2 de jun de 2017

E o foro do povo...

 photo corruptolandia_zpshq9wjtzh.jpg • Temer ficará no máximo mais quatro meses no cargo, preveem líderes do Congresso. 
• Registro de conversa entre Loures e Joesley mostra que empresário tentou novo encontro com Temer. Nessa segunda reunião, Joesley queria falar sobre a Operação Carne Fraca. 
• STF suspende decisão sobre limite a foro; 4 juízes votaram a favor. Alexandre de Moraes pede vista e interrompe julgamento sobre restrições ao foro privilegiado. Marco Aurélio, Rosa Weber e Cármen Lúcia são favoráveis à tese de que políticos só terão direito se o crime for cometido durante o mandato e tiver relação com o cargo; Fachin é eleito presidente da Segunda Turma do STF, responsável por julgar casos da Lava Jato; Fachin separa investigação de Aécio do inquérito de Temer e Rocha Loures; Fachin autoriza PF a interrogar Temer, que poderá responder por escrito. 
• Desconfiado, banco suíço encerrou conta da JBS para Lula e Dilma, e a denunciou. Dinheiro foi para banco de Nova York, onde Joesley vive agora; A 5ª Vara Federal Cível em São Paulo bloqueia R$ 800 mi de Joesley Batista por compra de dólares. Liminar foi determinada por juiz da 5ª Vara Federal Cível de São Paulo. Autores da ação popular alegam que irmãos Batista praticaram 'insider trading', suposto lucro obtido com a venda de dólares às vésperas da divulgação da gravação com o presidente Michel Temer; JBS é condenada em R$ 38,6 mi por demissão em massa. Dispensas ocorreram em 2015, quando a empresa recebeu R$ 7,5 bi do BNDES, e teve lucro de R$ 3 bi; Congresso cria CPI para investigar JBS e acordo de delação premiada; Controladora da JBS fecha acordo de leniência com multa de R$ 10,3 bilhões; Colegiado do MPF vai avaliar acordo de leniência da J&F. Empresa se comprometeu a pagar R$ 10,3 bilhões, no maior acordo desse tipo da história mundial, por prazo de 25 anos, e com correção da inflação. 
• PT agora culpa política econômica de Dilma pelo impeachment; O presidente do PT, Rui Falcão, disse nesta quinta-feira, 1, que o ex-ministro José Dirceu e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, condenados no âmbito da Operação Lava Jato, são heróis do povo
• Apesar das comemorações do presidente Michel Temer e do ministro da Fazenda Henrique Meirelles de que a alta do PIB após oito trimestres seguidos no vermelho crava o fim da recessão - a mais longa do País -, economistas ponderam que o resultado deve ser analisado com cautela e que o ritmo da recuperação ainda é incerto. Para analistas, dados divulgados pelo IBGE deixam mercado em alerta; crise política aumenta incerteza; Crescimento não é uma linha reta, diz Meirelles sobre PIB. Ministro da Fazenda não descarta possível fraqueza no próximo resultado. 
• Em meio à discussão da reforma da Previdência, um dado prova o inchaço e a insustentabilidade do modelo atual: desde 2009, fim do governo Lula, a administração direta (Presidência e ministérios) passou a gastar mais com aposentados e pensionistas do que com salários dos servidores da ativa - que custaram R$ 234 bilhões, entre 2009 e 2016, contra mais de R$ 252 bilhões com aposentadorias e pensões. Rombo só aumenta. Aposentados custam mais que ativos há 8 anos. Governo gasta mais com seus aposentados do que com ativos. 
• PF apura fraude de R$ 2,6 mi em campanha de Haddad. Suspeita é de lavagem de dinheiro, com base em delação da UTC; 
• Aéreas vendem passagem sem direito a bagagem. Regras da Anac entraram em vigor nesta quinta-feira, 1º; Azul já dá desconto para quem não levar mala. 
• Rabello toma posse no BNDES e diz que tratará JBS com rigor e carinho. Economista sucede Maria Silvia Bastos Marques, que pediu demissão em meio a investigação. Temos que afastar os empresários que fizeram lambança, diz chefe do BNDES. Rabello diz que BNDES não cria investimentos, só atende à demanda, diz presidente. 
• Dilma e Temer adotam defesa parecida no TSE. Julgamento da chapa está previsto para começar no próximo dia 6; Aumenta os rumores em Brasília que existe a possibilidade, e das grandes, da absolvição da chapa Dilma/ Temer no TSE - Tribunal Superior Eleitoral. O pedido de separação de julgamento não foi acolhido. Dizem os fofoqueiros de plantão que a falta de opção em caso de queda do presidente Michel Temer, tem pesado, é muito, sobre as decisões dos ministros do tribunal. Outra coisa que foi levada em conta e acolhida pelo TSE, é a não permissão para acrescentar aos autos novos depoimentos de delação da Operação Lava Jato, já que o processo já estava praticamente concluído. Agora é esperar para ver. (Giba Um) 
• Banco suíço denuncia contas usadas pela JBS para Lula e Dilma. Correspondente / Genebra - Antes mesmo de vir à tona o conteúdo das delações de Joesley Batista na Operação Lava Jato, um banco suíço usado para movimentar recursos ilícitos para abastecer campanhas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente cassada Dilma Rousseff, conforme relato do empresário, denunciou suas contas para autoridades do país europeu. O volume de dinheiro e os padrões de transferências sem justificativa levantaram a suspeita de crimes financeiros, embora a instituição desconheça os beneficiários das movimentações. A Procuradoria-Geral da República espera que as informações coletadas pelas autoridades sejam agora transferidas ao Brasil. 
• Janot pede prisão de Rocha Loures, agora sem foro. Filmado pela PF com mala de dinheiro, ex-assessor de Temer ficou sem mandato com o retorno do ex-ministro Osmar Serraglio à Câmara. 
• Temer reedita Medida Provisória que garante foro privilegiado a Moreira Franco e este se defende de críticas sobre foro privilegiado. Com MP, ministro, que é alvo de investigações na Lava-Jato, manteve a prerrogativa, que ganhou em fevereiro deste ano. Rede entra com ação contra MP. 
Investigação não é sentença, não é condenação, diz novo ministro da Justiça Torquato Jardim. Disse que a prioridade dada por Temer é a segurança pública e admitiu que terá de fazer dever de casa. Também falou sobre a Lava-Jato e o julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE.
• Senado aprova MP que concede reajustes a servidores federais e reestruturação de carreiras; Regras para transição entre chefes de governo são aprovadas pelo Senado; Senadores suspeitos têm forte presença no Conselho de Ética do Senado. 
• Reforma trabalhista: Ferraço mantém texto da Câmara e revolta oposição, mas sugere vetos. 
• CPI da Funai chega ao fim e pede indiciamento de dezenas de pessoas, entre elas José Cardozo. 
• Câmara aprova projeto que convalida incentivos fiscais dos estados. 
• PF prende empresário da farra dos guardanapos que fornecia comida para escolas e presídios no Rio. 
• Volta a valer lei que permite apenas um reajuste por ano no preço de remédios. 
• MPF diz que Eike pode cometer crimes e pede a sua volta à prisão. 
• Justiça do Rio determina bloqueio de bens de Cabral e Julio Lopes, agentes públicos e empresas. Restrição foi baseada nas investigações que apontaram fraudes no contrato de implantação da Linha 4 do metrô.
• PF vai entrar na investigação de massacre de sem-terra no Pará. 
• Lobista que enviou milhões a Cunha recorre da prisão. 
• Fuzis contrabandeados para o Rio foram comprados legalmente nos Estados Unidos. Um brasileiro que mora em Miami, nos Estados Unidos, é apontado pela Polícia Civil do Rio como chefe da quadrilha responsável por tentar entrar no Rio com 60 fuzis pelo Aeroporto Internacional do Galeão. Ele está sendo procurado por policiais norte-americanos. Nessa quinta-feira, a carga, avaliada em R$ 3 milhões, foi interceptada pelos policiais ao desembarcar na cidade. O armamento, que seria revendido para traficantes, estava dentro de filtros de piscina. 

Lula chama de canalha o campeão de empréstimos do BNDES na era petista.
Ao discursar na abertura do 6º Congresso Nacional do PT, no final da noite de quinta-feira, Lula referiu-se ao delator Joesley Batista, do Grupo JBS, em termos pouco lisonjeiros: Um canalha de um empresário disse que abriu uma conta pra Dilma e outra pra mim. Mas está no nome dele. É ele que mexe com a grana, afirmou Lula, arrancando risos da plateia companheira. Agora, eu e a Dilma temos até conta no exterior. Eu nem sabia que ela tinha. E ela não sabia que eu tenho.
Na era petista, o conglomerado empresarial do canalha foi incluído no seleto grupo dos campeões nacionais. A companhia de Joesley recebeu tratamento preferencial nos guichês do BNDES. Entre 2007 e 2009, sob Lula, o velho e bom bancão oficial injetou na JBS R$ 8,1 bilhões. O Ministério Público Federal estima que o erário perdeu pelo menos R$ 1,2 bilhão nessas transações. O BNDES chegou a ter quase 35% das ações do grupo JBS/Friboi. No final de 2012, já sob Dilma Rousseff, o BNDES transferiu 10% das ações para a Caixa Econômica Federal.
Convertido em delator, Joesley incluiu Lula e Dilma no seu rol de dedurados. Disse em depoimento à Procuradoria que mantinha em contas no exterior dinheiro de propina destinado aos dois ex-presidentes petistas. Afirmou que os depósitos totalizavam US$ 150 milhões em 2014. Dinheiro sujo, esclareceu o delator, amealhado em troca de facilidades no BNDES e nos fundos de pensão de empresas estatais. Cabia ao ex-ministro petista Guido Mantega gerenciar o dinheiro depositado no estrangeiro para Lula e Dilma, esclareceu Joesley aos procuradores.
Ele esmiuçou: Teve duas fases. Teve a fase do presidente Lula e depois a fase da presidente Dilma. Na fase do presidente Lula chegou, eu acho, que a uns US$ 80 milhões de dólares. Depois na Dilma chegou nuns US$ 70. Ou ao contrário: 70 na do Lula e 80 na da Dilma. Eu abri duas contas. Tudo conta minha.Como foi o uso desses valores?, quis saber um dos interrogadores. E Joesley: Depois gastou tudo na campanha.
Na expectativa de receber sua primeira sentença do juiz Sergio Moro, Lula tranquilizou a militância petista. Eu não quero que vocês se preocupem com o meu problema pessoal. Declarou que acertará suas contas com a força-tarefa da Lava Jato. Eu já provei a minha inocência. Eu agora vou exigir que eles provem a minha culpa. Vou exigir, porque cada mentira contada está desmontada.
Comportando-se como uma espécie de comandante de navio que reclama da existência do mar, Lula se queixou da forma como o Jornal Nacional veicula as encrencas nas quais se mete. Haverá um dia em que o Willian Bonner vai chegar à noite, às 8h30 -eu e a Dilma estaremos assistindo-, ele vai pedir desculpas ao PT. Lula chegou mesmo a ditar os termos do hipotético pedido de perdão de Bonner: Desculpa, PT, por tudo o que nós fizemos com vocês, pela tentativa de destruição moral e ética, pelas acusações infames.
Como se vê, Lula tornou-se um típico político brasileiro. Grosso modo falando. (Josias de Souza) 

Diretas Já do PT é golpe e empulhação.
Cascais, Portugal - A petezada pirou de vez. Agora vai às ruas pedir diretas já como se o país não vivesse na sua plenitude democrática. Como se o vice tivesse chegado ao poder por via indireta, sem voto, dando um golpe na Constituição. Esses lunáticos petistas acham ruim tudo que não é bom para eles. Quando perderam as eleições, foram às ruas e derrubaram o Collor (Lindbergh estava lá com os caras pintadas). Aceitaram o Itamar como governo de transição. E depois esperaram oito anos para chegar ao poder. Na presidência destroçaram a economia, promoveram o maior escândalo de corrupção do mundo e deixaram um legado de 14 milhões de desempregados.
Mas o pior veio a galope: a Comissão de Constituição e Justiça caiu no conto do paco do senador Lindbergh Faria e aprovou Emenda à Constituição que prevê a realização de eleição direta para presidente e vice-presidente da República se os cargos ficarem vagos nos três primeiros anos de mandato. Atualmente a Constituição determina apenas se a vacância ocorrer nos dois primeiros anos. O único senador que teve coragem de peitar o casuísmo foi o Ricardo Ferraço (PSDB-ES). O resto - que é resto mesmo! - embarcou no conto do vigário do PT e aprovou a emenda. Essa CCJ, sem dúvida, é a mais imbecilizada e corrupta de que se tem notícia na história do Congresso Nacional.
A PEC, se aprovada no plenário, simplesmente antecipa as eleições. Como a petezada que evitar que o Lula vá para a cadeia, eles agora vão se organizar para tocar fogo no país e sair por aí pregando as diretas já como se as instituições brasileiras estivessem trincadas. Querem porque querem trazer de volta a organização criminosa chefiada por Lula, Palocci e Zé Dirceu para acabar com o que ainda resta do país. Dessa vez - pasmem! - com a conivência de alguns senadores idiotizados que integram essa CCJ desmoralizada.
A petezada e seus lunáticos torcem para o quanto pior melhor. Não se conformam terem sidos banidos do poder como ladrões e chefes de quadrilha, como vem dizendo o juiz Sérgio Moro em suas sentenças e o STF quando julgou o mensalão. Eles acham, por fanatismo, que o Lula é o Messias que veio ao mundo para salvar a humanidade das ovelhas negras. Não querem que o vice que eles mesmo elegeram governe. Provocam movimentos populares para enganar os mais incautos. Tentam parecer democrático quando na verdade não passam de tiranos golpistas que, quando não ganham no voto, tentam incendiar à nação. Não enxergam - porque são ignorantes politicamente e despreparados - que o caminho para sair da crise é ter as instituições fortalecidas. Quebrá-las só interessa aos vândalos, aos déspotas e os oportunistas. Eleições fora de hora é golpe, simplesmente golpe. E mesmo assim, a CCJ deixou-se levar no grito. Alguma coisa esses senadores estão armando, porque boa parte dessa comissão está enrolada na Lava Jato.
O Brasil está acostumado a conviver com vices desde Floriano Peixoto. Na Nova República conviveu com Sarney e Itamar que concluíram seus mandatos sem quebrar a normalidade democrática. Se conseguiram administrar bem o país ou não são outros quinhentos. Terminaram seus mandatos aos trancos e barranco sem ferir os preceitos constitucionais. Ressalve-se, contudo, que Itamar botou o país nos eixos ao criar o Plano Real.
A petezada esconde-se no manto da farsa. Quer trazer de volta os gritos das ruas pelas eleições diretas, a exemplo do que ocorreu nos idos de 1980, como um apelo popular para legitimar os seus atos de vandalismo. Acha que pode arrastar multidões por uma causa que eles consideram nobre, quando, na verdade, não passam de golpistas, oportunistas e incendiários. Por trás de toda essa pelegância, o capo tutti capi Luis Inácio que vem tentando evitar a primeira condenação ameaçando tocar fogo no país se isso ocorrer pelas mãos de Sérgio Moro. A própria Polícia Federal já interceptou conversa dele com seu pupilo Lindbergh onde eles tramam levar as centrais e os sindicatos às ruas para provocar badernas e criar um clima de instabilidade política.
O mais triste de tudo isso é assistir um monte de artistas - muitos deles que estiveram engajados na redemocratização do país na época da ditadura - clamando para que o povo se manifeste contra um governo que o PT agora considera ilegal, mas o escolheu como comparsa durante os dois mandatos da Dilma. Gritar diretas já nas ruas é compactuar com a organização criminosa que assaltou a nação, provocou a tragédia do desemprego e destroçou a economia. Mais de trinta anos depois da Diretas Já (com caixa alta), o movimento cívico e pacífico que aglutinou o povo contra a ditadura, surge agora uma quadrilha de criminosos tentando fazer do povo massa de manobra para levá-lo a uma tragédia anunciada.
Se você não quer mais que seu país seja governado por criminosos e assaltantes dos cofres públicos, diga não a essas diretas fajutas, oportunista e golpista. Está provado que o voto, apenas o voto, não livra ninguém de bandidos políticos. Se assim fosse, o país não tinha desmilinguido nas mãos de Lula/Dilma, os mais corruptos e venais presidentes que já governaram o Brasil. (Jorge Oliveira) 
Se meus inimigos pararem de dizer mentiras a meu respeito, eu paro de dizer verdades a respeito deles. (A. Stevenson)

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