22 de abr de 2017

Corruptos, corruptores e TRE´s, dúvidas...

 photo newutopia_zpsl61lsn0r.jpg • Contribuinte tem mais uma semana para entregar declaração do Imposto de Renda. 
• Estado do Rio diz não ter como pagar todos os salários sem aprovar pacote. Secretário alega que se medidas de enxugamento de custos não passarem na Alerj não haverá dinheiro para as 13 folhas de pagamento. 
• Receita autuou políticos em R$ 145 milhões na Lava Jato. Segundo o Fisco, valores tendem a aumentar com as novas delações. 
• Odebrecht mostra pagamento ligado a reunião com Temer. Propina é ligada, segundo Odebrecht, a contrato internacional da Petrobras. 
• Odebrecht repassou R$ 37 milhões em caixa 2 às campanhas do PT, PSDB e PSC. Segundo os delatores da empreiteira, repasses ilícitos foram realizados em 2014 aos partidos; PT foi o que teve maior valor recebido de caixa 2. 
• Governo já admite adiar votação da reforma da Previdência. Líderes da base de Temer dizem que precisarão de mais tempo para obter apoio. 
• Lula tem dito que quem pediu dinheiro em meu nome deveria ser preso, mas a Lava Jato suspeita que ele pode ter combinado até com sua mulher pedidos em seu nome. Emílio Odebrecht contou à Lava Jato que, por solicitação de Marisa, pagou a reforma de R$ 700 mil do sítio em Atibaia (SP), mas ela pediu segredo, porque seria surpresa para Lula. Mas Emílio deixaria escapar o segredo, em conversa com o ex-presidente, e não houve surpresa. Porque Lula já sabia de tudo. (Cláudio Humberto) 
• Senador Randolfe bate boca sobre abuso de autoridade e diz que Requião tem capangas. Discussão entre senadores aconteceu pela rede social twitter. 
• Crime de responsabilidade. Câmara retoma projeto para dar fim ao ativismo do STF. 
• O advogado José Roberto Batochio deve abandonar a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos ex-ministros Antonio Palocci e Guid Mantega. Ele defende os três no âmbito da Operação Lava Jato. As informações são da colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo. Segundo o jornal, Batochio está diante de um dilema ético porque se opõe ao uso de delações premiadas. Como Palocci negocia colaboração com o Ministério Público Federal, o advogado deve abandonar o caso. 
• Antecessor de Marcelo Odebrecht confirma caixa 2 a Lula em 2002 e 2006. Segundo ex-diretor-presidente do grupo, Palocci acertou detalhes que incluíram repasses no exterior; Universalização da Lava Jato não melhorou a situação de Lula. A partir da delação da Odebrecht, políticos de outros partidos também serão investigados. 
• PT encolhe 27% e perde 1.120 diretórios municipais. Em crise, partido não conseguiu nem sequer montar nessas cidades uma chapa para eleger direção.
• O tempo contra a Lava Jato. Seria frustrante para a consciência cívica nacional a confirmação da possibilidade de que a proverbial morosidade da Justiça acabe resultando na prescrição de ações penais. 
• Dívidas de empresas com INSS superam R$ 400 bi. 3 empresas falidas estão entre maiores devedoras; parlamentares querem ações para ampliar arrecadação. 
• Meirelles faz um alerta contra política de Trump. Declaração do ministro no FMI condena protecionismo; crescimento deve ganhar impulso no fim do ano. 
• Procuradoria ameaça anular delação de Delcídio. Revés para parlamentar cassado é consequência das revelações de novos fatos pela Odebrecht. 
• Gilmar Mendes quer barrar reajuste de servidores. Ministro do Supremo apresenta proposta e faz alerta sobre o estado das contas públicas no País. Preocupado com o estado das contas públicas, o ministro apresentou uma proposta para barrar uma nova onda de reajustes a servidores públicos federais fundamentados no princípio de isonomia a partir de uma legislação de 2003. 
• Centrais sindicais preparam greve geral para o próximo dia 28. Centrais sindicais que organizam a greve geral (ou paralisação nacional) para a próxima sexta-feira, dia 28, acreditam que poderá ser a maior mobilização de trabalhadores e de diversos setores da sociedade dos últimos 30 anos no Brasil. O protesto contra as reformas da Previdência e trabalhista e a Lei da Terceirização está sendo convocado por oito centrais sindicais que, juntas, representam mais de 10 milhões de trabalhadores. 
• Em Foz do Iguaçu, ao defender a reforma trabalhista para a elite empresarial do País, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez fortes críticas aos sindicatos, que resistem às mudanças nas leis trabalhistas. Segundo ele, a resistência dos sindicatos acontece porque eles não querem perder a boquinha, aquilo que ganham sem nenhum esforço, então, é legítimo que se mobilizem. 
• STJ nega liminar que suspenderia processo contra mulher de Cabral. 

 photo doc identidade_zpsnoanug2h.jpg• Clique para ampliar. Documento único tende a facilitar a vida do cidadão. O indivíduo não ficará submetido a um conjunto diversificado de documentos, diz o professor Floriano Peixoto. O Senado aprovou, no dia 11 de abril, a criação de um documento único que integrará RG, CPF e título de eleitor. A proposta, que depende agora de sanção presidencial, prevê que a primeira via do novo registro não custará nada ao cidadão e que será emitida pela Casa da Moeda. Prevê ainda a criação de um banco de dados que unificará a identificação de todos os brasileiros.

Sozinho e abandonado.
Chega a dar pena o abandono em que se encontra o ex-presidente Lula. No caso, abandonado por antigos amigos e líderes políticos de diversos matizes. Quanto a seus eleitores e admiradores, será melhor aguardar as manifestações programadas para a greve geral, dia 28, e demais protestos contra as iniciativas do governo Michel Temer e o próprio presidente.
O que salta aos olhos é o comportamento da mídia, das elites e dos partidos até pouco formando ao lado do primeiro companheiro. Teriam um apartamento de luxo no Guarujá e um sítio em Atibaia bastado para transformar um ex-operário em réu sem sentença e sem perdão?
É certo que os salários de torneiro-mecânico e depois, de presidente da República por oito anos, além de uma aposentadoria, não bastariam para justificar um patrimônio do valor apresentado pelo Lula. Só que não constituem motivo para a transformação do Lula em réprobo ou inimigo público número um. Por trás dessa carga de cavalaria desenvolvida contra ele não estão erros e exageros praticados no passado. Abre-se o medo do futuro. Há meses que ele lidera as pesquisas presidenciais para 2018. Diante da possibilidade de voltar ao palácio do Planalto, levantam-se as elites temerosas de que, eleito, ele desmanchará diretrizes e realizações de Michel Temer favoráveis à manutenção das massas assalariadas no patamar da pobreza e da indigência. É o medo dos poderosos de perder os privilégios que agora vem sendo restabelecidos pelas reformas neoliberais daqueles que tomaram o poder.
Campanha - Por isso desencadeia-se a campanha que é menos contra o ex-presidente e mais em favor do que representaria sua volta ao poder, ou seja, o fim das mudanças previdenciárias, trabalhistas e fiscais favoráveis às elites.
Ignora-se em que vão dar os choques e as tertúlias entre as duas forças secularmente empenhadas na luta pelo poder. O Lula é apenas um símbolo. Se quiserem, um detalhe: a retomada de medidas que poderiam melhorar a vida dos menos favorecidos. A interrupção da escalada que manterá os benefícios das elites. Assim, tornou-se um perigo para os mesmos de sempre. Mesmo que para afastá-lo o argumento se concentre num apartamento de luxo e num sítio paradisíaco em meio à Serra do Mar… (Carlos Chagas) 

Para o melhor amigo!
Serapião era um velho mendigo que perambulava pelas ruas da cidade. Ao seu lado, o fiel escudeiro, um vira lata branco e preto que atendia pelo nome de malhado. Serapião não pedia dinheiro. Aceitava sempre um pão, uma banana, um pedaço de bolo ou um almoço feito com sobras de comida dos mais abastados.
Quando suas roupas estavam imprestáveis, logo era socorrido por alguma alma caridosa. Mudava a apresentação e era alvo de brincadeiras. Serapião era conhecido como um homem bom, que perdera a razão, a família, os amigos e até a identidade. Não bebia bebida alcoólica, estava sempre tranquilo, mesmo quando não havia recebido nem um pouco de comida. Dizia sempre que deus lhe daria um pouco na hora certa e, sempre na hora que deus determinava, alguém lhe estendia uma porção de alimentos. Serapião agradecia e rogava a deus pela pessoa que o ajudava. Tudo que ganhava, dava primeiro para o malhado, que, paciente, comia e ficava a esperar por mais um pouco. Não tinha onde dormir, onde anoiteciam, lá dormiam. Quando chovia, procuravam abrigo embaixo da ponte do ribeirão bonito e, ali o mendigo ficava a meditar, com um olhar perdido no horizonte. Aquela figura me deixava sempre pensativo, pois eu não entendia aquela vida vegetativa, sem progresso, sem esperança e sem um futuro promissor que Serapião levava. Certo dia, com a desculpa de lhe oferecer umas bananas fui bater um papo com o velho Serapião.
Iniciei a conversa falando do malhado, perguntei pela idade dele, o que Serapião, não sabia. Dizia não ter ideia, pois se encontraram um certo dia quando ambos andavam à toa pelas ruas.
- Nossa amizade começou com um pedaço de pão - disse o mendigo. Ele parecia estar faminto e eu lhe ofereci um pouco do meu almoço e ele agradeceu abanando o rabo, e daí, não me largou mais. Ele me ajuda muito e eu retribuo essa ajuda sempre que posso.
- Como vocês se ajudam? - perguntei.
- Ele me vigia quando estou dormindo; ninguém pode chegar perto que ele late e ataca. Também quando ele dorme, eu fico vigiando para que outro cachorro não o incomode.
Continuando a conversa, perguntei:
- Serapião, você tem algum desejo de vida?
- Sim, respondeu ele - tenho vontade de comer um cachorro quente, daqueles que a Zezé vende ali na esquina.
- Só isso? - indaguei.
- É, no momento é só isso que eu desejo.
- Pois bem, vou satisfazer agora esse grande desejo.
Saí e comprei um cachorro quente para o mendigo.
Voltei e lhe entreguei.
Ele arregalou os olhos, deu um sorriso, agradeceu a dádiva e em seguida tirou a salsicha, deu para o malhado, e comeu o pão com os temperos.
Não entendi aquele gesto do mendigo, pois imaginava ser a salsicha o melhor pedaço.
- Por que você deu para o malhado logo a salsicha? - perguntei intrigado.
Ele, com a boca cheia, respondeu: - Para o melhor amigo, o melhor pedaço.
E continuou comendo, alegre e satisfeito.
Despedi-me do Serapião, passei a mão na cabeça do malhado e saí pensando com meus botões: Aprendi alguma coisa hoje. Como é bom ter amigos. Pessoas em que possamos confiar e saber reconhecer neles o seu real valor, agindo em consonância. Por outro lado, é bom ser amigo de alguém e ter a satisfação de ser reconhecido como tal. Jamais esquecerei a sabedoria daquele eremita. Para o melhor amigo o melhor pedaço. O verdadeiro campo de batalha é dentro de nós. (AD) 
A capacidade pouco vale sem a oportunidade. (Napoleão Bonaparte)

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