29 de mai de 2016

A escandalosa vida num país...

 photo ostrespoderes_zpsh17aqdtq.jpg • Dívida do Rio supera o máximo permitido pela legislação. De acordo com a lei, Estado fica impedido de contratar novos financiamentos. 
• Mulheres se manifestam contra a violência sexual diante da Assembleia Legislativa do Rio. 
• Queda na arrecadação no Brasil deixa Estados mais estrangulados. Governos estaduais dispõem de poucas opções para equilibrar suas contas. 
• PM faz buscas, mas ninguém é preso por estupro coletivo. Policiais localizaram e fizeram perícia em um casebre na Vila Alta, no Rio. Silêncio sobre violência sexual contra mulheres é quebrado apenas nos episódios mais chocantes. 
• Zika faz cientistas pedirem adiamento da Olimpíada do Rio. Governo federal disse que período dos Jogos deve ter baixa transmissão do vírus. 
• Petróleo sob pressão. Grandes empresas do setor começam a se adaptar à realidade do clima mundial após o Acordo de Paris. 
• Em áudio, Renan diz que tentou barrar volta de Janot. Procurador-geral já pediu nove inquéritos contra o presidente do Senado. 
• Lula articulou corrupção na Petrobras, diz delator. Pedro Corrêa também citou outros políticos envolvidos em esquemas. 

• Corte argentina: Os principais condenados foram o general Reynaldo Bignone, 88, o último presidente da Argentina no período ditatorial (1976-83), com pena de 20 anos de cadeia, e Santiago Omar Riveros, 92, comandante de centros clandestinos de tortura e também condenado por roubos de bebês, sentenciado a 25 anos. Diante de familiares de vítimas e acusados, além de ativistas de direitos humanos, 15 ex-militares foram considerados culpados nesta sexta (27) pela Justiça argentina por crimes cometido. Operação Condor foi aliança entre governos militares da América do Sul. 
• Mudanças no Mercosul vão levar tempo, diz chanceler. Argentina demonstra reservas à proposta de flexibilizar Mercosul. 

Vão mexer no queijo?
Um personagem de Molière, Monsieur Jourdain, descobriu certa feita, de estalo, que ao longo de toda sua vida falara em prosa sem perceber. Da mesma forma, muitos brasileiros são marxistas sem saber, hobbesianos sem saber, e muitos, sem saber, são responsáveis pelo aumento dos impostos que pagam. De fato, toda vez que alguém atribui a ele, o Estado, o dever de dar um jeito em algo, está pressionando no sentido de que se forme um novo centro de custos, que vai exigir uma nova receita e ela se tornará permanete. Se o custo for criado e a receita não, a conta que surgirá não pode ficar pendurada na parede por um prego.
Estamos todos assistindo, nestes dias, verdadeira aula prática sobre as consequências de se deixar o Estado crescer. Todo mundo sabe que o Brasil precisa reduzir custos. Note-se: quando digo todo mundo estou falando mesmo de uma percepção nacional e mundial. Um déficit de R$ 170 bilhões não se resolve sem dor. O desemprego gerado pelas baixas expectativas e elevados encargos é apenas um dos muitos artefatos instalados nessa sala de tortura em que se transformou o Estado brasileiro. E extinguir um simples centro de custo tem sido uma encrenca dos diabos.
Vou dar um exemplo. Nem o Itamaraty escapou ao laboratório de fracassos que foi o governo da presidente Dilma. José Serra se deparou com um rombo de R$ 3,2 bilhões nas contas da nossa chancelaria. Uma vergonha. Aluguéis atrasados, contas de fornecedores vencidas, compromissos regulares referentes à participação em órgãos internacionais não pagos, e por aí vai. Mais de três bi. Solução? Fechar alguns centros de custo, certo? Serra propôs fechar cinco embaixadas na África. Legal, mas não tem jeito, ao que parece. Não dá para fechar nem Serra Leoa e Libéria.
E isso vale para tudo. No setor público todos concordam com a necessidade de reduzir despesas, contanto que os cortes ocorram noutro lugar, bem longe de onde cada um esteja atuando. Na original história de Spencer Johnson  Quem mexeu no meu queijo? falta um terceiro ratinho que represente os que, no Brasil, passam a vida gritando No meu queijo ninguém mexe!”. Esses são os mais onerosos. A começar pelos poderes de Estado, onde o Judiciário cuida do seu lado e de qualquer um que alegue direitos sobre seu queijo federal, estadual ou municipal. 
Se essa mentalidade não for superada, se a gritaria que está se formando encontrar respaldo político, se nada for feito para reduzir o custo do Brasil sobre os brasileiros, caminhamos para uma situação hobbesiana, uma guerra de todos contra todos em que todos perdem. Quem ganha o quê, quando o dinheiro acaba? (Percival Puggina) 

Permissividade e Estupros...
O País está em choque com o episódio do estupro coletivo de 30 criminosos, em cima de uma jovem de 17 anos, ocorrido no Rio de Janeiro!...
Esse choque é um escárnio, uma hipocrisia, um teatro de mentirinha montado para aparecer bem na foto, é uma zombaria a nossa inteligência!...Perpetrados pelo Sistema e pela própria população brasileira! 
O Sistema atual aqui vigente, está todo montado e estruturado em cima da permissividade, da falta de limites, da licenciosidade oficial presente nas novelas e nos programas de TV que pregam e defendem a degradação dos costumes, nos BBB`s que mostram um verdadeiro cenário de sexo explícito e de desrespeito aos costumes e à ética básica! 
 Os educadores não podem sequer manter um padrão mínimo de compostura e de ordem em seu magistério pois, se falarem ou repreenderem um aluno que está cometendo algum ilícito, de qualquer ordem, inclusive quanto aos costumes, serão chamados às falas e, provavelmente, condenados por assédio e por ofensa grave à liberdade individual! E execrados pelos senhores pais desses pequenos projetos de absoluta falta de limites!...
O Ministro da Educação recebe em seu gabinete e dá espaço a um desclassificado, conhecido por seus filmes de sexo explícito e por suas atitudes públicas de machismo contumaz e de escravização da mulher, transmitidos ao vivo pela televisão!...
E é nesse cenário que o País acorda indignado, os secretários de Segurança dos Estados são convocados pelo presidente interino para uma reunião de emergência, anuncia-se que vai ser criada uma Secretaria Especial de Estupros, as autoridades juram que não descansarão enquanto não prenderem os 30 estupradores da jovem!...
Mas os espetáculos de licenciosidade, de sexo e de desrespeito total às crianças e às famílias, continuam chegando diariamente às casas de todos nós, em qualquer horário, sem qualquer limite!
Se querem coibir ou acabar com os estupros que são cometidos diariamente, ao invés de estarem discutindo a repressão às consequências deveriam, isso sim, estarem analisando as causas e as medidas para eliminar essas causas! 
No momento em que se exalta e se louva, em programas abertos de televisão, a façanha de um desclassificado que estuprou uma mãe-de-santo, no momento em que se induz e se leva uma população inteira a ficar assistindo cenas explicitas de sexo e de sem-vergonhice, nas novelas e nos BBB`s, o próximo passo será o estupro de uma freira ou de um bispo, vestidos com sua indumentária religiosa!... Se a gestão do Livro de Recordes, o Guiness, fosse brasileira, certamente já estaria lá registrada esse recorde de 30 marmanjos estuprando uma mesma moça de 17 anos!....
Mas, qual governante ou qual político iria impor limites ao incentivo à libertinagem e à degradação dos costumes, conduzido pela poderosa Rede Globo? Se fizessem isso, não seriam nem mesmo eleitos para vereador!...
Realmente, vivemos em um País da representação, da mentira, de hipocrisia e dos falsos defensores da moralidade! Que aplaudem a desmoralização, o desrespeito e os crimes que chegam oficialmente e claramente às nossas casas, mas que se põem em estado de falsa indignação e repúdio, em relação a mesma desmoralização, desrespeito e crimes cometidos entre quatro paredes... (Márcio Dayrell Batitucci)

O que a audiência a Alexandre Frota tem a ver com o estupro coletivo no Rio.
 photo educaccedilao34_zpscf9swk58.jpg A princípio, nada, responderia um idiota da objetividade.
Não é bem assim.
Uma adolescente de 16 anos contou que acordou nua domingo no Rio com dezenas de homens ao seu redor. Mais de 30 [a] engravidou [sic], contabilizou um deles na internet, onde foi veiculado vídeo em que o grupo de agressores se regozija com o estupro da garota.
Na quarta-feira, o ator Alexandre Frota foi recebido em audiência pelo ministro da Educação, Mendonça Filho. Um dos líderes do movimento pró-impeachment acompanhava o protagonista de filmes pornô. Frota escreveu: Estive com o ministro da Educação hoje e pude colocar algumas ideias para ajudar um país que eu amo. Das ditas ideias constam sugestões fascistoides, inspiradoras da lei que, na terra de Zumbi dos Palmares, permite demitir professor que criticar a escravidão.
Há erros de foco nas críticas ao encontro no Ministério. Elas se salpicam de moralismo ou falso moralismo, devido à atividade profissional do ator. A despeito de o cidadão Frota ser porta-estandarte de valores e atitudes abomináveis, o escândalo mais grave não é dele, e sim de um dos principais mandachuvas do governo Michel Temer.
Mendonça Filho aceitou recepcionar um sujeito que se gabou na televisão por ter feito sexo sem consentimento com uma mãe de santo. Desprezando o eufemismo, estuprando-a. Narrou a façanha diante de gargalhadas do apresentador Rafinha Bastos, aplausos da plateia e urros de admiração nas redes. Ao ser violentada, a mulher desmaiou. Mais tarde, Frota alegou que o relato não passara de ficção, um número de show. Mas, na TV, esclarecera a natureza do espetáculo: Eu contando várias histórias que aconteceram na minha vida.
Ao reagir a uma servidora pública que o censurou, o ator deu queixa à polícia e publicou na internet, em tom de ameaça: Você não precisa se desgastar, ativista de merda. Só eu vou falar. Não tenho medo de ativista, de Ministério Público. Não me intimido com você, nem com sua amiguinha nojenta. Se precisar serei, sim, fundamentalista, homofóbico, a porra que for, mas essa onda você não vai surfar. (…) Estou aqui esperando o camburão. Não veio me buscar até agora. Ativista aproveitadora. Enquanto sua página em 43 dias conseguiu 6 mil curtidas, a minha, em 48 horas, teve 11.600 de apoio. Veja bem, o dobro. Eu nunca vou te esquecer. Essa página foi criada para que você sempre se lembre de mim.
Foi tal ser medieval, protagonista desse episódio conhecidíssimo, de vasta repercussão, que o ministro atendeu de braços abertos. São chapas, companheiros da campanha pelo impeachment da presidente constitucional Dilma Rousseff. Prestigiando Frota, Mendonça Filho endossa a cultura de permissividade. Permissividade com a barbárie, com a cultura do estupro. A cultura em que a mulher é sempre considerada culpada. Como já se observa em manifestações cretinas responsabilizando a jovem pelo crime de que foi vítima.
Prócer do DEM, Mendonça Filho é o tal Mendoncinha citado por Renan Calheiros em conversa gravada por Sérgio Machado. O ex-presidente da Transpetro sentenciou: Um cara mais corrupto que aquele não existe, Pauderney Avelino. Renan emendou: Pauderney Avelino, Mendoncinha'.
O tapete vermelho oferecido a Alexandre Frota é um recado ao Brasil: faça o que fizer, diga o que disser, este governo estará ao seu lado. O ministro dá exemplo. Valoriza quem se vangloria e ri por ter feito o que fez ou falado que fez. Os algozes da adolescente também riram e se vangloriaram. No Brasil, uma mulher é estuprada a cada 11 minutos.
Em meio ao barulho provocado por tamanhas insensatez e covardia, a Secretaria dos Direitos Humanos mantém o silêncio sobre a audiência a Alexandre Frota. Ao aceitar o cargo de secretária, Flávia Piovesan chancelou o rebaixamento do status do Ministério, que virou secretaria. Pelo visto, não foi o único rebaixamento. Noutros tempos, Piovesan teria repudiado a presença do ator no Ministério da Educação.
Também noutros tempos, nem tanto tempo assim, a confraternização entre o ministro da Educação e Alexandre Frota teria merecido primeiras páginas e ao menos menção nos noticiários televisivos noturnos.
Noutros tempos. (Mário Magalhães) 

O termômetro e a febre.
Agentes voluntários - Ainda que sérios problemas políticos estejam dificultando e complicando a vida do governo Temer, as iniciativas econômicas estão servindo para melhorar o ânimo dos agentes voluntários (iniciativa privada) que realmente produzem. 
Espetáculo econômico - Pois, tal qual um Circo, que ao se apresentar numa cidade faz um desfile pelas principais ruas, mostrando o que de bom será exibido sob as lonas, o novo governo resolveu:
1- mostrar a cruel realidade das contas;
2- manifestar que o espetáculo econômico só terá êxito caso as boas intenções sejam implementadas. 
Causas dos problemas - Poucos brasileiros, pelas atitudes que tomam, são capazes de discernir e enxergar onde estão as causas dos nossos problemas econômicos. A maioria, tanto absoluta quanto relativa vê através apenas das consequências os responsáveis diretos pelos nossos fracassos.
Falta de discernimento - Vejam, por exemplo, o caso da inflação, do desemprego, das taxas de juros, da taxa de crescimento, como bem lembra e informa o pensador Ricardo Bergamini.
Os brasileiros, por demonstrarem total desconhecimento quanto à relação causa/efeito desses grandes problemas, exigem que os males sejam debelados mexendo nas consequências. Pode? 
Febre - É importante lembrar a todo momento que taxa de crescimento do PIB, de câmbio, de juros, de inflação, de desempprego, da carga tributária, a política fiscal e tributária-, etc., são termômetros e não a febre.
Responsáveis diretos - Portanto, nos governos e nas empresas os responsáveis diretos pelos indicadores relativos aos termômetros são os tesoureiros com seus fluxos de caixa, cabendo à Diretoria e ao Conselho de Administração a responsabilidade por cuidar da febre
Análise - Fazendo uma análise dos termômetros econômicos e da febre, temos: 
Taxa de crescimento - Somente ocorre de forma robusta e sadia por dois fatores: descoberta de novas tecnologias e consequente aumento de produtividade, ou aumento de poupança.
A Febre é a farsa usada pelo governo do PT de produzir crescimento econômico pela ilusão monetária, com base no aumento da moeda à vista e a prazo. 
Taxa de câmbio - É um indicador que mostra desequilíbrio nas relações exógenas do Brasil com o resto do mundo.
A Febre ocorre por desequilíbrio na carga tributária entre as nações, gerando contrabando, ou desconfiança, risco jurídico, provocando fuga de capital.
Taxa de juros - É o termômetro que mostra apenas o preço do dinheiro, que da mesma forma que qualquer outro produto ou serviço, se tiver em abundância o preço desce e caso contrário sobe. Mera aplicação da lei da oferta e da procura.
A Febre é o descontrole imoral e criminoso de gastos públicos, gerando déficits monstruosos, tendo que serem cobertos com vultosos empréstimos, que os investidores nacionais e internacionais agradecem calorosamente por essa prática criminosa dos governos.
Taxa de inflação - É um termômetro que indica que a economia está em desequilíbrio entre a oferta monetária e a quantidade de produtos ofertados.
A Febre é que somente o governo federal tem poder de combater com a política monetária e cortes de gastos público.
Carga tributária - É um termômetro que tem como únicos e exclusivos responsáveis os governos (Federal, Estaduais e Municipais).
A Febre é que da mesma forma que nos condomínios, aumentou as despesas, aumenta o rateio da taxa condominial.
Politica fiscal - É um termômetro para apuração das despesas do governo.
Febre é o imoral, criminoso e injusto gasto público, principalmente com pessoal e, mais principalmente ainda a Previdência Social (soma da conta dos brasileiros de segunda classe, ou INSS) e brasileiros de primeira classe, ou funcionários públicos.) (GSPires)

Os limites do SUS.
Políticas públicas destinadas exclusivamente aos mais pobres estão fadadas ao fracasso.
Do abastado ao humilde, qualquer brasileiro pode vacinar os filhos na unidade de saúde, receber transplante de fígado pelo SUS e os medicamentos para a Aids, como se vivesse na Noruega. Nossos programas gratuitos de vacinações, transplante de órgãos e de distribuição de drogas anti-HIV são os maiores do mundo.
O sucesso desses programas se deve ao fato de serem universais. Se vou à Unidade de Saúde e faltam vacinas, basta ligar para os jornais que a denúncia aparecerá na primeira página.
Por que nosso programa de planejamento familiar não sai do papel, condenando os mais pobres a ter filhos indesejados que não conseguem sustentar? Por uma razão simples: quem está bem de vida tem acesso pleno aos métodos anticoncepcionais e ao abortamento ilegal. A mulher que peregrina pelas unidades de saúde atrás de um DIU ou da laqueadura, direito garantido por lei, vai reclamar para quem? Para o bispo?
Dissemos na Constituição de 1988 que saúde é direito do cidadão e dever do Estado. Faço minhas as palavras da jornalista Cláudia Collucci em sua coluna: Isso é lindo, uma conquista da qual não podemos abrir mão. Mas, na prática, nem países mais ricos e menos populosos ousaram prometer tudo para todos em saúde.
O paradoxo é que de um lado as políticas públicas que deram bons resultados são as universais, de outro, a falta de recursos orçamentários, de gerenciamento competente e a praga da corrupção impõem aos dependentes do SUS uma assistência médica de difícil acesso, imprevisível e muitas vezes de baixíssima qualidade.
Não há como fugir da realidade: se as verbas destinadas à saúde são insuficientes, quanto menos utilizarem os serviços do sistema único os brasileiros que podem pagar por eles, mais recursos sobrarão para atender os que contam apenas com o SUS.
Num país cartorial, com as desigualdades abissais como o nosso, é absurda e injusta a ideia de considerarmos todos iguais diante do SUS, porque os mais ricos e influentes passarão na frente dos mais necessitados.
O fazendeiro mais influente da região entra na sala de espera do pronto-socorro público da cidadezinha. Quem será atendido antes? É justo o cidadão bater o BMW, gastar R$ 250 mil na oficina e operar o rosto no Hospital das Clínicas? Está certo precisar de um remédio importado e mover ação judicial contra o SUS, porque o advogado considera mais fácil ganhar do Estado do que enfrentar o departamento jurídico do plano de saúde?
Se a saúde pública do país vive momentos difíceis, o futuro poderá ser trágico. A faixa etária da população que mais cresce é a que já passou dos 60 anos. O Brasil fica mais velho e envelhece mal: 52% dos adultos estão acima do peso saudável, metade das mulheres e homens chega aos 60 anos com hipertensão arterial, perto de 12 milhões sofrem de diabetes -pelo menos um terço dos quais só descobrirá quando surgirem complicações graves.
O desafio é gigantesco. Somos obrigados a lidar com os problemas dos países ricos, antes de termos nos livrado das enfermidades do subdesenvolvimento: dengue, zika, tuberculose, malária e até hanseníase.
O aperto financeiro para tratar dos doentes que recorrem ao SUS é de tal ordem que não sobram recursos para investir em medidas preventivas. E o enfoque da saúde pública tem que estar na prevenção. Programas como o Saúde da Família devem ter prioridade absoluta e chegar às comunidades mais desprotegidas. Entre outras medidas, há que divulgar exaustivamente os cuidados preventivos pelo rádio, TV, internet e celular.
Em entrevista a Cláudia Collucci o atual ministro da Saúde chegou a sugerir que o SUS precisaria ser redimensionado. Diante da gritaria, parece que recuou. Não sei o que ele quis dizer com esse redimensionamento, mas foi pena haver recuado. A discussão viria em momento propício: se não há dinheiro para todos, que os estratos mais ricos da população cuidem da própria saúde e deixem o SUS para os que não têm alternativa. Não é lógico?
Está na hora de deixarmos de lado a hipocrisia utópica e o estrabismo ideológico de antigamente. (Drauzio Varella)

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