19 de jul de 2015

Olimpiada política sem medalhas...

• Cunha e governo mergulham em nova fase de incertezas. Enquanto denúncias fragilizam deputado, rompimento ameaça desgastar governo Dilma ainda mais. Saiba quais podem ser os desdobramentos da crise. Eduardo Cunha anuncia ruptura com governo e pede que PMDB faça o mesmo. Não existe pauta de vingança diz Eduardo Cunha após rompimento; Não vou me vingar do governo. Em meio a polêmicas, Eduardo Cunha é alvo de memes na internet.
• PMDB e opositores se mantêm distantes da ruptura de Cunha. Presidente da Câmara deixa base aliada um dia após delator relacionar seu nome à corrupção na Petrobras; ele foi acusado de ter recebido US$ 5 mi.
• Lobista só delatou após risco de perder benefícios. Procuradores disseram ter evidências de que ele omitia informações. Documentos mostram que Lula fez lobby no exterior. Telegramas diplomáticos relatam atuação a favor da Odebrecht em Portugal e Cuba.Levy faz investida para levantar R$ 50 bilhões. Fazenda intensifica cobrança de dívidas e vendas de ativos.
• A informação de que a Procuradoria do Distrito Federal formalizou abertura de investigação contra o ex-presidente Lula, para apurar se ele praticou trafico de influencia internacional junto a agentes públicos para beneficiar a Odebrecht, ganhou repercussão internacional: do The New York Times ao Financial Times, passando pelo Wall Street Journal, entre outros, publicaram matérias sobre o criminal inquiry. A CNN continua exibindo detalhes sobre o assunto, ilustrando até com obras financiadas pelo BNDES lá fora e construídas pela Odebrecht.
• Governo só executou 65% do investimento em logística. Previsão leva em conta o período o período de 2003 a 2014. Para cada dois anos trabalhados para tocar os projetos, fica mais um parado.
• Crise econômica eleva em 67% ‘êxodo’ de brasileiros. Dados da Receita Federal indicam alta no número de Declarações de Saída Definitiva do país entre 2011 e 2015; Crise política se acirra, e dólar sobe 1,13%; Bolsa cai 1,37%.
• Crise econômica faz jovens viverem pela 1ª vez desemprego. Em maio, desocupação entre quem tem de 18 a 24 anos subiu para 16,4%.
• Saque do abono PIS/PASEP começa na quarta-feira sob questionamento judicial.
• Suposto operador do PMDB pode ter sofrido ameaças. Defesa de Fernando Baiano diz que suspeita não tem a menor procedência.
• Com medo de ser extraditado, Marco Polo del Nero desafia a Rede Globo.
• Enquanto as queixas dos usuários das barcas e dos trens se acumulam, a quantidade de multas não pagas pelas concessionárias desses serviços de transporte segue o mesmo caminho. De acordo com a Agência Reguladora de Serviços Públicos de Transportes Aquaviários Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp), desde 1998 quase 70% das multas aplicadas à SuperVia ainda não foram pagas. Em relação às concessionárias que atuaram no serviço das barcas, o percentual é de 50%. (Extra)
• Brasil vira rota de nigerianos em fuga do Boko Haram. Refugiado perdeu irmã e pai em ataque terrorista e fugiu do país; imigrações são as maiores desde a 2ª Guerra Mundial.
Bolívia entra definitivamente no Mercosul. Desde 1996 o país é associado ao bloco e pode participar como convidado das reuniões que tratem de interesses em comum.

Caridade, pobreza e desenvolvimento social.
. Se formos buscar nos Evangelhos algumas réguas para aferir os valores segundo os quais nos devemos conduzir, veremos que a régua da caridade, do zelo pelos mais necessitados, serve como medida do amor a Deus. Nenhum cristão negará essa realidade ao mesmo tempo material e espiritual. No entanto, o pobre dos Evangelhos é, principalmente, o carente de Deus. E é também, entre muitos outros aspectos, o materialmente pobre, o necessitado de afeto, de justiça, de liberdade, de oportunidade. Desconhecer isto é uma primeira e muito comum perversão do sentido evangélico da palavra pobre e da situação da pessoa humana a ela correspondente.
. Infelizmente, muitos alegam encontrar, nos Evangelhos, inspiração para uma visão sociopolítica do pobre. O pobre das Escrituras, nessa hipótese, não seria uma pessoa concreta, mas uma classe social. Mais um passo, e ele muda de nome, tornando-se o excluído da teologia da libertação. É fácil perceber onde se quer chegar com a substituição do vocábulo por um suposto sinônimo. Dizer-se excluído implica a ideia simétrica do incluído, ou seja, de alguém que ocupou determinado espaço e rejeita a presença do outro. É o que sugere Lula, por exemplo, cada vez que coloca um suposto pobre num suposto avião e diz que os demais passageiros, supostamente, não o querem ali. Não há limite para a demagogia do multimilionário Lula. E não há limite para a malícia sociopolítica, supostamente religiosa, da teologia da libertação. Esta é uma segunda perversão envolvendo o mesmo conceito.
. Uma terceira corresponde ao culto à pobreza material como um bem em si. Nessa perspectiva, muito comum, tudo se passa como se o empenho individual ou coletivo para sair de uma situação de carência material em direção a uma vida com maior dignidade e bem-estar fosse desvio de finalidade da existência humana e não um bem a ser buscado. Afirmo, aqui, o oposto: o ser humano não foi criado com tantos dons físicos, espirituais e intelectuais para se nutrir num pomar e se vestir com folhas de parreira.
. Uma quarta perversão - e talvez a socialmente mais maléfica - é a que procura enfrentar a pobreza mediante políticas e sistemas econômicos que a conservam, reproduzem e aprofundam. Refiro-me ao igualitarismo percebido como ideal de vida social, cujos péssimos resultados se tornam nítidos nas experiências comunistas. Em nome da igualdade, mata-se a riqueza na sua fonte. Solapa-se a iniciativa dos indivíduos e das comunidades. Cerceia-se a liberdade de criação, condena-se o mérito e planeja-se a mediocridade. Se a igualdade é o objetivo, a pobreza de todos não perturba os adeptos dessa estranha ideologia que se diz protetora e defensora dos pobres.
. A sociedade contemporânea já demonstrou, com excesso de evidências, que o modo mais eficiente de promover o desenvolvimento social, sem prejuízo da caridade, da solidariedade e do amor cristão ao próximo, exige: zelosa formação de recursos humanos, através da educação; inserção dos indivíduos de modo eficiente na vida social, política e econômica; segurança jurídica e atividades produtivas desempenhadas em economia livre, de empresa. Só são contra isso os que têm mais ódio ao materialmente rico do que amor ao materialmente pobre. Cegos pela ideologia, semeiam o que dizem combater: pobreza material e crescentes desníveis sociais. (Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor)

Nenhum comentário: