1 de mai de 2017

Dia do Trabalho.

 photo reformapoliticos_zpsncqd9wmc.jpg • Juro que não acredito na Justiça dos Homens. 
• A menos de 6 horas do prazo final, mais de um milhão de contribuintes ainda não declararam IR. Contribuinte que não declarou até sexta terá que pagar pelo menos R$ 165. 
• 1º de Maio terá ato na Av. Paulista, mas não show. Acordo judicial determinou a transferência das apresentações de artistas para a Praça da República. 
• Prefeito Doria diz que vai cobrar prejuízos de sindicatos; Sindicatos devem arcar com prejuízo, diz prefeito. Durante greve, atos de vandalismo ocorreram; sindicatos discordam de decisão de cobrar prejuízo. 
• João Santana diz que Dilma sabia de caixa 2 e que sofre de amnésia moral. Ao TSE, marqueteiro afirmou que presidente cassada se sentia chantageada por Marcelo Odebrecht; Ecológica! Mônica Moura revela senhas para receber dinheiro da Odebrecht: laranja, tangerina e berinjela; Temer se beneficiou de caixa dois, afirma João Santana. Marqueteiro diz que presidente gerou provas ao aparecer em propaganda. 
• Cai liminar que proibia a cobrança por bagagens despachadas. Juiz do STJ liberou a cobrança, que passa a valer assim que a decisão for publicada. 
Se ceder mais, vira reforma água com açúcar, diz Rodrigo Maia sobre Previdência. Para presidente da Câmara, servidores públicos querem inviabilizar a reforma da Previdência. 
• Só 17% dos recursos mantidos no exterior foram repatriados. Dados mostram que retornaram apenas R$ 26,6 bi, em sua maioria de pequenos e médios investidores. 
• Para mais de 14 milhões de brasileiros, feriado não passa. Na véspera do dia do Trabalho, brasileiros veem desemprego subir e taxa ainda deve piorar.
• 71% dos brasileiros são contra reforma da Previdência. Maioria, porém, defende fim de regras especiais para professores e militares. 
• Empreiteira OAS pretende delatar dois ministros do STJ. Humberto Martins e Benedito Gonçalves teriam atuado por empresa na corte. 
• Para 60% dos brasileiros, novas leis beneficiam os patrões. Maioria acredita que empregados vão perder direitos com reforma trabalhista. 
• Já não era sem tempo! E as isenções? E os dinheiros? Janot vai ao Supremo contra dispensa de alvará para templos religiosos. Procurador entra com ação contra emenda que desobriga igrejas alegando 'risco injustificado aos adeptos das crenças praticadas nesses edifícios'. 
• Gilmar Mendes manda soltar Eike Batista. Depois de quase três meses preso, o Supremo Tribunal Federal mandou soltar Eike Batista. O empresário é réu por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa; Justiça determina que Eike Batista cumpra prisão domiciliar. Medidas cautelares incluem que empresário deve se manter afastado da direção do grupo X. 
• Operador de Sérgio Cabral ganhou poltrona de R$ 17,3 mil. Wilson Carlos não revelou identidade do amigo de fora do Rio que deu a ele a mobília de presente.
• TSE pode rever regra que anistia conta de partido. Atualmente, gastos irregulares são desconsiderados se não ultrapassarem 10% do recebido do Fundo. 
• Moro manda Lula devolver 21 itens de acervo presidencial. No mesmo despacho, o magistrado autorizou a devolução de medalhas e outros itens ao petista. 
• A juíza Marcela Filus Coelho manteve na cadeia três militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, detidos em São Paulo durante protestos que marcaram a greve geral da sexta-feira 28. Luciano Antônio Firmino, Ricardo Rodrigues dos Santos e Juracy Alves dos Santos foram indiciados por explosão, incêndio criminoso e incitação ao crime. 
• A insensibilidade foi demais! Prefeito Doria joga no chão flores que recebeu de ciclista para lembrar mortos nas Marginais. 
• Facção criminosa de SP faz aliança na Rocinha. Após cooptar membros do Comando Vermelho, PCC se uniu ao tráfico do Rio. 
• Datafolha: Lula amplia liderança e Bolsonaro cresce. De acordo com a pesquisa, divulgada neste domingo (30), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou a vantagem... 

• O Antagonista: 
.# Lula já é visto como o presidente mais corrupto de todos os tempos, segundo o Datafolha. Isso vai piorar nos próximos meses. Lula condenado por Sergio Moro - e condenado quatro vezes - tem muito menos poder de fogo do que Lula réu. Se a ORCRIM pensa em se reagrupar na rabeira de Lula, vai se dar mal. 
.# O palanque dos réus. Armando Monteiro Neto quer o apoio de Lula para disputar o governo de Pernambuco. Ele disse ao Estadão: Lula é um cabo eleitoral muito importante. Armando Monteiro Neto é um bom exemplo do movimento nordestino para reagrupar os partidos que saquearam o Brasil. Aliado de Michel Temer e ministro de Dilma Rousseff, ele agora que montar uma candidatura unindo PT, PSDB e DEM. 
.# Só Lula pode estancar a sangria da Lava Jato. Lula promete estacar a sangria da Lava Jato reagrupando a ORCRIM, sobretudo no Nordeste. Lúcio Vieira Lima disse ao Estadão que o presidente mais corrupto de todos os tempos (Datafolha) é um candidato fortíssimo, mas os acordos eleitorais ainda estão em compasso de espera porque ele pode se tornar inelegível. Renan Calheiros é menos prudente. Ele disse: Com essa história de criminalizar todo mundo, Lula vai fazer um passeio em 2018
.# A Lava Jato é mais forte. A imprensa petista e a imprensa tucana comemoram o desempenho de Lula no Datafolha. O Antagonista também comemora. Em primeiro lugar, o presidente mais popular de todos os tempos se tornou o presidente mais corrupto de todos os tempos. Em segundo lugar, o juiz Sergio Moro e a Lava Jato, atacados no Congresso Nacional, no STF, na imprensa petista e na imprensa tucana conservam um apoio inédito na história do Brasil. 
.# O curral eleitoral da ORCRIM. Lula ganhou 4 pontos em 4 meses, segundo o Datafolha. Ele tinha 26% em dezembro, no cenário com Geraldo Alckmin, agora tem 30%. Quase todo o aumento ocorreu no Nordeste, onde ele pulou de 41% para 50%. E é no Nordeste que a ORCRIM está se reagrupando para estancar a sangria da Lava Jato. O Estadão, hoje, tem uma reportagem sobre o assunto: Integrantes do PMDB de Temer buscam composições e acertos regionais para ter Lula no palanque, mesmo sendo oposição ao PT
.# O menino maluquinho de Janete. João Santana disse ao TSE que Dilma Rousseff chamava Marcelo Odebrecht de menino maluquinho. A nota saiu no Estadão. Marcelo Odebrecht deu 150 milhões de reais em propinas para eleger Dilma Rousseff. Ele realmente é o menino maluquinho mais maluquinho que existe. 
.# A opinião dos leitores. Greve geral. A enquete desta semana perguntou aos leitores o que fizeram na sexta-feira, durante a greve dos pneus. Eis a resposta de 10.564 participantes: 77,9% trabalharam normalmente, o equivalente a 8.234 leitores; 15,5% fizeram home office, o equivalente a 1.634 pessoas; 5,1% perderam o dia de trabalho por falta de transporte, o correspondente a 568 pessoas; 1,5% apoiaram a greve, igual a 158 participantes. 

Eleição marca fragilidade do sistema político francês. Daniel Cohn-Bendit aponta razões que dinamitaram quadro partidário; Marine espera que outros patriotas declarem apoio a ela. 
• Ex-presidente italiano Berlusconi sofre queda e é hospitalizado. 
• Trump falta ao jantar com correspondentes e vira alvo de piadas; Trump convida presidente filipino para ir à Casa Branca. Rodrigo Duterte promove guerra às drogas que já deixou milhares de mortos. 
• Odebrecht financiou campanha de Macri na Argentina. Operadores apontaram ao La Nación repasses por caixa 2 na eleição. 
• Torcedores violentos preocupam russos antes da Copa. Hooligans da Rússia treinam artes marciais e são vigiados pelo governo. 

 photo ChagasEnilaHelena_zpszq5h54fj.jpg Acordei de madrugada, com o coração cheio de boas lembranças de meu pai. O que dizer de tanto carinho, homenagens, elogios? Seu Carlos Chagas, o jornalista, lá do céu deve estar dizendo: uai, gente, não precisava tanto... Modéstia de quem, mineiramente, não gostava de mostrar a própria grandeza. Mas tenho certeza de que adorou. Principalmente porque tudo isso fez com que eu, mamãe, Claudia, netos e bisnetos nos sentíssemos abraçados e confortados. Porque eu tenho certeza de que, até nessa hora, ele está pensando na gente. E eu acordei de madrugada com o coração cheio de boas lembranças do meu pai.
Quando eu era bebê, meu pai me enrolava no lençol, como uma mumiazinha, e me prendia no berço com clipes de papel para eu não me descobrir à noite - o que, obviamente, não adiantava nada. Ele me levou à praia aos seis meses de idade, e de lá saiu com um pacote à milanesa debaixo do braço, deixando menos areia em Copacabana porque eu havia engolido um bocado. Ele me obrigou, literalmente, a gostar de jujuba. Aí eu já devia ter mais ou menos um ano e meio, era supergeniosa e berrava enquanto ele colocava as balas na minha boca e eu tentava cuspir. Até que comecei a sentir o açúcar. Amo jujuba até hoje.
Meu pai foi o ídolo de crianças das mais diversas gerações, das filhas, afilhados, sobrinhos, filhos dos amigos, amigos das filhas, dos netos e dos bisnetos. Conversava e brincava como um igual, se encarapitava no alto das árvores, subia no telhado, levava aqueles bandos de meninos para praias desertas, ainda no Rio, e ao Zoológico de Brasília, onde ele deveria ter recebido um título de sócio, de tanto que ia. O vovô é uma criança velha, definiu um dia o neto Cacá, quando tinha lá seus sete anos. Ele contava histórias muito bem. Do universo, do mundo, do Brasil. Às vezes eu chegava na escola e achava que a professora estava repetindo o que meu pai tinha inventado.
Ele me deu todos os livros que eu pude ler, e os que eu não pude também. Acho que nunca vi meu pai sem um livro por perto, e ele cercou-se deles de tal forma que as estantes foram se estendendo pela casa toda, transbordando da biblioteca para quartos, corredores, qualquer espaço possível. Como contou minha irmã de coração, Carol Brígido, em seu lindo texto sobre o padrinho, papai tinha estantes com filas duplas de livros. Olho em volta, aqui em casa, e, entre pilhas de livros, vejo que quem sai aos seus não degenera.
Meu pai passou a primeira noite da primeira neta em casa andando com ela, aos berros, pelo corredor. E ele não ligou a mínima para o fato de, cronologicamente, a neta ter chegado antes do casamento. Quando, sem graça, aos dezenove, contei a ele que estava grávida, a reação foi uma sonora gargalhada de quem tinha desde sempre o sonho de ser avô - e que avô. Quando finalmente resolvi casar, e estávamos só nós dois em casa, antes de sair para a igreja já lotada de parentes e amigos, papai virou para mim e perguntou: Tem certeza de que você quer mesmo ir? Não tem nenhum problema desistir. Você fica aqui, eu vou lá na igreja agora e aviso a todo mundo que você mudou de ideia.... É claro que casei, e ele ganhou um genro que acabou por amar como a um filho.
Quando resolvi ser jornalista, tinha muito medo de ser apontada como peixinho, filhinha de papai que não conquistara seu espaço por merecimento. Então, resolvi que nunca trabalharia com ele, nunca aceitaria qualquer notícia que ele me passasse ou que obtivesse por fontes que encontrava na casa dele e nem falaria com ele sobre o meu trabalho. Ele entrou no meu jogo e, nas conversas em família, não falávamos de trabalho. Ignorávamos o assunto. Comecei, com certa mágoa - olha a loucura - a achar que ele não estava nem aí mesmo para meu destino jornalístico. Até que um dia entrei em seu escritório e achei um texto meu, publicado no Jornal de Brasília uns dias antes, todo rabiscado - copidescado, como se dizia antigamente - com erros e palavras mal empregadas sublinhados. Não sei o que ele ia fazer com aquilo se eu não tivesse achado.
Brigamos e discutimos muitas vezes, em família, por causa de política. Na minha casa, todo mundo dizia o que queria e professava o credo que lhe aprouvesse. Geralmente ficávamos eu e Claudia contra ele. Mamãe, a psicóloga, mediando e botando panos quentes. Mas aprendi com ele que essas divergências não têm, ao fim e ao cabo, a menor importância na ordem geral das coisas e da vida. Entendemos - e acho que não só nós, mas também suas legiões de alunos - a importância do respeito e da tolerância a posições contrárias.
Aprendi com meu pai a nunca perder um amigo por discordar ou pensar diferente. Lembro um domingo em que o Zé Aparecido, então governador do DF e grande amigo dos meus pais, chegou lá em casa esbaforido depois de ser vaiado por uma manifestação de estudantes. Na qual, quando olhou bem, reconheceu minha irmã Claudia. Papai achou a maior graça.
Seu Carlos Chagas, o jornalista, fazia e escrevia o que queria, fiel a seus princípios. Não hesitava em fazer artigos ácidos e críticas duras a personagens de A a Z do espectro político quando achava que devia. Nem mesmo quando no alvo estavam governos em que trabalhavam amigos ou suas próprias filhas. Tive que resolver isso na minha cabeça: o pai era muito mais importante que o emprego, então dane-se. Quando ministra da Secom de Dilma, botava para correr os chatos que vinham me mostrar artigos críticos do meu pai ao governo de cuja comunicação eu cuidava. Democracia começa em casa, e meu amor pelo meu pai é maior do que tudo isso, respondia eu. Minha então chefe sempre entendeu e nunca reclamou.
Num momento difícil nessa profissão às vezes maldita, às vezes bendita, resolvi que não ia mais ser jornalista. Estava me sentindo injustiçada, sofrendo muito, tinha errado na escolha, melhor seria ter feito Direito e ser advogada, ia parar de trabalhar, largar tudo... Ele me olhou com aquela cara de quem não estava levando a sério aquelas bobagens: Isso é a sua vida.... Às vezes, meu pai sabia mais de mim do que eu mesma.
Ontem, minha neta Heloísa, de quatro anos, virou para a mãe e disse que nunca mais vai desenhar. É o luto dela, que passava horas sentada no colo do Vovô Carlos (bisavô), na escrivaninha de trabalho dele, os dois desenhando juntos. Sábado passado foi a última vez. É claro que a Heloísa vai voltar a desenhar, porque a vida continua. E essa foi mais uma das lições do Carlos Chagas: boa ou ruim, a vida continua, temos que resistir e seguir em frente. Tudo tem seu jeito, dizia ele, porque a única coisa que não tem remédio mesmo é a morte. Pois é, né, pai... (Helena Chagas) 

O piquenique das tartarugas.
Uma família de tartarugas decidiu sair para um piquenique. 
As tartarugas, sendo naturalmente lentas, levaram 7 anos preparando-se para o passeio.
Passados 6 meses, após acharem o lugar ideal, ao desembalarem a cesta de piquenique descobriram que estavam sem sal.
Então, designaram a tartaruga mais nova para voltar em casa e pegar o sal. (por ser a mais rápida).
A pequena tartaruga lamentou, chorou e esperneou, mas concordou em ir com uma condição: que ninguém comeria até que ela retornasse. 
Três anos se passaram......
Seis anos........e a pequenina não tinha retornado. Ao sétimo ano de sua ausência, a tartaruga mais velha já não suportando mais a fome, decidiu desembalar um sanduíche. 
Nesta hora, a pequena tartaruga saiu de trás de uma árvore e gritou: - Viu! Eu sabia que vocês não iam me esperar. Agora que eu não vou mesmo buscar o sal.
Algumas vezes em nossa vida as coisas acontecem da mesma forma. Desperdiçamos nosso tempo esperando que as pessoas vivam à altura de nossas expectativas. Ficamos tão preocupados com o que os outros estão fazendo que deixamos de fazer o que nos compete. 
Como disse Mário Quintana: O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso. Por isso, vivamos nossa vida e deixe de se preocupar com a opinião e o interesse dos outros por nós. Não venci todas as vezes que lutei, mas perdi todas as vezes que deixei de lutar!

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