1 de jun de 2017

É um nunca parar. Insegurança, justiça, ética e saúde.

 photo coisasuja_zpsliroitlx.jpg • Banco Central cita impacto da crise e diz que juros cairão menos. Copom corta Selic em 1 ponto, para 10,25%, e sinaliza incertezas na economia; BC reduz juros em um ponto e indica desaceleração no ritmo de cortes. Copom cortou a taxa básica de 11,25% para 10,25% ao ano, menor nível desde janeiro de 2014 e deixou claro que a próxima rodada será de apenas 0,75 ponto em função dos riscos.
• Governo prevê dívida fixa e fim de carência no Fies. Ao terminar curso, aluno terá de começar a pagar financiamento. 
• Desemprego aumenta 2,6 milhões no 1º ano de Temer. Taxa de desocupação chegou a 13,6% em abril, ante 11,2% um ano antes. 
• O plenário do Senado se antecipou ao STF e aprovou ontem, em segundo turno, emenda que mantém a prerrogativa apenas para chefes dos Poderes. Mas o texto blindaria a prisão de políticos. No STF, a ideia é manter o foro para as mesmas autoridades, como explica Eloísa Machado de Almeida, do Supremo em Pauta, restringindo o alcance para crimes cometidos no mandato e exercício da função pública. Para ter validade, ainda é necessária aprovação do plenário das duas Casas. 
• Câmara aprova proposta que adia fim da guerra fiscal por 15 anos. Em derrota para o governo, relator recuou e permitiu carência para eliminação de isenções. CVM abre novos inquéritos contra JBS e processos chegam a dez. Órgão regulador investiga operações feitas pela dona da Friboi no mercado financeiro. 
• Desemprego atinge 14 milhões em trimestre encerrado em abril. População desocupada é de 13,6%, com acréscimo de 1,1 milhão de pessoas à procura por trabalho. 
• Fachin nega pedido de Temer para adiar depoimento à PF. Ministro do STF, no entanto, decidiu que o presidente pode optar por não responder a perguntas relacionadas ao grampo de Joesley.
• Pré-delação de Palocci atinge BTG Pactual. Banco de André Esteves sempre esteve envolvido em casos de corrupção. Palocci pode citar mais de 20 empresas em delação premiada. 
• Limitar foro privilegiado é demanda da sociedade, diz Barroso. 
• STF libera mensaleiro Henrique Pizzolato para o semiaberto. 
• Marco Aurélio será relator das investigações contra Aécio no STF. 
• Tribunal reduz em 6 meses sentença de 14 anos e 4 meses de André Vargas.
• Torquato Jardim deu entrevista a Camila Bonfim, no Jornal Nacional. Ao abordar o caixa 2 de campanhas eleitorais, ele disse que, se o dinheiro é declarado, pouco importa a origem. Se Torquato seguir linha de sua entrevista, podemos esperar gestão polêmica. 
• Outro assunto que tem movimentado o mundo político é a situação do presidente. Às vésperas do julgamento da chapa no TSE que pode cassá-lo, deputados tucanos estariam pressionando a cúpula do PSDB sobre eventual desembarque. Temer busca ganhar tempo, mas acumulam-se dúvidas em torno de sua versão para o diálogo com Joesley Batista. 
• Temer resiste - na posse do ministro da Justiça, falou em recuperar a institucionalidade. Ele revive Sarney ao repetir o argumento de que custo de saída é maior do que o de permanência. País vive conflitos de instituições, diz Temer. Em tom de desabafo, presidente afirma que abusar da autoridade é violar a lei
• Seja como for, o Senado ventila ideias: a PEC das Diretas foi aprovada por comissão, ainda que não estabeleça vigência imediata. E, para valer, precisa passar por 2 turnos no plenário, seguir para a Câmara, onde será submetida a trâmite igual. 
• Nesta manhã, a Polícia Federal realiza mais dois desdobramentos da Lava Jato. Em São Paulo, a Operação Cifra Oculta apura crimes eleitorais na campanha de 2012 de Fernando Haddad à prefeitura.
• PF prende empresário ligado a esquema de Sérgio Cabral, no Rio de Janeiro. O preso, diz O Globo, era o chefe do cartel de alimentos que lucrou 8 bilhões de reais nos governos Cabral e Pezão
• Ministro indicado por Temer e que exerceu o cargo de Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, extinguiu o pedido de criação do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF). A solicitação foi feita pelo Governador do Maranhão, Flávio Dino. Moraes alegou marotamente que governadores só podem ajuizar ações diretas de inconstitucionalidade se demonstrarem que a matéria em discussão afeta seus estados. Moraes então extinguiu a Ação Direta de Inconstitucionalidade por omissão sem resolução de mérito, segundo informa o site Consultor Jurídico. (Mário Augusto Jakobskind) 
• O consultor de empresas José Dirceu, condenado a 31 anos de prisão e solto algumas semanas atrás pelo STF, usou a Folha de S. Paulo para atacar a Lava Jato e incitar as hordas revolucionárias. 
• O Globo mostrou que o filho de Guido Mantega foi sócio da empresa que, segundo Joesley Batista, recebeu 5 milhões de dólares em propinas da JBS. 
• Operação da PF investiga crime eleitoral na campanha de Haddad em 2012. Polícia Federal informou que 30 policiais federais cumprem 9 mandados de busca e apreensão. 
• Bancada do PSDB pede saída do governo. Dos 46 deputados do partido, 27 são a favor de a legenda abandonar a base aliada de Temer antes da decisão do TSE. 
• Além da J&F/JBS e Odebrecht, também vai virar assunto na CPI do BNDES o caso da empresa Tecsis, criada em 1995 em Sorocaba (SP) para fabricar pás de usinas eólicas. Durante os governos do PT, virou campeã nacional e levou do BNDES US$460 milhões (equivalentes a mais de R$1,3 bilhão), que virou seu maior acionista. De 2014 para cá, com o governo em declínio, a Tecsis faliu e demitiu 7 mil funcionários. (Cláudio Humberto) 
• O Pós-Filho do Pós-Itália. Joesley Batista disse que Guido Mantega desviou 5 milhões de dólares da propina do PT para uma empresa de vendas online. Como O Antagonista revelou duas semanas atrás, a empresa era a pedala.com.br, registrada em nome do sócio do filho de Guido Mantega, Leonardo. Hoje O Globo fez uma reportagem sobre o assunto, mostrando que, no ano em que recebeu a propina - 2012 -, um dos donos da empresa era o próprio Leonardo Mantega. Leia aqui: Filho do ex-ministro Guido Mantega, Leonardo Mantega foi sócio durante quatro meses da Companhia Brasileira de Distribuição de Material Esportivo e Saúde, cujo nome fantasia é Pedala e que teria recebido US$ 5 milhões do empresário Joesley Batista, do grupo JBS. O empresário afirmou em depoimento de delação que recebeu o pedido de ajuda à empresa diretamente de Mantega, e que o empréstimo seria convertido em sociedade. Ele diz ter feito o repasse por meio de uma de suas empresas, a Antigua Investments, em 2012. Como o negócio não prosperou, Joesley teria perdoado o empréstimo. Os documentos arquivados na Junta Comercial de São Paulo mostram que Leonardo Mantega foi sócio da empresa entre 10 de janeiro de 2012 e 30 de abril de 2012. Quando Leonardo deixou a sociedade, a Pedala continuou com os sócios dele, Dannyel Filgueiras de Lima e Silva e Rafael Attanasio
• Teatro Municipal deixa de pagar R$ 1,6 mi a 14 artistas estrangeiros. Vindos de países como Áustria, Itália e Alemanha, eles apresentaram duas óperas em 2016 e deveriam ter recebido até o fim do ano. 
• Morto há 34 anos, Mané Garrincha se vê envolvido em nova polêmica. Filha do craque do Botafogo e da seleção brasileira declarou que seu corpo foi exumado, mas não se sabe onde os ossos foram depositados. No fim da tarde, porém, o caso ganhou uma reviravolta. Isso não passa de uma grande farsa, uma grande mentira, afirmou Luiz Marques, 31, um dos netos do ex-jogador, ao Estado. Essa notícia é maldosa. Ela (Rosângela) foi a última filha a ser reconhecida. Está nos trazendo um transtorno muito grande. Responsável por um projeto social que leva futebol para 1.500 crianças na Vila Cruzeiro, no Rio, Luiz disse que acordou nesta quarta de manhã com mensagens de amigos preocupados com a notícia. Fiquei sabendo disso pela imprensa, mas tenho certeza absoluta de que os ossos do meu avô continuam no mesmo lugar de sempre, disse. O mesmo lugar de sempre é um túmulo simples no quase abandonado cemitério Raiz da Serra, em Magé, que possui muitas sepulturas deterioradas e sacos de lixo com ossadas depositadas em um mesmo local. 

Temer, PSDB, Meirelles, Gilmar, TSE, envergonham o Brasil.
Nos 127 anos de República, não é nem de longe a maior crise política e econômica. Vivemos quase sempre em contradição. Basta dizer que só depois de 56 anos, a República foi realizar a sua primeira eleição. O espírito Republicano, tão exaltado, foi sempre traído, esquecido, banido. Agora, o que existe é uma espantosa promiscuidade, interligando personagens dos Três Poderes.
Temer e Eduardo Cunha movimentaram e executaram a conspiração parlamentar, que só foi vitoriosa, por causa do silencio, da omissão e da cumplicidade do próprio Congresso. Agora, a masturbação da imoralidade, é praticada a céu aberto, todos gozam juntos, mesmo os que se hostilizavam depois da derrota.
Não esquecer. Tudo começou em fevereiro de 2015. Há 27 meses, quando o derrotado Aécio e o seu PSDB, entraram na justiça, (TSE) pedindo a cassação da chapa Dilma-Temer. Não demorou muito e o PSDB passou a ser o sustentáculo de Temer tido como impoluto, mas logo constatado e comprometido como parceiro dos ladrões Batista, donos da amaldiçoada JBS.
O PSDB mergulhou em dissabores, mas continua sustentando o corrupto presidente indireto. Aécio perdeu a presidência do partido, perdeu o mandato, está em vias de perder a liberdade. Mas o PSDB, inabalável, não se afasta do presidente, que já devia ter sido expulso do palácio e preso.
Ministro do Exterior, do PSDB, vai aos EUA, garantir a permanência de Temer.
É outro impoluto. Detestando Temer, não poupava críticas. Convidado para líder do governo, aceitou logo. Quando Serra percebeu que não tinha futuro apoiando Temer, deixou o Ministério do Exterior, Aloysio Nunes Ferreira, (que foi vice de Aécio em 2014) assumiu correndo. E não demora, estará indo aos EUA, com missão importante: garantir que Temer tem o mandato confirmado até 2018. Não sabe se será recebido por Trump, deixará o recado com alguém. 
Outro que tem certeza de que Temer vai até 2018, é Meireles. Pelo menos, combinado com Temer disse isso na TV. Uma hora depois, o próprio Temer dizia a mesma coisa com palavras que insultavam a comunidade: Vou ficar até 2018, o povo quer as reformas, sabe que vou fazê-las. Que vergonha. Não esquecer um fato da biografia de Meirelles, e que une os dois. Meirelles era presidente do Conselho de Administração da criminosa JBS, quando então vice, foi lá conversar sobre doação ao PMDB. Primeiro, 50 milhões, depois, muito mais.
Gilmar e o TSE.
Finalmente a participação cúmplice e contaminada do ministro sem toga, desde que assumiu presidência do TSE, em maio de 2016. 1 ano atrapalhando a cassação, inventando prorrogações, que vinha dos tempos da presidência de Toffoli, outro Ministro, sem toga. Há 27 meses os 2 não deixaram o TSE decidir. Agora, Gilmar antecipa o que tem que votar e presidir.
1 - O TSE não está aí para decidir crise política. 2 - Se algum ministro pedir vista, é a coisa mais normal. Isso depois de 27 meses.
Cracolândia-Dorialândia.
A palavra que faltava para esclarecimento geral: Eu seria a última pessoa do mundo a pedir ou apoiar, a internação compulsória dos dependentes. Foi Drauzio Varella que fez essa afirmação. Grande médico, especialista e estudioso da questão, ficou estarrecido quando deturpando a realidade, publicavam que ele era a favor da violência para solucionar a questão da Cracolândia. Mas o problema não é insolúvel.
A construção de um Centro de Recuperação humano, confortável, com direção psicológica competente, médicos, enfermeiros, gente responsável e habilitada, transformaria a questão numa realidade que surpreenderia apenas os retrógados e interessados. Pelo menos dois terços dos que habitam destruidoramente a Cracolandia, iriam voluntaria e satisfatoriamente para esse Centro. Os que vão lucrar com a construção de enormes edifícios, financiariam esses Centros.
Os irmãos Batista: Privilégio dos criminosos.
Foi assinado o chamado acordo de leniência entre os poderosos donos da JBS. Uma afronta e desprezo com a opinião pública. Depois de muitas negociações, concordaram: indenizarão a União, com o pagamento de 20 bilhões em 25 anos. Já incluídos, multa, juros correção. Já ouvi gente elogiando esses Batista, e não ouço protestos dos órgãos de comunicação. Nenhum.
Como já está tudo englobado, eles pagarão 800 milhões anuais. Isso significa 0,2% do patrimônio deles. Uma bobagem para eles. Não esquecer, que eles mesmos, na delação, confessaram: Pagando propina a 1829 pessoas, incluindo 377 parlamentares, utilizamos apenas (textual no depoimento) 6 por cento do nosso patrimônio Façam a comparação e constatem a generosidade com que foram tratados. Deviam estar presos, sem data para serem libertados.
Renan, Jucá, Eunicio, Lobão.
Foi convocada a bancada do PMDB no senado, supostamente para substituir Renan na liderança. Mas nem tocaram no assunto, Renan, sem escrúpulos e sem constrangimento, já fizera declaração pública, elogiando a troca no Ministério da Justiça. Além do mais, Temer recomendara a Jucá: Muito cuidado, substituição de Renan, só em último caso.
Como em 2018 acaba o mandato de 54 senadores, incluindo as potencias do PMDB, tiveram uma conversa - discussão, no mínimo surrealista. O primeiro a falar foi Romero Jucá: Quero deixar bem claro. Em 2019 serei candidato a presidente, jamais ocupei o cargo, a vez é minha.
Renan falou a seguir, parecia uma discussão contraria, acabou em concordância. Renan: Dizem que eu não aceito dialogo. Pois vou dizer. Aceito a colocação do Jucá, mas quero voltar à presidência em 2021, não admito recusa. Ninguém disse nada.
O presidente Eunicio falou sobre a sua realidade: Meu mandato de senador acaba em 31 de dezembro de 2018, e o de presidente do senado, em 1 de fevereiro de 2019. Que cargo ocuparei?. Parecia encerrado, faltava o Lobão, não faltou mais: Vou para o terceiro mandato de senador, jamais quis alguma coisa. Agora quero. Resumi tudo, mas a conversa durou 4 horas, o essencial está aí, com total exclusividade.
O novo Ministro da Justiça.
Torquato Jardim tomou posse. Dei credito à nomeação. Com restrições, não a ele. E sim pelas superficialidades, disparates e presumidos maquiavelismos de quem o nomeou. Escrevi que em atenção ao seu passado, esperaria sua atuação.
Já como Ministro, afirmou: A Lava-Jato é uma questão de Estado e não de Governo. Magistral. Minha analise obrigatória como jornalista, seguirá rigorosamente o que está implícito e explicito nessa frase definição.
Foro Privilegiado.
Todos sabem e sabiam que a questão é das mais importantes da vida pública brasileira. Está em todas as Constituições (e temos tantas), de forma clara, resumida e de forma rigorosamente compreensível: Todos são iguais perante a lei. Mas levaram um tempo enorme, eternizando a leviandade da inconstitucionalidade, que agora ninguém sabe quanto tempo será necessário para que nos aproximemos de uma solução.
Primeira sessão. Apenas 62 minutos. Começou ás 16,35, acabou ás 17,45. (E desse tempo ainda foram roubados 6 minutos pelo ministro sem toga, que tratou de questão inteiramente diferente. Falou, levantou e foi embora).
Continuará. Mas dessa abordagem, é obrigatório um aplauso ao Ministro Roberto Barroso. Lúcido, profundo, mas não dispersivo, deixando excelente impressão. Ao mesmo tempo, depois de ficar parado mais de 1 mês, aprovado, assim que o Ministro Barroso falava, os senadores garantiram a segunda votação, que é radicalíssima, menos para os parlamentares. Mas faltam duas votações na Câmara. E é preciso muita coragem para essa votação. (Helio Fernandes) 

PSDB da Câmara prepara sua descida do muro.
O processador dos deputados do PSDB está sobrecarregado. Generaliza-se na bancada tucana a aversão ao rótulo de governista. O aquecimento da placa do tucanato da Câmara poderá ser medido numa reunião programada para a semana que vem, nas pegadas do julgamento sobre a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, no Tribunal Superior Eleitoral. A infantaria tucana descerá do muro. A maioria quer pular do lado oposicionista.
Abstendo-se de antecipar a posição dos seus liderados, o deputado Ricardo Trípoli (SP), líder da bancada do PSDB, confirmou ao blog que reunirá a tropa entre terça e quinta-feira: Tomaremos uma decisão política. E se o veredicto do TSE for adiado por um pedido de vista? Nossa decisão não está vinculado necessariamente à continuidade do julgamento na Justiça Eleitoral. Até porque tem também o outro processo, em que o presidente é investigado no STF.
O senador Tasso Jereissati (CE), que assumiu a presidência do PSDB depois que Aécio Neves virou um caso de polícia, vem sendo avisado sobre a marcha dos deputados. Mas apenas parte dos senadores tucanos cogita se associar ao movimento da Câmara. É improvável, de resto, que todos os três ministros da legenda batam em retirada da Esplanada. Ou seja: o último grande empreendimento político de Temer deve ser a atomização do PSDB. (Josias de Souza) 
Nunca se ache demais, pois tudo o que é demais sobra, tudo o que sobra é resto e tudo o que é resto vai para o lixo. (Anônimo)

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