18 de jul de 2017

O mundo escravo do dinheiro...

• Photobucket.com é acusado de forçar pagamento para usar imagens em outros sites. Daí que os postados neste blog ficaram assim. E de repente Pufft!!! Blogs e similares por milhares de países ficaram a ver navios sem as imagens, inclusive este blog. Lamentável! 
• Michel Temer vai ao Nordeste para apaziguar PSDB. Presidente confirma presença em Pernambuco, ao lado do ministro das Cidades, o tucano Bruno Araújo. 
• Maia reafirma ser leal e mira Planalto daqui a duas, três eleições. Presidente da Câmara nega ter sido picado pela mosca azul, admite pretensão presidencial a longo prazo e diz que, na votação da denúncia contra Temer, será o árbitro do jogo
Ninguém gosta de conceder imunidade a criminoso, diz Janot nos EUA, procurador-geral da República também disse que aceitará com naturalidade caso Câmara rejeite denúncia contra o presidente Michel Temer. Janot diz não ter pressa em nova denúncia contra Michel Temer. Procurador-geral diz ter pensado que relatos da JBS fossem mentiras. 
• Mercado aposta em queda maior da taxa básica de juros. Com inflação baixa e economia fraca, projeção é de Selic em 8% no fim do ano. 
• Eike Batista na Justiça Federal, no Rio de Janeiro ontem, em depoimento, o empresário negou ter pago propina ao ex-deputado Eduardo Cunha em processo que apura fraude no FGTS. 
• MPF recorre de sentença que condenou Lula na Lava Jato. Procuradores, que já haviam informado que pediriam aumento da pena do petista, ainda não apresentaram argumentos. Moro deve abrir prazo para alegações. 
• Em meio à crise política, parlamentarismo volta ao debate. Senado deve instalar comissão para discutir sistema de governo em agosto. Na mira da Lava Jato, parlamentares articulam uma reforma política que favoreça a reeleição - e garanta o foro privilegiado para quem já é investigado. Reportagem do Estadão mostra que PMDB, PSDB e ao menos oito partidos do chamado Centrão entraram num acordo para incluir na proposta, que será analisada a partir de agosto na Câmara, um artigo que cria o distritão; Nesse novo sistema, seriam eleitos os parlamentares mais votados em cada Estado. O modelo vigente considera o quociente eleitoral (resultado da divisão do total de votos válidos pelo número de cadeiras em disputa) e, com o voto em legenda, o eleitor pode escolher um partido em vez de apontar diretamente um candidato para o Legislativo. Já a proposta de reforma relatada por Vicente Cândido propõe o modelo distrital misto, em que os Estados seriam divididos em distritos, em uma mistura do atual sistema proporcional com o majoritário. 
• Oposição quer investigar Temer por verba a aliados. PSOL e Rede pedem apuração à PGR; sem quórum, leitura do parecer na Câmara foi adiada. 
• O cientista político Jairo Nicolau, da UFRJ, diz que a mudança pretendida pelos parlamentares reforça dois problemas da política nacional: o personalismo e a falta de identidade dos partidos. O distritão é um sistema com muitos problemas, não é usado em nenhuma democracia tradicional, afirma. 
• Outra sugestão para mudar a lei eleitoral tem causado polêmica: a Emenda Lula, que, se aprovada, impedirá a prisão de candidatos até oito meses antes da eleição. O presidente da comissão de reforma política na Câmara, Lúcio Vieira Lima, disse que não pode interferir no trabalho do relator, mas afirmou que não vai colocar a proposta em votação antes de discuti-la. 
• Ainda de olho em 2018, a colunista Eliane Cantanhêde discute o crescimento de Jair Bolsonaro na corrida presidencial. O deputado, que tenta seguir a trilha de Donald Trump, aparece em empate técnico com Lula em uma nova pesquisa. A vitória de Lula seria a desmoralização da Lava Jato. Mas o Brasil também não faz a faxina que faz para eleger Bolsonaros, avalia a colunista. 
• A equipe econômica cogitava, no início do mês, liberar R$ 4 bilhões para garantir a prestação de serviços essenciais, afetados pelo corte de R$ 39 bilhões no Orçamento. No entanto, pode ser que a medida seja descartada e que se faça novos cortes, porque a arrecadação está abaixo do esperado. 
• Anvisa aprova novo tratamento para diabetes tipo 2. Atualmente, 14 milhões de pessoas têm a doença no Brasil. O Soliqua, nome comercial do medicamento da farmacêutica Sanofi, será uma alternativa para o controle glicêmico de diabéticos. Tratamento será indicado para adultos com dificuldades de controlar a glicemia. 

• União Europeia e EUA ameaçam impor sanções a Maduro. Governo venezuelano deve ser punido se mantiver convocação à Constituinte. 
• EUA emitem vistos extras para menos qualificados. Governo amplia teto de emissão em 15 mil; decisão contradiz campanha. 
• Protecionismo suicida. Relatório da OMC aponta que o Brasil foi o maior perdedor da política industrial e comercial praticada no governo petista e ainda parcialmente em vigor. 
• Oposição marca greve geral contra Maduro e anuncia governo paralelo. Após levar 7 milhões às urnas em plebiscito informal, opositores venezuelanos recebem apoio de Estados Unidos, União Europeia e Brasil, que pediram o cancelamento da Assembleia Constituinte proposta por Maduro. Já o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, quer Raúl Castro como aliado na negociação da crise na Venezuela.
• Espanha prende cúpula do futebol nacional em operação anticorrupção. Presidente da Federação Espanhola, Villar está sendo investigados por corrupção no esporte. Espanha emite ordem de prisão contra Ricardo Teixeira, diz site. 
• China aumenta a queima de carvão de outros países. País anunciou a interrupção de planos de construir 100 novas usinas de carvão este ano, mas empresas chinesas estão fazendo ou planejando fazer 700 novas plantas, algumas em países que atualmente queimam pouco carvão.

Em causa própria.
Existem muitas formas de legislar em causa própria. Nos últimos meses, o Congresso ensaiou algumas. A Câmara tentou ressuscitar a anistia ao caixa dois. O perdão salvaria dezenas de deputados das garras da Lava Jato. Os senadores aprovaram uma brecha para incluir seus parentes na lei de repatriação. Eles seriam autorizados a resgatar dinheiro não declarado no exterior.
O deputado Vicente Cândido (PT-SP) teve outra ideia. Ele quer proibir a prisão de candidatos por um período de oito meses até a eleição. A proposta está no relatório da reforma política. Foi batizada de Emenda Lula, já que parece ter sido feita sob medida para o ex-presidente.
A restrição às prisões é uma regra antiga, criada pelo Código Eleitoral de 1932. O país se libertava da República Velha, em que as disputas eram decididas pelo voto de cabresto. Os coronéis controlavam a política e a polícia. Quando não conseguiam fraudar as urnas, mandavam prender o adversário às vésperas da eleição.
A lei original vetou as prisões por cinco dias, salvo em caso de flagrante. Em 1950, o prazo foi ampliado para duas semanas. Para o relator da reforma política, ainda é pouco. Ele quer estender o salvo-conduto para oito meses, o que blindaria os candidatos a partir de fevereiro.
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Cândido reconheceu que a ideia serviria ao maior líder do PT, recém-condenado a nove anos de prisão. Lula também, como qualquer outro, disse. Ele apelou ao espírito de corpo dos deputados, que costuma unir lulistas e antilulistas. É uma blindagem da política. Nós precisamos fazer alguma coisa, conclamou, referindo-se à Lava Jato.
A reação da opinião pública deve barrar a ideia da blindagem, assim como aconteceu com a anistia ao caixa dois e a farra da repatriação. Isso não resolverá todos os problemas do relatório. O petista também propôs tirar mais de R$ 2 bilhões dos cofres públicos para bancar as as campanhas de suas excelências em 2018. (Bernardo Mello Franco) 

Lula e Bolsonaro.
Não é para eleger Lula nem Bolsonaro que a Lava Jato refunda o Brasil.
Enquanto o prefeito João Doria estuda as falas e trejeitos de Emmanuel Macron e tenta mimetizar a eleição dele no Brasil, o deputado Jair Bolsonaro vai tentando, devagar e sempre, seguir a trilha de Donald Trump, que era tão absurdo, ninguém acreditava e chegou lá. Uma surpresa mundial. Ou melhor, um susto.
A imprensa americana - e, por conseguinte, a brasileira - não viu Trump, não acreditou em Trump, ridicularizou Trump e, no final, foi obrigada a engolir a vitória dele para a presidência da maior potência mundial. Agora, a opinião pública nacional não acredita, não vê e não leva Bolsonaro a sério. O risco é ser novamente surpreendida.
Homem de comunicação, Doria é um craque midiático e está todos os dias nas capas de sites e de jornais, nos programas mais populares de TV e em rádios de diferentes regiões. Bolsonaro é quase ausente da mídia nacional, mas faz sua divulgação no corpo a corpo em aeroportos, nas chegadas a cidades de todo o País e em reuniões fechadas.
Anfíbio que passou parte da vida na caserna e está no seu sétimo mandato na Câmara, viaja muito, abre filas de curiosos ávidos por selfies com ele, agita voos de lá para cá e é recebido como candidatíssimo, não raro com a improvisação de palanques e megafones. As pessoas começam a se perguntar: E o Bolsonaro, hein?
As respostas oscilam em três categorias: há os que o apoiam porque sentem ojeriza pela política e uma vaga nostalgia da ditadura militar; os que têm verdadeira ojeriza ao próprio Bolsonaro e ao que ele representa; e um grupo crescente que nem é tão a favor nem tão contra, mas manifesta curiosidade diante dele.
A eleição de Bolsonaro para a Presidência é altamente improvável, porque ele representa um nicho, não a maioria, e porque ele é pouco conhecido e campanhas são cruéis e reveladoras. São o momento de mostrar as fragilidades e até os podres dos candidatos. No mínimo, o que ele entende de economia, negociação política e administração pública?
Mas Bolsonaro está crescendo. Segundo o DataPoder360, que entrou no complexo mundo das pesquisas neste ano, ele já tem 21% e está em empate técnico com o líder Lula (23%), num cenário em que Doria e Marina Silva estão com 13% e 12%. Num outro cenário, com Geraldo Alckmin no lugar de Doria, Lula tem 26% e Bolsonaro, novamente, ostenta 21%. Alckmin fica em terceiro, com 10%, e Marina em quarto, com 6%.
A esta altura, as pesquisas não projetam resultados, apenas apontam tendências, e uma tendência clara é que Bolsonaro está no jogo, um jogo perigoso não só por causa dele. Há um consenso de que a eleição de 2018 será entre candidatos não enrolados na Lava Jato, caso do próprio Bolsonaro, Marina, Doria e Ciro Gomes, o lanterna, por enquanto, mas o líder das pesquisas é considerado também o líder da Lava Jato: o ex-presidente Lula.
Condenado pelo juiz Sérgio Moro, ele poderá se candidatar se o TRF-4 absolvê-lo ou simplesmente não julgá-lo antes do registro da chapa no TSE. Também poderá se o tribunal confirmar a sentença de Moro, mas a defesa entrar com recurso e um tribunal superior der liminar favorável. Os petistas se mobilizam para mudar as regras do jogo com a chamada Emenda Lula, que altera o prazo para a prisão de candidatos, de 15 dias para oito meses. Um escândalo.
São dois riscos: a vitória de Lula seria o fim e a desmoralização da Lava Jato, mas, sem ele na eleição, o primeiro nas pesquisas pode passar a ser Bolsonaro. Não é para eleger Lula nem os Bolsonaros da vida que o Brasil faz a faxina que faz. Quem será em 2018, ninguém sabe. Mas quem não deve ser, todos precisamos saber. É melhor prevenir do que remediar. (Eliane Cantanhêde) 
Se você ama alguém, deixe-o livre. Se ele voltar, é seu. Se não, nunca foi. (Richard Bach)

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