13 de mai. de 2006

A verdade não deve calar


"Quem viajou pelo Brasil e fora do país, sabe da triste e crua realidade da Bolívia.
O mesmo, é comum em paises que se submetem as diretrizes de péssimos administradores, impostores, salvadores da pátria ou
ditadores, que nada fazem de concreto, a não ser, espoliar a terra e sua gente, em busca do poder.
E a gente pobre da Bolívia, da Venezuela, Chile, Brasil, ou seja, toda a América do Sul, está projetada
"verdadeiramente" contra a distribuição de renda a seus povos.
As classes abastadas, as que sustentam os cordéis, essas são as distribuidoras de benesses, de
alforrias e ilusões.
Até quando vamos assistir espetáculos desse jaez?
Um índio boliviano na sua imaginação fértil da redenção, Evo Morales, sem bagagem política e apenas sonhos, não tem quem o ajude a pensar de maneira em que a razão sobrepuje a covardia de tantos
anos.
Os laços que estreitam nossas fronteiras com todos na América do Sul, sempre foram transpostas,
com idas e vindas, cada um popular ou família, buscando aqui ou acolá, uma maneira de sobreviver.
Lamentável o quadro do que se pode chamar de civilização.
Aglomerados em casas-caixotes, cidades ou pueblos, sem as mínimas condições, a falta de emprego, o índice incrível de analfabetismo, as
abstenções políticas, se somaram agora neste representante da raça indígena boliviana.
Dizer que ele é isso ou aquilo, é compactuar das aleivosias politiqueiras, e somente tratos honestos, civilizatórios, desenvolvimentistas, darão a Bolívia e a tantos outros espalhados pelo mundo, a
outorga da libertação de jugos.
E o presidente Evo Morales vai a Viena e diante do majestoso aparato, se ilude pelas emoções nas
palavras do sempre Chávez e busca segui-lo.
E até a nossa São Paulo, ali mesmo no Brás, nós brasileiros, começamos a demonstrar um rancor dos que buscam, como os nossos de outras plagas, um pouquinho, migrantes ou não, com apenas o
direito lídimo da vida.
A metamorfose das raças tem de se dar com diplomacia, mostrando com honestidade, no viéis dos
caminhos, pois forças não faltarão aos homens e mulheres desses países na conquista da dignidade.
A nossa poderosa Petrobrás, a princípio reverberou, repensou, precisa e vai colaborar.
Se houver necessidade do sacrifício, nada teremos a perder.
Compreensão e Humanidade.
Pensemos nos ditos de Evo, e veremos ecos do passado clamando
liberdade e a sofrida indignação.
E foi ele humano ao se redimir.
Ponha-se na posição dele e diga como faria nesta empreitada?"

(Armando Andrade)

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