20 de dez de 2014

2014 terminando e a sujeira campeia dia a dia...

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Governo eleva juro de longo prazo de 5% para 5,5% ao ano. Conselho Monetário Nacional também estendeu o Programa de Sustentação do Investimento.

BVA acusa BC e empresário de quebrarem o banco e pede indenização bilionária. Autoridade monetária liberou milhões a devedores de forma escondida, alega defesa de instituição falida. O Banco BVA entrou com um bilionário pedido de indenização contra o Banco Central (BC) e o ex-acionista Carlos Alberto de Oliveira Andrade, dono do grupo Caoa, a quem acusa de cometerem irregularidades que levaram à quebra da instituição, pedida em setembro deste ano. O argumento central é o de que Oliveira Andrade, interessado em comprar o BVA, tirou dinheiro do banco para enfraquecê-lo e assim pagar mais barato, ao mesmo tempo em que o BC, por motivo pouco claro, aparentemente tinha por objetivo quebrá-lo - e não sanear a instituição para recolocá-la no mercado.

MP ingressa com 50 ações contra corrupção de verba federal por dia.

A lista com nomes de 28 políticos acusados de envolvimento no Petrolão é modesta se comparada aos dados em poder das autoridades que participam das investigações da Operação Lava-Jato. Como noticiou reiteradas vezes, chega a sessenta o número de políticos flagrados na operação da Polícia Federal que desmontou o esquema de corrupção que funcionava na Petrobras. (ucho.info). Líder do PSDB diz que listão é prenúncio de terremoto. Oposição evita prejulgamentos e diz que irá aguardar divulgação oficial 18A lista dos 28 políticos citados por Costa. Veja quem são os políticos que terão direito a foro privilegiado na ação. Aqui

Em título inédito, brasileiro vence mundial de surfe. Aos 20 anos, Gabriel Medina derrotou veteranos do esporte, como o americano Kelly Slater. E a pergunta se faz: O que muda no surfe brasileiro após o título mundial de Medina?

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Falem aí administradores do Rio: Por medo de arrastões, agências evitam levar turistas pela Linha Vermelha. Para quem testemunhou ação: Insegurança na Linha Vermelha está alarmante. Nem a ocupação do Complexo da Maré pelo Exército consegue evitar que os bandidos saiam da comunidade para promover arrastões na Linha Vermelha. E olha que existe um batalhão da PM, que foi instalado por mim na Linha Vermelha, justamente por ser uma área estratégica. O problema é que o batalhão perdeu efetivo e hoje não dá conta nem da Linha Vermelha. É o caos! 


Antigamente se dizia briga de cachorro grande!... Quer impedir desafeto: Força de Jorge Picciani mina as chances de Melo no Tribunal de Contas do Estado.

Como dizia Grande Otelo na Escolinha: Faiou! Prefeito de Itaguaí investigado por desvio doou R$100 mil a igreja... Suspeito de chefiar um esquema que desviava até R$ 30 milhões por mês dos cofres de Itaguaí, o prefeito Luciano Mota (PSDB) não gastou o dinheiro apenas com uma Ferrari, um helicóptero, ternos de grife e uma televisão top de linha. Num vídeo publicado na internet, um pastor afirma que ele doou R$ 100 mil à igreja Universal após ser eleito, em 2013. Em Itaguaí, PF quer quebrar sigilos de empresas ligadas a fraude. Objetivo é saber quem foi beneficiado pelo esquema de desvio de verbas federais. Após ação contra desvios, clima é de revolta e medo em Itaguaí.
Fim da revista vexatória nos presídios de Pernambuco. Com o fim desse procedimento, ficará proibido o contato manual com partes íntimas de pessoas, desnudamento total ou parcial, uso de cães farejadores ou qualquer tipo de revista que signifique a introdução de objetos nos corpos.

Senado aprova projeto que tipifica o feminicídio no Brasil. Prisão para assassinatos de mulheres por questão de gênero pode variar de 12 a 30 anos.

Número de mortos por Ebola em 3 países africanos sobe para 7.373, diz OMS.

Queda do petróleo agrava escassez de produtos na Venezuela. Baixa do preço do petróleo tem afetado importações e limitado acesso a moeda estrangeira; falta de itens se agrava e filas se espalham pelo país.
Petrolão, o combustível explosivo da tática cumpanhera. 

Pela Globo News o senador Aécio Neves pôs os pingos nos ii: Eu não perdi a eleição para um partido político. Perdi a eleição para uma organização criminosa que se instalou no seio de algumas empresas brasileiras, patrocinada por esse grupo político que aí está. Na mesma entrevista foi adiante, e a denunciou entranhada no Estado brasileiro. Ficou a milímetros da conclusão lógica, inescapável: quem conscientemente patrocina facínoras por anos é também facínora. Qualquer um percebe, se funcionou por tanto tempo e com tantas vantagens mútuas, houve, conhecimento, beneplácito, estímulo; sem isso, a organização criminosa não embolsava um alfinete. Rui Falcão, presidente do PT, nas entrelinhas chicoteado de chefe de facínoras, de imediato escumou: Já estamos interpelando o senador mineiro derrotado. Em seguida, processo crime no STF. O PT não leva recado para casa (quis dizer desaforo). Fernando Pimentel foi conciliador: A última vez que me acusaram de ser participante de uma organização criminosa foi no tempo da ditadura militar. Certamente os partidos políticos não são organizações criminosas. O nosso não é. Tenho certeza que o senador Aécio Neves vai se arrepender desse tipo de declaração. Aécio, outra vez: Não retiro absolutamente nada do que disse.

A contundência da declaração ecoa longinquamente a postura solitária de Winston Churchill diante da ameaça nazista nos anos pesados que antecederam a 2ª Guerra Mundial. Na classe política inglesa, simbolizada tristemente pelo primeiro-ministro Chamberlain com a política do appeasement, inexistia a sensação do perigo mortal iminente e sobreviviam esperanças de acordo. As denúncias do estadista inglês preparavam os dias em que foi necessário constituir aliança político-militar de grandes potências para salvar a liberdade no mundo.

Nas últimas semanas, o PT acuado aplicou de novo, e em dose maciça, tática que vem dando certo. Nomeou Joaquim Levy, economista liberal, partidário da disciplina fiscal, para comandar o ministério da Fazenda. Na mesma direção, Kátia Abreu, líder do agronegócio, para a pasta da Agricultura, e Armando Monteiro, líder empresarial, para o ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Antes, já estava no ministério Guilherme Afif Domingues, e Jorge Gerdau na presidência da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade do Governo Federal, expoentes no Brasil do liberalismo econômico; escolhas que repetem o objetivo de ter José Alencar, ricaço e dirigente empresarial, como vice de Lula em 2002. Vai no mesmo rumo o favorecimento escandaloso ao programa desagregador da família do governo cumpanhero por setores influentes da CNBB e dioceses Brasil afora sob a alegação furada de seu caráter social. São companheiros de viagem, colaboram com o projeto petista. E qual a razão de chamar para colaboradores pessoas de perfil público oposto às metas hegemônicas do PT?

Importante para o PT, só uma: anestesiar, confundir e dissolver as resistências; água fria na fervura da indignação. Sem a utilização desse ardil, o PT se veria diante de um sem fim de derrotas eleitorais. É recurso usual empregado por movimentos que não têm como impor sua vontade à nação por força própria. Napoleão, ao dominar tiranicamente a França, tendo como instrumento principal poderoso e devotado exército, ainda assim julgou útil nomear Talleyrand para seu mais importante ministro; ele, membro destacado das mais antigas famílias da França, que tinham sido escorraçadas de seu poder e influência pela revolução que o Corso encarnava. O brilhante diplomata foi avalista muito bem recompensado de um programa que destruiu seu mundo e sua classe. E que tinha no bojo os germes que um século depois rebentaram na revolução russa de 1917. Os exemplos são sem conta, nem vale a pena prosseguir neles.

Adiante. O brasileiro médio, parece, ainda não viu claro que hoje o PT, pela via do bolivarianismo, vai despenhar o Brasil no coletivismo descarado e no totalitarismo sem disfarce. A perspectiva tétrica da ditadura e miséria generalizada (é só ver as queridinhas do grupo no poleiro, Cuba e Venezuela, modelos invejados de poder popular) assombra no horizonte da longa sucessão de governos cumpanheros, adeptos do gradualismo político. Se visse, resistiria. Mas tem desconfianças. Diante da resistência decidida do povo, mas que arrisca virar pétrea - se à inconformidade emocional se somar a oposição doutrinária ampla e bem fundamentada -, a saída possível é o avanço paulatino e disfarçado. Para isso, o PT tenta desesperadamente manter o poder no Estado e nessa tarefa vem promovendo, junto com dirigentes aproveitadores de partidos aliados, a maior roubalheira que se tem notícia na história do País. Muito da grana roubada no petrolão e escândalos assemelhados, é embolsada pela cumpanherada, mas a maior parte custeia campanhas eleitorais, compra consciências e em geral financia as tentativas de conquista revolucionária das mentalidades, em outras palavras, a hegemonia na sociedade civil, o principal objetivo; enfim, é dinheiro para manter em mãos petistas a máquina do Estado, manhas da conquista e permanência no poder, utilizado sem escrúpulos para implantar um programa final que hoje o brasileiro médio, conhecendo-o, chamá-lo-ia hediondo. Negócio escabroso, o petrolão é combustível explosivo que pode estourar nas mãos de quem o manuseia.

Uma pergunta: por que tem sido bem votado, em suas etapas preparatórias, esse programa de final hediondo? Existe o desconhecimento, já falei, mas influi muito uma realidade importante, pouco enfatizada. Não incluo aqui o voto ideológico. O eleitor de condição modesta, em geral de pouca cultura, desinteressado da política, comumente admite que a cumpanherada rouba, é ruim de serviço, mas tem pena da pobreza; é ou foi gente que nem a gente. Para ele, os políticos dos outros partidos não se preocupam com os pobres. Contra essa impressão enraizada, tantas vezes decisiva na hora do voto, do que adiantam apoios de celebridades, promessas de quadros qualificados para combater a inflação e recursos semelhados? Esta multidão não sabe o que é quadro, não usa o adjetivo qualificado e em vez de inflação fala carestia. E então se aprofunda a sensação do alheamento das lideranças políticas das dificuldades diárias da população carente. São problemas vitais para quem quer vencer eleições. É isso aí. (Péricles Capanema) 

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Boas notícias do espaço: muro invisível protege a Terra contra radiação letal. 

Notícias tranquilizadoras sobre a natureza e o nosso meio ambiente provêm com relativa frequência da ciência objetiva.

Mas elas não obtêm espaço na mídia, que prefere os anúncios estarrecedores ou deprimentes, e rara vezes verdadeiros, do ambientalismo radical.

É o caso da descoberta surpreendente, e até agora inexplicada, feita por uma dupla de satélites da NASA (National Aeronautics and Space Administration – Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço) e reportada em 27.11.14 pela revista científica britânica Nature.

Os satélites detectaram um campo de força invisível e impenetrável, a cerca de 11 mil km da superfície da Terra, que protege nosso planeta de doses letais de radiação. O anúncio foi noticiado por Salvador Nogueira blogueiro da Folha de S.Paulo.

As sondas Van Allen foram lançadas em agosto de 2012 com o objetivo estudar os cinturões de Van Allen, dois anéis de radiação resultantes da interação do campo magnético terrestre com as partículas emanadas constantemente do Sol.

Os dois cinturões, aliás, foram a primeira descoberta da era espacial, feita em 1958 pelo cientista americano James Van Allen, da Universidade de Iowa.

Agora houve uma nova surpresa. E foi obra dos cientistas do MIT e da Universidade de Colorado, em Boulder, liderados por Dan Baker, ex-aluno do próprio Van Allen e diretor do Laboratório de Física Atmosférica e Espacial da Universidade de Colorado, em Boulder.

Eles perceberam que todos os elétrons com níveis altíssimos de energia, que chegavam a velocidades próximas à da luz, eram barrados um pouco acima do primeiro dos cinturões. Nenhum deles conseguia passar a barreira dos 11 mil km.

Essas barreiras funcionam como um escudo protetor altamente benéfico, pois essa radiação seria nociva se chegasse à superfície da Terra.

Caso atingissem regularmente a superfície do planeta, tais partículas inviabilizariam o desenvolvimento da vida, além de fritar os circuitos eletrônicos de satélites, explicou O Globo.

A surpresa aumentou pelo fato desse bloqueio abrupto contrariar a expectativa dos pesquisadores. Eles imaginavam que esses elétrons paravam na atmosfera terrestre e a ideia de uma barreira a 11 mil km nem sequer era suspeitada.

Os cientistas ainda não têm uma explicação clara sobre a origem da barreira. O campo magnético da Terra parece não ter nada a ver com isso.

O campo magnético terrestre é 30 vezes mais fraco na chamada Anomalia do Atlântico Sul - um buraco no campo magnético perto da costa oriental da América do Sul.

Nessa região, os cinturões de Van Allen chegam um pouco mais perto da superfície.

E se isso fosse causado pelo magnetismo terrestre, seria natural que os elétrons penetrassem mais na região. Mas não.

Baker e seus colegas elaboraram a hipótese de um gás ionizado chamado plasmasfera, que emitiria ondas eletromagnéticas responsáveis por rebater os danosos elétrons altamente energéticos.

Durante os momentos de grande atividade solar, os dois cinturões se desdobram em três, reforçando a defesa da Terra.

Os tripulantes das missões Apollo, que atravessaram esses cinturões entre 1968 e 1972, reportaram, até com os olhos fechados, flashes luminosos durante a travessia.

Segundo os cientistas, as ondas magnéticas de baixa frequência produzidas pela plasmasfera, tal como o chiado em uma transmissão de rádio, seriam as responsáveis por desviar os elétrons de alta energia, erguendo o escudo.

Ainda é preciso ver como essa plasmasfera se comporta quando atingida por tempestades geomagnéticas mais intensas.

Se o Sol eventualmente bombardear a magnetosfera terrestre com uma ejeção de massa coronal, suspeito que ela será capaz de romper o escudo por um período de tempo, especula Baker.

Em qualquer hipótese, a descoberta confirma mais uma vez a ordem profunda que existe na natureza. Ela também põe em evidencia os sapienciais mecanismos que reconstituem essa ordem quando atingida por fatores mais adversos.

E tudo isso sem que o homem tenha ideia desses mecanismos benéficos, suas ameaças e suas capacidades de auto-restauração.

Em face de esses fenômenos, como são limitadas as forças do homem e limitados os efeitos de sua atividade!

E nossos ardidos ambientalistas continuam achando que o homem pode desertificar ou torrar o planeta com aerossóis, carros ou cidades! (Luis Dufaur)

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