13 de abr de 2017

Enojar têm caras e bocas.

 photo alista_zpszbzzaxot.jpg • BC reduz Selic pela quinta vez seguida, para 11,25% ao ano. Corte no juro acelerou para 1 ponto porcentual com perspectiva de inflação menor em 2017. 
• Rio continua sem previsão de pagamento de 13º salário a servidores. Após o pagamento de R$ 1,5 bilhão, ainda restarão R$ 1,2 bilhão a pagar da folha do mês passado. 
• Agências da Caixa abrem mais cedo nesta quinta-feira para saque do FGTS. 
• A autorização do ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), para que sejam investigados oito ministros, 63 congressistas e três governadores citados nas delações da Odebrecht pode abrir ainda mais espaço na política para candidatos que se apresentem como outsiders e igrejas, segundo analistas ouvidos pela BBC Brasil. 
• Juízes querem que TJ casse os Colares do Mérito dados a Pezão e Cabral. 
• Relator quer abrir brecha para que políticos tenham aposentadoria acima do teto do INSS. Ideia é criar possibilidade de congressistas eleitos após mudanças aderirem à aposentadoria complementar. 
• Relator apresenta parecer sobre reforma trabalhista. Deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) propõe na comissão a alteração 100 pontos na CLT. 
• Odebrecht tenta vender sede, mas negócio esbarra em dívida com Itaú. Odebrecht colocou à venda o seu prédio-sede, avaliado em R$ 350 milhões, na Marginal Pinheiros. 
• Lula e Dilma sabiam do caixa dois, afirma Marcelo Odebrecht. Em sua delação, empreiteiro declarou que os petistas tinham conhecimento da dimensão de todo o nosso apoio. Relação de inquéritos contra políticos suscita indignação, mas há longo processo até que se comprovem culpas. 
• Odebrecht complica Temer, Lula, Aécio e Dilma em vídeos. Em depoimentos, ex-executivos detalham acusações sobre presidente e políticos. 
• FHC, Lula e Temer articulam pacto para sobrevivência. Emissários dos três costuram acordo para evitar aventureiro na presidência. 
• Prescrição penal pode beneficiar investigados. Entre casos está o do ex-presidente FHC, que recebeu repasses nos anos 1990. 
• Delator diz que Temer abençoou reunião que sacramentou propina. 
• Aécio recebeu R$ 30 milhões de propina no exterior, diz executivo. 
• Sentimento reinante no PT é de que Lula será preso em breve. 
• FHC recebeu ajuda de caixa oficial e não oficial, afirma delator. 
• Emílio: Dilma assinou MP sobre leniência a pedido da Odebrecht. 
• De geração para geração: os 11 pais e filhos na lista de Fachin. 
• O ex-executivo da Odebrecht Alexandrino Alencar revelou que a empreiteira pagou R$ 360 mil à ex-deputada federal Manuela D’Ávilla (PCdoB-RS) desde 2006, alegando ter percebido um potencial de crescimento político na então candidata à Prefeitura de Porto Alegre. 
• O empresário Marcelo Odebrecht afirmou, em delação premiada à Lava Jato, que a Odebrecht contratou, no âmbito de obras em Angola financiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a empresa do sobrinho de Lula, Taiguara Rodrigues, a pedido do ex-presidente. De acordo com o ex-presidente do grupo, o parente do petista criou a Exergia sem ter experiência na área de construção e somente para fazer uso da influência de Lula. Taiguara criou a Exergia em 2009 e chegou a receber R$ 20 milhões. 
• O Antagonista. 
. O pelego e seu patrão. Lula é a maior fraude de todos os tempos. Ele enganou a maioria dos brasileiros. Em particular, ele enganou a esquerda. Em seu depoimento, Pedro Novis disse que Emilio Odebrecht era o empresário de maior proximidade com Lula. Eles se conheceram na década de 1980. O pelego Lula era convocado por Emilio Odebrecht para sedar as greves na indústria da Bahia. Quando se tornou presidente da República, Lula cumpriu a promessa de entregar o setor petroquímico para seu patrão. Primeiro, ele impediu que os esquerdistas da Petrobras comprassem o grupo Ipiranga. Em seguida, ele mandou anexar a estatal à Braskem. 
. A origem da ORCRIM. Lula e Emilio Odebrecht arquitetaram seu plano criminoso nos primeiros meses de 2002. O empreiteiro elegeria Lula com dinheiro de propina; em troca, Lula entregaria o setor petroquímico à Odebrecht. Lula delegou a Antonio Palocci a tarefa de negociar a propina. Emilio Odebrecht, por sua vez, encarregou Pedro Novis de acertar os pagamentos clandestinos. O depoimento de Pedro Novis sobre as campanhas de 2002 e 2006 é essencial para se compreender a origem da ORCRIM que tomou conta do Brasil. O depoimento está dividido em duas partes, que O Antagonista vai exibir logo mais. Na primeira parte, Pedro Novis descreve o esquema de pagamentos. Na segunda, ele diz quais foram as contrapartidas oferecidas por Lula 
. As contrapartidas oferecidas por Lula à Odebrecht. O segundo bloco do depoimento de Pedro Novis é ainda mais espantoso do que o primeiro. Ele fala sobre as contrapartidas oferecidas à empreiteira depois que Lula foi eleito presidente da República. 
. Odebrecht pagou propina no exterior para a campanha de Lula. Em 2006, o esquema de pagamentos de propina da Odebrecht para a campanha de Lula repetiu o de 2002. Pedro Novis acertava os valores com Antonio Palocci. No lugar de Delúbio Soares, porém, entrou José de Filippi. E no lugar de Duda Mendonça entrou João Santana. Pedro Novis disse que a Odebrecht entregou à PGR documentos bancários que compravam um depósito de 820 mil euros numa conta de João Santana no exterior. Mas ele garantiu que o total pago ao marqueteiro foi muito maior. Veja aqui a primeira parte de seu depoimento, que trata dos repasses de propina da empreiteira para a campanha de Lula:
. A Odebrecht no mensalão. Em 2002, a Odebrecht deu 20 milhões de reais a Lula. Desse total, de acordo com Pedro Novis, apenas 50 mil reais foram declarados pela campanha. O resto foi pago por fora - em espécie ou depositado no exterior. Os valores eram requisitados por Antonio Palocci. Mas quem recebia os pagamentos em nome de Lula eram dois protagonistas do mensalão: Delúbio Soares e Duda Mendonça. 
. A Odebrecht fez a lei das PPPs. Isso mesmo: Pedro Novis, responsável pelos pagamentos de propina para as campanhas de Lula, disse em seu depoimento à PGR que a lei das Parcerias Público-Privadas, de 2004, foi encomendada pela empreiteira. Ele confirmou também que a MP do Bem, que reduziu a alíquota para a compra da nafta, foi escrita pela Braskem, e que Lula, nesse caso, atropelou os técnicos da Receita Federal, que se recusavam a conceder o privilégio à empresa.  photo ppps_zps4jpewjsj.jpg 
. Luiz Inácio Odebrecht da Silva. Assista à análise de Claudio Dantas sobre como Emílio Odebrecht criou o personagem político Lula. As delações da Odebrecht vão reescrever os livros de História.
Saidão não há.
Que manchetes deveriam os jornais de ontem ter preparado, logo depois de conhecida a Lista do Fachin, na véspera: Fazer o quê?, Condenar todo mundo?, Não perdoar ninguém!, Complacência ou Vingança?, Só esses?, Quem ficará de pé?, É o custo da Democracia?.
A verdade é que não dá para aceitar que normalidade e tranquilidade! sejam solução para anunciar o fim da crise. O país não dormiu, na noite passada, e não dormirá nas próximas.
Há quem aposte na revogação das instituições, quer dizer, no fim do Congresso, dos partidos, das leis e da própria Constituição. Começar de novo quando tudo já terminou e entregar o país ao desconhecido seria pior. O diabo é que alternativa não existe. Para todo lado que se olhe, surgem obstáculos. Só que o pior deles é cruzar os braços.
Não há o que fazer, pois quem jura não haver roubado não merece crédito. E quem admite o roubo, sequer faz sua apologia.
Vai levar tempo até que inquéritos em profusão sejam completados. Acreditar em que todo o poder ao Judiciário resolverá, é bobagem. Muito menos em que melhor parece imaginar a recuperação dos ladrões. Em suma, saída não há. (Carlos Chagas) 

Carta do impensável entrou no baralho de 2018.
Os principais presidenciáveis brasileiros se fingem de vivos. Mas tornaram-se vivos tão pouco confiáveis que a conjuntura começa a lhes enviar coroas de flores. A colaboração da Odebrecht joga a última pá de cal sobre as pretensões políticas de cada um. Ao entrar em sua fase radioativa, a Lava Jato corroeu o que restava da oligarquia política. E incluiu o impensável no baralho de 2018.
No cenário atual, para virar um presidenciável favorito basta adotar um discurso raivoso contra a classe política, declarar guerra à corrupção e prometer virar do avesso tudo isso que está aí. O Brasil já elegeu dois presidentes que engarrafavam oportunismo: Jânio Quadros e Fernando Collor. O primeiro renunciou e morreu sem deixar saudades. O outro foi renunciado e continua subtraindo a prataria.
A Odebrecht gravou a sua logomarca nas testas de Lula, Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra. Estão mais para réus do que para candidatos. Desfilam de cara limpa na praça Ciro Gomes e Marina Silva. Um fala demais. Outra fala de menos. Roçam o alambrado Jair Bolsonaro e João Dória. Um, por absurdo, é ponto de exclamação. Outro, por imprevisível, é interrogação.
A política flerta com o desastre. E é plenamente correspondida. Conforme já noticiado aqui, PSDB, PMDB e PT rodam uma reencenação sui generis de Os Três Mosqueteiros. Sob o lema de um por todos, todos por um, os maiores partidos do país comportam-se como se fossem capazes de matar ou morrer por uma saída que não enxergam.
Submetido à chapa quente de Curitiba, Lula estende a mão no subsolo para Fernando Henrique Cardoso. Que hesita em corresponder ao gesto com receio de ganhar as manchetes como participante de um conciliábulo anti-Lava Jato. Michel Temer acompanha os movimentos sonhando com um acordo que livre o seu mandato-tampão de um processo de sarneyzação.
Todos gostariam de preparar o salão para a sucessão de 2018. O problema é que já não parece possível reiniciar um novo baile sem terminar a faxina da fuzarca anterior. A esse ponto chegou a República. A colaboração da Odebrecht resultou na mudança do regime. Inaugurou-se uma espécie de monarquia do lodo. Reina a estupefação! (Josias de Souza)
O povo merecia isso? Claro que sim. E muito mais. Tempos mostram como iludir e se locupletar com dinheiros públicos, farsas de obras, discursos ilusórios, mas um dia a casa cai. E caiu! Barrabás seria pinto! (AA)

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