22 de mai de 2017

Quantos anos mais para Democracia...

 photo carnefraca_zpsxkjthpim.jpg • OAB adia a entrega do pedido de impeachment contra o presidente Temer. 
• PF pede que Procuradoria entregue gravador usado em conversa com Temer. Aparelho usado por Joesley Batista passará por perícia. Autor de laudo que encontrou supostas edições usou equipamento amador. 
• Ministros e aliados de PSDB e DEM se reúnem com Temer no Alvorada. Encontro teve presença ainda de senadores e deputados. Temer voltou a criticar delator e fez apelo por reformas. 
• Um em cada três parlamentares eleitos no Congresso teve dinheiro da JBS. Planilha entregue pela empresa mostra todos os 166 deputados e os 28 senadores que receberam dinheiro durante a campanha de 2014. 
• Tudo seria por ingenuidade ou...
• Políticos e juízes surgem como opção em caso de saída de Michel Temer. Aliados e adversários discutem nomes para eventual eleição indireta caso presidente não consiga se manter. 
• Me preocupa o estado financeiro dos irmãos que surrupiaram o país com a conivência de autoridades, destruindo os párias na política, desmontando a República, leves, livres e soltos assistem derrocada do Brasil e nós, oh!
• Prefeito Doria, a Cracolândia é como uma epidemia. Vai e volta. Se traficantes e usuários vão para outros pontos da região, nem adianta tratamento médico. Problema é social. 
• Governo pode liberar até R$ 5 bi do Orçamento. Planalto costura aprovação de MPs para mostrar que está ativo e afastar imagem de paralisia. 
• Delação cita publicidade como propina a Aécio. Documentos comprovam venda de prédio para JBS que teria servido para dissimular dinheiro para senador. 
• Mesada de Joesley à Marta Suplicy choca peemedebistas. 
• Randolfe vai ao STF para garantir suspensão de Aécio. 
• O petistas e seus baixios sob nomes partidários diferentes não conseguem esconder a pandemia encrustada nas veias e mais sindicatos e rafimicações atropelando e sugando o erário, dinheiro do povo. Limpeza ética e moral já.
• Governo cobra R$ 28 milhões de FGTS dos clubes. Ministério do Trabalho notificou, no ano passado, 11 equipes das séries A e B do Brasileiro por dívidas. 
• A Justiça de São Paulo não permitiu a exibição dos contratos de Luis Cláudio Lula da Silva - filho do ex-presidente do Brasil, Lula, hoje réu na Operação Lava-Jato - enquanto o mesmo foi funcionário ou prestou serviços ao Corinthians, entre 2010 e 2013. A decisão foi dada há alguns dias pelo Poder Judiciário de São Paulo, ainda em primeira instância, em ação movida pelo sócio corintiano Roberto Willian Miguel, conhecido como Libanês, que moveu processo em 2016 pedindo para ter acesso aos contratos entre Luis Claudio e o clube. 
• O Antagonista: 
1. Advogado de Temer quer afastamento de Moro. No jantar organizado pelo advogado de Aécio Neves para homenagear o advogado de Lula, os ataques mais violentos foram feitos pelo advogado de Michel Temer. De acordo com a Folha de S. Paulo, Antonio Cláudio Mariz de Oliveira disse que o juiz Sergio Moro tem de ser afastado da Lava Jato: Questiono suas condições para o nobre mister de julgar. Porque falta-lhe algo que não é condição intelectual, mas imparcialidade. Estou com muito medo do avanço do autoritarismo do judiciário. Em seguida, ele atacou o ministro Edson Fachin: O açodamento do relator para apurar acusações baseadas em gravação por hora contestada e com prova capenga é inexplicável. Nāo se teve nenhum cuidado nem atenção com estabilidade do país, que está se recuperando na área econômica e social
2. Advogados unidos jamais serão vencidos. Os advogados de Michel Temer, Dilma Rousseff e Aécio Neves se reuniram ontem à noite na churrascaria Rubayat, para homenagear os advogados de Lula. O defensor de Michel Temer era Antonio Cláudio Mariz de Oliveira. O defensor de Dilma Rousseff era José Eduardo Cardozo. O defensor de Aécio Neves era Alberto Toron. Os defensores de Lula eram Cristiano Zanin e Valeska Teixeira. Os advogados da ORCRIM estão unidos em seus ataques contra a Lava Jato. 
3. JEC defende o Estado de Direito. O Estadão fez o melhor relato sobre o jantar em homenagem aos advogados de Lula. Em campos opostos nos tribunais, advogados de Michel Temer, Dilma Rousseff, Aécio Neves e Luiz Inácio Lula da Silva se juntaram neste domingo em uma só causa: criticar a Lava Jato. Durante o jantar, o advogado de Michel Temer, Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, disse que já ouviu do juiz Sergio Moro que advogado atrapalha. O advogado de Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo, reagiu: Se alguém acha que nós atrapalhamos, atrapalhamos o arbítrio e a desonra do Estado de Direito. Sabe o que é pior? Um monte de gente na imprensa, comprometida com o PT ou com o PSDB, repete essas mentiras. 
4. Uma ponte para a ORCRIM. FHC está costurando um acordo com Lula. Segundo O Globo, ele procurou Nelson Jobim para fazer a ponte com o PT. FHC defendeu que tem de ser realizada uma sucessão controlada de Michel Temer, em que haja um grande acordo entre todas as forças políticas para chegar a 2018 (..). A tese do ex-presidente é que em 2018 todos poderão se enfrentar na eleição, mas que agora o momento é de união. Em outras palavras: é preciso encontrar um presidente capaz de engavetar a Lava Jato, permitindo que Lula e um candidato tucano se candidatem ao Palácio do Planalto. 
5. O adeus do senhor Aécio. Aécio Neves renunciou à sua coluna na Folha de S. Paulo. Em sua despedida, ele atacou o senhor Joesley. Leia aqui: Solicitei a minha irmã e minha amiga, Andrea, que procurasse o senhor Joesley, a quem ela não conhecia, e oferecesse o que já havíamos feito sem sucesso com outros empresários brasileiros: a compra do apartamento em que minha mãe mora, herança do seu falecido marido, e que já estava à venda. Parte desse valor nos ajudaria a arcar com os custos de minha defesa. Foi do delator a sugestão de fazer um empréstimo com recursos lícitos, que ele chamava das suas lojinhas, e que seria naturalmente regularizado por meio de contrato de mútuo, até para que os advogados pudessem ser pagos. O contrato apenas não foi celebrado porque a intenção do delator não era esta, mas sim criar artificialmente um fato que gerasse suspeição e contribuísse para sua delação. Daí por diante, fomos vítimas de uma criminosa armação feita por elementos que não se constrangeram em criar falsas situações para receber em troca os extraordinários benefícios de sua delação, inclusive ganhando dinheiro especulando contra o Brasil e contra os brasileiros, em razão da crise provocada pela divulgação das gravações. Para eles, o crime e a calúnia certamente compensam. Errei ao procurar quem não deveria. Errei mais ainda, e isso me corrói as vísceras, em pedir que minha irmã se encontrasse com esse cidadão, que em processo de delação arquitetou um macabro e criminoso plano para obter certamente ainda mais vantagens em seu acordo
6. A lavanderia TSE e a destruição da democracia. Merval Pereira resume a ruína: Com as delações da Odebrecht e agora da JBS, vemos como o caixa 1 nas campanhas eleitorais foi desmoralizado. Todo mundo recebia por dentro, por fora, lavava o dinheiro no TSE. É incrível como os políticos subornados são tratados com desprezo pelos empresários que participavam do esquema de corrupção. Essa história toda é um atentado à democracia. As empresas que participaram desse esquema estão destruindo a democracia, em conluio com políticos.

O golpe de Janot 6: Patuscada teve colaboração de Fachin e Cármen.
Patuscada ilegal com que alguns pretendem derrubar Michel Temer foi vergonhosamente urdida a seis mãos, ao arrepio da lei. O episódio é de inédita gravidade.
Acreditem! A barafunda escandalosamente ilegal com que se pretende derrubar o presidente Michel Temer foi construída a seis mãos. Concorreram para o que chamo Golpe de Janot o próprio Rodrigo Janot, é claro!; o ministro Edson Fachin, do Supremo, e, para a melancolia das instituições e do estado de direito, a presidente da Corte, Cármen Lúcia. Ela sabia de tudo. Não custa reiterar: esse é o caso com que pretendem depor um presidente e levar o país à breca. Enquanto isso, os irmãos Batista passeiam em Nova York, e alguns potentados, aqui em Banânia, sonham com a própria Cármen a presidir o país pela via indireta. Parece um trem fantasma. Não há freios nem maquinista.
As respectivas delações de Joesley, de seu irmão e de executivos têm de ser anuladas (veja post a respeito). É importante destacar: tudo o mais constante, a dupla não será nem mesmo processada. Terá uma ficha limpinha. Como santos. Os maiores financiadores de campanhas eleitorais do país, os maiores beneficiários de empréstimos do BNDES a juros subsidiados e os maiores corruptores da política - segundo sua própria delação - sairão impunes. Por obra de Janot, Fachin e Cármen.
Como se deu o rolo?
Reportagem da Folha relata os procedimentos ilegais que Janot decidiu seguir no caso, com a anuência de Fachin - que, por sua vez, comunicou o que fazia a Cármen. É um escárnio.
Vocês se lembram, não?, que um advogado da JBS chegou a ter aula de delação com um procurador e com uma delegada da Polícia Federal. Duas semanas depois, Joesley meteu um gravador no bolso e pediu um encontro com o presidente da República, que se deu no Palácio do Jaburu. Gravou igualmente diálogos com o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Segundo a versão da carochinha, o empresário fez isso por conta própria, sem que o Ministério Público soubesse, apesar da aula.
O normal e o anormal.
As delações seguem passos que estão previstos na Lei 12.850 (aqui). Atenção! Procedimentos investigativos como escutas, prisões e mandados de busca são postos em prática, com autorização judicial, depois de a delação estar homologada pelo juiz. Desta vez, ora vejam, Janot pediu a Fachin que autorizasse esses procedimentos mesmo sem delação nenhuma formalizada.
A desculpa? Pois não! Justificou-se o procurador: Diferentemente de episódios anteriores, nos quais a colaboração cingia-se a fatos criminosos pretéritos, a presente negociação de acordo trouxe à baila crimes cuja prática ou o seu exaurimento estão ocorrendo ou por ocorrer, em datas previstas ou previsíveis. Ué? Mas não chamaram a coisa de ação controlada? Segundo a lei, a dita-cuja pode retardar um flagrante, não antecipar…
É o fim da picada! O acordo dos donos e diretores da JBS só foi assinado no dia 3 de maio e homologado por Fachin no dia 18. No entanto, os procedimentos policiais já tinham sido postos em prática.
Atenção! De fato, Janot transformou Fachin, o juiz, num subordinado seu, num serviçal. E o ministro, por sua vez, violou o Parágrafo 6º do Artigo 4º da Lei 12.850, que trata das delações premiadas. Lá está escrito:
§6º O juiz não participará das negociações realizadas entre as partes para a formalização do acordo de colaboração, que ocorrerá entre o delegado de polícia, o investigado e o defensor, com a manifestação do Ministério Público, ou, conforme o caso, entre o Ministério Público e o investigado ou acusado e seu defensor.
Fachin sabia de tudo porque o procurador lhe contara. Logo, na prática, ele participou das negociações, violando a lei.
Então ficamos assim:
1: o procurador-geral é informado - Vou fazer de conta que não foi o MP a instruir, como fez com Sérgio Machado - que um empresário gravou clandestinamente uma conversa com o presidente da República;
2: o procurador-geral sabe que tal elemento só pode ser levado a juízo se for para assegurar um direito; não serve como elemento de acusação;
3: ele ignora esse detalhe e leva a questão para Edson Fachin - que é relator do petrolão, não do caso dos açougueiros de instituições;
4: Fachin, por sua vez, ignora também a ilegalidade da gravação e permite que ações próprias a delações já homologadas sejam postas em prática, ainda que sem homologação nenhuma;
5: Cármen Lúcia, presidente da Corte, foi informada pelo ministro. Há quem jure ter havido uma reunião entre Janot, Fachin e Cármen. Não consegui comprovar;
6: Fachin homologa os termos da delação e garante a impunidade aos irmãos Batista;
7: os bananas, os cretinos e os sacanas passam a defender a deposição de Temer. Uma das pré-candidatas ao cargo pela via indireta é… Cármen Lúcia.
Concluo
A que conclusão devo chegar? Procurador-geral da República, um ministro do Supremo e a presidente da Corte se estreitaram num abraço insano numa operação que reúne ilegalidades e heterodoxias.
E, sim, colocaram o governo Temer e o país à beira do precipício. Já os irmãos Batista ficaram um pouquinho mais ricos operando no mercado de câmbio.
A coisa é de uma gravidade sem precedentes! Ou o Supremo que não se contaminou com essa patuscada e o Congresso reagem, ou fechem o país e entreguem a chave a Rodrigo Janot.
Ele já demonstrou ser uma pessoa muito equilibrada, ponderada e sóbria, não é mesmo? (Reinaldo Azevedo) 

Os irmãos trombadinhas.
São João Batista, fugindo de Roma e exilado na ilha de Patmos, na Grécia, nos amos 91 a 96 depois de Cristo, vivia numa caverna onde recebeu a revelação divina do Apocalipse e hoje é Patrimônio Cultural da Humanidade, segundo a Unesco.
No Brasil os irmãos Batista também recebem inspiração, mas de satanás.
Na estratégia dos governos Lula e Dilma de criar campeãs nacionais do desenvolvimento, o JBS, o maior devedor do sistema previdenciário, começou em pequeno frigorífico de Goiás, na década de 50. A partir de 2007, com recursos do BNDES, além de expandir-se no mercado interno, começou agressivo plano de inserir-se no mercado internacional: comprou a Swift Foods e em 2009 a Pilgrim’s, norte-americanas. No mesmo pacote foi comprada a Smithfield Beef, consolidando posição no mercado de carne bovina e de aves nos EUA. Tem liderança no setor, inclusive no mercado de carnes na Austrália e outros países. Para esse gigantismo empresarial teve a âncora segura do BNDES e do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, como consultor econômico.
Através da BNDESpar tem 20,4% das suas ações e da Caixa Econômica Federal 6,9%. O restante da sua composição acionária é assim distribuído: 42,4% do acionista controlador; 25,5% dos acionistas minoritários; e, 4,8% de ações na Tesouraria. Não obstante os dois agentes públicos serem subscritores de 27,3% do seu capital, em 2016, o governo foi obrigado a impedir a transferência da sede da empresa para a Irlanda. A organização, através da subsidiária JBS Foods Internacional, pretendia fixar o seu domicílio fiscal no Reino Unido, ficando a parte que opera no Brasil como subsidiária.
A Operação Bullish revela uma triste história de fraude, suborno e corrupção, radiografando a apropriação do Estado por grupos corporativos nas relações econômicas espúrias com o poder político. O adultério envolvendo os interesses do setor privado com o público assumiu proporções de escândalo. Nos últimos anos o BNDES (2008 a 2014), foi o instrumento para sustentar grupos empresariais que se autointitulavam campeãs do desenvolvimento. As empresas adjetivadas de players, em condições privilegiadas, receberam de R$ 400 bilhões. O economista Samuel Pessoa, associado à Fundação Getúlio Vargas, traduz o que significa esse volume de dinheiro: O Plano Marshall, entre 1948 e 1951, para reconstrução de 16 países da Europa, após a II Guerra Mundial, custou aos EUA US$ 13 bilhões. Atualizado, aos preços atuais, significaria US$ 100 bilhões. Com o dólar cotado a R$ 3,15, representaria R$ 315 bilhões. No Brasil gastamos mais do que o Plano Marshall na concessão de crédito subsidiado aos grupos econômicos com bom relacionamento com o poder.
A Operação Bullish, da Polícia Federal enfoca as relações do grupo JBS e o BNDES. Ela é o prosseguimento das operações Sépsis, Greenfield, Cui Bono e Carne Fraca, todas envolvendo as empresas controladas pela holding J&L (JBS). Sépsis, investiga recursos suspeitos para a empresa; Eldorado Celulose (JBS) no fundo de investimento do FGTS; Greenfield, recursos irregulares para a Eldorado, dos Fundos de Pensão das estatais; Cui Bono, esquema de concessão de crédito pela Caixa Econômica, com propina para políticos; e, Carne Fraca, esquema de corrupção para fiscais do Ministério da Agricultura, responsáveis pela liberação de carnes adulteradas. Todas envolvendo recursos financeiros e interesses assustadores. (Sebastião Nery)

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