4 de jun de 2017

Exorcismo na corrupção já...

 photo AroeiraFantasma_zpswg0zvnha.jpg • Se Temer sair, pleito indireto não tem favorito óbvio, diz Datafolha. Pesquisa mostra que 76% de 311 congressistas ainda não definiram candidato. 
• Razões jurídicas e políticas recomendam ao TSE cassar o presidente Temer; embora preferíveis, eleições diretas enfrentam obstáculos imensos; A prisão do deputado da mala pode ameaçar a sobrevivência do presidente; Governo teme delação de Loures e inquérito contra Temer. Assessores acreditam que o ex-deputado possa implicar presidente. Protagonismo e jogo democrático põem tribunais em crise. TSE precisa resguardar a democracia ao julgar a chapa Dilma-Temer. 
• Acordo perdoa 2 mil anos de prisão para delatores da JBS. A delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista lhes valeram o perdão de crimes cujas penas somadas individualmente poderiam alcançar de 400 a até 2 mil anos de prisão. Os relatos dos irmãos e dos diretores do Grupo J&F Investimentos feitos à Procuradoria-Geral da República descrevem 240 condutas criminosas reunidas nos depoimentos dos delatores e em 42 anexos entregues pelo órgão ao Supremo Tribunal Federal. 
• Ato pró-diretas diz que fora,Temer não cura polarização. Protesto neste domingo reúne artistas e terá 40 blocos de Carnaval. 
• Advogado de Temer acusa Janot de agir com nítido viés político
• Ministro Edson Fachin diz que Loures usou Métodos nefastos
• PT decide sacrificar Dilma em 2018 para dar força à candidatura de Lula. PT se afasta do fracasso Dilma para realçar o 'sucesso' Lula 
• Operação Rêmora: Escândalo no governo do Maranhão: PF apreende dinheiro em órgão investigado. PF apreende dinheiro vivo no caso de corrupção da saúde pública. 
• Previdência deixou de arrecadar R$ 54 bilhões em 21 anos, entre 1995 e 2016. Levantamento é de secretaria do Ministério do Trabalho. 
• Lanches. MP pede que Rodrigo Bethlem devolva R$ 86 milhões ao Rio. 
• Reforma ameaça aposentadoria dos menos escolarizados. 1% das mulheres e 10% do homens sem ensino fundamental teriam benefício. 
• Eduardo Cunha ainda resiste à delação premiada. Todos pressionam, até a família, mas deputado resiste à ideia. 
• Oito procuradores são cotados para suceder Janot na PGR. Preferido do PGR é o vice Nicolao Dino, mas Palácio quer uma mulher. 
• Royalties de petróleo puxam crescimento da arrecadação em 2017. 
• Dez dos 12 estádios da Copa-14 têm suspeita de corrupção. Investigação aponta superfaturamento, cartel e propinas como alvos. 
• Será a doce inocência? Neste sábado (2), ao fim do congresso nacional do PT, em Brasília, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) foi eleita a primeira mulher presidente do partido. Em entrevista ao UOL após a vitória, ela disse que os petistas que foram alvo da Operação Lava Jato não enriqueceram ilicitamente e, em muitos casos, não tiveram direito ao devido processo legal. Nós tivemos recursos de campanha que estão sendo envolvidos nesse processo pela forma como é o financiamento das campanhas eleitorais no Brasil, afirmou. Ela própria é ré em processo decorrente da operação, e nega ter cometido irregularidades.

Ministros de verdade e de mentira.
Ministro da Justiça é o que não falta na história do Brasil. De verdade e de mentira. Sobretudo de mentira. Ainda bem que há uma bela lista honrando a verdade. Impossível citá-los todos. De 1930 para cá a galeria é vasta e a maioria honra a nação, pois, mesmo muitas vezes em posições divergentes, ajudaram a construir um novo país: Oswaldo Aranha, Afrânio Melo Franco, Vicente Rao, Agamenon Magalhães, Macedo Soares, Francisco Campos, Carlos Luz, Adroaldo Mesquita, Junqueira Aires, Bias Fortes, Negrão de Lima, Tancredo Neves, Prado Kelly, Nereu Ramos, Pedroso Horta, Martins Rodrigues, João Mangabeira, Abelardo Jurema, Milton Campos, Juracy Magalhães, Petrônio Portela, Golbery do Couto e Silva, Abi-Ackel, Fernando Lyra, Paulo Brossard, Oscar Correa, Saulo Ramos, Bernardo Cabral, Jarbas Passarinho, Célio Borja, Maurício Correa.
Só da ditadura é preciso listar para logo depois esquecer o medieval Alfredo Buzaid, o trêfego Gama e Silva, o ensaboado Armando Falcão e o múltiplo Luiz Viana.
O presidente Temer passou um ano para encontrar o seu ministro de verdade: Torquato Jardim. Como diziam os sábios, é um homem que pensa o que diz e diz o que pensa. Perguntem às apressadas meninas (e ao Camaroti) da Globo News que não tiveram faculdade, mas aulas de ditado: elas mesmas perguntam e elas mesmas respondem. E tudo fica por conta das fontes, dos bastidores, dos rumores, no mais fantasioso jornalismo que já se viu, onde quem pergunta já impõe a resposta que quer ouvir. Ninguém é responsável por palavra nenhuma. Como em geral a verdade não rima com o que dizem, dane-se a verdade. Um dia O Globo pede desculpa, no outro é a Folha que se desculpa.
Bastou uma semana para o novo ministro dar o seu tom: o governo diz o que pensa e a imprensa publica se quiser. Liberdade de imprensa é isso.
Guardião da Constituição, o Supremo Tribunal Federal reverá o acordo de leniência homologado com os irmãos Joesley e Wesley Batista, em nome da dignidade nacional e da moralidade pública? A desproporcionalidade na aplicação da lei, nas duas grandes centrais de corrupção, Odebrecht e JBS, é flagrante. O empresário Marcelo Odebrecht está preso, há quase dois anos, em Curitiba. Condenado a dez anos, cumprirá sete anos com tornozeleira eletrônica e posteriormente em regime domiciliar. O pai, Emílio Odebrecht, foi condenado a quatro anos em prisão domiciliar. A multa que pagará será na escala de bilhões de reais.
Paralelamente, os diretores do JBS, compradores de políticos como se compra gado, envolvidos em corrupção oceânica com o dinheiro público jorrando como onda do mar, ganharam privilégios indecorosos. Imunidade legal e garantia jurídica vetando a abertura de processos sobre os crimes em que foram ativos participantes. Recebendo autorização de se ausentar do País, Joesley, imediatamente embarcou, no jato particular, para os EUA, acompanhado de Ricardo Saud.
Suspeita, a colaboração dos irmãos Joesley e Wesley, junto à PGR (Procuradoria Geral da República) tem roteiro envolvendo personagens da área pública na sua estruturação. Registrado pela imprensa e nunca desmentido, o acordo de leniência negociado foge a qualquer padrão nas operações de combate à corrupção pública e privada brasileira. (Sebastião Nery) 

Por que as esquerdas odeiam privatizações?
Encontrei, num blog, matéria contrária às privatizações ilustrada com cartaz onde se lê: Privatizem as vossas mães!. Pretendo, aqui, explicar o que está implícito nessa frase.
Parto de uma experiência local. Há vários anos, em caráter preventivo, a Assembleia gaúcha aprovou uma emenda à Constituição Estadual determinando que a venda de empresas estatais seja antecedida de aprovação em plebiscito realizado na forma da lei. Tal despropósito legislativo fornece boa régua para aferir o tamanho do amor que as esquerdas em geral e a esquerda gaúcha em particular dedicam ao Estado. É de comover corações empedernidos. Só muitas horas em divã, relato de sonhos eróticos e boas técnicas de regressão podem explicar razoavelmente esse fenômeno próprio da mente esquerdista.
Caracterizá-lo exige abandonar a vida real e mergulhar numa relação filial, numa espécie de vida política intrauterina, no aconchego do líquido amniótico proporcionado pelo Estado e suas facilidades. É o que está implícito na frase referida no primeiro parágrafo deste artigo. Então, apontar malefícios do setor público para um esquerdista equivale a colocar a mãe no meio. É ofensa que não devem levar para casa. Com devoção filial exigem plebiscito para alienação de empresas que prestam maus serviços, tecnologicamente defasadas e de presença desnecessária ou, mesmo, perturbadora na vida da comunidade. Os mesmos objetos dessa devoção suscitam as piores animosidades em meio àqueles que vivem sob o sol e a chuva do mercado, como empreendedores, profissionais liberais e trabalhadores que optaram pelo setor privado.
O governo gaúcho tentou aprovar uma proposta de emenda constitucional para revogar o tal plebiscito, mas abandonou a ideia por sentir que não obteria maioria parlamentar suficiente para sua aprovação. Vai buscar, então, o voto popular, tentando algo inédito: convencer a maioria da sociedade gaúcha de que privatizar pode ser uma conduta benéfica.
A situação me faz lembrar o ambiente político do Rio Grande do Sul à época em que o governador Antônio Britto Filho privatizou a Companhia Riograndense de Telecomunicações e outras empresas estatais menores. Os porta-vozes da esquerda acorreram aos meios de comunicação em verdadeiro desespero, como se o lar materno estivesse sendo incendiado, destruído, trocado por bananas. Estão vendendo tudo!, exclamavam onde houvesse um microfone. E essa campanha ideológica difamatória do vocábulo privatização acabou com boas oportunidades de modernizar a infraestrutura e a gestão do Rio Grande do Sul. Era como se vender significasse empacotar um bem público existente e entregá-lo ao comprador para que este lhe desse um destino qualquer de sua conveniência. Ficando com o exemplo da estatal de telecomunicações: a velharia foi vendida, o patrimônio ampliado, os serviços melhorados e, de deficitários, se converteram em inesgotável fonte de recursos tributários para o Estado.
Não se subestime, porém, a resistência que a proposta do governo gaúcho vai enfrentar. Afinal, para a esquerda, o Estado é, na sua estatura moral mais alta, uma devoção; na mais rasteira, um grande negócio. (Percival Puggina, arquiteto, empresário e escritor) 

Temor de delação expõe a fragilidade de Temer.
A prisão de Rodrigo Rocha Loures potencializou um fenômeno surgido há duas semanas em Brasília. Tomados por uma espécie de Loresfobia, Michel Temer, seus ministros e apoiadores políticos mais próximos vivem o temor de uma delação que está por vir. O presidente poderia imunizar-se contra o risco de intoxicação. Bastaria romper com o amigo e ex-assessor, desqualificando-o. Mas Temer faz o oposto. Elogia publicamente um personagem que foi preso por traficar influência e receber do Grupo JBS uma mala com propina de R$ 500 mil. Temer soa como refém do potencial delator. É como se o adulasse em troca de proteção.
Temer e seus operadores esboçam o discurso que pretendem esgrimir na hipótese de Rocha Loures se tornar um colaborador da Justiça. Dirão que ele foi vítima de uma cilada urdida por um empresário desonesto, Joesley Batista, em parceria com uma Procuradoria que conspira contra a estabilidade do governo. Afirmarão, de resto, que não há na atual gestão nenhum vestígio de favores que o governo possa ter prestado à JBS em troca da mala de dinheiro que Rocha Loures, num misto de confissão e arrependimento, devolveu depois de ter sido filmado.
A versão do procurador-geral Rodrigo Janot é mais simples. Para ele, Rocha Loures agiu como um verdadeiro longa manus do presidente. Quer dizer: indicado por Temer como a pessoa de sua estrita confiança a quem Joesley deveria encaminhar as pendências da JBS no governo, Rocha Loures representa um prolongamento da mão do próprio presidente. Nessa versão da Procuradoria, as digitais que aparecem na mala são do preposto de Temer. Mas o dinheiro destinava-se ao próprio presidente -exatamente como informaram os delatores da JBS em seus depoimentos.
Temer pode espernear como quiser. Pode repetir que o áudio em que soou indicando Rocha Loures a Joesley foi editado. Pode afirmar que os delatores da JBS foram tratados a pão de ló por Janot. Pode insistir na tese de que o ministro Edson Fachin, que mandou prender Rocha Loures, não é o juiz natural do caso. Mas nada vai apagar a impressão de que falta alguma coisa à reação oficial. Há no discurso do governo como um todo e nas palavras do presidente em particular um déficit de indignação.
Ao referir-se a Rocha Loures numa entrevista com pessoa de boa índole, de muito boa índole, Temer abusou da paciência da plateia. Ao sustentar noutra entrevista que o ex-assessor, não é senão vítima de uma armação, o presidente ofendeu a inteligência alheia. É como se a autoridade máxima da República pedisse ao brasileiro para fazer o papel de bobo. É como se rogasse aos patrícios que, pelo bem da nação, fingissem não notar a fragilidade do presidente. (Josias de Souza) 
Sempre há uma razão para viver. Podemos nos elevar sobre nossa ignorância, podemos nos descobrir como criaturas de perfeição, inteligência e habilidade. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar! (Richard Bach)

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