25 de abr de 2017

Baboseiras e o país despencando...

• Governo federal bloqueia R$ 142 milhões das contas do Estado do Rio. 
• Quase metade dos contribuintes não declarou IR. Principais dúvidas tratam de despesas a serem abatidas; erros simples podem levar à malha fina. 
• Banco Central estima dívida externa em março de US$ 313,672 bilhões. 
• Diagnosticado com câncer agressivo, Picciani precisará retirar a bexiga e a próstata. 
• Reforma trabalhista permite que empregador reduza salário de funcionário. Pela proposta em votação nesta semana, empresa poderá demitir funcionários e recontratá-los, por remuneração inferior, por terceirização ou acordo fechado individualmente. Para juristas e sindicatos, projeto acaba com a Justiça trabalhista e retira direitos constitucionais; Reforma trabalhista, dívidas dos estados e socorro a concessionárias aumentam tensão na Câmara; Líder do governo no Congresso diz que há votos suficientes para aprovar reforma trabalhista. Deputado André Moura (PSC-SE) afirmou ao Estado que aprovação deve sair ainda na quarta-feira, 26. 
• PSB fecha questão contra reformas trabalhista e da Previdência. Presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, defendeu que a militância engrosse os protestos marcados para o dia 28 contra as reformas de Temer. 
• Governo vai jogar duro por reforma da Previdência. Quem votar contra regras para aposentadoria vai perder cargos e recursos; alívio para servidores públicos federais pode custar R$ 23 bi. 
• Em reunião no Jaburu, Temer decide por regra de transição mais rígida para servidor público. 
Não vamos ceder mais, diz Maia sobre reforma da Previdência. 
• Dilma: Não há a menor hipótese de tirarem o Temer
• Odebrecht entrega extratos ligados a reunião com Temer para tratar de propina. 
• Temer nomeia segundo ministro que participará de seu julgamento no TSE. 
• Em meio à Baleia Azul, Senado cria CPI dos maus-tratos contra crianças e adolescentes. 
• Conselho do Sebrae pedirá destituição do superintendente, Cezar Vasquez, cunhado de Sérgio Cabral. 
• Abreu e Lima rende R$ 90 mi em propina a aliados. Informações constam da delação do ex-executivo da Odebrecht Márcio Faria da Silva à PGR. 
• Amigo de Lula. Almirante Braga fez negócios na África com Arraes e negociou açúcar com Miguel Arraes na Argélia. 
• Resultado de licitação do Banco do Brasil vaza quatro dias antes. Nome da 1ª colocada do certame para publicidade do BB foi antecipado à Folha. 
• PSB se posiciona contra reformas e ameaça abandonar base. Com decisão, partido com 35 deputados caminha para se colocar na oposição. 
• Dilma sabia de caixa 2, afirmam Santana e sua mulher. Uma das conversas com ex-presidente teria ocorrido no Palácio da Alvorada. 
• A pedido da PF, Moro decide adiar depoimento de Lula. Com previsão de atos pró e contra petista, polícia se preocupa com segurança. Moro admite recuar de exigência para Lula ir a 87 depoimentos. 
• Rombo dos fundos de pensão supera R$ 70 bi e déficit causa preocupação. Cifra recuou em relação ao registrado em 2015, mas déficit avançou 700% em quatro anos; Plano da Petrobras para entregar gás mina distribuidoras. Estados perderiam tarifa com clientes que representam 75% do consumo. 
• PCC pretendia usar a estratégia de mega-assaltos para resgatar Marcola. Grupo tentaria usar até helicópteros e fugir para o Paraguai; investigação descobriu plano e frustrou facção. 
• Criminosos levaram R$ 120 milhões em assalto a transportadora em Ciudad del Este, no Paraguai; três suspeitos morreram em troca de tiros com policiais militares no Paraná. Facção de São Paulo é suspeita em megarroubo no Paraguai; modus operandi lembra ações no Brasil; PF prende oito suspeitos no Paraná após mega-assalto a empresa no Paraguai. 
• Lula e Antonio Palocci recebiam um terço da propina da Sete Brasil. Foi o que disse o próprio Antonio Palocci em conversa com um advogado, segundo o Valor. Diz a reportagem: Antonio Palocci disse que ele e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teriam sido os beneficiários de um terço de propinas pagas durante a criação e montagem da Sete Brasil, em 2010. A declaração de Palocci ocorreu durante consulta a um advogado na quarta-feira da semana passada, na véspera de ser interrogado pelo juiz federal Sergio Moro (…). Palocci consultou o criminalista para saber sobre a possibilidade de fechar acordo de delação premiada com a PGR. Antonio Palocci, segundo o Valor, disse: Não vou pagar esse pato sozinho.

• Servidor de propina da Odebrecht passou por Angola. A premissa era de estar em algum país que não tínhamos operação, diz responsável por operações ilícitas do Setor de Operações Estruturadas. 
• Bolsas na Europa sobem com eleição na França e impulsionam Brasil. Temores na UE diminuíram após o primeiro turno; Bolsa subiu quase 1% e dólar caiu para R$ 3,12. 
• Risco de protecionismo na China leva Brasil a se queixar na OMC. Pequim indica que não deseja permanecer apenas como consumidora de produtos de outros países. 
• Trump envia submarino nuclear para a Península Coreana. 
• ONU pede investigação transparente sobre mortes na Venezuela. 
• A marcha de Macron. Risco de vitória de radical na eleição da França parece pequeno, mas o favorito vai enfrentar conflitos agudos. Le Pen sobe o tom para reverter desvantagem na França. Candidata ultranacionalista evoca medo e chama rival de europeísta radical. 
• EUA impõem sanções a 271 cientistas sírios. Governo Trump bloqueou bens de pesquisadores ligados a regime de Assad. 
• Obama resolveu quebrar o silêncio. Em seu primeiro ato público - um evento para estimular jovens a participarem da política do país - desde que deixou a Casa Branca, o ex-presidente dos EUA defendeu imigrantes ilegais. Ele não criticou diretamente nem mencionou seu sucessor, Donald Trump, mas reiterou:'é importante que todo o mundo possa ver a realidade dos imigrantes como pessoas


Cartas embaralhadas.
Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra não penduraram as chuteiras, mas estão fora de campo. É possível que se componham, mas não mais em torno da candidatura de um deles, como se planejava. Não há tertius entre os três, mas por que não um quartus? No caso, João Dória Júnior, que já não nega com tanta ênfase a possibilidade. O PSDB tem consciência de permanecer uma força partidária expressiva, em especial porque o PMDB continua, e mais continuará, sem candidato. Quanto ao PT, se perder o Lula para o juiz Sérgio Moro, dará adeus ao sonho de voltar ao palácio do Planalto.
A operação Lava Jato embaralhou as cartas e faz emergir uma série de pretendentes sem partido, ou quase isso, tipo Ciro Gomes, Marina Silva, Jair Bolsonaro, Álvaro Dias, Joaquim Barbosa, Ronaldo Caiado e outros.
Dentro do quadro partidário, porém, os tucanos estão no jogo. Só que com Aécio, Alckmin e Serra não dá mais. Por isso eles poderiam apoiar o atual prefeito de São Paulo.
Meirelles seria ideal para o PMDB, se sua política econômica desse certo, mas como parece cada dia mais difícil, o ministro da Fazenda fica no banco. Só entrará no gramado caso consiga conquistar o meio campo. Traduzindo: aguarda um milagre.
Em suma, assim pode ser imaginadas as preliminares da sucessão de 2018, ainda que as cartas se encontrem embaralhadas. Acresce que o curinga não apareceu. Poderá surpreender. (Carlos Chagas)

Nenhum comentário: