2 de ago de 2017

Rio morre e Temer no apego ao poder...

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Homologações sem discussão (...) bagunça completa (...) a reboque das loucuras do procurador. (Gilmar Mendes, ministro do STF, sobre atuação de Rodrigo Janot)
• Congresso, um negócio de família: seis em cada dez parlamentares têm parentes na política.
• Ibope: 81% querem que deputados autorizem seguimento de processo contra Temer.
• Câmara vota hoje denúncia contra Temer; Maia nega pedido da oposição e mantém rito de votação de denúncia; Temer diz que cabe à oposição garantir quórum na Câmara; Denúncia contra Temer pode até ser arquivada nesta quarta. Sem quórum de 342 deputados, 257 podem arquivar denúncia.
• INSS convoca 55,1 mil beneficiários para reavaliar auxílio-doença. Beneficiários têm até cinco dias para entrar em contato e remarcar perícia médica.
• Ministério Público prorroga Lava Jato no PR por um ano. Procuradores também debatem aumento de 16,38% em seus salários; Procuradores da Lava Jato pedem pena maior para Lula e condenação por armazenagem de acervo; Lava Jato: Lula vira réu pela 6ª vez no caso do sítio de Atibaia. Sergio Moro aceita mais uma denúncia contra o ex-presidente, sob acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
• Joesley Batista assistirá à votação contra Temer no Brasil; Temer mandou lobista da JBS entregar R$ 3 milhões de propina a Eduardo Cunha, diz Época.
• Em ofensiva, Temer afaga ruralistas e o baixo clero. Câmara decide hoje se manda para o STF a denúncia contra o presidente.

• Em vídeo, Michel Temer diz que saque das contas inativas do FGTS foi ação criativa e de sucesso. Presidente aproveitou para fazer um afago a sua equipe econômica, que chamou de heróis. em rede social.
• Governo cria programa para parcela dívida de produtor rural. MP que cria Refis para produtores rurais foi criada na véspera da votação da denúncia contra Temer.

Um dia antes da votação da denúncia contra Temer no plenário, o deputado federal e líder do Governo no Congresso, André Moura (PSC-SE), foi condenado por improbidade administrativa nesta terça-feira, 1, pela justiça de Sergipe. Segundo a decisão, Moura deverá pagar uma multa de mais de R$ 376 mil e ainda perderá seus direitos políticos por oito anos.
• Irmãos Batista devem vender linhas de transmissão de energia por R$ 1 bilhão. (Mônica Bergamo)

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) afirmou que, assim como o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem dificuldade para aceitar modificação na meta fiscal deste ano, como vem estudando o governo. A ideia seria aumentar o déficit previsto em até R$ 20 bilhões; Limitando aumento do rombo fiscal, governo tenta segurar impacto. Esforço é para que medidas estruturais evitem repetição do cenário anual de revisão da meta; Fazenda tenta conter pressão para rever meta de déficit. Área econômica admite revisão, mas quer aumento abaixo de R$ 10 bilhões.
• Justiça da PB barra aumento de impostos dos combustíveis.
• Janot pede condenação de deputado que tatuou Temer no ombro por peculato.
• Janot volta a pedir prisão do tucano Aécio Neves ao STF.
• Jean Wyllys destoa do PSOL e chama Nicolás Maduro de ditador. 

• Constituinte da Venezuela tem filho e mulher do presidente. Com um grau de estupidez só visto em regimes ditatoriais, Maduro insiste em sua farsa de Constituinte. Opositores do governo Maduro voltam à cadeia. Acusados de planejarem fuga, López e Ledezma foram presos novamente.
• Perseguidos, juízes venezuelanos se refugiam na embaixada do Chile. Com embaixador suspeito de ligação a Maduro, Brasil não é opção.
• Secretário-geral da ONU pede por negociações políticas urgentes na Venezuela.
• Nasa usa passagem de asteroide para testar defesa da Terra.
• Aceleração eletrizante. França e o Reino Unido pretendem banir em 2040 a venda de automóveis com motores de combustão interna.
• Reino Unido quer acordo com Mercosul, diz ministro. Ministro britânico das Finanças buscará pacto ambicioso com sul-americanos.

• O Ministério Público do Panamá informou que assinou acordo de leniência com a Odebrecht, por meio do qual a empreiteira se compromete a pagar US$ 220 milhões em multa. Desde 2015, foram abertos 26 inquéritos, incluindo projetos desenvolvidos nos períodos 2004-2009, 2009-2014 e o governo atual. 

#SanatórioGeral: Bravatas & bazófias.
Lula faz de conta que o fiasco nas urnas de 2016 tornou o PT imbatível nas eleições de 2018.

Deixa eu dizer uma coisa a quem me persegue: eu posso ser um bom candidato a presidente da República, se for candidato, eu posso ser um grande cabo eleitoral se não me deixarem ser candidato e, se morrer como mártir, eu serei um grande cabo eleitoral. (Lula, durante a conversa com Wadih Damous publicada na página do Facebook do deputado federal do PT fluminense, fingindo ter esquecido que nas eleições de 2016 o grande cabo eleitoral, em liberdade para zanzar pelo país, conseguiu eleger o prefeito em uma única capital e em meia dúzia de grandes cidades) (Augusto Nunes) 

Temer forjou aliança do atraso e corrupção com oportunismo do andar de cima.


Os números não mentem: 81% dos entrevistados pelo Ibope acham que a Câmara deveria permitir que Michel Temer seja julgado pelo Supremo Tribunal Federal. O mesmo Ibope mostrou o que todo mundo sabe: o governo tem o maior índice de rejeição dos últimos 31 anos.

O presidente foi beneficiado por um erro palmar que acompanha o grito de Fora Temer. Tudo bem, fora, mas para botar quem no lugar?

Em 2016 milhões de pessoas foram para a rua gritando Fora, Dilma ou Fora, PT, sabendo que no lance seguinte Temer iria para o Planalto. Muita gente não fez essa conta ou preferiu não fazê-la. Era o jogo jogado, pois os bois tinham nome. Hoje, o quadro é outro, há o fora, mas não há o quem.

Nas três grandes crises da segunda metade do século passado, só uma guardou uma semelhança constitucional, quando Getúlio Vargas matou-se e o vice Café Filho assumiu. Nas outras, seis patetas no comando das Forças Armadas decidiram melar o jogo, tentando impedir a posse de João Goulart em 1961 e oito anos depois, defenestrando o vice Pedro Aleixo. Levaram o país para a beira da guerra civil num caso e produziram um período de anarquia militar na outra. Nos dois episódios o defeito era o mesmo, faltava identificar o substituto.

Se a Câmara der licença para que Temer seja processado, assume por seis meses Rodrigo Maia. Ganha uma viagem a Caracas quem for capaz de ir para a rua pedindo Rodrigo Já. Admitindo-se que Temer seja condenado, o Congresso deveria eleger outro presidente. Volta a pergunta: quem?

O tamanho da crise política e econômica recomendaria o aparecimento de um ou dois nomes. Nada. Temer administrou esse vácuo, cavalgando uma plataforma mambembe de reformas. A da Previdência está baleada. A trabalhista está na frigideira, com a articulação de um novo imposto sindical, capaz de preservar a banda pelega do corporativismo de patrões e empregados. Admita-se, contudo, que essa plataforma seja saudável. Não é pelas reformas que Temer articula sua bancada.

Nela não há um real interesse por mudanças. Pelo contrário, é uma maioria regressista, que busca na permanência de Temer uma vacina contra o prosseguimento da Operação Lava Jato, em defesa do balcão de verbas e do loteamento da máquina do Estado. Tudo deve continuar como está, para estancar a sangria e, se possível, piorar.

A Lava Jato expôs o conluio do andar de cima que faz política com as melhores teorias econômicas e as piores transações de caixa dois.

Nos últimos anos esse mando oligárquico foi alvejado e parecia encurralado. Com a maestria de seus movimentos, o Planalto recompôs a aliança tradicional do atraso, piorando-a. Juntou a Federação das Indústrias de São Paulo, a Confederação Nacional da Indústria, Aécio Neves, mais a tropa de Eduardo Cunha. Tanto é assim que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso manteve-se longe da geleia.

O Temer que substituiu Dilma Rousseff não foi o que a acompanhou na campanha de 2014. O Temer que vier a ser mantido pelo coletivo que formou depois da exposição do grampo de Joesley Batista e da mala de Rodrigo Rocha Loures também será outro. Pior. (Elio Gaspari) 

Teto de Temer é como meta de Dilma: de vento.


O governo Michel Temer repete Dilma Rousseff e passa vexame depois de mover mundos e fundos para aprovar no Congresso o teto de gastos, contra a oposição e parte da opinião pública e dos especialistas, mas agora, meses depois, já descumpre o próprio teto e se vê obrigado a revê-lo, como noticiou Adriana Fernandes no Estado.

Dilma produziu uma de suas famosas pérolas ao anunciar um programa para micro e pequenas empresas: nós não vamos colocar uma meta, vamos deixar a meta em aberto. E, quando atingirmos a meta, nós dobramos a meta.

Temer, agora, está na prática dizendo o seguinte: Nós tínhamos um teto, mas não temos um teto. E, quando atingirmos o teto, nós dividimos o teto.

Com um rombo já estimado em R$ 159 bilhões neste ano, R$ 20 bilhões acima do teto, ou da meta, é bom o governo já se preparar para nova batalha no Congresso: a derrubada do seu próprio teto - sem duplo sentido… (Eliane Cantanhêde)

Palmada nas costas pode ser indício de apunhalada. (AA)

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