3 de ago de 2017

Votos pra todo lado e o país ao léu.

• É, perdi ontem mais um amigo, meu compadre, homem trabalhador, de caráter, cumpridor de seus deveres, um médico e coisas mais. A vida nos ensina sobre morte e vida, mas como enfrentar ausências de alguém sempre ali pronto de uma palavra pensada, sensata e confortante. Cada um possui o segredo dela e pode distribuir aos carentes. Nasceu assim e morreu assim. A presença se fará ausente, mas as suas essências perdurarão até meu findar. Que os céus o receba pelas mãos dos seus Dr. Antonio L J Duarte. 
• 263 x 227: Temer agradece vitória e diz que destino do Brasil é ser um grande País. 
• Câmara barra denúncia contra Temer por corrupção passiva. Com 163 votos favoráveis, 12 ausências e 1 abstenção, a base aliada do governo conseguiu barrar o prosseguimento da denúncia da PGR por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer na Câmara dos Deputados; Antes mesmo de iniciar a votação da denúncia, deputados da oposição já admitiam que o cenário era amplamente favorável a Temer. A primeira derrota dos oposicionistas foi não conseguir impedir o governo de alcançar o quórum de 342 deputados para dar início à votação, o que aconteceu por volta das 12h30; em busca de apoio para barrar a investigação, ministros com mandato parlamentar fizeram uma ofensiva no plenário da Câmara para tentar reverter votos. Exonerado da Secretaria de Governo para participar da votação, o ministro Antonio Imbassahy (PSDB-BA) foi flagrado negociando a liberação de emenda com um deputado. Houve troca de farpas e ataques no plenário da Câmara antes da votação. Mesmo assim, deputados a favor e contra a instauração de inquérito sobre o presidente Temer se confraternizaram num animado almoço realizado no gabinete do vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (PMDB-MG). 
• Ministro do STF, Luiz Fux, diz que delação de ex-governador de MT, Silval Barbosa (PMDB) é monstruosa. 
• Conselho de Ética analisa denúncia contra senadoras na semana que vem. 
• O principal índice da bolsa paulista fechou em alta e recuperou o patamar de 67 mil pontos, diante da sinalização de que a Câmara iria votar pelo arquivamento da denúncia contra o presidente Michel Temer. O Ibovespa fechou em alta de 0,93%, a 67.135 pontos. A marca não era alcançada desde 17 de maio.
• Janot diz que não persegue pessoas, mas apura fatos; Janot quer Temer e dois ministros no inquérito do quadrilhão do PMDB. Procurador pede ao STF que presidente seja incluído em investigação já instaurada contra membros do PMDB.
• Gilmar pede mínimo de decência de PGR. Ministro disse que procurador-geral tem que ler a Constituição e criticou pedido de prisão de Aécio; 
• Governo abre mão de R$ 5,4 bi em parcelamento de dívidas do Funrural. Medida Provisória, que cria Refis para produtores rurais prevendo descontos na dívida e redução na alíquota de contribuição, foi editada na véspera da votação da denúncia contra Temer; governo vai arrecadar R$ 2 bi com programa até 2020. 
• TSE dá prazo de 24 horas para TRE-RJ informar sobre Garotinho. Ministro do TSE reavalia habeas corpus para o ex-governador.
• Hospitais usam biópsia menos invasiva para monitorar câncer de pulmão. Por meio de uma coleta de sangue do paciente, que consegue detectar fragmentos de DNA do tumor na corrente sanguínea, é possível prever até resistência à medicação; trabalho já permitiu identificar mutação nunca descrita. Custo é ainda um desafio. 

Mesmo vitorioso, Temer virou presidente menor.
Na votação da denúncia contra o presidente da República, o placar eletrônico da Câmara estampou um resultado paradoxal. Os vitoriosos saíram da sessão menores do que entraram. Michel Temer encolheu porque teve de comprar votos. Os deputados que o salvaram se apequenaram porque, submetidos a uma aberração histórica -um presidente denunciado por corrupção- preferiram se fingir de cegos a tomar a única providência moralmente aceitável, que seria autorizar o Supremo Tribunal Federal a julgar o acusado.
Eufórico com o resultado, a primeira reação de Temer, ainda em privado, foi dizer que o sepultamento da denúncia contra ele representa uma virada de página. De fato, a página foi virada. Só que para trás. Aliviado, o presidente diz que retomará sua agenda de reformas. Mas a única reforma que avançará nos próximos dias é constrangedora. Será reformada a meta fiscal do governo: o rombo nas contas públicas, que deveria fechar 2017 em R$ 139 bilhões, será ainda maior.
Quando foi às ruas para gritar Fora, Dilma, o brasileiro queria se livrar de uma presidente incapaz de todo. Ganhou Temer, um substituto que se revela capaz de tudo -inclusive de renovar seu compromisso com os maus hábitos em plena era da Lava Jato. Rendido a organizações partidárias com fins lucrativos, todas financiadas pelo déficit público, Temer parece perseguir a popularidade zero. No momento, seu principal trunfo é a falta de opção. As pesquisas informam que o brasileiro está se saco cheio. Mas não há quem se anime a sair às ruas para gritar queremos Rodrigo Maia! (Josias de Souza) 

Socorro! O Rio de Janeiro está morrendo.
O Estado do Rio de Janeiro mais parece uma nau sem rumo navegando num oceano revolto. O mais triste e preocupante é a guerra civil instalada nas ruas de suas principais cidades. Nos últimos meses as estatísticas nos dão conta da morte de um policial por dia. São 91 mortos, assassinados nos últimos seis meses. Acuada, a Polícia contabiliza seus mortos sem o pranto da sociedade E segue em frente em situação desesperadora. Falta de tudo. Da tinta de impressora numa delegacia de bairro para registrar uma simples queixa contra um furto a dinheiro suficiente para manter operando seu infinito aparato de segurança pública. Sem contar com salários atrasados e pagos parceladamente. E não é só a polícia. Falta tudo em todos os setores. E falta ao Estado, sobretudo, administração. É uma calamidade comandada por um Governador inexpressivo, apático, inapto e sem luz própria. Seu secretariado segue à risca o seu perfil. Ele personifica o retrato do Estado. Aqui e ali vê-se a população fazendo justiça com as próprias mãos. Como num Estado islâmico moderno.
Agora o Exército chegou. Em alguns bairros da cidade do Rio de Janeiro os soldados foram recebidos com palmas. O ministro da Defesa, Raul Jungman diz nos jornais que vai ser uma guerra. Ele não sabe que a Cidade vive em guerra faz muitos anos. Como diz a jornaleira da esquina da minha rua: - metade da população da cidade do Rio de Janeiro vive de arrumação. 
Por arrumação se entenda como um golpe aqui, outro acolá. Venda de drogas e armas, assaltos, grandes e pequenos. Roubo de toda espécie, revenda de mercadorias roubadas, receptação de mercadorias e peças de automóveis e tudo mais que se entenda como pequenos e grandes crimes. Vai longe um tempo em que o ex-prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Cezar Maia, afirmava que dois milhões de habitantes da Cidade viviam do crime. Hoje é muito mais que isso.
Outra autoridade, o ex-governador Sergio Cabral, disse um dia que a favela da Rocinha, com seus 80 mil moradores não passava de uma fábrica de marginais. São eles os mesmos governantes que incentivaram e mantiveram políticas de estímulo à natalidade na base da pirâmide social do Estado. Incentivam com recursos de todas as espécies, inclusive financeiro. Depois que a criança nasce não tem direito a mais nada. Nem escola, nem saneamento, nem saúde e nenhum tipo de assistência que evite seu caminho acelerado para a marginalidade. Assim a criança cresce destinada a dar trabalho para a Polícia. Um exército de ONGs sobrevive defendendo essa política suicida. E tem as religiões. Todas. No mar de ignorância de desassistidos proliferam inúmeras instituições sob a teta do mesmo Estado que a produz. Nesse círculo vicioso da desgraça estimulado pelo Estado e suas autoridades exige-se da Polícia um milagre. É certo que as forças armadas darão um alívio na situação de horror que a Cidade vive hoje. Um pequeno alívio. Elas já vieram de outras vezes. Já ocuparam favelas imensas. E a cada vez a situação é mais desesperadora. E Deus nos salve de tragédias maiores. Forças armadas não foram feitas para combater a criminalidade urbana. Vai acontecer tragédias. Só não sabemos a hora. A aptidão e o preparo para a guerrilha urbana só a polícia tem. Mas coitada de nossa polícia. Mal preparada; mal remunerada; mal armada; salários atrasados; acuada, a população exige dela uma atuação impossível. Para tudo se chama a polícia no Estado do Rio de Janeiro. O Estado sumiu. E a Polícia sente-se impotente.
O Estado Rio de Janeiro tem polícia. Um contingente considerável. E tem também descalabros administrativos inimagináveis. Bastaria os recursos financeiros drenados por elisão fiscal e incentivos fiscais desnecessários dos governos Cabral e Pezão, e se aplicados na polícia estadual, para termos a melhor polícia do Brasil. Foram bilhões e bilhões pelo ralo e para o bolso dos governantes. A população carioca e fluminense que vive numa sociedade corrompida, exige do seu policial postura e comportamento de super-homem.
Não concebe que ele, o policial, seja susceptível a todas as mazelas que lhes aflige. Não concebe seus governantes, primeiro, como os responsáveis pela situação que nos aterroriza. Sem contar que o policial conta com a legislação desfavorável e quando não com a leniência e omissão da justiça em muitos casos. A Polícia prende. A Justiça solta. Ele, o policial, no exercício da profissão também paga com a vida tanto quanto muitos dos que reclamam por segurança. Sempre em desigualdade de armamento com a bandidagem ele é a primeira vítima, depois das balas perdidas. Sem contar que a chamada opinião pública lhes sacrifica a cada dia. Tenho pena da polícia. (Hildeberto Aleluia)
Você só precisa afirmar os fatos de sua vida para ser dono de si mesmo. (Florida Scott-Maxell)

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