14 de mai de 2017

Feliz Dia Mãe!

• Presidente do Senado, Eunício Oliveira exclui 9 contrabandos da MP do Refis. Relator incluiu até artigo beneficiando empresas do próprio pai. 
• Investigados pela Lava Jato almejam reeleição em 2018. Dos 84 deputados e senadores alvos da Lava Jato, 54 dizem duvidar que sofrerão processo de cassação, planejam continuar na vida pública e miram ano que vem. 
• JBS negocia delação premiada com o Ministério Público. Segundo jornal, representantes da empresa já se reuniram com procuradores para iniciar as tratativas; empresa contatou advogado de Marcelo Odebrecht. 
• Fiel escudeiro de Lula, ex-ministro Gilberto Carvalho definiu delação de marqueteiros como tragédia.
• Mônica Moura, a mulher de João Santana, o marqueteiro de Lula e Dilma, deixou transparecer mágoa com o grupo que ajudou a eleger: Nunca [alguém do PT me procurou após a prisão]. Nem nossos filhos, revelou. Mônica disse que não fala com nenhum deles há mais de um ano. E que nem Lula, nem Dilma, ninguém do PT mandou nem recadinho de apoio, nem recadinho de ameaça. Nem de medo. Nada
Pimentel é uma pessoa muito escorregadia. O governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), atuava como chefe informal e cuidava do orçamento da campanha de Patrus Ananias (PT) à prefeitura de Belo Horizonte em 2012, afirmou a empresária Mônica Moura ao Ministério Público Federal. 
• Ex de Marta recebia R$20 mil sem trabalhar, dizem marqueteiros. Argentino Favre não tinha qualquer utilidade, dizem delatores. Segundo Santana, o emprego foi dado após um pedido de Marta porque Favre não podia nem mesmo comprar uma bicicleta
• Defesa recorre contra suspensão de Instituto Lula, o QG da propina; Juiz o fechou diante de indícios veementes de delitos criminais. 
• Petistas apostam em ataque de Palocci a Lula em delação na Lava Jato. 
• Cuba é o primeiro país do mundo a erradicar transmissão materna de HIV e sífilis, diz a ONU. 

Uma ruína moral.
Quanto mais Lula se desdobra em artifícios retóricos, como quem trata de escapar, em ziguezague, da artilharia dos fatos, mais parecido fica com o que se empenha em afirmar que não é. Assistindo trechos de sua inquirição perante o juiz Sérgio Moro, lembrei-me de uma entrevista dele, em Portugal, à jornalista Cristina Esteves, da RTP, em abril de 2014. Nos últimos momentos da conversa, veio uma pergunta sobre o mensalão. A resposta de Lula tem tudo a ver com seu comportamento dia 10 em Curitiba. Transcrevo: O tempo vai se encarregar de provar que o mensalão teve praticamente 80% de decisão política e 20% de decisão jurídica. O que eu acho é que não houve mensalão. Também não vou ficar discutindo decisão da Suprema Corte. Mas esse processo foi um massacre que visava destruir o PT e não conseguiu. Em sequência, questionado sobre o fato de estarem detidas pessoas próximas a ele - como o ex-ministro José Dirceu e o ex-deputado José Genoino - saltou fora. Não se trata de gente da minha confiança. Tem companheiros do PT presos.
Esse tchau queridos, proclamado em Lisboa, antecedeu o tchau querida do telefonema sobre a mensagem do Bessil; antecedeu o abandono dos parceiros encarcerados posteriormente, a quem e sobre quem nada tem a dizer; e antecedeu a tentativa de transformar a pacata Marisa Letícia em condutora de providências escandalosas que ele não tem como explicar e que com ela sepultou.
Eis o homem que governou o país sem ninguém de sua confiança por perto, cuja proximidade funcionava como um toque de Midas, gerando inesperadas fortunas, mesadas, pensões, negócios, a quem os amigos davam tudo e que nega lhes haver alcançado a menor vantagem. Eis o homem que se agita no partidor, disposto a concorrer à presidência. Sua anunciada campanha para desfazer as intrigas do mensalão e sua convicção sobre a natureza política do referido processo nunca passaram de peças de discurso.
Tudo isso porque a Lula não interessam os fatos. Os desarranjos políticos, econômicos e sociais a que dá causa se agravam e prolongam precisamente porque sua conduta contamina o juízo e o discernimento moral de dezenas de milhões de pessoas. A exemplo dos grandes ícones do populismo, ele trata o povo que o segue como massa da qual usa e abusa para objetivos pessoais, subtraindo do repertório mental dessas multidões valores sem os quais é impossível operar adequadamente uma democracia constitucional. Os recentes atos de violência contra o direito de ir e vir, a queima de pneus e de ônibus, o abandono de preceitos essenciais à vida civilizada e os anátemas lançados contra a Lava Jato são consequências do que acabei de descrever.
A patética inquirição levada a cabo em Curitiba pode ser parodiada com apenas uma frase: Doutor, vou lhe confessar. Eu não sou eu. Eu sou um amigo meu, que, se conheço, não lembro. (Percival Puggina, arquiteto, empresário e escritor)

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