17 de jul de 2017

Seguindo rastros...

 photo faixa67_zpste84fn1a.jpg • Petrobras é empresa de petróleo mais endividada do mundo. 
• Violência já interrompeu aulas em 25% das escolas municipais no Rio de Janeiro apenas neste ano. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, de 105 dias do ano letivo até a quinta-feira da semana passada, a rede funcionou sem interrupção por episódios violentos (tiroteio, toque de recolher, assalto, operação policial) em apenas oito. Além disso, 382 das 1.537 escolas tiveram de fechar ou interromper suas atividades. Principal porta para vítimas da violência na Baixada Fluminense, o Hospital da Posse teve aumento de 61% de baleados em 2017; desde janeiro, 387 pessoas foram internadas por tiros. 
• Presidente da Assembleia Legislativa do Rio é internado para cirurgia. Em recuperação até setembro, Jorge Picciani vai retirar bexiga e próstata. 
• 24 milhões de brasileiros já sacaram FGTS; prazo acaba em 31 de julho. 
• O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) reconheceu na última quarta-feira (12) em depoimento à Justiça Federal ter autorizado o pagamento de 229 mil euros à H. Stern pelo pagamento de joias à ex-primeira-dama Adriana Ancelmo. De acordo com a joalheria, cujos executivos fizeram delação premiada, a operação quitou duas peças que não estão entre as 143 apreendidas pela PF. 
• Teto a todo aposentado no Brasil geraria R$ 50 bilhões por ano. Estudo mostra economia caso limite atingisse 100% dos servidores públicos.
• Temer usará reformas para se fortalecer contra denúncia. Presidente usará recesso para tentar tirar denúncia da agenda política. 
• Jucá admite fatiamento da reforma da Previdência. Líder do governo no Senado diz que mudanças que não passarem agora poderão ser feitas no futuro
• Inchaço: agências reguladoras já empregam 9.261. Agências reguladoras só são eficientes para distribuir cargos.
• Arrecadação do novo Refis cai de R$ 13,3 bi para R$ 420 milhões. Previsão era arrecadar R$ 13,3 bilhões este ano com o programa de refinanciamento. 
• Mentor da Ficha Limpa, advogado e ex-juiz estadual Márlon Reis, chama Emenda Lula de cavalo de Troia. Proposta quer proibir prisão de candidatos até oito meses antes da votação. 
• A convalescença, o BC e o FMI. Brasil pode ter saído da UTI econômica, mas sua recuperação continua lenta e com os sinais oscilando. 
• O brasileiro inadimplente - aquele cujas dívidas superam 90 dias - deve três vezes aquilo que ele ganha. De acordo com pesquisa da empresa de recuperação de crédito Recovery, feita pelo instituto Data Popular, a maior parte dessas dívidas foi feita nos últimos três anos; O período coincide com o agravamento da crise econômica. Desde 2014, a taxa de desemprego mais que dobrou e atingiu 14 milhões de pessoas. Ao mesmo tempo, o brasileiro passou a conviver com a alta da inflação, atualmente controlada, e também com a escassez de crédito, além do juro alto; Essa combinação é tida por especialistas como perfeita para o crescimento da inadimplência, hoje uma realidade para milhões de pessoas. O levantamento mostra que 25% dos endividados são considerados da classe alta. 40% dos inadimplentes têm ensino superior - 10% são pós-graduados - e 36% não sabem qual é o tamanho da dívida. 
• Conselho da JBS aprova renegociação de dívidas com bancos. Acordo de estabilização prevê substituição das dívidas ou prorrogação das parcelas do valor. 
• Liberação de emendas está prevista na lei, diz Planejamento. 
• Lava Jato em Curitiba tem 244 inquéritos abertos. Operação ainda investiga desdobramentos em casos como a compra de Pasadena, palestras de Lula, a construção de Belo Monte e improbidade de PT e PMDB; Aguardam a conclusão apurações sobre a corrupção na Petrobrás, como a compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. 
• PMDB não deve expulsar Zveiter: partido arquiteta algo muito pior. Partido traça plano para ligar o autor do parecer contra Temer a Sergio Cabral e deve retirá-lo da CCJ. 
• OAB-RJ manifesta repúdio por termos da sentença de Moro. 
• Saída de Rodrigo Janot da PGR leva a corrida por delações. Mudança no comando do Ministério Público provoca incerteza sobre futuro do uso de colaborações e faz investigados acelerarem busca por benefícios. 
• Pressão de Doria acirra racha sobre futuro do PSDB. Declarações do prefeito sobre saída definitiva de Aécio do comando do partido e mudanças na Executiva provocam reações de tucanos. Doria ganha terreno como o mais agressivo em seu partido contra o petismo. 
• Lula desiste de 22 das 86 testemunhas na Lava Jato. Após vencer disputa com Moro, defesa de petista agora retira nomes da lista. 
• Ministro vai aos EUA para tentar reverter embargo sobre a carne. Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, chega nesta segunda-feira aos EUA para encontrar autoridades e tentar convencê-los que carne brasileira é segura. 
• Número de desempregados há mais de dois anos dobra no Brasil. Falta de trabalho por período prolongado dificulta volta ao mercado. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse grupo já soma quase 3 milhões de brasileiros sem emprego fixo e com baixa perspectiva de se recolocar no mercado. Para esses trabalhadores, a busca pelo emprego virou uma corrida contra o relógio, já que quanto mais tempo fora do mercado, maior a dificuldade para retornar. A situação é mais complicada entre os profissionais com idade entre 18 e 24 anos e 30 e 39 anos. Só nessas duas faixas, os sem emprego há mais de dois anos somam 1,5 milhão.

• Votação na Venezuela é marcada por violência. Plebiscito simbólico mobiliza milhares contra mudança constitucional chavista. De acordo com agências internacionais, milhares de venezuelanos enfrentaram horas de filas nesse domingo para votar contra o plano chavista de mudar a constituição do país. Apesar de ser extraoficial, portanto sem poder legal, a forte mobilização será usada para pressionar o presidente Nicolás Maduro. Venezuela: em plebiscito, 98% rejeitam constituinte de Maduro. Votação extraoficial visa desafiar o presidente Nicolás Maduro e seus planos para reescrever a Constituição. 
• Macron diz que Trump pode mudar de ideia sobre acordo climático; O otimismo inicial na Argentina com a restauração de políticas responsáveis não se mostra suficiente para uma retomada rápida do crescimento. 
• Colômbia quer que Cuba medeie crise na Venezuela. Presidente colombiano busca iniciativa regional para estancar crise no vizinho. 
• A aprovação do presidente norte-americano Donald Trump caiu de 42% para 36%, na marca dos 100 dias de gestão em abril, ao completar seis meses de governo. A pesquisa, realizada pelo jornal The Washington Post e Rede de TVABC, mostra que a popularidade dele é a pior registrada nos últimos 70 anos no país na comparação com os seus antecessores. 

Contra Lula, PSDB quer ter um vice do Nordeste.
Independentemente do ex-presidente Lula ter condições jurídicas de disputar as eleições de 2018, o PSDB já se prepara para tentar reduzir a influência do petista na próxima campanha presidencial de 2018. A primeira ideia é minar a força que Lula tem entre os eleitores do Nordeste. Assim, cresce a convicção entre os líderes do PSDB de que a chapa deverá priorizar a escolha de um político do Nordeste para ocupar a vaga de vice. Especialmente se o candidato tucano for um paulista, como o governador Geraldo Alckmin ou o prefeito João Doria.
Nomes. Entre as opções dos tucanos, o nome preferido é o de Renata Campos, viúva do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) também é lembrado.
Juntinhos. No caso de Renata, o acordo ainda facilitaria uma aliança nacional com o PSB, sonho antigo de Alckmin e que também interessa a Doria.
Meus motivos. Aécio Neves (MG) não larga o comando do PSDB porque perderia a estrutura que montou na sigla para servi-lo, incluindo dezenas de assessores. Desde que foi alvejado pela delação de Joesley Batista, está licenciado do cargo partidário.
Premiado. Após relatar o voto em separado na CCJ favorável ao presidente Michel Temer, o deputado Paulo Abi-Ackel vai ganhar a presidência do diretório do PSDB em Minas Gerais.
Depois de amanhã. Interlocutores do desembargador Ney Bello, que soltou Geddel Vieira Lima, entregam seu sonho de ser ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Direto. Pelo Twitter, Ney Bello rebate críticas. Em 1995, o juiz corajoso era o que tinha coragem de prender. Hoje, o corajoso é o que possui capacidade de aplicar o direito. Tempos histéricos.
Circuito. Se o plenário da Câmara der aval para o STF decidir se processa Michel Temer, ministros avaliam que uma decisão da Corte demora em média de dois a três meses para ser tomada.
Zera tudo. Temer terá que ser ouvido novamente e cabe pedido de vista.
É o jeito. A crítica à falta de propostas da oposição no debate das reformas começa a provocar reações. O PSB já prepara estudo sobre reforma previdenciária.
Desalinhado. O PR fechou questão para derrubar o veto do presidente Michel Temer aos artigos 28 e 29 da Lei das Concessões. A sigla controla o Ministério dos Transportes.
O motivo. Os artigos preveem que as concessionárias de rodovias federais serão as responsáveis pelas medidas de segurança no trecho que administram.
Autor da polêmica Emenda Lula, que impede a prisão de políticos até 8 meses antes da eleição, o relator da Reforma Política, Vicente Cândido (PT), debateu, no sábado, suas propostas com petistas de 15 diretórios de SP. A Emenda Lula foi revelada pela Coluna. Rachado. Dos seis intimados pela Comissão de Ética Pública a responder sobre acusações de Joesley Batista, já reponderam Gilberto Kassab e Marcos Pereira e Antonio Ferreira, da CEF.
De olho. A Comissão ainda insiste na notificação de Geddel Vieira Lima e Guido Mantega, que está com endereço indisponível.
Alerta. O deputado Thiago Peixoto (PSD-GO) vai pedir hoje para Henrique Meirelles, seu colega de partido, uma agenda microeconômica. Dirá que o Brasil perde competitividade com a burocracia e tributação. (Andreza Matais e Marcelo de Moraes)

Para que serve o exército brasileiro?
Revista britânica investiga para que o Brasil tem o 15º maior exército do mundo se não participa de guerras.
Segurança é reforçada no Palácio do Planalto em dia de protestos contra o presidente Michel Temer.
O Brasil tem o 15º maior exército do mundo e gasta mais com defesa do que o estado de Israel. No entanto, o país não tem inimigos militares há séculos.
Na edição de 6 de julho, a revista britânica The Economist decidiu investigar esse aparente paradoxo do aparelho militar brasileiro.
E descobriu que as forças armadas têm se tornado, cada vez mais, forças policiais comuns. E a crise econômica tem um papel central nesse fenômeno: com os estados sem dinheiro, os governantes têm precisado de mais e mais socorro federal.
Embora apenas 20% dos pedidos de patrulhamento extra sejam atendidos, segundo a reportagem, os soldados do exército passaram em média 100 dias em operações nas cidades, mais do que a média dos nove anos anteriores juntos.
Esse desvio de função, de acordo com a revista, não parece desagradar os brasileiros: os militares foram eleitos como a instituição mais confiável do país, e os soldados são vistos como honestos, gentis e competentes.
Os soldados, por sua vez, tentam se adaptar às novas funções: em um centro de treinamento em Campinas (SP), eles testam bombas de gás lacrimogêneo, por exemplo, para poder usá-las em protestos.
No entanto, usar militares em funções policiais tem seus riscos, segundo a publicação. Para começar: soldados custam mais caro que policiais. O uso de alguns milhares de militares pode sair por mais de um milhão de reais, segundo a revista.
Além disso, a Economist alerta que a confiança irrestrita nas forças armadas é antidemocrática. As tropas são treinadas para emergências, não para manter a ordem no dia-a-dia. E transformar um recurso emergencial em presença cotidiana pode minar a confiança da população nas instituições civis, diz a reportagem.
 O próprio exército tem outras aspirações. Um rascunho do próximo relatório de defesa fala pouco em ameaças, mas muito em capacidades desejáveis, diz a Economist.
Um dos focos principais do documento é a proteção das riquezas naturais do Brasil, o que pode se tornar crucial se as previsões pessimistas sobre o aquecimento global se mostrarem corretas. (Luiza Calegari)
O tempo e a distância jamais poderão apagar de nós, a lembrança daqueles que souberam conquistar nossa amizade. (Richard Bach)

Nenhum comentário: