19 de abr de 2017

Não bastasse, agora a Baleia Azul.

 photo EmFrente_zpsfoouui54.jpg • Desafogo econômico. O índice do Banco Central finalmente deu sinal mais claro de que a brutal recessão do país ficou para trás. 
• Fundo de pensão da Petrobras tem rombo de R$ 27,3 bi. Balanço da Petros é rejeitado pela 14ª vez consecutiva por conselho fiscal. 
• Cármen Lúcia e Fachin decidem reforçar equipe que vai cuidar da Lava Jato no STF. Grupo será criado para Corte obter celeridade na análise dos casos que se multiplicaram com a instauração de 74 inquéritos; Parte sigilosa de lista de Fachin inclui Lula e Cunha. Janot pediu ao Supremo investigações sobre casos em Cuba e Angola, além de irregularidades em campanhas. 
• Todos os candidatos sabiam de acertos financeiros, diz ex-marqueteira do PT. Monica Moura apontou pagamentos por fora nas campanhas petistas de Marta, Haddad, Gleisi e Patrus; João Santana admite a Moro que mentiu para proteger Dilma. Marqueteiro do PT, que havia dito que dinheiro no exterior era de eleições em outros países, reconheceu a Moro que recebeu caixa 2 na campanha da ex-presidente. 
• Câmara aprova texto-base do projeto de ajuda aos estados endividados. Crescimento exige reformas. A recuperação da economia brasileira está condicionada a fatores políticos, sobretudo o andamento de reformas como a da Previdência; Nova proposta reduz idade mínima para mulheres para 62 anos; Entre outros pontos flexibilizados pela equipe econômica está a inclusão de políticos na regra de transição; Governo propõe idade mínima de 60 anos para aposentadoria de professores e policiais. 
• Planalto falha em tentativa de acelerar reforma trabalhista. Até deputados do PMDB foram contra acelerar tramitação do projeto na Câmara. 
• Leis sob suspeita: Delatores da Lava Jato falam em propina para aprovação de medidas provisórias; caso escancara vício grave do processo legislativo do país. 
• Marcelo admite destruição de provas. Delator disse que mensagem MF/RA higienizar apetrechos era recado para executivos apagarem dados que comprometessem empresa sobre esquema corrupção; Emílio e Marcelo Odebrecht teriam detalhes picantes sobre o Judiciário. Diante do bombardeio desferido por delatores em políticos, resta a pergunta óbvia: e o Judiciário? 
• Mesmo com mudanças, governo ainda não tem votos para aprovar reforma da Previdência, indica pesquisa. Levantamento da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco) mostra que o governo ainda está longe dos 308 votos necessários para aprovar a reforma previdenciária. Maioria dos deputados entrevistados ainda faz segredo sobre o voto. 
• Diretoria da Odebrecht pede desculpas aos funcionários. Em carta, empreiteira diz que exposição negativa é dolorida, mas necessária. Empreiteira também teria pago propina a setor privado. Delatores da Odebrecht citam repasses irregulares a Light e Santa Casa do RJ. 
• Reforma tributária deve ser apresentada no 2º semestre, diz Meirelles. Objetivo do Planalto é aprovar as reformas da Previdência, trabalhista e tributária neste ano. 
• Justiça do DF condena Liliane Roriz a 4 anos e 8 meses de prisão. Os desembargadores entenderam que a parlamentar ofereceu vantagens indevidas a eleitores e não declarou despesas com apoiadores que trabalharam para ela. A decisão do TRE-DF ainda cabe recurso. 
• CVM absolve Eike Batista de acusação de falha em divulgação de informações. Empresário era acusado de não ter agido para anunciar compra do controle da Prumo pelo EIG. 
• PF mira em aquisição de ações do Panamericano pela CaixaPar. Justiça determinou bloqueio de valores em contas de alvos da operação, que somam R$ 1,5 bilhão: Silvio Santos, André Esteves, Guido Mantega e Lula. 
• Fachin manda vasculhar emendas parlamentares de Bruno Araújo. 
• Pronto, falei! Não podemos nos acoelhar, achar que nós estamos, enfim, em uma posição delicada, disse o presidente Michel Temer pedindo para aliados resistência aos ataques feitos à classe política. 
• Lava Jato e Mariana chamam atenção para gestão de crise. Especialistas alertam que recuperar a reputação da empresa após escândalo nacional é mais difícil. 
• É um velho amigo de Lula o almirante Braga, apontado por delatores como intermediário de propinas da Odebrecht pelo contrato no Prosub, bilionário programa de construção de submarinos. Trata-se na verdade do Comandante Braga, capitão de corveta aposentado Carlos Henrique Ferreira Braga, tão ligado a Lula que até emprestou-lhe um avião para a campanha presidencial de 1989. No governo do amigo petista, Braga vendia remédios cubanos, mesmo aqueles que já eram produzidos no Brasil, como aspirina. 
• A Justiça Federal no Rio condenou o empresário Marcos Valério, emblemático personagem do mensalão, a 18 anos e nove meses de prisão por crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha. A sentença é do juiz Vitor Barbosa Valpuesta, da 3.ª Vara Federal do Rio. Já condenado a 37 anos no mensalão, o office boy do mensalão do governo Lula, que cumpria o papel de distribuir o produto do dinheiro público roubado, está condenado a mais de 55 anos de reclusão - quase seis vezes mais que a pena do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, apontado no processo como o chefe da quadrilha e condenado a menos de dez anos de prisão. 
• Sindicatos de policiais invadem a Câmara e relator indica recuo; Representantes de sindicatos do setor de segurança pública quebraram vidros no Congresso contra reforma da Previdência; relator Arthur Maia cedeu e reduziu idade mínima de 60 a 55; Um grupo de cerca de 300 policiais civis faz uma manifestação, na tarde desta terça-feira (18), para protestar contra a reforma da Previdência em análise na Câmara. Com caminhão de som e alegorias como cruzes, faixas e até uma espécie de lápide, eles foram ao Parlamento para participar de audiência pública no Senado e, do lado de fora, na área gramada ao lado dos espelhos d’água, manifestavam-se pacificamente em frente ao prédio. Até que um grupo mais exaltado tentou entrar pela entrada conhecida como chapelaria e foi contido pelos policiais legislativos e tropas de choque da Polícia Militar. Com a confusão, vidraças foram quebradas e bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral foram lançadas para dispersar os manifestantes.
OAS negocia incluir ministro do STJ em delação.
O Poder Judiciário está prestes a ser lançado no caldeirão da Lava Jato. A construtora OAS planeja entregar pelo menos um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) na colaboração judicial que negocia com a Procuradoria-Geral da República, informa o jornal Valor, em notícia veiculada nesta quarta-feira. Lula também será alvejado.
Farão parte do rol de delatores da empreiteira mais de 20 executivos. A lista inclui o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro; o dono da empresa, Cesar Mata Pires; e dois filhos do empresário. Há oito meses, o procurador-geral da República Rodrigo Janot suspendera a negociação de acordo com a OAS.
Janot irritara-se com o vazamento de dados relacionados ao ministro Dias Toffoli, do STF. Avaliou-se à época, na Procuradoria, que as informações não teriam potencial para encrencar Toffoli. O procurador-geral pisou no freio por avaliar que a própria OAS levara o nome do ministro às manchetes, para pressionar a Procuradoria a fechar o acordo. Por isso, levou o pé à porta. (Josias de Souza) 

A farsa da Previdência.
No próximo dia 9 de maio, Temer e Meirelles completam 1 ano da posse. O presidente, de forma indireta, de um mandato que não disputou, e lógico, não conquistou. Foi a conclusão da conspiração parlamentar, imaginada por Temer e executada pelo parceiro Eduardo Cunha. Este já está com uma condenação de 15 anos de prisão.
Temer citado irrefutavelmente na Lava-Jato. E há 26 meses respondendo perante o TSE, a uma ação para ter o mandato cassado. O que só não aconteceu até agora por causa da vergonhosa proteção de 2 Ministros do Supremo e do TSE. Toffoli gradeando Temer durante 14 meses. E Gilmar Mendes por outros 12 meses.
Assim que recebeu o mandato como provisório, nomeou Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Banqueiro que fez fortuna na Europa. E presidente fracassado e demitido do Banco Central, no primeiro mandato de Lula, a quem não conhecia. Lula e Meirelles se encontraram no aeroporto de Brasília, o ex-banqueiro foi convidado, aceitou na hora.
Com Temer e Meirelles aconteceu praticamente a mesma coisa. Jamais se encontraram. Ainda vice, Temer foi à sede da empresa dos corruptos irmãos donos da JBF. Eles doaram 50 milhões para o PMDB, deputados e senadores brigavam pela partilha.
Resolveu o problema e abriu caminho para doações, mais volumosos e suntuosos, para ele e sua campanha à reeleição de vice. Conheceu então Henrique Meirelles, importante Diretor Executivo do Conselho da JBS.
Promovido tortuosamente de vice a presidente, não hesitou. Nomeou Meirelles Ministro da Fazenda. A partir daí, estão inapelavelmente juntos, com duas obsessões. 1 - A reforma da Previdência. 2 - A vergonhosa reforma trabalhista, na tentativa de roubar os direitos de milhões de trabalhadores, sendo que 13 milhões deles, desempregados.
Temer e Meirelles e a imprevidência.
Impossível acreditar no que dizem mentirosamente o presidente indireto e o Ministro da Fazenda incompetente e falastrão: O déficit da Previdência é de 179 bilhões.
Para que fosse verdade, teriam que ter roubado muito, nada surpreendente. Ou deixado de recolher o que é devido à Previdência, também bastante aceitável.
Havendo acerto entre despesa e receita, jamais pode haver déficit: mensal, anual ou acumulado. A receita da Previdência vem de 3 fontes. Trabalhador, empregador, União.
A participação de cada um é rigorosamente igual: 8 por cento. Para que não haja dúvida, vou sumarizar e detalhar. 8 por cento do trabalhador,8 por cento do empregador, 8 por cento da União.
Por piores que sejam os administradores, impossível acumular déficit, qualquer que seja ele. Principalmente de 179 bilhões. A não ser com as duas exceções que coloquei. 1 - Falta de recolhimento das 3 fontes pagadoras. 2 - Roubalheira.
O trabalhador não pode deixar de recolher a sua parte, mesmo que queira, é descontado na fonte. Os empresários devem fabulas de dinheiro à Previdência, não é de hoje, é de sempre.
Já fizeram planos e mais planos para pagamento que chamam de parcelado, mas que na verdade é roubado. Por que não investigam? A terceira parte, da União, não é recolhida há anos. Quanto o desgoverno Temer recolheu à Previdência nesse ano que se completará no dia 9 de maio? Provavelmente nada, para poder aumentar esse déficit gigantesco. Se recolhe mensalmente a sua parte, a União deve mostrar com total transparência, o que recolheu.
Com uma receita de três vezes todos os salários pagos e depositados na conta da Previdência, não pode haver déficit e sim superávit gigantesco. Essa reforma criminosa não pode ser votada.
Roberto Campos - John Kennedy.
Como escrevi sobre os 100 anos do ex-embaixador (ante ontem) me perguntam muito sobre ele. Ontem queriam saber se o Presidente Kennedy chamou o então embaixador do Brasil nos EUA, de americanófilo. Não sei realmente. Mas todo mundo conhecia essa realidade, tanto lá quanto aqui, não seria nada surpreendente.
Além do mais, Kennedy era capaz de qualquer leviandade, apenas um personagem rico, bonito, mulherengo. Foi eleito em 1960, ganhando de Nixon por menos de 60 mil votos num total de 60 milhões. Nessa eleição houve o primeiro debate, ele ganhou na TV, perdeu no rádio. Venceu com o dinheiro do pai, que fez fortuna fabulosa como traficante de bebida.
Kennedy está inteiramente fora da História. Terá uma citação de pé de página, pelo fato de ter sido assassinado. E hoje, depois 54 anos, não se sabe o motivo.
PS - A viúva, lindíssima, interessante, inteligente, casou logo depois por vingança. Escolheu um homem gordíssimo, careca. Dinheiro ela também tinha. (Helio Fernandes) 

Substituíram o Congresso.
Nesse festival de horrores que a televisão apresenta todos os dias, por conta das atividades da Odebrecht, o primeiro prêmio vai para os parlamentares aquinhoados com propina por terem aprovado medidas provisórias favorecendo a empreiteira. Vale o mesmo para a votação de projetos de lei.
Quer dizer, na Câmara e no Senado existem ratos que votaram legislação beneficiando negócios escusos, recebendo milhões pelos serviços prestados. Valeria à pena o governo identificar que medidas provisórias e que leis foram editados dentro desse modelo. Não só para revogá-los, mas, em especial, para obter o ressarcimento do roubo.
Seria bom, também, identificar os líderes dos partidos comprometidos com a tramitação dos projetos fajutos.
O grave nessa substituição das obrigações parlamentares por dirigentes empresariais é que muitos deputados e senadores aprovaram sem saber a origem e os interesses daquilo que votaram. Alguns imaginaram estar prestando favores ao governo. Outros sequer cogitaram saber porque. Os bandidos, porém, não se esqueceram de cobrar pelos votos.
As investigações começaram a chegar aos governos estaduais. São de estarrecer. Também não escapam as prefeituras. Ninguém se espante se alguém gritar teje todo mundo preso! (Carlos Chagas) 
Votar é um direito. Tirar dinheiro do povo como caixas, fundo partidário e assemelhados indecentes e depois dizer que são inocentes, verão nos autos, é caluniosa as delações, é sintoma que continuarão a agnóstica de enganar e se locupletar. Povo exerça seu direito e diga não. (AA)

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