26 de mai de 2017

Depois do “Fico”, o que virá...

 photo agoravai_zpsjyvceyyg.jpg • Rio espera aderir ao programa de recuperação fiscal em dez dias. Estado planeja aprovar outros três projetos na Alerj antes de procurar o governo federal. 
• A campanha de vacinação contra a gripe em território nacional, que terminaria nesta sexta (26), foi prorrogada até o dia 9 de junho. A medida tem como objetivo alcançar 90% das pessoas incluídas no público-alvo, já que até esta quinta (25), apenas 63,6% do grupo foi vacinado. 
• Funcionários do BNDES rebatem acusação de fraude em operações. PF apura irregularidades em concessões de crédito do banco de fomento com a empresa JBS.
• Justiça do Rio autoriza aumento da passagem de ônibus para R$ 3,95. 
• Nesta sexta-feira (26), o juiz Sérgio Moro vai ouvir mais quatro testemunhas de acusação contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ação apura a denúncia de pagamento de propina por parte da Obrebrecht ao petista. A audiência está marcada para começar às 14h. Serão ouvidos o doleiro Alberto Youssef, o lobista Fernando Falcão Soares, conhecido como Fernando Baiano, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e o lobista Milton Pascowitch. Os quatro são delatores na Operação Lava Jato e já foram condenados. 
• Lava Jato chega à sua 41ª fase cumprindo 13 mandados, dois de prisão. Moro investiga compra de direitos de exploração na África. 
• STF admite que pode rever termos de acordo de delação de executivos da JBS. Ministros reconhecem que cabe revisão na imunidade penal concedida aos irmãos Joesley e Wesley Batista. 
• Oposição no Senado já admite eleição indireta em eventual sucessão de Temer. No entanto, parlamentares prometem lutar até a última hora por eleições diretas. 
• OAB pede impeachment de Temer e afastamento da vida pública por 8 anos. Entidade leva à Câmara histórica denúncia contra o presidente e pedido de encaminhamento ao Senado para impor a pena de perda do mandato, bem como inabilitação para exercer cargo público
• Jereissati vincula decisão de saída do PSDB à ação no TSE. Presidente da sigla diz que qualquer movimento político será feito em conjunto com Temer. 
• O presidente Michel Temer disse nesta quinta-feira por meio de um vídeo que o Brasil não vai parar, acrescentando que os parlamentares continuaram trabalhando pelo Brasil. O peemedebista enfatizou que as manifestações em Brasília foram exageradas
• PT pediu ao governo do DF para PM não vistoriar ônibus de baderneiros. Senadores tentaram impedir PM de revistar ônibus de manifestantes. 
• O plano de Michel Temer para permanecer no cargo inclui o pedido de vista de um dos ministros do TSE indicados por ele: Admar Gonzaga ou Tarcísio Vieira. 
• Pedido de impeachment pode mudar cenário para julgamento da chapa Dilma-Temer.
• Esplanada tem prejuízo milionário com depredação e até furto. Perdas, que também incluem furtos durante protesto de quarta, passam de 2 milhões de reais. 
• Economistas esperam nova Previdência só em 2018. Avaliação é que Previdência deve ser alterada somente após as eleições. 
• Na chacina de Pau d'Arco (PA), a indignidade se agrava com as explicações tortuosas das autoridades. 
• Juros de cartão no rotativo caem, mas parcelado sobe. Mudança reflete novas regras, que proíbem taxas maiores por mais de um mês. 
• O deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), que recebeu uma mala com R$ 500 mil do frigorífico JBS, informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que depositou os R$ 35 mil que faltava devolver. Na última segunda-feira, ele entregou à Polícia Federal (PF) uma mala com apenas R$ 465 mil. Rocha Loures também apresentou na corte o comprovante do depósito, feito na quarta-feira. Rocha Loures é investigado num inquérito aberto no STF juntamente com o presidente Michel Temer (PMDB) e o senador Aécio Neves (PSDB-MG). O processo tem origem na delação de executivos do frigorífico JBS. 
• JBS deve R$ 76 milhões ao governo do Rio Grande do Sul. Origem da dívida da empresa com a Secretaria da Fazenda são infrações fiscais cometidas pela Doux Frangosul, que posteriormente foi comprada pela empresa. 
• O juiz federal Sérgio Moro absolveu a mulher do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Cláudia Cruz, dos crimes de lavagem de dinheiro e de evasão fraudulenta de divisas, em processo na Operação Lava Jato. O magistrado apontou falta de prova suficiente de que agiu com dolo ao manter conta na Suíça com mais de US$ 1 mi. A conta tinha dinheiro sujo. Moro confisca R$ 640 mil de Claudia Cruz em conta secreta na Suíça. 
• PF encontra relógio Louis Vuitton na casa de procurador preso. 
• STF confirma júri a acusados de matar cinegrafista no Rio. 
• Ricardo Teixeira desviou R$ 30 milhões de jogos da seleção. Ex-presidente da CBF era membro de organização criminosa, aponta investigação na Espanha. 

Ricardo Boechat se explica sobre editorial da Band apoiando Temer: Atuo com absoluta autonomia. Dos meus cinco irmãos, dois me esculhambaram no grupo da família (os demais ainda não se pronunciaram) por causa do editorial que li na Band terça-feira (23), favorável a Michel Temer. A dupla consanguínea não está sozinha: foram, talvez, milhares as porradas nas redes sociais pelo mesmo motivo. A muitas já respondi diretamente, mas não conseguirei fazer o mesmo com as demais. Então, se me permitem, seguem algumas ponderações: Editorial assim está definido nos dicionários: artigo (…) apresentando o ponto de vista do jornal, da empresa jornalística…. Sou âncora do Jornal da Band. Nele, há 12 anos apresento as notícias e os editoriais, sendo estes identificados por selo próprio no vídeo e pela assinatura esta é a opinião do Grupo Bandeirantes de Comunicação, oriundos da direção. Quem ouve meus comentários naquela mesma bancada ou na rádio BandNews FM sabe que inúmeras vezes - como agora - minhas posições conflitam com as da emissora. Os comentários estão arquivados, caso queiram conferir. Atuo com absoluta autonomia, inclusive para divergir publicamente de meus patrões. Essa é a Band - e pergunto-lhes em que outra TV os profissionais gozam de igual condição. Na Globo? Na Record? No SBT? É imperativo que as empresas de comunicação deixem claras suas opiniões institucionais - e o meio de fazê-lo são os editoriais. Mesmo na idiotizante briga de torcida que domina o debate nacional, talvez fosse útil refletir sobre os méritos de redações onde jornalistas se sintam seguros para dizer o que está dito neste post. 

Alckmin flerta com a eleição presidencial indireta.
O governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) analisa a hipótese de participar da eleição indireta à Presidência da República se Michel Temer for apeado do cargo. Ele ainda não tomou uma decisão. Mas executa uma coreografia de candidato. Após consultar juristas, concluiu que pode entrar na disputa sem renunciar à poltrona de governador. Bastaria pedir licença do cargo. Recebeu estímulos de outros governadores. E trocou ideias com membros do seu grupo político.
A briga pela poltrona de Temer ganhou novos contornos. Alckmin e os apologistas do seu projeto presidencial concluíram que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), tornou-se franco favorito na corrida pelo trono. Perceberam que não está em jogo apenas o mandato-tampão do substituto constitucional de Dilma Rousseff. Na prática, disputa-se uma prévia de 2018. O escolhido do Congresso se converterá num candidato automático à reeleição.
Obcecado pelo Planalto, Alckmin passou a considerar que o melhor protagonista do PSDB nesse enredo talvez seja ele próprio, não o senador Tasso Jereissati (CE), que substituiu Aécio Neves no comando do partido e foi alçado à lista de opções presidenciais. Tasso esteve em São Paulo nesta quinta-feira. Reuniu-se com Alckmin, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o prefeito João Doria.
Operadores políticos de Alckmin atribuem o favoritismo de Rodrigo Maia a quatro fatores:
1) Como presidente da Câmara, ele leva vantagem no jogo de sedução dos 513 deputados, um eleitorado mais de seis vezes maior do que os 81 votos disponíveis no Senado;
2) Além de ter bom trânsito na maioria das bancadas, Rodrigo Maia alarga a banda esquerda do seu cesto de votos atraindo o ex-presidente da Câmara Aldo Rebelo (PCdoB-SP) para ocupar o posto de vice na sua chapa.
3) Genro do ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), Maia desfila nos bastidores como uma espécie de Plano B do próprio Temer, cacifando-se para receber parte dos votos do PMDB.
4) Na hipótese de afastamento de Termer, Rodrigo Maia assumirá a Presidência da República para convocar as eleições indiretas em 30 dias. Nesse intervalo, colocaria a máquina federal a serviço de sua permanência no cargo.
Pelas contas do grupo de Alckmin, Rodrigo Maia estaria muito próximo de colecionar algo como 300 dos 513 votos da Câmara. Alckmin entraria na briga com cerca de 150 votos. E teria de molhar a camisa para alcançar o rival. Imagina que, além dos votos do tucanato, arrastaria o grosso do PSB e do PPS, além de pedaços de legendas como PV, PP, PR, PTB, PSD e assemelhados.
A despeito de todas as dificuldades, os partidários de Alckmin avaliam que sua hipotética candidatura presidencial teria mais chances de êxito do que a de personagens como Tasso e o ex-ministro Nelson Jobim. Resta saber se Alckmin terá disposição para comprar a briga. Alckmin e Rodrigo Maia têm algo em comum além do desejo de sentar na cadeira de presidente: ambos frequentam as planilhas do departamento de propinas da Odebrecht. Na lista de beneficiários da construtora, Maia é o Botafogo. Alckmin, o Santo. Mas isso não parece fazer diferença numa eleição que será definida pelos votos dos clientes de caderneta da Lava Jato e de outras encrencas criminais. (Josias de Souza) 

Lula cumpre o que prometeu: tocar fogo no país.
Cascais, Portugal - Quando se trata de vandalismo e baderna, o Lula é um cara de palavra. Ele prometeu e está cumprindo fielmente o que já declarou para alguns de seus fanáticos: tocar fogo no Brasil. Os episódios lamentáveis de Brasília são os primeiros ensaios dos petistas - muitos pagos pelas centrais sindicais com o dinheiro do contribuinte - para as próximas cenas que vão aterrorizar o país, caso o juiz Sérgio Moro condene Luiz Inácio no início do próximo mês, quando prometeu proferir a sentença. O ex-presidente pretende, com essas arruaças, intimidar os procuradores e o juiz da Lava Jato para evitar uma condenação que o tornaria inelegível, e, portanto, fora do páreo das eleições de 2018, o que ele não admite.
Os vândalos que atacaram os prédios públicos de Brasília são convocados pelas centrais sindicais e pelos dirigentes de movimentos sociais. Em troca, eles normalmente recebem uns trocados e uma marmita. São socados dentro dos ônibus a caminho dos protestos que podem ocorrer em qualquer lugar do Brasil. Os que têm mais sorte ganham uma camiseta vermelha, uma bandeira e, nos intervalos dos protestos, um sanduiche de mortadela. Antes de viajarem são doutrinados e estimulados a quebrar e incendiar o patrimônio público.
Quando perguntado o que fazem ali normalmente não sabem. E quem os levou até o local, não dizem. São buchas de canhão que os pelegos usam para levar porrada da polícia, enquanto eles, os falsos líderes, escondem-se para não mostrar a cara. Até a queda da Dilma, eram esses pelegos que davam as cartas, que pressionavam os políticos e que se sentiam protegidos pelo seu principal guru, Lula, o ex-operário, que já responde a vários processos por corrupção. Luis Inácio transformou o país numa república sindical e estimulou que seus militantes e seus políticos saqueassem e assaltassem o patrimônio brasileiro.
Agora, com o imbróglio de Temer, ameaçado de perder o cargo, Luis Inácio começou a incentivar seus asseclas no Congresso Nacional apara exigir eleição direta. Claro, ele precisa urgentemente se submeter ao voto popular enquanto ainda não foi condenado, porque está prestes a ir para a cadeia. É tão pretensioso que acha que teria chances de ser eleito com uma rejeição que já se aproxima dos 60%.
É impossível imaginar o Brasil sendo governado novamente por essa corja que dilapidou as empresas públicas e espalhou a corrupção em todos os setores do estado. Que entregaram aos irmãos Batista a bagatela de 8,1 bilhões de reais do BNDES para que eles comprassem empresas no exterior e gerassem renda e emprego lá fora sob o pretexto de que o Brasil precisava criar multinacionais. Os caipiras foram embora, vivem em palacete com o dinheiro do nosso banco, deixaram um rastro de escândalo no país e ainda foram premiados pelo Ministério Público que não viu crimes nos atos deles, perdoando-os de qualquer castigo penal.
Toda essa bagunça - não se engane - é fruto do governo do PT. A Dilma também é produto deles. Uma burocrata que até hoje não sabe que foi presidente do Brasil, a sétima economia do mundo. No governo a única coisa que fazia era receber ordem do seu guru Lula. E quando ensaiou administrar foi interrompida pelo parceiro que exigiu a cabeça de ministros e outros auxiliares mais próximos dela. Uma presidente de papel, fantoche, que não teve autonomia para exercer o cargo que o povo brasileiro destinou a ela pelo voto.
Ora, a crise ainda é petista. Ou a gente esqueceu que o Temer foi o vice da Dilma em dois mandatos? Ele foi indicado por Lula depois de sucessivas reuniões com os caciques do PMDB. Era paparicado pelos petistas porque dominava o maior partido e o mais bem estruturado do país. Como vice, foi fiel a presidente até perceber que poderia ocupar o lugar dela com manobras escusas.
Diante da crise que se agrava, a petezada, que ainda grita por aí afora o golpe e o Fora Temer, agora se prepara para outra façanha: derrubar o Temer para tentar eleger o Lula em eleição direta. O nome disso qual é se não golpe. (Jorge Oliveira)

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