesses de pessoas dos vários estados. Essa nova categoria profissional exercia seu mister principalmente no lobby do Washington Hotel e, conseqüentemente, passaram a ser apelidados de lobistas. Tal como qualquer apelido bem dado, esse "pegou". E pegou de tal maneira que em pouco tempo passou a ser adotado pelos próprios "lobistas". (Sérgio Tostes)

Guerra Fria
O ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev fez duras críticas na sexta-feira aos Estados Unidos e o atual presidente americano, George W. Bush, acusando-os de alimentar a desordem no mundo ao buscarem construir um império. Gorbachev, que liderava a União Soviética quando ocorreu a desintegração, disse que, desde o final da Guerra Fria, o governo dos EUA busca montar um império, mas que não consegue entender um mundo em constante mudança. “Os americanos deram à luz, então, a idéia de um novo império, de que o mundo seria liderado por uma única potência. E o que se seguiu?”, perguntou o ex-dirigente a repórteres durante uma entrevista coletiva concedida em Moscou. “O que se seguiu foram ações unilaterais, o que se seguiu foram guerras, o que se seguiu foi ignorar o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), ignorar as leis internacionais e ignorar a vontade dos povos, entre os quais, até mesmo, os americanos”, disse o ex-presidente soviético. “Não acredito que o atual presidente dos EUA e o governo dele serão capazes de mudar a situação verificada hoje no mundo, uma situação bastante perigosa”, acrescentou. No mesmo dia, quatro diplomatas russos deixaram o Reino Unido, expulsos pelo Governo britânico devido à recusa de Moscou em extraditar Andrei Lugovoi, suspeito do assassinato do ex-espião Alexandr Litvinenko, informou a Embaixada da Rússia. Londres concedeu um prazo de dez dias para que os diplomatas russos deixassem o Reino Unido, período que expirou na quinta-feira.
Moscou respondeu com uma medida similar - o prazo de dez dias para que quatro diplomatas britânicos deixem a Rússia termina domingo -, além de suspender a cooperação antiterrorista. Na sexta-feira, depois de enfrentar uma explosão num importante gasoduto, a Rússia sofreu um duro golpe porque um golpe de ar comprimido danificou um tanque de lastro num submarino nuclear russo. O incidente foi considerado insignificante e ocorreu durante um reparo. A vizinha Noruega informou que está analisando um possível aumento de radioatividade na região. Habitualmente, a Marinha russa desliga os reatores dos submarinos nucleares e retira seu combustível quando há necessidade de reparos em docas secas. A Rússia tem um histórico de acidentes – alguns fatais – em sua frota de submarinos. Ela está sendo modernizada, mas muitas embarcações operam além da sua vida útil. (JB Online)

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