3 de jun de 2017

Ação da PF não termina nunca...

 photo bndes_zpshja5nkmn.jpg • Vacina contra a gripe será liberada para toda a população. 
• MPF pede prisão de Lula e multa de R$ 87 milhões no caso do triplex em Guarujá. MPF quer que Lula e mais 6 sejam condenados por corrupção e lavagem de dinheiro. 
• O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ofereceu denúncia contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) no STF com base na delação dos empresários do Grupo J&F. O tucano é acusado de corrupção passiva pelo suposto recebimento de R$ 2 milhões em propina da JBS e por obstrução de Justiça por tentar impedir os avanços da Operação Lava Jato. Denúncia também alcança irmã e primo do político e assessor de Zezé Perrela. Janot também pediu a abertura de um novo inquérito para investigar o crime de lavagem de dinheiro; Marco Aurélio só analisará denúncia após julgar recursos de Aécio. Antes de Aécio, ministro vai decidir sobre liberdade de presos. 
• Ex-deputado Rocha Loures é preso em Brasília por ordem de Fachin. Ministro atende a pedido da PGR prende deputado da mala. Michel Temer duvida de eventual delação de Rodrigo Rocha Loures. 
• O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou no último dia 24 que as prefeituras de todo o país, que cobram dos seus munícipes a taxa de combate a incêndio, terão de devolver o dinheiro aos contribuintes. Segundo o relator do caso, ministro Marco Aurélio Mello, os contribuintes poderão inclusive pedir à Justiça ressarcimento dos valores pagos nos últimos cinco anos. 
• Contas de Cunha e as de Lula e Dilma (JBS) eram no banco suíço Julius Bär O banco suíço Julius Bar, escolhido por Joesley Batista para abrir a conta nº 06384985, que segundo ele bancou Lula e Dilma, é o mesmo onde o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha mantinha a famosa conta da qual era usufrutuário, segundo alegou. A conta, cujo saldo chegou a US$150 milhões (R$486 milhões) em 2014, foi revelada pelo próprio Joesley Batista, dono da JBS, ao Ministério Público Federal. 
• Presidente aciona aliados para embate com Janot e Fachin. Presidente mobiliza sua base no Congresso para evitar abertura de processo; Papéis reforçam ligação de presidente e coronel suspeito. Policial aposentado é apontado pela JBS como destinatário de R$ 1 milhão. PF acha recibos de despesas de familiares de Temer no escritório de um dos acusados de receber propina. Nome de Maristela Temer, filha do presidente, consta em itens recolhidos em empresa do coronel João Baptista Lima Filho. 
PSDB não é madame Bovary, Aloysio Nunes Ferreira, ministro das Relações Exteriores, evocou o clássico do escritor francês Gustave Flaubert para defender a lealdade de seu partido com o governo Michel Temer.
• Sérgio Cabral vira réu pela décima vez na Lava Jato. 
• Caso Odebrecht deve abrir sessão no TSE. Dilma e Temer querem que tema seja discutido antes de relator votar. 
• O Ministério Público do Rio apresentou à Justiça Eleitoral um novo pedido de prisão preventiva contra o ex-governador Anthony Garotinho. O político atribui a iniciativa ao promotor Leandro Manhães, a quem tem criticado nas redes sociais por tentar impor censura a Garotinho, proibindo-o de expressar suas opiniões publicamente. A justiça derrubou a censura. 
• PF prende engenheiro que parcelava propina. Agentes federais em Jales, interior de São Paulo, flagraram Antonio Eden Cabral Paro, que presta serviços de fiscalização para a Caixa, quando havia acabado de receber R$ 5 mil em cédulas e cheque de um empresário da construção civil para liberar andamento de obra e, automaticamente, financiamento do banco. 
• A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou a suspensão da comercialização de 38 planos de saúde de 14 operadoras. Os motivos são reclamações de usuários envolvendo negativa e demora no atendimento, apresentadas no primeiro trimestre de 2017. A medida entra em vigor no dia 9. 
• MP quer regime fechado para Lula no caso tríplex. Força-tarefa da Lava Jato cobra R$ 87,6 milhões do ex-presidente; alegações finais têm 334 páginas; O ex-presidente Lula disse que em uma eventual eleição indireta, não apoiará nem mesmo o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim (PMDB) se ele for candidato. Em reunião com 28 delegações estrangeiras que participam do 6º Congresso Nacional do PT como observadores, o petista afirmou que o partido está em campanha por diretas para substituir Michel Temer. A portas fechadas, repetiu que não respaldará um processo no qual votem apenas deputados e senadores. 
• Quem seriam os trôpegos estrategistas de Temer apontados por Serraglio? Fica até difícil pinçar um ou dois indivíduos entre tantos que poderiam vestir essa carapuça. 
• Arquidiocese do Rio se irrita com charge de Cristo Redentor segurando arma e saco de dinheiro. Desenho ilustrou matéria do jornal britânico The Guardian sobre a Operação Lava Jato; líderes católicos consideram publicação ofensiva e desrespeitosa
• Para concluir obra de Angra 3, governo terá de desembolsar mais R$ 17 bilhões. Usina nuclear teve obras iniciadas há 33 anos e já consumiu R$ 7 bi; governo busca parceiros internacionais. 
• Brasileiro em Miami é suspeito de enviar 60 fuzis ao RJ. Armas foram apreendidas em aeroporto; é a maior apreensão em dez anos. Polícia identifica homem suspeito de enviar carga de fuzis. Frederík Barbieri é brasileiro, mas vive nos EUA. Ele é investigado desde 2009. Nesta quinta, 60 fuzis foram apreendidos no Galeão. 
• WhatsApp não tem como abrir dados, diz criador ao STF. Em audiência, cofundador diz que criptografia impede acesso a informações. 
• Indústria repete PIB e sobe graças à exportação. Agronegócio também colaborou para o avanço de 0,6% em abril, diz IBGE. 
• Soldados do Exército fazem destruição de 4.000 armas de fogo, apreendidas pela Polícia Federal no Rio de Janeiro ou entregues durante campanha pelo desarmamento. 

• O Antagonista: 
1. Lula atacou a Lava Jato durante o Congresso do PT: Está na hora de parar de palhaçada, que o país não aguenta mais viver nessa situação, nesse achincalhamento. Ele atacou também Joesley Batista: Um canalha de um empresário diz que fez uma conta no exterior para mim e para Dilma, mas a conta está no nome dele e ele que mexe na grana. Quem mexia na grana - e Lula sabe disso - era Guido Mantega. E os extratos bancários vão mostrar exatamente quando ele mexia e de que maneira.
2. O PT perdeu o medo de enxovalhar a Lava Jato. Até algum tempo atrás, para acalentar os colunistas da Folha de S. Paulo, o partido ainda admitia a possibilidade de expulsar José Dirceu. Agora isso mudou: José Dirceu voltou a ser visto como o herói da esquerda. É melhor assim. O PT é José Dirceu e José Dirceu é o PT. 
3. Gleisi Hoffmann, a nova presidente do PT, eleita indiretamente, aproveitou seu discurso no VI Congresso do partido para saudar José Dirceu. A plateia se entusiasmou, berrando: guerreiro do povo brasileiro

2018 trava as articulações para substituir Temer.
De todas as definições sobre política, a que mais se aplica ao cenário atual é uma de Jânio Quadros. Política é como fotografia, se mexe muito não sai, dizia Jânio. Nas últimas duas semanas, caciques do Congresso se mexeram freneticamente à procura de um substituto para o presidente da República. E o nome não saiu. Em consequência, Temer foi ficando. Mesmo crivado de suspeições, ele se tornou o presidente mais conveniente para os atores que se imaginam em condições de participar da disputa presidencial de 2018 em contraposição ao PT e seus satélites.
Principal escora do Palácio do Planalto no Legislativo ao lado do PMDB, o PSDB aproximaria Temer da porta de saída se abandonasse o governo à própria sorte. Mas o tucanato, um agrupamento de amigos 100% feito de inimigos, não consegue se entender nem consigo mesmo. O senador Tasso Jereissati adoraria sentar-se na poltrona de Temer. Já se deu conta, porém, de que não se elegeria porteiro do Congresso numa eleição indireta. Tasso nem precisa de inimigos. Seu maior adversário é o amigo Geraldo Alckmin.
Imaginando-se menos ferido na Lava Jato do que os correligionários Aécio Neves e José Serra, o governador tucano de São Paulo reivindica o primeiro lugar na fila de presidenciáveis do PSDB. E Alckmin concluiu que, se fosse acomodado no lugar de Temer, Tasso não desocuparia o assento em 2018. Agora, todos dizem estar preocupados com o país, não com a reeleição. Mas Alckmin não ignora que, em política, a suprema ambição é não tê-la.
Estimulado por outros governadores e por apologistas do seu projeto presidencial, Alckmin pensou em disputar, ele próprio, o cargo de presidente pela via indireta. Desistiu depois de constatar que entraria na disputa como candidato favorito a fazer do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) o próximo presidente da República.
No comando da Câmara, Rodrigo Maia assumiria o Planalto em caso de queda de Temer, para convocar a eleição indireta em 30 dias. Assim determina a Constituição. Com a caneta de presidente e o Diário Oficial à disposição, Maia compraria a simpatia dos colegas para esticar sua permanência no Planalto. E sua prioridade, para desassossego de Alckmin, passaria a ser a reeleição.
A desunião entre PSDB e DEM retarda a formação de um complô parlamentar capaz de abreviar o mandato de Temer. Parte da infantaria do tucanato ameaça tomar distância do governo na próxima semana. Mas não há, por ora, sinais de que a cúpula da legenda se associará a uma hipotética insurreição. E mesmo os deputados sublevados informam que um eventual rompimento não significará o abandono da pauta de reformas econômicas. Quer dizer: para Temer, o jogo pode terminar em zero a zero.
O Congresso Nacional abdicou da prerrogativa de governar a crise. Prefere ser governado por ela. Só deve agir se Temer for cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral -uma hipótese que parece preocupar cada vez menos o Planalto. O procurador-geral da República Rodrigo Janot assa no forno da Lava Jato uma denúncia contra Temer, a ser protocolada no Supremo Tribunal Federal nos próximos dias. Entretanto, essa denúncia só irá adiante se a Câmara autorizar. E Temer começa a oferecer aos deputados milhões de razões para enterrar a iniciativa.
No mais, como Temer não se dispõe a repetir Jânio Quadros, que entrou na história pela porta da renúncia, o grande risco à estabilidade de sua Presidência é a ação de amigos como o ex-assessor Rodrigo Rocha Imponderável Loures. O homem da mala de R$ 500 mil frequenta a crise como uma delação premiada esperando na fila para acontecer. Dependendo do que disser, Loures pode revolucionar a condição penal de Temer. De primeiro presidente da história a ser investigado por corrupção, organização criminosa e obstrução de justiça, Temer passaria à condição de denunciado e candidato a réu em pleno exercício do cargo. (Josias de Souza)

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