29 de jul de 2013

O Papa se foi e continua aqui...

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• A cronologia dos problemas de organização na Jornada Mundial da Juventude fez prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, dar nota perto de zero para forma como cidade recebeu evento religioso. 
• Papa defendeu a proximidade da Igreja com fiéis. 
• Vaticano considera Jornada da Juventude um sucesso. 
• Papa ataca idolos passageiros dos jovens. 
• Papa Francisco condena lobby gay do Vaticano, mas evita julgar homossexuais e rejeita ordenação de mulheres. 
• Papa foi sutil ao reforçar dogmas da Igreja durante visita ao Rio, diz especialista. 
• Monsenhor carioca ajudou papa com expressões brasileiras durante viagem.

• Começa hoje segunda etapa de julgamento do Carandiru. No banco dos réus, 27 policiais responderão por 73 assassinatos. No primeiro julgamento, PMs foram condenados a 156 anos. 

• Índice aponta Brasil mais rico, mas com desafios de inclusão social. Um ranking de países latino-americanos indicou que o Brasil de hoje é uma nação mais rica, mas que ainda fica atrás dos líderes regionais quanto o assunto é a inclusão social. A análise de 16 países, feita por um grupo de estudos com sede em Nova York, olhou para aspectos que vão além de componentes econômicos como, por exemplo, a redução da pobreza, geralmente mencionada como indicador de maior inclusão.


• Até 73% dos erros cometidos em hospitais no país são evitáveis. Leia

• Sarney é internado em São Luís por suspeita de infecção aguda. A situação ainda vai ser confirmada pela equipe do hospital, segundo o boletim. Os exames clínico, laboratoriais e de imagem iniciais não evidenciaram alterações significativas, diz o comunicado. 

Senadores debocham das manifestações 
• Mesmo com o clamor dos manifestantes por melhorias na educação, Senado corta mais da metade dos recursos. 
• Senado corta 53% dos royalties que iam para educação. Estimativa de repasse para a saúde também caiu, de R$ 69,77 bilhões para R$ 10,7 bi, em relação ao texto aprovado pela Câmara. 
• O projeto de lei que destina royalties do petróleo para educação e saúde, aprovado pelo Senado na noite de terça-feira, reduziu em 62% o montante direcionado às duas áreas em relação ao que havia sido votado pelos deputados. 
• Após essa decisão, o projeto segue para a presidente, que decidirá pelo sanção ou veto. (Ocimara Balmant, O Estado de S. Paulo) 

• À frente da Secretaria Nacional da Aviação Civil, o ministro Wellington Moreira Franco, indicado pelo PMDB para o cargo, defende um edital para a concessão do Aeroporto do Galeão (RJ) sob medida para a construtora Odebrecht, do empreiteiro Marcelo Odebrecht; detalhe: Pedro Moreira Franco, filho do ministro, é diretor da Foz do Brasil, empresa de saneamento do grupo; outro detalhe: o ministro ajudou a Foz a receber uma bolada do FI-FGTS; relação promíscua foi denunciada ontem pelo jornalista Janio de Freitas.  

“...Refinaria "Lula & Chávez" subiu de R$ 6 bilhões para R$ 36 bilhões. Consórcio quer aditivo de mais R$ 1 bilhão ou não conclui a obra. No início da obra, em 2008, Chávez e Lula combinaram o quê? Como um deles já morreu, jamais saberemos as bases de tão próspero negócio para as maiores doadoras do PT. Nenhuma obra no mundo moderno teve um orçamento inicial tão superfaturado....”  (CoturnoNoturno) 

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Sindicatos se unem contra Dilma e Padilha 
• Em protesto contra o programa Mais Médicos, movimento sindical médico brasileiro ameaça atrapalhar campanha à reeleição da presidente e as pretensões do ministro em São Paulo: Somos 400 mil médicos mais 200 mil estudantes. Um médico recém-formado tem um prontuário de 1 mil pacientes, um com tempo de carreira, 20 mil pacientes. Fora os familiares. Faça as contas

A reflexão 
• Chegando ao final da JMJ, repasso para sua reflexão o texto abaixo do Cineasta Cacá Diegues (que parece não ser católico!...).
• Realmente, como bem assinala o autor, o que parece ter sido a principal mensagem e lição dessa Jornada, é a necessidade do encontro entre as pessoas! Encontro que não significa adesão ao outro, nem necessidade de um diálogo em busca de alguma verdade única e absoluta, mas simplesmente, a aproximação entre pessoas, em busca de ...paz, de entendimento e de amor, em um mundo tão conturbado, inclusive por guerras religiosas... 
• O responsável maior por esse novo enfoque de algo essencialmente ligado à Igreja Católica, sem dúvida alguma, é o Papa Francisco, com sua humildade, sua simpatia, sua linguagem corporal de integração, com esse seu novo jeito de cristianismo e que não se cansou de exortar os jovens a que ... se deixassem surpreender pela vida e que a vivessem em alegria.... E que ... não perdessem a sensibilidade para as injustiças e para a corrupção"...! 
• Algo tão necessário e tão fundamental no mundo de hoje, principalmente em nosso Brasil, dominado por criminosos! 
• Pode-se, também, creditar às orientações diretas do Papa Francisco, um feito extraordinário, em nossa triste realidade brasileira: a colocação em último plano e a não contaminação dos grandes objetivos da JMJ, por políticos e por autoridades oficiais, que sempre tentam de tudo para tirar dividendos pessoais de qualquer coisa positiva que aqui acontece! 
• Parabéns ao Papa Francisco por essa visível renovação da Igreja e por seu caminhar na mesma direção dos ensinamentos de Cristo, numa visível virada de mesa em relação à velha e desgastada Igreja Católica Apostólica Romana, que conhecíamos!... 
• E como fechamento de tudo isso, ai segue a imagem do ano: nossos políticos trancafiados atrás das grades, pelo Papa Francisco! (Márcio Dayrell Batitucci)

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Uma jornada de encontros 
• Tenho acompanhado a Jornada Mundial da Juventude ao longo desta semana e, pelo menos até o momento em que escrevo este texto, o faço com surpresa e admiração. Apesar das vicissitudes de transporte e circulação, há muito tempo não via as ruas da cidade tão alegremente movimentadas e coloridas. Mesmo por onde o Papa não é esperado passar, bandos de moças e rapazes carregam bandeiras de seus países e cantam hinos em diversas línguas, num carnaval de rua cosmopolita, sereno e empolgante. Confesso que até me emocionei ao ver casualmente, no calçadão da Avenida Atlântica, um inesperado encontro de confraternização entre um grupo de jovens iranianos com a bandeira de seu país e outro de americanos com a dos Estados Unidos. 

• Não é preciso ser católico, nem ter qualquer religião, para se encantar com o que está se passando no Rio de Janeiro. Estamos assistindo a uma experiência daquilo que o rabino Abraham Skorka, coautor de livro em parceria com o Papa Francisco, Entre o céu e a terra, chamou de cultura do encontro. Um encontro não é uma adesão ao outro, nem mesmo a abertura de um diálogo em busca de alguma verdade única e absoluta. Um encontro é apenas isso mesmo, a aproximação entre pessoas, mesmo que elas não tenham as mesmas ideias, nem estejam dispostas a pensar sobre o que pensam. 

• Um dos aspectos mais relevantes da Jornada tem sido o dos diversos eventos inter-religiosos, uma busca sem tensão por alguma coisa em comum entre crenças tão diversas. A busca do abraço universal, do humano em cada fé. Assisti a reuniões de peregrinos católicos de vários países com praticantes da umbanda e do candomblé cariocas, no Estácio e em Caxias. E a uma mesa de debates na PUC, na Gávea, da qual participavam bispos, rabinos e xeques, com uma plateia lotada de jovens católicos, judeus e muçulmanos. Nesses encontros, o que se punha em discussão não era a verdade teológica de cada um, mas a necessidade de paz, de entendimento e de amor num mundo tão conturbado, inclusive por guerras religiosas. 

• Nunca acompanhei as Jornadas anteriores, nem sei mesmo do que cada uma delas tratou no passado, em Roma, Colônia ou Madri. Mas imagino que as novidades comportamentais trazidas pelo novo Papa tenham influenciado a atmosfera do que está acontecendo no Rio. Num livrinho de extrema pertinência sobre suas ideias, Fancisco de Assis e Francisco de Roma, Leonardo Boff, um dos principais pensadores da Teologia da Libertação, faz a pergunta que todos nós gostaríamos de poder responder afirmativamente: Uma nova primavera na igreja? No seu discurso em Aparecida, o Papa pode ter-nos respondido a pergunta, quando pediu aos jovens que se deixassem surpreender pela vida e que a vivessem em alegria. E ainda mais em sua fala militante na favela de Manguinhos, quando exortou a juventude a não perder a sensibilidade para as injustiças e para a corrupção. É como se tivéssemos atraído para cá e tornado universal a discussão do tema que hoje nos é mais caro. 

• A Igreja Católica, a primeira e mais antiga organização globalizada do planeta, precisa responder às ânsias de seu povo no século 21. Ela segue prisioneira de conceitos anacrônicos sobre política social, drogas, moral sexual, aborto, homossexualidade, celibato, pesquisas com células-tronco e até a forma de poder absolutista dos papas, como diz Boff. Mas Francisco está certo quando diz que tudo começa com o encontro. E ele sabe promover esse encontro: que homem público brasileiro sairia ileso daquele engarrafamento que o Papa enfrentou em sua chegada ao Rio, com a janela do pequeno carro aberta e a disposição de cumprimentar a multidão que se aproximava dele? 

• É ridículo e mesquinho reclamar de gastos públicos com a Jornada e a vinda do Papa ao Brasil. Em primeiro lugar, porque o estado não está só cumprindo obrigação protocolar, mas também fazendo um investimento com retorno certo, produzido pelo que deixa no Rio a multidão vinda do exterior e de outras cidades do país. Além disso, o estado tem mesmo o dever de investir no ordenamento, segurança e atendimento médico das manifestações de massa realizadas na cidade, não importa de que natureza. Assim como nem todo brasileiro é católico, nem todo carioca é carnavalesco, e nem assim é justo contestar o que o estado gasta com o carnaval. Mas para alguns, Rei Momo pode; o Papa Chico, nem pensar. 

• Independentemente de qualquer profissão de fé, Francisco nos anuncia o projeto de um mundo mais simples e mais humano. Um mundo sem ostentação e sem pompa, sem a hegemonia irracional da riqueza e do consumismo delirante que destrói o planeta e a humanidade. Seu amor à esperança é comovente. Não deixem que lhes roubem a esperança, disse ele no Rio, aos participantes da Jornada Mundial da Juventude, sejam vocês mesmos os portadores da esperança. Não é pouco que um líder mundial de sua importância pense e fale desse jeito. (Cacá Diegues, cineasta) 
(Fonte: O Globo) 

• Ao menos 44 pessoas morrem em onda de 16 atentados no Iraque. 
• Explosões em prédios estatais deixam ao menos 13 feridos na Líbia. 
• Itália: ônibus cai de viaduto e deixa ao menos 38 mortos. Vítimas eram todos de um grupo de amigos.

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