8 de jul de 2017

Calabar se disseminou...

• Cunha citará Rodrigo Maia em delação premiada. Ex-presidente da Câmara pretende contar que o atual, cotado para suceder Michel Temer, era destinatário de recursos ilícitos. 
• Alckmin: compromisso é com reformas, não com governo. 
• Randolfe protocola ação contra fim de grupo da Lava Jato.
• O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), declarou lealdade a Michel Temer (PMDB) no momento em que há defesa de seu nome por aliados do PSDB e do seu partido como alternativa viável à crise que desestabiliza a posição do peemedebista na Presidência: Aprendi em casa a ser leal, a ser correto e serei; Governistas começam a esboçar gestão Maia. Consenso é o de que um governo de transição manteria a equipe econômica. 
• Com Temer ou Maia, mercado quer manutenção da equipe econômica. Executivos pedem a permanência da equipe de Meirelles, independentemente de quem ocupar o Planalto. 
• PT espera do PMDB uma última missão: que Temer saia sangrando. Partido do presidente julgou-se o mais esperto; no fundo, foi um instrumento bastante útil. 
• Janot pede depoimento e prestação de contas de Serra em 2010. Joesley Batista afirmou ter repassado R$ 20 milhões para a campanha do tucano à Presidência. 
• Presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco: Um presidente denunciado é triste para a nação
• Mantega fez central para vender dados a bancos, diz Palocci. Ex-ministro da Fazenda acusa sucessor de antecipar informações; Mantega nega. 
• Conflito com Rabello leva à saída de diretores do BNDES. Dois saem após críticas de novo presidente do banco à política para taxa de juros; Os diretores do BNDES Vinicius Carrasco e Claudio Coutinho pediram demissão, disse o presidente do banco de fomento, Paulo Rabello de Castro. Segundo ele, a causa próxima do desconforto é a posição da nova gestão de se manter aberta ao debate em torno da MP 777, que cria a Taxa de Longo Prazo (TLP). 
• Lento e gradual. Detalhada em estudo, queda dos investimentos públicos e privados evidencia como será difícil retomar crescimento econômico vigoroso do país. 
• Acordos de colaboração. Operação Lava Jato recupera R$ 1 bilhão em dez dias. 
Nós vamos retomar o governo do Brasil, diz José Dirceu em áudio. 
• Queda no preço de alimentos influenciou deflação em junho. Sob efeito da crise, país registra deflação após 11 anos. IPCA tem variação negativa de 0,23%, sob influência de alimentos e luz. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial, teve seu primeiro resultado negativo para um mês desde 2006. Em junho, o indicador ficou em -0,23%, abaixo do 0,31% visto em maio e a menor taxa desde agosto de 1998 (-0,51%). 

•  Cúpula na Alemanha. Comunicado oficial do G20 pode deixar claro que Trump está sozinho; O mínimo do G20. O desafio é encontrar convergências em assuntos como imigração, segurança, comércio internacional e mudança climática; Os Estados Unidos, a Rússia e países árabes que participam do confronto na Síria chegaram a um acordo para um cessar-fogo no sudoeste do país. O acerto foi divulgado em reunião realizada à margem da cúpula do G-20 em Hamburgo, na Alemanha; Azevêdo e Macron concordam em estímulo ao comércio e na crítica ao protecionismo. Diretor-geral da OMC e o presidente francês defendem o comércio; Manifestantes contra o G20 são atingidos por jatos d'água em Hamburgo; ao menos 70 foram detidos e 160 policiais ficaram feridos. Autoridades alemãs preveem mais protestos neste sábado. 
• Trump indaga Putin sobre ação em eleições americanas. Encontro dura quatro vezes o previsto e americano diz que conversa foi boa
• Tribunal dá continuidade à ação de investidores contra Petrobras em NY. 
• Igreja Católica rompe com Maduro e denuncia ditadura. Maduro ordena servidores a votar para a Constituinte. Funcionários públicos relatam coação e ameaça de demissão na Venezuela. Leopoldo López deixa prisão na Venezuela, diz advogado.
• Chega a 8 número de mortos em desabamento de prédio na Itália.

Virada de jogo? 
A crer no noticiário, o clima entre políticos e agentes do mercado está virando, e Michel Temer poderá ser afastado. Ele seria substituído por Rodrigo Maia. Vejo essa articulação com bons olhos.
Embora Temer viesse tomando medidas sensatas na área econômica, que colocavam o país no rumo de uma retomada, suas pendências na Lava Jato acabaram por torná-lo um obstáculo à recuperação. A divulgação do áudio de Joesley Batista custou ao presidente o capital político que lhe permitiria aprovar reformas mais alentadas. Após a fita, os mais otimistas passaram a achar que ele arrancaria do Congresso, no máximo e por um preço muito maior, mudanças nas leis trabalhistas e uma reforma previdenciária ultradiluída.
Os mercados não gostaram, mas, como tinham mais medo das incertezas que uma deposição de Temer geraria, preferiram, num primeiro momento, tentar segurá-lo. À medida, porém, que foi ficando claro que ele não sairá tão cedo da linha de fogo -até Cunha poderá falar, as forças que agiam por sua manutenção começaram a perguntar-se se essa é a melhor opção. As hesitações foram reforçadas pela esperta decisão de Rodrigo Janot de fatiar as denúncias que oferecerá contra o presidente, colocando-o sob pressão contínua. Para políticos, estar associado a Temer converteu-se em risco eleitoral.
Num cenário desses, não é preciso muito para virar as percepções. A substituição de Temer por alguém semelhante a ele, mas com menos passivos éticos, e que manteria a atual equipe econômica começou a parecer uma solução preferível para políticos e empresários. Resta saber se essa ideia crescerá até arregimentar os 342 deputados necessários para autorizar o processo contra Temer e afastá-lo do cargo. Não será fácil, mas torço para que sim. Penso que, a essa altura, a troca favoreceria a economia e preservaria as instituições. Não dá para ter alguém tão enrolado na Presidência da República. (Hélio Schwartsman) 

Cármen Lúcia diz que está igual a mulher que apanha ao falar sobre críticas ao Judiciário.
Na hora que a pessoa pega o chicote pra bater no cachorro, ela sai correndo. De tanto que todo mundo fala do Judiciário, como tem que ser mesmo, disse a presidente do STF.
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, afirmou nesta sexta-feira, 7, que está igual a mulher que apanha. Quando a pessoa pega o chicote pra bater no cachorro, ela sai correndo, disse a ministra. Segundo a ministra, a população tem questionado as decisões do Poder Judiciário. Na avaliação da ministra, que deu palestra em Belo Horizonte, durante o III Encontro do Colégio Nacional de Ouvidores Judiciais, isso ocorreu porque o cidadão assenhorou-se do Estado, como deveria ter sido desde sempre.
A ministra relatou um episódio, na semana passada, em que leu um painel de propaganda sobre um produto e pensou se tratar de um protesto contra a Corte. No sábado, tomando um táxi, eu li mal no centro de Belo Horizonte um painel num edifício. Olhei de longe e falei nossa senhora. Pra mim estava escrito fora, hoje é dia do Supremo.
A ministra, porém, percebeu que se tratava do anúncio de um produto. A presidente do STF disse que o taxista, que já a havia reconhecido, fez um comentário sobre a situação. Nesse momento, ela respondeu: Estou igual a mulher que apanha, na hora que a pessoa pega o chicote pra bater no cachorro, ela sai correndo. De tanto que todo mundo fala do Judiciário, como tem que ser mesmo.
Cármen Lúcia lembrou que na década de 70 não se sabia o que era Supremo, nem quem compunha a Corte, mas hoje a sociedade está atenta às decisões do Judiciário. Não são poucas as vezes que o juiz brasileiro hoje, talvez mais que antes, pela própria conformação da sociedade, se vê em contato com pessoas que questionam até as nossas decisões, afirmou. Hoje não são poucas as vezes que os juízes, na cidade do interior, e o ministro do Supremo é abordado igualmente, seja no mercado, seja nas mais diversas situações, o cidadão assenhorou-se do estado como deveria ter sido desde sempre
Por mais longe que vá, o espírito nunca irá tão longe quanto o coração. (Confúcio)

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