13 de jun de 2017

Goela abaixo...

 photo Nanibrecha_zpskfwsnopt.jpg • Controladores da JBS venderam ações do frigorífico antes da revelação de delações. Operações começaram no dia 16 de maio; montante ao fim do mês totalizou R$ 155,3 milhões.
• Câmara dos Deputados: Comissão dispensa uso dos faróis em rodovias urbanas durante o dia. As alterações pedem uso de farol baixo em túneis e dias de chuva, neblina ou cerração.
• Lewandowski será relator de ação que pede anulação do julgamento no TSE.
• O ministro Gilmar Mendes voltou a encarar a Procuradoria Geral da República (PGR), chefiada por Rodrigo Janot até setembro, afirmando nesta segunda-feira (12) que o Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar o controle das ações e deixar de ser mero chancelador da PGR. O ministro, que também preside o TSE, disse ainda que se é para ter medo da procuradoria, é melhor o Supremo fechar as portas.
• STF não vai adotar providências sobre suposta espionagem contra Fachin.
País corre o risco de reviver últimos momentos do governo Dilma. Para Schwartsman, enfraquecimento de Temer pode deixar recuperação em segundo plano.
• Tucanos decidem continuar apoiando o governo e as reformas de Temer. Enquanto as reformas tramitarem, o partido vai apoiar Temer.
• Fachin prorroga inquérito sobre Temer por mais cinco dias; Base aliada quer acelerar votação de denúncia de Janot contra Temer para retomar Previdência. Estratégia de governistas é rejeitar da forma mais rápida possível a denúncia para retomar discussões.
• Caixa abrirá mais cedo na próxima semana para saques do FGTS. Agências iniciam atendimento duas horas antes do habitual por conta do feriado de Corpus Christi.
• IGP-M deve registrar deflação no acumulado em um ano. Índice que baliza o reajuste dos aluguéis pode ter a primeira deflação em 12 meses desde 2010.
• MPF denuncia ex-gerente da Petrobras por propina de US$ 48 milhões. Ex-gerente da área internacional, Pedro Bastos está preso desde 26 de maio.
• O Tribunal Regional Federal 1ª Região cassou a concessão e tirou do ar a Rádio Clube do Pará, do senador Jader Barbalho e sua mulher, deputada Elcione, do PMDB, por descumprir do Art. 54 da Constituição, que proíbe concessões públicas para detentores de mandatos eletivos.
• O presidente Michel Temer voltou a usar vídeos nas redes sociais para reforçar o discurso de que seu governo não vai parar, se defendeu do que chamou de conjunto de denúncias montadas, fez críticas indiretas ao Judiciário e afirmou que não permitirá ilegalidades de instituições. Ele é alvo de inquérito no STF, aberto com base nas delações da JBS, pelos crimes de corrupção passiva, obstrução de Justiça e participação em organização criminosa.
• O vice-líder da bancada do PMDB na Câmara, Carlos Marun (MS), disse acreditar que a base governista tem hoje entre 300 e 350 votos para barrar uma possível denúncia contra o presidente Michel Temer. O peemedebista, que é um dos mais ferrenhos defensores de Temer na Casa, disse que, se o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentar denúncia contra o presidente da República, a Câmara terá condições de liquidar o assunto em 10 dias.
• A ministra Cármen Lúcia decidiu que não vai adotar qualquer providência em relação à suposta investigação contra Edson Fachin pela Abin. A presidente do STF disse, por meio de nota, que o tema está por ora, esgotado após Michel Temer garantir que não ordenou nenhuma medida ilegal. Não há o que questionar quanto à palavra do presidente da República.
• O lobista Lucio Bolonha Funaro contratou o escritório do criminalista Antonio Figueiredo Basto para negociar um acordo de delação com o MPF. Preso desde julho de 2016, como o operador de propinas do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), seu acordo apavora o Planalto. Ele promete falar o que sabe sobre corrupção dos caciques do PMDB e benefícios obtidos por empresas.
• O procurador Deltan Dallagnol, que integra a força-tarefa da Operação Lava Jato, defendeu a prisão do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), caso a determinação judicial de afastá-lo do mandato não seja cumprida pelo Senado. O afastamento objetiva proteger a sociedade. Desobedecido, a solução é prender Aécio, conforme pediu o PGR Janot, escreveu Dallagnol no Twitter.
• O governador de SP, Geraldo Alckmin, defendeu na reunião do PSDB para decidir sobre o apoio a Temer que o partido não desembarque agora. Terceiro a discursar no encontro, ele também propôs a antecipação da eleição para escolher novos membros da executiva nacional. O senador Ricardo Ferraço (ES), que falou antes, se posicionou a favor da entrega de cargos após denúncias devastadoras.
• A desembargadora do Tribunal Regional da 3ª Região Consuelo Yoshida determinou a suspensão dos direitos políticos do deputado federal Paulo Pereira da Silva (SD-SP), Paulinho da Força Sindical, por improbidade na utilização dos recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).
• Prefeito do Rio corta pela metade verba das escolas de samba.
• Cartel de trens: Ex-presidente da CPTM e outros 14 são alvo de denúncia.

PSDB fez uma opção preferencial pelo vexame.
Em política, uma reunião partidária serve apenas para tirar as fotografias de um consenso combinado previamente. O PSDB decidiu inovar. Transformou um encontro de cúpula num espetáculo de autodesmoralização. Presidente provisório da legenda, Tasso Jereissati desperdiçara o tempo alheio vendendo na semana passada a ilusão de que os tucanos saltariam da frigideira do governo Temer. Encerrada a reunião, descobriu-se que os tucanos, que já estavam fritos, resolveram esticar sua permanência no óleo quente.
Minha posição foi vencida, disse Tasso, lamentando a trinca. A pior coisa para o Brasil e o partido é o PSDB se dividir, declarou José Serra, tentando disfarçar a rachadura. Defensor do rompimento, o deputado Eduardo Cury (SP) escancarou a fenda ao antecipar que votará a favor da abertura da ação penal contra Temer quando o STF enviar à Câmara a denúncia da Procuradoria contra o presidente: Eu não sou governo.
O PSDB acorrentou sua reputação -ou o que resta dela- a um governo em franca erosão moral. Fez isso sob a alegação de que está preocupado com o país e com as reformas econômicas. O patriotismo reformador tornou-se uma espécie de pé-de-cabra ideológico. Abre as portas para todo tipo de aliança e maracutaia praticada em nome da governabilidade.
Os diálogos de Aécio Neves com o delator Joesley Batista ofereceram ao tucanato 2 milhões de motivos para expulsá-lo. A presença de Geraldo Alckmin, de José Serra e do próprio Aécio no escândalo da Odebrecht já intimava a legenda a adotar providências saneadoras. Ao se fingir de morto, o PSDB repete o erro que cometera com Eduardo Valerioduto Azeredo. E estimula na plateia a suspeita de que é a corrupção que aproxima o PSDB do PMDB, não o interesse público.
Num cenário decente, político pilhado em escândalo como a Lava Jato é expurgado do partido ofendido. Quando isso não acontece, é o partido que ofende o eleitorado. Se o partido vincula-se a outra legenda ainda mais apodrecida, o propósito não é o de combater a bandalheira, mas institucionalizá-la.
O PSDB ainda se considera a medida de todas as coisas. Mas as pesquisas presidenciais indicam que o eleitorado já está adotando outros sistemas de medição. O mais irônico é que os tucanos se abraçam a Temer sem levar em conta que o PSDB nasceu de uma dissidência que abandonou o PMDB para não chamar bandoleiro de companheiro. Ao fazer sua opção preferencial pelo vexame, o tucanato reforça dois ensinamentos:
1) Quem sai aos seus não endireita.
2) Em política, nada se cria, nada se copia, tudo se corrompe. (Josias de Souza) 

Francisco I vira as costas para o Brasil e a Argentina e assume liderança das esquerdas.  photo papa1_zpsgygoxjzb.jpg 
O Papa Francisco não viajará ao Brasil e à Argentina em 2017, nem sequer no próximo.
A decisão não caiu bem no ambiente católico brasileiro, que no próximo mês de outubro comemora o terceiro centenário de sua Padroeira, Nossa Senhora Aparecida. 
Durante sua visita ao Rio de Janeiro, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, o Pontífice prometera voltar.
Mais inexplicável é sua recusa de visitar a Argentina que o viu nascer, onde transcorreu grande parte de sua vida religiosa, e de cuja capital foi cardeal-arcebispo, além de primaz do país.
É verdade que na Argentina o então cardeal Bergoglio granjeou a antipatia geral da opinião pública.
Ele se engajou tortuosamente na promoção política da esquerda ligada ao governo populista-socialista do casal Kirchner. 
Uma vez em Roma, ele também acolheu, na condição de membros laicos de órgãos dele dependentes, conhecidos agitadores esquerdistas ligados ao desprestigiado apparatchik socialista-peronista.
Seu desentendimento com o povo católico argentino tomou grandes proporções pelo seu ostensivo mau humor externado em relação ao atual governo de Mauricio Macri. 
E cresceu pelo acobertamento dado por ele a ativistas opositores, alguns deles presos ou indiciados pela Justiça até por crimes de sangue. 
Em abril, segundo escreveu o site Urgente24 com informações vindas da esquerda eclesiástica da Argentina e de Roma, o pontífice cumpriu intensas atividades que incluíram uma visita ao Egito. 
Segundo o referido site, voltando do Cairo, Francisco telefonou a Luis Liberman, um velho amigo de religião protestante, diretor-geral da Cátedra do Diálogo e da Cultura do Encontro, ideologicamente afim com a linha do pontificado. A razão foi cumprimentá-lo pelo aniversário.
Liberman lhe pediu que no próximo ano viajasse à Argentina. A resposta foi: Não está em minha agenda. Porém viajará ao Chile e ao Peru. 
A negativa foi clara, o pretexto não foi convincente, e o anúncio da visita ao Chile piorou ainda mais.
A Santa Sé tentou consertar a informação, mas sem acalmar as especulações já espalhadas, inclusive entre os amigos do pontífice.
Só o governo argentino teria recebido a notícia como positiva, considerando as amizades seletivamente oposicionistas que o pontífice cultiva no país.
 então chanceler argentina Susana Malcorra disse à imprensa: o Santo Padre foi convidado em reiteradas ocasiões. O convite da Argentina está feito.
Em Roma, o site Vatican Insider, próximo ao Papa, descreveu o relacionamento do Pontífice com os presidentes brasileiro e argentino sob a manchete Em rumo de colisão
A causa é o fato de as Conferências Episcopais dos dois maiores países sul-americanos terem escolhido uma via de confronto com os respectivos governos.
O vaticanista Alvear Metalli sublinhou a nota na qual a CNBB critica uma hipótese de reforma da Constituição acenada pelo presidente porque gera exclusão social e prejudica os setores mais frágeis da sociedade.
A nota também fez um convite para participar de mobilizações contra o governo.
 Não poucos bispos brasileiros, segundo o vaticanista, foram mais longe e pediram abertamente aos fiéis de suas dioceses que saíssem à rua e aderissem à greve geral.
Foram os casos do bispo de Barra do Piraí-Volta Redonda, D. Francesco Biasin, e de D. Fernando Saburido, bispo de Olinda e Recife.
Na Argentina, as críticas da militância esquerdista e de certos bispos se concentraram nas propostas do presidente, especialmente na expulsão dos estrangeiros que cometeram atos de criminalidade organizada em seu país de origem. A medida visa conter o narcotráfico.
Outros pontos de colisão foram o projeto visando rebaixar a idade de imputabilidade criminal para 14 anos e uma ação policial que dispersou indígenas que bloqueavam uma linha ferroviária na Patagônia.
Não espanta que pelo menos na Argentina o Papa Francisco seja visto como o principal líder das esquerdas, em crise no continente. E que, em revide, ele não queira nem sequer visitar o país onde nasceu. (Luis Dufaur, escritor, jornalista e conferencista de política internacional) 

Sangue e violência no estado de direito petista.
No dia 29 de maio passado, professores de Direito, parlamentares e lideranças petistas se reuniram no Seminário Estado de Direito ou Estado de Exceção. O magno evento foi uma promoção da Fundação Perseu Abramo, órgão de formação do Partido dos Trabalhadores. As imagens e trechos de vídeos que circulam na internet mostram um auditório formado por militantes partidários e uma direção onde, sob o comando da deputada Benedita da Silva, sucederam-se, entre outros, Gleisi Hoffmann, Roberto Requião, Carlos Zaratini, Claudio Fonteles e Flávio Dino.
Desse evento, multiplicaram-se nas redes sociais extratos das intervenções do senador Requião e da deputada Benedita, cujo teor dei-me o trabalho de degravar e transcrever.
Senador Roberto Requião:
(...) Passar horas acessando blogs de esquerda, combatendo com o que lemos, satisfazendo-nos e sentindo-nos vingados dos fascistas. Para quê? Para assomar a tribuna, qualquer tribuna e denunciar os descalabros e desmandos da Educação, da Saúde, o desmonte do SUS, deste ou de qualquer programa que o raio do governo Temer quer proporcionar o desmonte do país... e daí? Companheiros, amigos e amigas que comigo dividem o pão amargo do poder. Não faltaram palavras. Não faltou uma vírgula sequer nos discursos, em nossos artigos, em nossos debates. Dissemos tudo, uma, duas, mil vezes. O que, então, estamos esperando para cruzar o rio, para jogar a cartada decisiva de nossas vidas? Senhores e senhoras, universitários aqui presentes. Convençam-se. Não há mais espaço para a conversa e para os bons modos. (Aplausos delirantes e grito de ordem multifônico da plateia: Se muda, se muda, imperialista! A América Latina será toda socialista!.
Deputada Benedita da Silva:
Quem sabe faz a hora e faz a luta. A gente sabe disso. E na minha Bíblia está escrito que sem derramamento de sangue não haverá redenção. Com a luta e vamos à luta, com qualquer que sejam as nossas armas! (Uivos de prazer do público que a aplaude de pé).
Tal episódio não aconteceu num grêmio estudantil, com adolescentes falando para adolescentes. Os oradores são membros do Congresso Nacional, a iniciativa, segundo o portal PT na Câmara, era da bancada de deputados federais do partido e a organização esteve a cargo do órgão de formação política da legenda que, até bem pouco, presidia a República. A partir daí tudo adquire gravidade muito maior.
Não se trata de cobrar ações judiciais porque a lei protege infinitamente os parlamentares em sua capacidade de falar besteiras. Trata-se, isto me parece que sim, de divulgar ao máximo tais vídeos e o teor das duas manifestações porque esse tipo de peixe ou morre pela boca ou cresce muito e come tudo à volta. O Brasil precisa saber o que, sob aplausos de seus militantes, vai na cabeça dos que saquearam o país, levaram-no ao caos, e agora pretendem voltar pelos piores modos, no dizer do senador Requião, ou mediante derramamento de sangue, nas palavras da deputada Benedita. Nos anos 60 do século passado, queriam o mesmo por iguais métodos. (Percival Puggina, arquiteto, empresário e escritor)

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