2 de dez de 2013

Palavras a se pensar...

Brasil Contrata Médicos Cubanos 
Oportuna e adequada análise abaixo, elaborada pelo atuário Clóvis Luiz Marcolin. 
• É impressionante como os Políticos de todos os Partidos e o Estado Brasileiro têm atuado sistematicamente para destruir uma das obrigações expressas na Constituição de 1988: direito à saúde, como um dever do Estado: A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação. (Art. 196) 
Nesta exposição, destacam-se especialmente os seguintes pontos, para sua análise e reflexão: 
1 - A inviabilização da Saúde Pública Brasileira constituiu-se como um processo arquitetado e planejado, contando com a conivência dos governantes, para favorecer interesses privados, através da criação dos Planos de Saúde Privados. Pela Constituição de 1988, não haveria espaço para a assistência médica empresarial, como substituta do Estado. 
2 - A criação da ANS – Agencia Nacional de Saúde Suplementar - , voltada para a regulação e supervisão do mercado empresarial privado de saúde, deu força e revigorou essa imensa distorção da saúde brasileira. 
3 - Os modelos privatistas admitidos pela ANS, não têm como prosperar, porque seu financiamento é atuarialmente insustentável! A cada exercício financeiro, apura-se o lucro do Sistema privatista e os donos do plano apropriam-se desses lucros, nada acumulando para bancar os custos futuros da assistência da massa. Para se auto sustentar, uma parte das prestações pagas pelos jovens associados, deveria ser reservada para cobertura da assistência quando, em idade avançada, esse jovem, demandar do sistema mais recursos para suprimento da atenção à sua saúde! Assim, esse Sistema expulsa os velhos e oferece assistência cada vez mais limitada aos jovens. 
4 - Por isso, a cada ano, ocorrem falências, liquidações e transferências de associados de planos falidos privatistas para outros em situação mais favorável. De qualquer forma, todos chegarão à insolvência, pois o modelo é atuarialmente insustentável. 
5 - Os médicos são os donos e incentivadores dessas Empresas privatistas de saúde! Abandonam sistematicamente o serviço público, Apropriam-se das verbas públicas e das rendas dos cidadãos para prometer-lhes atendimento que não são capazes de suprir. 
6 - Médicos cubanos estão chegando e melhor eles, do que nenhum médico brasileiro.... Atendimento básico de médicos cubanos pode revelar que a medicina que o brasileiro precisa prescinde dos especialistas nacionais e poderá deixar claro que nossos médicos brasileiros estão despreparados para o atendimento elementar, não estando nada contribuindo para melhorar a saúde da massa de cidadãos... 
7 - A reação negativa dos médicos brasileiros aos médicos cubanos, está no medo de que, de repente, pode ficar demonstrado que o médico cubano, com sua medicina de atendimento básico, é mais útil, efetivo e eficaz do que os doutores mercantilistas nacionais da medicina especializada e cara. Médicos cubanos vão cuidar dos brasileiros pobres, coisa que nossos médicos ciosos de seus direitos individuais (de escolher onde queiram trabalhar e do quanto desejam ganhar) e sem nenhum compromisso social, já não estão dispostos a atender, pois os cidadãos sem recursos não se inserem nos particulares interesses lucrativistas da medicina empresarial. 
8. De qualquer modo, a questão da saúde brasileira é algo bastante complexo, certamente o Estado Brasileiro não cumpre com suas obrigações em relação a esse dever básico e mais do que certamente, o atendimento de saúde à nossa população é dos piores do mundo! (Márcio Dayrell Batitucci) 

Ooo0ooo

Brasil Contrata Médicos Cubanos 
1. Quem acompanha o mercado da saúde sabe muito bem como chegamos ao estágio atual na medicina pública brasileira que necessita de médicos imigrantes a fim de suprir o atendimento básico pelo serviço público nacional - SUS (Sistema Único de Saúde), diz-se que no interior e periferias das grandes cidades, embora a verdade seja outra, a questão é generalizada, afetando os grandes centros urbanos.
2. O processo que nos levou ao estágio atual da medicina no setor público brasileiro foi arquitetado, não chegamos até aqui por acaso, naturalmente, mas sim porque interesses privados atuaram em parceria com governantes para inviabilizar o Sistema Único de Saúde - SUS e, se apropriarem privadamente dos recursos públicos que a estavam reservados à assistência pública da saúde de nosso povo. Não é preciso fazer qualquer análise aprofundada para demonstrar como nos tornamos reféns dos planos de saúde e abandonados pelo Estado no campo da Saúde.

3. Vejamos: A Constituição Cidadã foi desconstruída, violada e retalhada por revisão e emendas constitucionais, por meio de ações de sucessivos governos os quais receberam, as alterações, a chancela do STF - Superior Tribunal de Justiça, o órgão encarregado da defesa social da Constituição Federal(C.F.). Poder Executivo, Congresso Nacional e Poder Judiciário trataram de retirar os direitos constitucionais previstos na Constituição Promulgada em 05/10/1988. 
4. Seguridade Social - Título da C.F. que engloba a Saúde, Previdência Social e Assistência Social a serem financiados pelo Orçamento da Seguridade Social. Quebraram os contratos sociais modificando direitos à saúde, à previdência e à assistência social. E, foram tantos os direitos suprimidos e modificados que essas desconstruções, por meio de alterações promovidas por Emendas Constitucionais, não guardam qualquer relação com o modelo social estabelecido pela Constituinte Originária. 
5. O Sistema Único de Saúde - SUS, modelo de Assistência à Saúde Integral e Universal, em perspectiva seria o melhor do planeta e, originariamente, não previa e nele não haveria espaço para a assistência médica empresarial, como substituta do Estado. 
6. Alterou-se a Constituição para abrir espaço para a criação dos Planos de Saúde, e o negócio da privatização da saúde tomou força e folego com a criação da ANS - Agencia Nacional de Saúde Suplementar, voltada para a regulação e supervisão do mercado empresarial criado por um modelo que transfere ao cidadão o custo de assistência à saúde que o Estado havia chamado para si na C.F. de 1988. 
7. O modelo privatista, praticamente, também acabou com o seguro-saúde operado por seguradoras, agora só planos autorizados pela ANS podem comercializar produtos nesse segmento. 
8. De qualquer forma os modelos admitidos pela ANS/Privatistas não tem como prosperar porque para funcionar seu financiamento depende de novos entrados jovens no sistema uma vez que cada plano de saúde opera, atuarialmente, no regime financeiro de repartição dos custos (atuariais e operacionais) entre os associados participantes dos riscos durante determinado exercício financeiro. Findo esse exercício financeiro, apura-se o lucro do sistema e os donos do plano apropriam-se dos lucros nada acumulando para bancar os custos futuros da assistência da massa de associados envelhecida a cada ano. Para superar a deficiência do sistema financeiro inadequado o empresário da saúde na renovação dos contratos expulsa os envelhecidos por meio da cobrança de prestações exorbitantes, impagáveis uma vez que são estabelecidas em função da idade atingida. 

9. Qualquer cidadão medianamente capaz vê que das prestações pagas pelos jovens associados uma parte deveria ser reservada para cobertura da assistência quando, em idade avançada, esse jovem, demandar do sistema mais recursos para suprimento da atenção à saúde. Mas, isso não é feito, e só o seria se houvesse obrigação de financiarem-se tais planos de saúde por meio de regimes financeiros de capitalização - contudo, a capitalização individual, é extremamente onerosa e, então, mais fácil é expulsar os velhos e oferecer assistência muito limitada aos jovens, isso enquanto as prestações que pagam forem maiores do que as despesas que carreiam para o sistema. Quando houver desequilíbrio a não renovação contratual é adotada como prática empresarial. 
10. Esse modelo tem tudo para não funcionar e já apresenta problemas insolúveis, gerando falências, liquidações e transferências de associados de planos falidos para outros em situação mais favorável. De qualquer forma, todos chegarão à insolvência, pois como disse, o modelo é insustentável. 
11. Foi esse modelo privatista cuja tendência à insolvência é inquestionável que oferecia ao empresário o sonho de se adonar do atendimento à saúde da maior parte da população brasileira por meio do enfraquecimento do sistema público - SUS. 
12. Os médicos estiveram, e estão, na ponta desse modelo privatista (são os donos de planos de saúde). Abandonam sistematicamente o serviço público, incentivado pelo Estado que patrocina o sucateamento do SUS e pelo empresário da saúde que se apropria das verbas públicas e das rendas dos cidadãos para prometer-lhes atendimento que não são capazes de suprir. 
13. Hoje, as filas nos consultórios de médicos, hospitais, laboratórios, etc., que trabalham para planos de saúde são maiores do que as que os atendidos diretamente pelos SUS enfrentam. Diz o governo, pela ANS, que um atendimento de consulta deve ocorrer em sete dias, não raro seis meses são necessários para um retorno de consulta
14. Ser associado a um plano de saúde resulta em atendimento mais precário e mais demorado do que os do SUS. Esse foi o modelo que transferiu a tragédia pública da saúde para uma tragédia privatizada
15. A imagem do Estado no atendimento à saúde deixou de produzir retorno político para os governantes, daí a tentativa de reconstruir, parcialmente, o SUS que eles mesmos destruíram e, seria realizada a reconstrução por meio do oferecimento de vagas para médicos em locais onde esses já não mais desejam trabalhar porque as vantagens da medicina pública privatizada concentra-se onde há massa de associados capaz de sustentar a lucratividade, bem como a renovação dos velhos por gente mais jovem, no contingente de pagantes, isto é, gente que gasta mais do que paga por pessoas que pagam mais do que as despesas que o plano de saúde tem com elas. 
16. As aglomerações urbanas mais densamente povoadas são os locais prioritários para a fixação dos médicos lucrativistas, nesses locais a renda auferida suplanta facilmente os salários que o Estado paga aos seus servidores. Os pequenos municípios, os municípios mais afastados e os de populações mais pobres ficaram sem médicos para atendimentos básicos.
17. Então, para o Estado, a ele, voltou a obrigação que imaginava já ter transferido ao empresariado e, por isso, volta a tentar suprir minimamente os desassistidos da medicina privada - tão incipiente e já tão problemática - volta a assistência à saúde do pobre a ser reconhecida como obrigação pública do SUS. A privatização da saúde gera, naturalmente, o abandono dos que não tem condições de pagar para entrar na fila dos associados dos planos de saúde. 
18. Médicos cubanos estão chegando, melhor eles do que nenhum médico brasileiro. Atendimento básico de médicos cubanos podem revelar que a medicina que o brasileiro precisa prescinde dos especialistas nacionais e poderá deixar claro que nossos médicos brasileiros estão despreparados para o atendimento elementar, como de resto também o estariam nos campos de suas especializações e, eles nada estão contribuindo para melhorar a saúde do cidadão, exceto retirando-lhes os seus dinheiros a título de pagamento por uma assistência que efetivamente não prestam. 
19. O medo do médico brasileiro é de que fique demonstrado que o médico cubano com sua medicina de atendimento básico é mais útil, efetivo e eficaz do que os doutores mercantilistas nacionais da medicina especializada, cara, e tecnologicamente pouco avançada – no geral - que nos querem fazer acreditar que dela necessitamos e, que por ela devemos pagar preços cada vez mais elevados. 
20. Educação e saúde básicas não deveriam ser objeto de mercantilização porque é de interesse nacional que todo cidadão receba o mínimo de preparo para a vida e, da mesma forma, mantenha-se saudável a partir de uma assistência elementar, imediata e eficaz. Assim agem todos os países ditos desenvolvidos, mas parece que nossas autoridades - e nossas elites médicas - entendem que não se deve aplicar no Brasil. 
21. Médicos cubanos vão cuidar dos brasileiros pobres, coisa que nossos médicos ciosos de seus direitos individuais (de escolher onde queiram trabalhar e do quanto desejam ganhar) e sem nenhum compromisso social já não estão dispostos a atender, pois os cidadãos sem recursos não se inserem nos particulares interesses lucrativistas da medicina empresarial. 
22. Letra sem efeito em nossa organicidade social é o dito constitucional de que: o interesse social coletivo deve ser considerado acima dos interesses particulares e individuais. Há valores que se instalam nas sociedades pelos exemplos continuados dos poderosos e de cada um de nós. No Brasil, infelizmente, se pode constatar que nem o Poder Judiciário, em seus julgados, demonstra acreditar que o interesse público e coletivo está em patamar mais elevado que os interesses pessoais. Então, não devermos esperar que os médicos, ou outros profissionais quaisquer, assumam qualquer compromisso social que cause prejuízo aos seus objetivos particulares. 
23. A ética, a moral, a solidariedade e o coletivismo já não são valores respeitados socialmente e os interesses individuais suplantam todos os demais já a partir dos comportamentos dos ocupantes dos mais altos escalões do poder público. Mortos estão aqueles elevados princípios agregativos os quais se transformaram em simples retórica por isso esperar que outros graves problemas sociais coloquem em confronto a sociedade e os governantes, todos desejosos de resgatar tais valores não serão acidentais, mas consequência de erros graves cometidos na gestão pública do país. 
24. Não há conflito mercadológico entre médicos cubanos, porque aqueles vem por contrato - não são imigrantes - e os médicos brasileiros continuam donos do mercado da saúde no país. 
25. A divergência dos brasileiros pode advir pelo fato de que a chegada dos cubanos poderá retardar o pleito da medicina privada nacional que intenta fazer o Estado pagar/subsidiar a medicina privada dos planos de saúde para as pessoas que não tem condições de pagar integral e plenamente por ela.
26. Uma bolsa-saúde seria a solução para acabar de vez com a intervenção do Estado na prestação da assistência à saúde e transferir todo o sistema definitivamente para os lucrativistas empresários dos planos de assistência à saúde. 27. Parece que a luta continua e será uma questão de tempo para o caos completo se instalar, também, nesse segmento social apropriado privadamente, com a conivência e parceria de governantes de todas as esferas públicas nacionais mesmo porque eles só atendem nos grandes centros populacionais e não estão presentes em todas as localidades onde há quem deles porventura necessite. (Clóvis Luiz Marcolin, Atuário MTPS 586 MIBA/IAA, Brasília, 26 de agosto de 2013)


Pátria Madrasta Vil 
Onde já se viu tanto excesso de falta?
Abundância de inexistência...
Exagero de escassez...
Contraditórios?
Então aí está!
O novo nome do nosso país!
Não pode haver sinônimo melhor para Brasil.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.
Há quem diga que dos filhos deste solo és mãe gentil, mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe.
Pela definição que eu conheço de Mãe, o Brasil, está mais para madrasta vil.
A minha mãe não tapa o sol com a peneira.
Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa.
A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade.
Uma segue a outra...
Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição.
Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar.
E a educação libertadora entra aí.
O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito.
Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura.
As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)...
Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra?
De que serve uma mãe que não afaga?
E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo.
Cada um por todos.
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas.
Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil?
Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil?
Ser tratado como cidadão ou excluído?
Como gente... Ou como bicho?
Redação da então estudante carioca que venceu concurso da Unesco com 50.000 participantes com o tema: Como vencer a pobreza e a desigualdade. A redação de Clarice foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso.
• A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO.
(Clarice Zeitel Vianna Silva, advogada formada pela UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ, integra, por concurso público, o cargo de auxiliar da 5ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude.) 

Ooo0ooo 

Campanha mexicana que chocou a opinião publica 
• Nas últimas semanas, canais de televisão mexicanas veicularam um comercial que chamou bastante a atenção de todos e gerou polêmica. 
• A ideia do vídeo era mostrar o dia a dia dos adultos, mas com crianças atuando no lugar. Com elas vivendo uma vida agitada, de egoísmo e conflitos. 
E parece que deu certo, pois os adultos paravam para assistir até o final. 
• Agora o comercial está viralizando pelo mundo todo e gerando polêmica. Ele fecha com uma bela frase reflexiva ao final: Se este é o futuro que me espera, não, não quero!
• Assista abaixo e veja como você vai se sentir.

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