14 de abr de 2017

As arruaças de uma empresa.

 photo coelinhoodebrecht_zpsq9endf1p.jpg • Campanha de vacinação contra gripe começa dia 17 com público-alvo maior. 
• Hecatombe da Odebrecht intima o eleitor a agir. 
• Lamaçal ou... A verdade é que tudo isso de pelo menos uns 30 anos, já ocorria sob forma outra no passado. Se a Justiça vai se manifestar nesse arrastão interminável, o povo (repartido) quer saber como é que fica tudo. Quem sabe uma intervenção superior e defenestrar os 3 Poderes que, vendados, faziam e aconteciam. É muito lixo para limpar ou lavar. Vergonha falar, esculhambação geral. Nossos vizinhos estão aí com seus jornais, a mídia em geral, a nos mostrar nus e de costas, tamanhos crimes. Sim, acredito numa chefia e nos asseclas a se apoderarem de um país em troca de glórias, poderes e dinheiros. (AA)
• Pronto, falei! Sobre os outros é verdade, ironiza Jefferson sobre críticas de Lula as delações. Tudo o que a Odebrecht diz sobre os outros é verdade. Sobre ele, é mentira, disse o ex-deputado federal, Roberto Jefferson, ironizando as declarações do ex-presidente Lula sobre as delações premiadas.
• Sete mentiras que os homens contam. # Estou surpreso com a notícia da inclusão de meu nome. # Todas as doações feitas para minhas campanhas foram oficiais. # Sou o maior interessado no esclarecimento de toda essa situação. # Só irei me manifestar quando tiver acesso ao teor das delações. # As afirmações são mentirosas. # Confio na Justiça do meu país. # O citado não foi localizado. (AGoes) 
• Vem mais por aí. Essa operação contra Sérgio Côrtes - referente a propinas envolvendo material hospitalar - é apenas uma parte da delação de César Romero Vianna, que chegou a ser braço-direito do ex-secretário. É que... Há, na delação, denúncias de pagamento de propinas na contratação de serviços da Secretaria de Estado de Saúde do Rio (manutenção, vigilância, coleta de lixo, administração). (AGoes) 
Não sei o que vai acontecer comigo, mas estou na disputa, diz Lula. Ex-presidente afirmou que terá oportunidade de esclarecer leviandades em depoimento a Moro. 
• Temer: Jamais colocaria a minha biografia em risco. Presidente é acusado por delatores de ter comandado reunião em que se acertou propina de US$ 40 mi; Diante da acusação de que participou de reunião para discutir recebimento de propina, o presidente Michel Temer quer transformar a reforma da Previdência em tábua de salvação para desviar o foco das delações e evitar perda de apoio do mercado financeiro. Para blindar a tramitação da proposta, Temer escalou os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (Planejamento) para se tornarem garotos-propaganda da reforma, em uma tentativa de dar um aspecto técnico à iniciativa. Em outra frente, o presidente quer garantir que não tenha atraso no cronograma e que o texto seja votado ainda em maio na Câmara. Temer avalia antecipar discurso que fará em rede nacional no dia 12 de maio, de balanço de um ano de governo. A ideia é que defenda que a instabilidade do país irá aumentar caso a reforma não seja aprovada; O fato do dia foi a postura do presidente Michel Temer de se defender publicamente da acusação de um delator de que participou de reunião em que se acertou o pagamento de propina de US$ 40 milhões. Temer gravou um vídeo para dizer que jamais tratou de negócios escusos com a empreiteira. Como contou a repórter Marina Dias na Folha, Temer e os ex-presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso articulam nos bastidores um pacto de sobrevivência política para 2018. 
• O volume de informações divulgadas pelo STF é enorme, aumentando a tensão na elite política em Brasília em relação às próximas semanas. O pânico se dá também pelo risco de que novas delações sejam celebradas com as autoridades. 
• O repórter Reynaldo Turollo Jr. da Folha conta que dois em cada três investigados com base nas delações são suspeitos de corrupção - 66 de um total de 98 alvos. Apenas um terço é por caixa dois. 
Pelo jeito, a Odebrecht se achava dona do País, diz Fernando Haddad. Campanha do petista em 2012 teria recebido R$ 2 milhões, feitos a pedido do ex-presidente Lula. 
• Dinheiro para Serra. O ex-executivo da Odebrecht Fabio Gandolfo relatou pagamento de R$ 4,6 milhões ao tucano em 2004. O montante se refere ao lote dois da extensão da linha 2- Verde do metrô de São Paulo. Serra nega irregularidades. 
• Um dos executivos da Odebrecht mais próximos de Luiz Inácio Lula da Silva, Alexandrino Alencar disse aos procuradores da Lava-Jato que a empreiteira passou a fazer pagamentos a Frei Chico (Metralha), irmão do ex-presidente, por indicação do próprio Lula. Segundo Alexandrino Alencar, antes de Lula chegar ao poder Frei Chico recebia para fazer a interlocução da Odebrecht com sindicatos. Depois que o petista assumiu o Planalto, para não criar embaraços para a empreiteira nem expor a relação, a Odebrecht passou a pagar mesadas a Frei Chico, sem que ele prestasse qualquer serviço para a empreiteira.

A máscara está caindo, diz Lula sobre acusações a outros partidos; Em entrevista à Rádio Metrópole, de Salvador, na manhã desta quinta (13), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não vai rir nem chorar diante das acusações irreais de delatores da Odebrecht contra ele na Operação Lava Jato, tornadas públicas na quarta (12). 
• Os crimes que serão investigados nos 76 inquéritos da lista do ministro Edson Fachin envolvem pagamentos a políticos que chegam a R$ 451,049 milhões. Desse total, os delatores da Odebrecht dizem ter repassado R$ 224,6 milhões por obras e contratos nos governos federal, estaduais e municipais e R$ 170 milhões por medidas provisórias, emendas parlamentares e resoluções legislativas que atendiam aos interesses da empreiteira. 
• Reforma Trabalhista. A proposta inclui um novo modelo de demissão, em que empresa e empregado podem rescindir o contrato em comum acordo, com pagamento de metade da multa e do aviso prévio sem direito a seguro-desemprego. 
• Antonio Palocci está negociando um acordo com a PF. Lindbergh Farias foi visitar José Dirceu no Complexo Médico-Penal exatamente por esse motivo: para levar e trazer recados. 
• Prisão de Lula é questão de tempo. Os petistas já sabem que Lula será preso. De acordo com a coluna Radar, da Veja, a revelação de que a Odebrecht matinha uma poupança milionária para Lula trouxe ao PT a mesma percepção de 9 em cada dez brasileiros: sem foro privilegiado e no alvo de Sérgio Moro, a prisão de ex-presidente virou uma questão de tempo
• Emilio Odebrecht, em sua delação, diz que Lula é uma das pessoas mais intuitivas que ele já conheceu na vida. Ali é intuição pura, parece até feminina. Ele pega as coisas rápido. É um animal político, um animal intuitivo.
• Eu, Diogo Mainardi, acabei virando assunto da esgotosfera. Um delator da Odebrecht disse que me viu num jantar com Aécio Neves e Alexandre Accioly. Publiquei uma notinha sobre o jantar que nunca ocorreu e continuei meu trabalho, porque os depoimentos dos delatores da Odebrecht são os documentos mais importantes da história do Brasil e eu não queria contaminá-los com a minha megalomania.
• Lula à venda. Eliane Cantanhêde, do Estadão, disse que a Odebrecht não comprou o mandato de Lula, e sim o próprio Lula. Leia aqui: O ex-presidente Lula tem razão ao dizer que cai a máscara de todo o mundo político, porque tudo é realmente esclarecedor, além de estarrecedor, nas delações da cúpula da Odebrecht. Mas que adjetivo usar para a conta Amigo da Odebrecht? Era um saco sem fundo, um cartão pré-pago em favor de Lula e gerenciado pelo ex-ministro Antonio Palocci. Na versão de Marcelo Odebrecht, tanto para o juiz Sérgio Moro quanto para os procuradores, eram R$ 40 milhões à disposição de Palocci, o Itália das planilhas, que enviava emissários com sacolas para sacar R$ 1 milhão, R$ 2 milhões, R$ 3 milhões - em espécie! Mesmo quando entravam em campo ministros como Guido Mantega e Paulo Bernardo, quem dizia sim a operações, negociatas, pagamentos e saques era Palocci. Está claro que ele agia como tesoureiro pessoal de Lula. E, aliás, jamais revelou quem era o proprietário real do apartamento de R$ 7 milhões que foi o pivô de sua queda da Casa Civil. Nos demais envolvidos, havia caixa 2 e/ou relação de causa e efeito entre doações de campanha e favorecimento à empresa em licitações ou votações no Congresso, mas Lula tinha um tratamento muito diferenciado, com um saldo livre, independentemente de campanhas, mais uma ajudazinha para seu filho, seu irmão, seu sítio... A Odebrecht comprou não um mandato, mas o próprio Lula. 
• Depois da delação do fim do mundo, teremos a delação do fim do Lula. É aquela de Léo Pinheiro, da OAS. A coluna do Estadão deu o calendário do processo do triplex: Lula deverá enfrentar seu primeiro julgamento entre maio e junho. Se for condenado, o julgamento em segunda instância poderá ocorrer até a virada do ano
• Voltando aos criminosos de verdade, a IstoÉ publica o seguinte sobre Lula: Na quinta-feira 20, em depoimento ao juiz Sergio Moro, o ex-sócio da OAS, Leo Pinheiro, irá jogar a pá de cal sobre o processo do tríplex, no Guarujá, no qual Lula é réu por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. O empreiteiro confirmará que o imóvel foi, sim, um regalo ao petista em troca de benefícios fraqueados por Lula à construtora. O ex-presidente insiste na cada vez mais inverossímil versão de que não é o dono do apartamento - um argumento incapaz de se equilibrar em pé
• Diretor de propina diz que açougueiro pagou 37 milhões a MT. Hilberto Mascarenhas da Silva, diretor do departamento da propina, revelou à PGR que a Odebrecht dividiu com outra empresa o pagamento de R$ 62 milhões à campanha de Dilma Rousseff e Michel Temer em 2014. Num e-mail entregue pelo delator, Marcelo Odebrecht questiona Alexandrino Alencar sobre a responsabilidade da empresa em relação a alguns pagamentos: Só para ficar claro: ficamos apenas com os 20 iniciais + 5 adicionais para Feira. E os outros 37 que era para ser conosco ficou para o açougueiro?. E continua: Se for sugiro que LB acompanhe com o cara para ter certeza que ele sabe que o compromisso não está mais conosco e que CMF acompanhe/alinhe com MT, até porque deveria haver um tema de SP para nos liberar. Questionado, Hilberto disse aos procuradores: Ao que me recordo, creio que o nome açougueiro se refere à família da JBS. Além disso, há menção a MT no e-mail, que seria o então vice-presidente da República, Michel Temer, diz o delator. Diante dos pagamentos desconhecidos do diretor do setor da propina, Hilberto pede a Alexandrino um encontro pessoal para entender esta suruba
• Lula no organograma da propina da Odebrecht. Alexandrino Alencar deve ter se inspirado em Deltan Dallagnol para fazer o organograma que entregou à PGR relacionando Lula a propinas pagas pela Odebrecht. Está tudo lá: as obras no sítio de Atibaia, a compra do imóvel para o Instituto Lula, a propina a Taiguara Rodrigues em Angola, a propina paga ao filho Luís Cláudio Luleco na Touchdown, a mesada a Frei Chico, irmão de Lula, a conta Amigo da Planilha Italiano e a Arena Corinthians. Mais didático impossível.
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 photo organograma_Lula_zpshuihsbta.png 
Indefeso, Lula menciona do papa a Beira-Mar.
A julgar pela entrevista que concedeu a uma emissora de rádio na manhã desta quinta-feira, nem o próprio Lula se apega mais ao mito Lula. O personagem falou como ex-Lula. …Nós estamos vivendo uma situação em que todo mundo está com medo. Todo mundo está acovardado. E nós estamos sendo governados por uma operação lá de Curitiba, disse a certa altura, sem se dar conta de que, no seu caso, a vida é governada pela Odebrecht.
Antes, Lula limitava-se a exaltar a própria honestidade. Agora, com seu nome jorrando dos lábios de delatores como água em chafariz, o ex-Lula se esforça para desmerecer a investigação: Você pega o Fernandinho Beira-Mar, está preso, incomunicável, matou mais de 600 pessoas, chama ele pra fazer uma delação premiada. Ele vai acusar até a mãe dele. […] A delação premiada é uma coisa espontânea. Não é uma coisa sob tortura. Para azar do personagem, as 78 delações foram filmadas.
As cenas foram expostas na televisão, no rádio, na internet, nos jornais, em toda parte. Exibem executivos metódicos. Munidos de anotações, falam pausadamente. Tortura-os apenas a vigilância dos seus advogados, regiamente remunerados para funcionar como babás jurídicas. Ouvindo-os, o país confirmou o que já sabia: o limite entre o que pode e o que não pode no Brasil depende apenas da capacidade do transgressor de enxergar o valor do gestor público.
Não podendo mais negar o inegável, o ex-mito se defende como quem joga porções de barro na parede, na expectativa de que cole. Tem um cidadão que diz que Odebrecht dava R$ 5 mil pro meu irmão Frei Chico. (…) Eu nunca dei um real pro meu irmão porque ele nunca precisou e nunca pediu pra mim. Se a Odebrecht resolveu das R$ 5 mil, problema da Odebrecht. Por que vem colocar o meu nome nisso? É mesmo infinita a generosidade do empresariado nacional! Paga mesada até a quem nunca pediu.
Meu filho estava envolvido no futebol americano, tinha patrocínio. Ora, qual é o crime?, indagou o entrevistado, sem fazer menção ao apelo que dirigiu a Emílio Odebrecht para que ajudasse o seu caçula a empreender. Nada que o patriarca da empreiteira não pudesse entender, sobretudo porque pedia a ajuda de Lula num empreendimento bem mais lucrativo: azeitar as relações do filho Marcelo com a então presidente Dilma Rousseff. Ambos falavam de negócios de pai para filho, do tipo uma mão suja a outra.
Fui incriminado por um apartamento que não é meu, (…) sou acusado de uma reforma de um sítio em Atibaia. O sítio não é meu. O sítio tem dono, tem cartório, tem tudo. Mas como eles contaram uma mentira, eles não têm agora como sair. De fato, a mentira aprisiona as pessoas. Mas o ex-Lula terá a oportunidade de esclarecer por que não desautorizou Emílio quando foi comunicado, no Planalto, de que a reforma que sua mulher Marisa Letícia encomendara seria entregue no prazo.
Ex-Lula prosperou muito desde que deixou a Presidência. Mas suspeita que tem gente faturando em seu nome. Quem tiver contando mentiras, quem tiver inventando historinhas, quem tiver dizendo que criou uma conta pra mim, para um terceiro… Já faz sete anos que eu deixei a Presidência. Essa conta está onde? Esse terceiro está onde? Esse cara deve estar comendo, então, o dinheiro que era pra mim, porra!
Na planilha do departamento de propinas da Odebrecht, a conta destinada ao Amigo Lula tinha um saldo inaugural de R$ 40 milhões, disse o delator Marcelo Odebrecht ao juiz Sergio Moro. Os desembolsos eram ordenados pelo grão-petista Antonio Palocci, que indicou um auxiliar para buscar o dinheiro vivo, sempre que necessário. Palocci está trancafiado em Curitiba. Com a intuição já meio cansada, ex-Lula ainda não se deu conta de que o companheiro pode estar na fila da delação.
Que a Operação Lava Jato funcione, que ela explore quem fez corrupção, que apure e que prenda as pessoas que roubaram, está tudo correto, declarou Lula, antes de voltar a perder o nexo: O que não está correto é você paralisar o país por conta de uma investigação. Não está correto. Daqui a pouco, está entrando o papa Francisco nesse negócio. Daqui a pouco acusa todo mundo, todo mundo, todo mundo… E sem provas, apenas porque alguém falou, que ouviu dizer, que não sei das contas.
Excetuando-se o ex-Lula, ninguém ousou jogar o nome do Santo Padre na lama. Não há espaço para tão imaculada figura no submundo da política brasileira. Se as revelações da Odebrecht indicam alguma coisa é que Deus está em toda parte, mas o Tinhoso controla a cleptocracia implantada no Brasil. A situação penal do ex-Lula continua precária. Mas ele pelo menos já dispõe de companhia. 'Quando aparecem os outros partidos que acusaram o PT, pelo menos você tem um alívio. A máscara está caindo. Mas não fico feliz. Queria que não tivesse o PT nem ninguém. (Josias de Souza)
Maquiavel está vivo. (AA)  

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