14 de jun de 2017

Forca, um caminho a ver.

 photo mostrilhos_zpsme9xt0y6.jpg • O juiz federal Sérgio Moro apontou ganância desmedida do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) e seus aliados Wilson Carlos e Carlos Miranda em sentença que os condenou por corrupção e lavagem de dinheiro. O peemedebista, réu em 10 ações na Lava Jato - 1 em Curitiba e 9 no Rio -, foi condenado por propina de R$ 2,7 milhões, em 2008, nas obras do Comperj, a 14 anos e 2 meses de prisão. Réu em outras 9 ações, ex-governador do Rio é sentenciado pela primeira vez em decisão do juiz federal; Adriana Ancelmo é absolvida. 
• Falta de teto de gasto no Rio trava ajuda federal, diz Pezão. Assembleia estadual considerou que outras medidas aprovadas são suficientes. 
• Em aceno a Estados, governo vai renegociar R$ 50 bilhões de dívidas com o BNDES em duas etapas. Presidente ressaltou que a solução tem que ser viável também para o banco e o Tesouro Nacional. 
• Câmara aprova projeto que libera R$ 8,6 bilhões ao governo. União poderá resgatar precatórios parados nos bancos há mais de dois anos. 
• Alckmin lidera ofensiva para antecipar saída de Aécio da presidência do PSDB; PSDB decide manter aliança com Temer para garantir reformas trabalhista e previdenciária; PSDB afirma que vai recorrer do julgamento do TSE que absolveu a chapa Dilma/Temer; Autor do pedido de impeachment, Reale deixa PSDB e fala em túmulo para o partido; Deputados tucanos ameaçam dissidência. Ala conhecida como cabeças pretas deve votar pela autorização de abertura de inquérito caso Temer seja denunciado pela Procuradoria; Olheiro de Temer em reunião do PSDB leva ao Planalto notícia de que partido continua na base. 
• A PF encaminhou para a força-tarefa do MPF o inquérito que apura crimes de corrupção e de lavagem supostamente praticados pelo ex-presidente Lula em sua empresa de palestras, a LILS Palestras, Eventos e Publicações - aberta em 2011, após deixar o governo. A investigação é uma das que ainda vão virar denúncia a ser apresentada a Moro. Apura recebimento de R$ 9 mi de seis empreiteiras.
• Grupo J&F busca MPF para reverter corte de gás da Petrobrás. Estatal anunciou a extinção do contrato por violação de cláusula anticorrupção
• Roubo de veículos cresce 50% no Rio. 
• De volta ao Brasil, Joesley depõe sobre repasses a Lula e Dilma. Dono da JBS foi ouvido pela Procuradoria da República do DF no âmbito da Operação Bullish; O procurador Ivan Marx ouviu Joesley Batista e Ricardo Saud na investigação sobre o pagamento de US$ 80 milhões em propina a Lula e Dilma; Ele relata esquemas de propina no BNDES e fundos de pensão. As contas vinculadas a Lula e Dilma eram formados pelos ajustes sucessivos de propina do esquema BNDES e do esquema-gêmeo, que funcionava no âmbito dos fundos Petros e Funcef; que esses saldos somavam, em 2014, cerca de US$150 milhões. 
• Instituto de Gilmar Mendes recebeu R$ 2,1 milhões da JBS. O IDP, de Gilmar Mendes, ganhou 2,1 milhões de reais da JBS. Leia um trecho da reportagem da Folha de S. Paulo: O grupo J&F, que controla a JBS, gastou nos últimos dois anos R$ 2,1 milhões em patrocínio de eventos do IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), que tem como sócio o ministro Gilmar Mendes, do STF (…). De acordo com o IDP e a JBS, um dos congressos incluídos nos patrocínios ocorreu em abril, em Portugal, pouco mais de uma semana depois de sete executivos do frigorífico firmarem um acordo de delação com o Ministério Público Federal. Participaram daquele encontro magistrados, ministros do governo de Michel Temer, além de advogados e políticos
• O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em ação penal na Lava Jato, vai prestar depoimento amanhã, 14, às 11h, na Polícia Federal, em Curitiba. Ele vai falar no inquérito que investiga o presidente Michel Temer (PMDB) por suspeita de corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa. Sua defesa diz que o ex-deputado dirá que não recebeu valores da JBS em troca de silêncio. 
• Por 3 votos a 2, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu manter na prisão a irmã do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), Andrea Neves, presa na Operação Patmos, em 18 de maio deste ano. Foram favoráveis a manutenção da preventiva os ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Rosa Weber. Alexandre de Moraes e o relator Marco Aurélio Mello defenderam a revogação. 
• Míriam Leitão relata episódio de hostilidade por petistas durante voo. 
• Rede protocola pedido no STF para anular julgamento da chapa Dilma/Temer no TSE.
• Senado culpa Fachin por ainda não ter afastado Aécio. 
• Senado vai retomar votação da reforma trabalhista no dia 20. 
• Senado suspende salário, verba indenizatória e tira carro oficial de Aécio. Nome do tucano é retirado do painel de votações do Senado. Cármen Lúcia tira 1 inquérito sobre Aécio da Lava Jato a pedido de Fachin.
• A discussão em torno da suspensão do mandato expõe, como escreve Rubens Glezer, coordenador do Supremo em Pauta, o choque entre Poderes: a Corte estaria se sentindo cada vez mais à vontade para interferir no Legislativo por meio de mecanismos que não constam expressamente de qualquer legislação
• Imunidade: Congresso articula sustar ações contra políticos. Câmara e Senado podem suspender ações contra parlamentares; Paralelamente, parlamentares se articulam, após decisão do PSDB de continuar apoiando o governo, para que a Câmara arquive ainda antes do recesso de julho a denúncia que o Ministério Público Federal deve apresentar contra o presidente Michel Temer, como destaca a colunista Vera Magalhães. 
• CVM condena Eike Batista a pagar multa de R$ 21 milhões. Defesa deve ir ao Conselhinho. Eike multado por uso de informação privilegiada na venda da OSX. 
• Mas deputados tucanos favoráveis ao desembarque do governo Temer - ala conhecida como cabeças-pretas - devem votar pela autorização da abertura de inquérito contra o presidente. E focar esforços nos colegas que integram a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). 
• Novo adepto do Twitter como plataforma de comunicação com o público, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, publicou que espera pela queda no desemprego a partir de agosto. Em sua avaliação, lembrou que, pela 1ª vez em três anos, o número de desempregados parou de subir em abril. Temos que levar em conta que estamos saindo da maior recessão da nossa história
• O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quarta-feira, que os processos de indicação para altos cargos do judiciário devem ser revistos para não parecer que o presidente tem influência sobre um ministro e outro. A declaração, feita em uma rádio maranhense, veio uma semana após a absolvição da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral, embora Lula tenha se referido ao judiciário de forma genérica, sem citar nominalmente nenhum dos órgãos. - Precisamos discutir com a sociedade um novo critério para indicar ministros da Suprema Corte. É extremamente importante que a gente aperfeiçõe o sistema democrático para não parecer que presidente tem influência sobre um ministro e outro. Acho que não tem - afirmou. Durante seu mandato presidencial (2003-2010), Lula indicou oito ministros ao Supremo Tribunal Federal. 
• Relator do novo Refis quer tornar projeto mais benéfico às empresas. Newton Cardoso Jr., reconduzido ao posto de relator do projeto, pretende agora reduzir o pagamento mínimo inicial para adesão ao projeto, elevar a possibilidade de uso de créditos tributários nos pagamentos e ampliar o prazo para entrada no programa. 
PMDB-PSDB: a parceria da baixaria.
Antes da farsa de ontem, na tumultuada e contraditória reunião do PSDB, eu já havia escrito duas vezes sobre o mais do que visível e previsível apoio do partido ao governo Temer. (Sem contar as duas vezes em que analisei os dois discursos do governador Alckmin, apoiando, entusiasmado o governo Temer, por causa das reformas).
Com nome e sobrenome, constatei que o PSDB não sairia, e que esse encontro, e negociação coordenados por Romero Jucá, resultaria na mais execrável indignidade. Foi pior do que eu havia examinado, redundou na mais completa exibição de irresponsabilidade e falta de credibilidade. Dos dois lados.
A reunião foi demorada, tumultuada, dominada pela intimação intimidação de Romero Jucá: Se o PSDB abandonar o governo neste momento, o PMDB votará favor da prisão do Aécio Neves. O jovem presidenciável desde 1998, quase 20 anos depois se transforma numa simples moeda de troca. E O PSDB, que era anunciado como completamente dividido, se uniu automaticamente, com 3 restrições, todas torpes, farsantes, dúbias e solertes.
1 - Apoiaremos o governo em nome das reformas, o Brasil está acima de desacordos pessoais ou partidários.
2 - O apoio a Temer não significa que abandonaremos o que foi julgado pelo TSE. Estamos preparando um recurso para o Supremo. O PSDB é o autor da ação que foi julgada. Seria humilhante, se ficássemos silenciosos. Impressionante que no auge da degradação, o PSDB recorra a essa palavra. É lógico e evidente que o PSDB não recorrerá ao Supremo.
3 - Reexaminaremos o apoio, se surgirem fatos novos. O que pode obter essa denominação ou identificação, em se tratando do volume e da diversidade das acusações contra Temer e seu governo miserável e impopular? Como recebeu os irmãos Batista mais de 20 vezes nos porões do palácio em conversas criminosas, para o PSDB, fato novo, seria Temer ir a Nova Iorque para encontros com os irmãos corruptos- corruptores.
Levando o chanceler Nunes Ferreira, entusiasta da parceria PMDB-PSDB. E o ministro sem toga que presidiu a bandalheira do TSE, e pode ser conselheiro, em qualquer eventualidade. Temer nem usaria o avião presidência, utilizaria o jatinho JBS, que ele conhece muito bem.
Foro privilegiado
Há 15 dias o Supremo examinou o fim dessa excrescência, que se choca com a Constituição. O relator, Roberto Barroso, um voto magistral, soberbo, irrefutável. Vem defendendo o fim dessa excrescência inconstitucional, disse isso no voto.
Depois dele, votou o ultimo e surpreendente Ministro, Alexandre de Moraes. Falou por mais de uma hora, não votou mas defendeu abertamente o privilegio. E pediu vista. Um absurdo. Como protesto, 3 ministros anteciparam o voto, incluindo a presidente que é a última a votar.
No mesmo dia escrevi que ele demoraria a devolver o processo. Duas semanas e nada. 
3 delações esperadas e retardadas
Pela ordem da prisão. Lucio Funaro, Palocci. Rocha Loures. O primeiro está preso há 2 anos, ligadíssimo a Eduardo Cunha, seu apanhador de trigo em campo de centeio. Agora contratou um dos maiores especialistas em delação.
Palocci tem sido o mais temido e hesitante. Falam que agora decidiu, vai desmontar a arapuca financeira. E finalmente o assessor de Temer, que foi preso para complicar Temer. Mas vem sofrendo tremenda pressão palaciana.
Eduardo Cunha e a mulher, Sergio Cabral e a mulher
O juiz Sergio Moro condenou o ex-presidente da Câmara, a 15 anos de prisão. E ainda é réu em mais dois processos. Meses depois, surpreendentemente e sob protestos absolveu sua mulher. O Ministério Público que acumulou montanhas de provas contra ela, entrou com recurso, na Vara Criminal de Porto Alegre. A decisão está demorando.
Agora, Moro comete a mesma imprudência ou generosidade. Condenou Sergio Cabral a 14 anos de prisão, absolveu sua mulher. O Ministério Público vai entrar novamente com recurso. Claudia Cruz é culpada. Adriana Anselmo é culpadíssima. (Helio Fernandes) 

Temer joga BNDES na frigideira da crise política.
Nós temos um novo presidente no BNDES, declarou Michel Temer às duas dezenas de governadores e vice-governadores recebidos para o jantar no Alvorada, na noite desta terça-feira. Embora fosse de conhecimento geral que Paulo Rabello de Castro ocupara o assento de Maria Silvia Bastos havia 18 dias, a proclamação do anfitrião soou como uma espécie de abracadabra para a caverna das verbas públicas. Com o mandato em chamas, disposto a tudo para barrar na Câmara a denúncia criminal em que a Procuradoria o acusará de corrupção, Temer jogou o bom e velho BNDES na fogueira.
As palavras de Temer e Rabello de Castro transformaram o jantar numa imensa sobremesa. O humor dos governadores, que exercem certa influência sobre os deputados que enterrarão a denúncia contra Temer, foi adoçado com o pudim da repactuação das dívidas dos Estados com o BNDES. Coisa de R$ 50 bilhões. Maria Silvia escondera a chave do cofre. O novo presidente promete que tudo estará resolvido antes da primavera, que chega em 22 de setembro.
Por mal dos pecados, setembro também é o mês em que Rodrigo Janot, o algoz de Temer, deixará a poltrona de procurador-geral da República. Ficou subentendido que o mandato do presidente precisa sobreviver a Janot para que o entendimento com o BNDES prospere, raciocinou um dos participantes do repasto, em conversa com o blog. A maioria dos governadores está com a corda no pescoço. Alguns estão também com a Lava Jato nos calcanhares. De modo que surgiu na noite do Alvorada uma solidariedade mútua e instantânea entre anfitrião e comensais.
Dos R$ 50 bilhões que os Estados devem ao BNDES, algo como R$ 30 bilhões referem-se a empréstimos que só podem ser renegociados mediante aval do Tesouro Nacional. Estavam no jantar, entre outros ministros, o titular da Fazenda, Henrique Meirelles. Ele teve o cuidado de levar a tiracolo a escudeira Ana Paula Vescovi, secretária Nacional do Tesouro. O repasto oferecido por Temer pode ajudar em muitas coisas. Mas não orna com a austeridade de que Meirelles e Ana Paula precisam para entregar as metas fiscais que prometeram.
A delação do Grupo JBS inaugurou um espetáculo novo em Brasília. O enredo é muito parecido com o que foi encenado por Dilma Rousseff. Com uma diferença: madame era antipática e caiu. Seu substituto gosta de conversar. E sabe como agradar os interlocutores: Nós temos um novo presidente no BNDES. (Josias de Souza) 
Uma mentira pode dar a volta ao mundo... enquanto a verdade ainda calça seus sapatos. (Mark Twain)

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