29 de mai de 2017

Incógnitas brasileiras...

 photo DukeRebanho_zpsgru4ztza.jpg • Movimento pelas Diretas Já no Rio tem ares de Carnaval.
• Temer quer votar reformas na semana do julgamento no TSE.
• O presidente Michel Temer tem uma opção para tentar solucionar a crise, segundo segredaram políticos a ele ligados: licença temporária para se dedicar à defesa. A Constituição proíbe o afastamento do cargo por mais de 15 dias, exceto sob autorização do Congresso. A autorização pode ser feita, por exemplo, com Lei Complementar prevista na Constituição e até hoje não regulamentada, que transfere temporariamente os poderes para o vice-presidente. Licença por 6 meses para se defender levaria Maia ao Planalto. No caso de licença, assumiria a presidência o deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara, caso isso venha a ser definido no plenário. Eventual sucessor de Temer é alvo de três investigações. Rodrigo Maia, presidente da Câmara, é suspeito de receber propina. (Cláudio Humberto)
• Na crise política, empresários defendem reformas. Para presidentes de grandes empresas, mais importante do que Temer ficar ou não é a continuidade da agenda econômica. A despeito das incertezas na política, cenário econômico permite que o BC volte a reduzir sua taxa.
• JBS corre para quitar R$ 18 bilhões em dívidas. Para JP Morgan, maior produtora de carne do mundo deve perder até 30% do seu mercado no Mercosul.
• Temer nomeia Torquato Jardim para o Ministério da Justiça. Osmar Serraglio vai para o lugar de Jardim na pasta da Transparência. Por julgamento no TSE, presidente quer melhorar interlocução com tribunais. Reformas passarão, diz Torquato Jardim. Ministro da Justiça afirma que crise vivida no país é econômica, não política. Com isso, fica mantido o foro privilegiado de Rocha Loures, suplente do ministro; Novo ministro da Justiça já questionou Lava Jato.
• Delegados da PF soltam nota de preocupação com posse de Torquato. Classe cobra aprovação de autonomia para polícia judiciária.
• Com saída de Maria Sílvia, BC teme que BNDES adote política mais esbanjadora.
• Justiça veta remoção à força e limita opções de Doria. Prefeitura corria para implementar medida após ação na cracolândia. Vizinhos da nova cracolândia de SP evitam sair de casa. Praça Princesa Isabel se tornou um cenário sombrio, segundo moradores.
• Nova proposta reduz um pouco o valor e dá 13 anos para J&F pagar multa. Valor cai de R$11,1 para R$10,9 bilhões, e 13 anos para pagar.
• Delator diz que Aécio pedia dinheiro 24 horas por dia; Irmã de Aécio pediu para Joesley comprar duplex de 1,2 mil m² no RJ por R$ 40 milhões. Condomínio do apartamento custa R$ 18 mil por mês.
Governo gastou R$ 107 bilhões em 2016 com subsídios. Se descontadas pedaladas em 2015, gasto subiu cerca de 20%, segundo TCU.
• Na crise política, empresários defendem reformas. Para presidentes de grandes empresas, mais importante do que Temer ficar ou não é a continuidade da agenda econômica.
• Copom decide sobre juros e IBGE divulga PIB. Enquanto mercado espera corte de 1 ponto porcentual na Selic, analistas contam com ligeira expansão na atividade econômica.
• Novo presidente da Vale aposta em aquisições e diversificação. Em encontro com analistas, Schvartsman afirmou que empresa deve voltar a uma fase de expansão.
• O ex-governador Sérgio Cabral chegou às 10h a seu novo lar: a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, reformada, no Rio de Janeiro. Segurança é vulnerável. Muro dá acesso a terraços de residências e dois portões separam unidade da rua e há espaço para pouso de helicóptero.

O Antagonista. 
• 1. A Folha de S. Paulo perguntou a Torquato Jardim se ele pretende trocar o comando da PF. Ele respondeu: Eu vou avaliar...; O especialista em PF. Segundo Andréia Sadi, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, não descarta mudanças na direção da PF. Tudo será estudado, disse ele.... 
• 2. Razões da saída de Osmar Serraglio. A Folha apresenta duas razões para a saída de Osmar Serraglio do Ministério da Justiça: a) Sua gestão vinha sendo criticada por auxiliares e assessores presidenciais pela falta de pulso firme e de resposta rápida diante do aumento de episódios de violência pelo país. b) Havia o receio de que ele fosse citado em delação premiada que tem sido negociada com o Ministério Público Federal pelo fiscal agropecuário Daniel Gonçalves Filho, apontado como o líder do esquema de corrupção descoberto pela Operação Carne Fraca. Em grampo divulgado em abril, Serraglio chamava Daniel de grande chefe. Ele telefonou em fevereiro ao fiscal, quando ainda era deputado federal, para obter informações sobre o frigorífico Larissa, de Iporã (PR). Um ministro da Transparência delatado seria melhor do que um da Justiça delatado? Esse governo acabou. 
• 3. O desespero de Temer. O Antagonista apurou que, ao tirar Osmar Serraglio da Justiça e, assim, deixar Rocha Loures sem mandato parlamentar, Michel Temer quis também mostrar ao homem da mala que era melhor ele ficar umbilicalmente atrelado ao presidente no STF. Com isso, Temer tenta garantir algum controle sobre Rocha Loures, que estaria negociando um acordo de delação com a PGR. É um gesto desesperado. 
• 4. Serraglio vai para a Transparência (que falta). Moreira Franco disse que Osmar Serraglio vai para o Ministério da Transparência - que já foi comandado pelo seu agora substituto no da Justiça, Torquato Jardim. Com isso, Serraglio não volta para a Câmara, e sua vaga de deputado continua sendo ocupada pelo suplente Rocha Loures, ex-assessor de Temer flagrado recebendo mala de dinheiro da JBS. O governo garante assim a manutenção do foro privilegiado de Loures como deputado. Seu caso no STF está relacionado à investigação sobre o presidente, mas a jurisprudência do Supremo na Lava Jato tem sido desmembrar esses casos e mandar para a primeira instância quem não tem foro. Temer mostrou a Loures que está disposto a tudo. Repetindo a pergunta: vai adiantar? 
• 5. A lealdade inequívoca de Torquato Jardim. Minha lealdade ao presidente é inequívoca. Foi o que disse Torquato Jardim no meio de uma entrevista à IstoÉ na sexta-feira, dois dias antes de ser anunciado como novo ministro da Justiça. De fato, Jardim defendeu Temer da primeira à última resposta. Sobre a conversa do presidente com Joesley Batista, alegou até descontração: O presidente é um parlamentar há 24 anos e tem uma conduta de informalidade que é própria de quem é do Congresso. Ele tem uma descontração ao encontrar as pessoas, doadores de campanha, empresários... O Antagonista reproduz dois trechos ainda mais emblemáticos: "IstoÉ - Mas e a explicação que o presidente deu foi que o encontro com Joesley era para falar da Operação Carne Fraca, que ocorreu 10 dias depois... Jardim - Aquilo foi um lapso de tempo. IstoÉ - Ele não caiu em contradição? Jardim – Acho que não. É tensão do momento, a pressão. Foi um lapso emocional. (...) IstoÉ - Como o senhor resume os próximos dias? Muito vento. Vai precisar de um bom timoneiro e de um navio muito forte, mas nada que não possa chegar do outro lado. Os portugueses chegaram ao Brasil em três casquinhas de nozes.
• 6. O foro do homem da mala. O Antagonista registrou em 18 de maio: É bom lembrar que Rodrigo Rocha Loures, maleiro de Michel Temer, assumiu a cadeira na Câmara quando Osmar Serraglio foi nomeado ministro da Justiça. Ah, Osmar. Neste domingo, 28, o Painel da Folha registra: A manutenção de Serraglio na pasta garante uma vaga na Câmara - e o foro privilegiado - a Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor de Temer filmado pela PF com uma mala de dinheiro. Ah, Temer. 

Petroleiros formalizam pedido de punição do presidente da Petrobrás.
A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) formalizou pedido de suspensão do cargo do presidente da Petrobrás, Pedro Parente, e do diretor de Relação com Investidores da empresa, Ivan Monteiro, junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), nesta sexta-feira (26/5).
Eles estão sendo denunciados por venda ilegal de ativos da companhia e por descumprirem as regras exigidas pelo órgão regulador das vendas, levando em conta o interesse do mercado, no caso a CVM.
O pedido de suspensão dos dois diretores da empresa está relacionado a irregularidades na venda dos campos de Tartaruga Verde, na Bacia de Campos, e de Bauna, na Bacia de Santos. Pedro Parente e Ivan Monteiro são acusados de mentir e omitir dados fundamentais para o mercado, no processo de venda.
O documento contendo as denúncias, assinado pela FNP e seus sindicatos, foi entregue à CVM, na Rua Sete de Setembro, no centro do Rio, às 14h desta sexta-feira, pela assessoria jurídica da FNP. Simultaneamente foi realizado um ato público, em frente ao prédio onde funciona a Comissão de Valores Mobiliários. A FNP espera que seja aberto um inquérito administrativo para apurar as irregularidades.
Um dos coordenadores da FNP, Adaedson Costa, revela que a direção da Petrobrás mentiu, quando disse que a empresa Woodside Petroleum, apontada inicialmente como parceira da Karoon, teria desistido do negócio:
A Woodside Petroleum jamais esteve no negócio, o que estamos comprovando com documentos junto à CVM, e a Karoon, sozinha, não preenchia os requisitos necessários para fazer a transação. Queremos saber se a CVM vai fazer o certo que é punir Parente e Monteiro e suspender a venda, feita posteriormente a uma empresa canadense. Nesses casos, a penalidade prevista é a suspensão dos envolvidos na fraude. Eles podem ficar impedidos de assumir cargos em empresas de capital aberto por até 20 anos.
Em novembro do ano passado, o Sindicato dos Petroleiros de Alagoas/Sergipe (Sindipetro AL/SE) conseguiu uma liminar junto à Justiça Federal que suspendeu as vendas de campos de petróleo e de outros ativos da Petrobrás. Eles estavam e continuam sendo vendidos bem abaixo do valor de mercado e sem licitação. A suspeita de que poderiam existir favorecimentos foi considerada procedente.
Mas, em março, o Tribunal de Contas da União (TCU) voltou a liberar a venda de ativos, mesmo admitindo risco de favorecimento a terceiros, embora com algumas recomendações, no sentido de que houvesse mais transparência. Adaedson Costa considerou a decisão desastrosa e lamentável.
Para estancar a sangria do patrimônio público, os petroleiros da FNP têm recorrido a atos públicos, protestos com atraso na entrada do expediente, idas constantes a Brasília, ao Senado e à Câmara, onde têm encontrado receptividade junto a representantes da oposição ao atual governo.
Os trabalhadores da Petrobrás têm denunciado, sem encontrar eco na imprensa, que a atual direção da Petrobrás está cometendo um crime inominável ao entregar o patrimônio da empresa estatal a valores muito abaixo do mercado, sem licitação, a empresas escolhidas por Pedro Parente, sem qualquer critério.
Participaram do ato de protesto, em frente à CMV, dirigentes e ativistas da Federação e dos sindicatos de petroleiros do Rio de Janeiro, Sergipe/Alagoas, Pará/Amazonas, São José dos Campos, Litoral Paulista, além da Aepet -Associação de Engenheiros da Petrobrás. (Agência Petroleira de Notícias) 


O corruptasso presidente.

É a atuação mais bem desenvolvida e a mais bem articulada. E em alta velocidade. Antes de mais nada um esclarecimento: durante quase 20 anos, na Tribuna da Imprensa, era chamado sempre assim: corruptasso. Jamais protestou, sabia que a indicação correspondia ao seu passado. Político e particular.  O casamento com a filha do homem mais rico do Ceará, (que morreu moço, num desastre) facilitou seu futuro sem qualquer preocupação.

O seu desapreço por todos, sua arrogância e desrespeito até mesmo dentro de casa, provocou uma desavença com a sogra, que deixou de falar com ele durante anos. Começou a carreira política com um pacto entre 3: ele, Ciro Gomes e Sergio Machado. Combinaram: os 3 seriam governadores. Muito moços, o primeiro a se eleger foi o Corruptasso. Não havia reeleição, o segundo, Ciro Gomes. Na hora do terceiro, o Corruptasso vetou Sergio Machado, que se elegeu senador.

A traição salvou o corruptasso

Logicamente romperam, nunca mais se falaram. O que livrou o Corruptasso das gravações indefensáveis, feitas pelo Sergio. O Corruptasso não se reelegeu para o Senado, ficou hibernando no Ceará. Em 2014, não tendo o que fazer, e com muito dinheiro, se elegeu novamente para o Senado. Mas a indicação para presidente da República, isso nem ele mesmo admitia. Só que a coordenação, fulminante. Assim que Aécio Neves foi desmascarado, colocaram esse senador de segundo time como presidente interino do PSDB, apesar do veto dos deputados.

E logo, logo, surgiu o nome do Corruptasso para presidente indireto. Temer será defenestrado ou expulso. Talvez consigam mais uma imoralidade e indignidade, aprovando a criminosa indireta.
A absolvição de Claudia Cruz
É o primeiro choque entre a Policia Federal e o Ministério Público de Curitiba, e o juiz Sergio Moro. A ação contra ela, tinha todos os elementos irrefutáveis para a condenação. Há mais de 6 meses, foi feita exposição pública, pela PF e o MP, mostrada vastamente nas televisões, provocando estarrecimento geral. O relato sobre os gastos dela no exterior, exibidos ponto por ponto.
Provados e comprovados, os gastos dela chegavam a mais de 1 milhão de dólares. Tudo detalhado, compra por compra, só objetos de luxo. Quando perguntaram a ela, se tinha recursos para esses gastos, respondeu: Era dinheiro do meu marido, que autorizava todos os gastos. Sem qualquer dúvida que todos os recursos do marido eram ilegítimos, ele foi preso e condenado.
E ela responsabilizada por usar e abusar desse dinheiro roubado. O MP vai recorrer da decisão de Sergio Moro. Este, pode retomar o caminho que vinha seguindo e condená-la.
CPI da JBS e dos Batista
Depois da provável CPI do BNDES, apresentada com 35 assinaturas, a outra mais importante é a que investigará ou investigaria a atuação dos criminosos irmãos Batista. Eles mesmos confessaram as roubalheiras. Além do mais, já deviam estar presos há muito tempo. Vejamos os fatos pelos quais já deveriam ter sido responsabilizados, e realizada a devolução dos roubos praticados. 
1 - Assaltaram os 4 maiores fundos estatais, com prejuízos avaliados perto de 8 bilhões. Um deles foi preso por míseros 3 dias, depositaram 1 bilhão e 500 milhões, ele foi solto.
2 - No processo da carne é fraca, foram flagrados em vaias falcatruas. 
3 - Confessaram que compraram 1829 pessoas, sendo 377 parlamentares.
4 - Multados em 3 bilhões e 600 milhões de dólares, o equivalente a 11 bilhões de reais, disseram que pagariam 1 bilhão de real.
Não pagaram nada, foram liberados, viajaram no mesmo dia para Nova Iorque. CPI, Já para a JBS e os corruptíssimos irmãos Batista.
O impedimento de Gilmar Mendes
O Procurador Geral da República pediu o impedimento do Ministro nas ações de Eike Batista. O Supremo não devia esperar, era público e notório, que a mulher do Ministro, era a chefe do escritório de Brasília, do famoso advogado do corrupto Eike Batista. Gilmar numa tola tentativa de justificação, falou: "Não foi o escritório de Eike Batista que assinou o recurso, e sim, outro inteiramente desconhecido". O ministro não é apenas cúmplice.
Gilmar Mendes deveria ser imediatamente afastado da presidência do TSE. Exatamente a 1 ano, desde maio de 2016, vem protegendo Temer e impedindo a cassação do seu mandato. E a crise detonada na quinta feira em que Temer foi flagrado nos porões do Planalto com um dos Batista, teria terminado no mesmo dia, não fosse a intervenção escabrosa, esdrúxula e extravagante do ministro sem toga. E agora, com todos os personagens silenciosos, Gilmar comanda tudo, regendo o espetáculo.
Cracolandia e Dorialandia
Não é político nem gestor, embora tenha se apropriado da segunda palavra. É um farsante, imprudente, arrogante, tenta se realizar em cima dos que não podem se defender. Quase com 5 meses da posse, João Doria se fixou no exibicionismo. Das mais diversas formas. Do ridículo de se vestir de gari. Da traição de tentar aumentar seu gabarito eleitoral em cima do governador Alckmin que o projetou. Até a violência contra os que caíram nas garras do vicio.
Morando nas ruas, abandonados, foram localizados no que se chamou de Cracolândia. Nenhum prefeito tratou a sério da questão, se preocupou com o problema, pelo menos tentou se aproximar de alguma coisa mais humana. Mas ninguém usou única e exclusivamente da violência como esse arrogante e inconsciente prefeitinho.
Manda derrubar prédios sabendo que estavam ocupados. E agora, exigindo que a justiça atenda a sua prepotência de mandar interná-los contra a vontade deles. Além da arbitrariedade, a suspeita nem encoberta, da criação de enormes edifícios, que produziriam grandes lucros.
Demissão, por pressão, sem explicação
São várias, inúmeras, simultâneas, sem contar as que ainda não ocorreram ou aconteceram. Todas surpreendentes, e com tons inesperados. Ninguém esperava que a presidente do BNDES deixasse o cargo, exatamente quando completava 1 ano. E não era incluída na Lava-Jato ou em qualquer outro escândalo. Mas tudo preparado e planejado pelo Planalto.
Todos os presidentes do BNDES (desde os tempos de BNDES) tinham sua permanência garantida por uma escolha: facilitar ao máximo dinheiro fácil e com juros muito abaixo do mercado. Ou então seguir os rumos da ética e da moralidade, não facilitar para aventureiros. A demissão de agora, pela não facilitação. Mas ela entregou o pedido ás 5 da tarde de sexta-feira, ás 5,15 Temer anunciava o nome do substituto, ele que leva 20 ou 30 dias para indicar alguém.
Um presidente desse BNDES, economista competente e acima de qualquer suspeita, foi nomeado pelo presidente Lula. Não ficou surpreendido e sim estarrecido com o que encontrou em matéria de roubalheira, empréstimos sem garantias, juros cobrados pela metade do que valia no mercado. Contou tudo ao próprio Lula: Muitos conseguem empréstimos no BNDES a 4 por cento, atravessam a rua, reemprestam a 8. Lula não entendeu, recebeu a explicação: É que o BNDES fica num lado da Avenida Chile e a Petrobras, do outro lado. 2 meses depois foi demitido.
A demissão dos Irmãos Batista
Surpreendente. Depois de estarrecerem o pais com a delação, que segundo eles, corromperam 1829 pessoas sendo 377 parlamentares, veio o estrondo da publicação do encontro de um dos irmãos, com o próprio presidente da República. (Isso é tão estarrecedor, fica para amanhã, talvez já não seja mais presidente).
Ficaram tão poderosos, que depois da delação rumorosa e criminosa, foram autorizados a viajar para os EUA. E mais grave e estarrecedor: fizeram acordo fulminante com a União, com dois pontos importantíssimos.
1- Ficaram livres de qualquer responsabilidade penal criminal, pelos crimes praticados e confessados publicamente em gravações pessoais.
2 - Multados em 3 bilhões e 600 milhões de dólares, equivalente a 11 bilhões de reais, não pagaram nada. Nem ninguém teve coragem de cobrar. Por isso na sexta, quando chegou a notícia de que os irmãos haviam pedido demissão dos cargos mais importantes, perguntas que ninguém responde: mas eles não são os donos? Falam em pressão, são dezenas de empresas, milhares de funcionários.
Ou então um acordo fraudulento. Qualquer que seja a verdade tem que ter um fundo criminoso. Essa é a base da existência pessoal e empresarial desses corruptos irmãos Batista. Ficarão impunes e imunes?
Gilmar Mendes
Não sai das televisões, e sempre doutrinando sobre assuntos que terão que ser examinados por ele, no STF ou no TSE. Agora insiste para que a presidente Carmen Lucia, coloque em pauta a questão da prisão dos que forem condenados em segunda instância. Foi uma decisão memorável, aplaudidíssima, inclusive por este repórter.
Agora, menos de 6 meses passados, quer mudar o voto. Naturalmente para servir a interesses não coletivos, e sim pessoais. Como a votação foi decidida por 6 a 5, com a mudança, passa a 6 a 5, só depois da sentença transitada em julgado, nunca. Gilmar abandona a toga, afoga a esperança da coletividade.
Ministro da Justiça
Num domingo que aparentemente seria mais tranquilo, por volta de 1 da tarde, começam a falar na saída do cargo, do Ministro Osmar Serraglio. Todos apanhados de surpresa, mas não foi difícil confirmar. Logo depois aparece no Jaburu, Torquato Jardim, que quase foi Ministro da Justiça.na posse de Temer. Agora foi rapidamente confirmado.
O difícil: confirmar as razões da saída de Serraglio, ligaram logo á Lava-Jato, o novo Ministro faria modificações no alto comando da Policia Federal. Outras duas suposições. 1 - Serraglio sairia bem, iria ser Ministro da Controladoria. 2 - Não sairia tão bem, teriam localizado ligações dele com os irmãos Batista. (Helio Fernandes) 

Temer está cada vez mais parecido com Dilma.
Michel Temer está confuso com esse negócio de ter que passar a impressão de que ainda preside o Brasil e, ao mesmo tempo, assumir sua nova condição de suspeito da prática dos crimes de corrupção, obstrução da Justiça e formação de organização criminosa. É possível que a própria Marcela Temer tenha dificuldades para saber quando está falando com o suposto presidente ou com o investigado. Neste domingo, ganhou as manchetes a notícia de que o presidente decidiu trocar o ministro da Justiça. Engano. A decisão foi tomada pelo investigado, não pelo presidente.
Foi para atender às suas prioridades processuais que Temer transferiu do Ministério da Transparência para a pasta da Justiça o jurista Torquato Jardim, um PhD em TSE com ótimo trânsito no STF. Foi para aplacar suas aflições de alvo de investigação criminal que Temer convenceu Osmar Serraglio a aceitar ser rebaixado da Justiça para a Transparência, em vez de retomar sua cadeira na Câmara -o assento está momentaneamente ocupado por Rodrigo Rocha Loures, um ex-assessor de Temer que cogita migrar da condição de homem da mala para a de delator.
Mal comparando, Temer repetiu o movimento de Dilma Rousseff que, ao sentir que migrava da condição de presidente para a de suspeita, retirou o petista light José Eduardo Cardozo do ministério que carrega a Polícia Federal no organograma. Susbstituiu-o pelo procurador Eugênio Aragão, que chegou avisando que o diretor-geral da PF, Leandro Daiello, estava com os dias contados: Quero evidentemente na PF pessoas que tenham alguma liderança interna disse à época. Caiu antes de entregar o escalpo de Daiello, agora às voltas com Torquato, que analisará com Temer a conveniência de trocá-lo.
Na definição de Aécio Neves, que também tenta adaptar sua rotina de senador à de investigado, Osmar Serraglio revelou-se na Justiça um bosta do caralho. Sem saber que estava sendo gravado pelo delator Joesley Batista, do grupo JBS, Aécio contou que conversara com Temer sobre o erro de nomear essa porra para um ministério tão estratégico. O sonho de Aécio era a troca de comando na Justiça. Porque aí mexia na PF, recitou para o gravador do dedo-duro.
- O que que vai acontecer agora? Vai vim inquérito de uma porrada de gente, caralho, eles são tão bunda mole que eles não… O cara que vai distribuir os inquéritos para o delegado. Você tem lá cem, sei lá, dois mil delegados da Polícia Federal. Você tem que escolher dez caras, né? Do Moreira [Franco], que interessa a ele, vai pro João, disse Aécio a certa altura.
- Pro o João, respondeu Joesley.
- É. O Aécio vai pro Zé, prosseguiu o senador tucano, agora afastado de suas funções parlamentares.
Torquato Jardim é mais sofisticado do que gostaria Aécio. Mas ajusta-se com perfeição às prioridades de Temer. Na sua rápida passagem pela Justiça, Serraglio dedicou-se a brigar com índios. Tomado pelo conteúdo de uma entrevista que concedeu ao Correio Braziliense, Torquato terá atuação mais ajustada às necessidades de Temer.
O novo ministro justifica o encontro de Temer com o delator Joesley Batista na calada da noite. O presidente é um parlamentar há 24 anos e tem uma conduta de informalidade que é própria de quem é do Congresso, diz Toquato. Ele tem uma descontração ao encontrar as pessoas, doadores de campanha, empresários… Nesse âmbito é que eu compreendo ele ter recebido o empresário.
Torquato joga água fria na fervura dos que imaginam que a cassação de Temer pelo TSE virá no dia 6 de junho: A coisa mais natural que existe, em um processo de 6 mil páginas, com 1.250 páginas de relatório e um voto que terá 400 ou 600 páginas, é que um juiz peça vista. Acontece isso em qualquer julgamento.
De resto, o novo titular da Justiça ecoa os advogados de Temer. Faz isso ao questionar a validade tecno-processual do áudio do delator Joesley. Ou ao realçar que um procurador da República que atuava na Lava-Jato aposentou-se e, no dia seguinte, tornou-se advogado do delator da JBS. Ou ainda ao pôr em dúvida a validade da extensão do benefício judicial concedido aos delatores de Temer. (Josias de Souza) 

Lulinha: do caminho das antas ao apartamento de R$ 6 milhões. Ou: O filho que sai ao pai não degenera. Ou ainda: O sítio das delícias.
Os Lula da Silva têm mesmo um jeito heterodoxo de viver. Chega a ser estranho que o chefão do PT tenha querido, algum dia, como é mesmo?, mudar o mundo… Ora, mudar para quê? A partir de certo momento, vamos admitir, esse mundo só sorriu para ele. E continua a sorrir para a sua família. Reportagem de capa da Veja desta semana expõe a proximidade entre o agora ex-presidente da República e o empreiteiro baiano Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, um dos presos da operação Lava Jato. Proximidade que pode fazer com que o escândalo do petrolão ainda exploda no colo do companheiro-chefe. É que Pinheiro começou a fazer algumas anotações… Leiam a reportagem da revista desta semana. Quero aqui abordar um aspecto em particular.
A Veja informa que Fábio Luís da Silva - vulgo Lulinha - mora num apartamento, numa área nobre em São Paulo, avaliado em R$ 6 milhões. É isso mesmo que vocês leram. O apartamento do filho do Primeiro Companheiro é coisa de ricaço. Mas parem de ficar imaginando maldades. O dito-cujo não está em nome do rapaz! Não! Oficialmente, o dono do imóvel é o empresário Jonas Suassuna, que é apenas… sócio de Lulinha.
Esse rapaz, note-se, é, desde sempre, um portento. Lula já o chamou de o seu Ronaldinho, louvando-lhe as habilidades para fazer negócios. Formado em biologia, o rapaz era monitor de Jardim Zoológico até o pai chegar à Presidência. Cansado de ficar informando ao visitante onde se escondiam as antas, ele decidiu ser empresário quando o genitor se tornou o primeiro mandatário. E o fez com uma desenvoltura assombrosa. Só a Telemar (hoje Oi) injetou R$ 15 milhões na empresa do rapaz, a Gamecorp. Nada além de uma aposta comercial?
Assim seria se assim fosse. Empresas de telefonia são concessões públicas, que dependem de decisões de governo. Aliás, é bom lembrar: Lula mudou a lei que proibia a Oi (ex-Telemar) de comprar a Brasil Telecom (que era de Daniel Dantas). A síntese: o pai de Lulinha tomou a iniciativa de alterar uma regra legal e beneficiou a empresa que havia investido no negócio do filho. Isso é apenas uma interpretação minha? Não! Isso é apenas um fato. Adiante.
Os Lula da Silva formam uma dinastia. O filho repete, em certa medida, o caminho do pai - e não é de hoje. Quando Lula era o líder da oposição, também morava, a exemplo de Lulinha, numa casa que estava muito acima de suas posses oficiais. O imóvel lhe era cedido por um advogado milionário chamado Roberto Teixeira, seu compadre. Se vocês entrarem no Google, ficarão espantados com a frequência com que Teixeira aparece ligado a, digamos assim, negócios que passam pelo petismo. Se clicarem aqui, terão acesso a um grupo de textos evidenciando, por exemplo, as suas interferências na venda da Varig.
Agora o sítio
Jonas Suassuna, o sócio de Lulinha e dono oficial do apartamento milionário em que mora o filho do Poderoso Chefão petista, é quem aparece como proprietário de um sítio em Atibaia, no interior de São Paulo, em companhia de Fernando Bittar, que é, ora vejam, o outro sócio de Lulinha. Até aí, bem…
Ocorre que, no PT, e fora dele, incluindo toda a Atibaia, a propriedade é conhecida como o sítio do… Lula!. É lá que ele passa os fins de semana desde que deixou a Presidência. A propriedade foi inteiramente reformada, em tempo recorde, pela empreiteira OAS, a pedido de… Lula! Os pagamentos aos operários eram feitos em dinheiro vivo. O arquiteto que cuidou de tudo se chama Igenes Irigaray Neto, indicado para o empreendimento pelo empresário José Carlos Bumlai, amigão de… Lula! O tal aparece com frequência em histórias mal contadas envolvendo o petismo - inclusive o petrolão.
A OAS, que reformou o sítio que até petistas dizem ser do ex-presidente, também foi chamada para concluir um dos edifícios da Bancoop, a cooperativa ligada ao PT, que era presidida por João Vaccari e que faliu, deixando três mil pessoas na mão. O único prédio concluído é justamente um de alto padrão, onde Lula tem um tríplex, com elevador interno. Quando explodiu o caso Rosemary Noronha, aquela amiga íntima do ex-presidente, a OAS foi mais uma vez chamada para dar uma mãozinha para João Batista, o marido oficial da tal senhora.
Assim se construiu a república petista. Os companheiros têm explicações para essas lambanças? É claro que não! Preferem ficar vomitando impropérios nas redes sociais, acusando supostas conspirações. Definitivamente, o PT superou a fase do Fiat Elba, que foi peça-chave na denúncia contra Collor. Fiat Elba? Ora, Lula, o PT e a tropa toda são profissionais nas artes em que Collor ainda é um amador. (Reinaldo Azevedo) 
A maturidade do homem consiste em haver reencontrado a seriedade que tinha no jogo quando era criança. (Nietzsche)

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