24 de fev de 2017

Sambar esquece problemas do país.

• Dólar volta a R$ 3,05 depois de quase dois anos. BC brasileiro cortou o juro, enquanto seu equivalente americano indicou que não deve subir a taxa agora. 
• Sob pressão, Temer entrega pasta da Justiça ao PMDB. Medida para afagar bancada da Câmara se torna, porém, alvo de críticas na sigla. 
• Desemprego tem alta maior entre os mais jovens. Taxa de desocupados cresceu entre pessoas de 14 a 24 anos de idade em 2016. 
• Rombo na previdência da União e dos Estados chegou a R$ 316,5 bi em 2016. Número, que inclui tanto o INSS quanto os servidores públicos, é 44,4% maior que o registrado em 2015.
• Desvio na Fundação Butantã chega a R$ 55 milhões, diz promotor. Onze são denunciados por suspeita de crime. MP de São Paulo revela que ex-gerente praticou série de 340 furtos de contas entre 2005 e 2008. 
• Silas Malafaia é indiciado pela PF na Operação Timóteo. O pastor Silas Malafaia, da Associação Vitória em Cristo, ligada à Assembleia de Deus, foi indiciado pela Polícia Federal na Operação Timóteo por lavagem de dinheiro. Polícia Federal aponta propina de R$ 100 mil recebida pelo líder religioso em desvio investigado. 
• Fora do Itamaraty, Serra reassume mandato como senador. Em ofício encaminhado nesta quinta-feira (23) à Mesa Diretora, ex-ministro das Relações Exteriores comunicou seu retorno às atividades na Casa. 
• Lava Jato apura repasse de US$ 40 mi em propina para senadores do PMDB e dirigentes da Petrobras. Alvos da nova fase, os lobistas Jorge e Bruno Luz são acusados de intermediar propina de forma profissional e reiterada para políticos do partido e executivos da estatal. Por terem foro privilegiado, parlamentares não tiveram o nome divulgado pelos investigadores. 
O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, tirou licença ontem do governo alegando problemas de saúde. Ele viajou para Porto Alegre, onde tem residência, e deve fazer ainda no fim de semana uma cirurgia para retirada da próstata
• TCU apura se ministério favoreceu empreiteiras. Tribunal constata que Transparência suspendeu investigações e negociou valores mais baixos em leniências. 
• Amigo de Temer diz que serviu de mula a pedido de Eliseu Padilha. Ex-assessor da Presidência dá versão sobre delação da Odebrecht e fala de pacote recebido. A mula Tabajara: José Yunes conversou com a Veja durante uma hora e vinte minutos. Seu relato é patético. Na tentativa de salvar Michel Temer, ele entrega Eliseu Padilha. Mas o estratagema é tão primário que ele acaba minando ainda mais a credibilidade de Michel Temer. Leia um resumo da reportagem: De acordo com Yunes, Padilha entrou em contato para solicitar-lhe um favor em setembro de 2014. Padilha me ligou falando: Yunes, olha, eu poderia pedir para que uma pessoa deixasse um documento em seu escritório? Depois, outra pessoa vai pegar. Eu disse que podia, porque tenho uma relação de partido e convivência política com ele. Pouco tempo depois, Yunes estava em seu escritório de advocacia em São Paulo quando, diz ele, a secretária informou que um tal de Lúcio estava ali para deixar um documento. A pessoa se identificou como Lúcio Funaro. Era um sujeito falante e tal. Ele me disse: Estamos trabalhando com os deputados. Estamos financiando 140 deputados. Fiquei até assustado. Aí ele continuou: Porque vamos fazer o Eduardo presidente da Casa. Em seguida, perguntei a ele: Que Eduardo?. Ele me respondeu: Eduardo Cunha. Então, caiu a minha ficha que ele era ligado ao Eduardo Cunha. Eu não sabia. Fui pesquisar no Google quem era Lúcio Funaro e vi a ficha dele (…). Ele deixou o documento e foi embora. Não era um pacote grande. Mas não me lembro. Foi tudo tão rápido. Parecia um documento com um pouco mais de espessura. Mas não dava para saber o que tinha ali dentro, conta o advogado. Depois disso, fui almoçar. Aí, veio a outra pessoa e levou o documento que estava com a minha secretária
• Minas quer acerto de contas com União. Em carta a Temer, governador Pimentel (PT) propõe acordo sobre dívidas. 
• Acordo de boas intenções movimenta Oi. Antes crítico de portugueses, Nelson Tanure se torna acionista da Pharol. 
• Brasil tem maior taxa de transtorno de ansiedade do mundo, diz OMS. O Brasil tem a maior taxa de pessoas com transtornos de ansiedade do mundo e o quinto maior com depressão. No total, 18,6 milhões de brasileiros viviam com algum transtorno de ansiedade em 2015 e 11,5 milhões de pessoas, com depressão no País. 
• Levantamento o instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta quinta-feira, 23, revela que o ex-presidente Lula (PT) tem rejeição de 45,7% dos entrevistados entre os possíveis candidatos para Presidente do Brasil em 2018. O senador Aécio Neves (PSDB) aparece em seguida, com 25% e, logo atrás está o atual presidente da República, Michel Temer (PMDB), com 24,4% de rejeição. 
• Marco Aurélio concede habeas corpus ao goleiro Bruno. 
• Operadores do PMDB que estavam foragidos da Lava Jato são presos nos EUA. Acusados de movimentar R$ 40 milhões em propinas, lobistas Jorge e Bruno Luz foram detidos hoje em Miami; trâmite para extradição está indefinido. 

• Trump volta à carga. Os EUA ampliam política de deportações e põem em risco princípios como presunção de inocência. 
• No México, secretário dos EUA nega deportação em massa. Em momento de tensão, representantes tentam demonstrar diálogo aberto. 
• Odebrecht negocia acordo para se manter em 8 países. Construtora se dispõe a ajudar caso não seja privada das operações locais. 
• A Pampa Energia, que comprou os ativos da Petrobras Argentina pela ninharia de US$ 897 milhões em julho passado, ofereceu vender os bens que eram da estatal brasileira à multinacional Trafigura, da qual era executivo Mariano Ferraz, empresário brasileiro preso na Lava Jato por pagar propina para garantir negócios na estatal. A venda da BR Argentina é investigada em ação popular na Justiça do Rio de Janeiro. 
É melhor ser ateu do que católico hipócrita, afirma o papa Francisco. O que é um escândalo? É dizer uma coisa e fazer outra, é a vida dupla. Eu sou muito católico, vou sempre à missa, pertenço a esta ou à outra associação, mas a minha vida não é cristã, não pago com justiça aos meus empregados, aproveito-me das pessoas, faço negócios sujos, criticou o chefe da Igreja Católica durante a missa. Quantas vezes ouvimos, todos nós, no nosso bairro e noutras partes, para ser um católico como esse, era melhor ser ateu? É esse o escândalo, destrói-nos, deita-nos por terra, lastimou. Segundo a Rádio Vaticano, Francisco deu mesmo o exemplo de um empresário católico que estava de férias numa praia no Médio Oriente enquanto os trabalhadores, da empresa quase falida, ameaçavam realizar uma greve porque não recebiam os salários. Desde 2013, ano em que foi eleito Papa, Jorge Mario Bergoglio apela aos católicos, tanto a padres como a membros não ordenados, para praticarem o que diz a religião. Isso acontece todos os dias e para darmos conta disso basta ver o telejornal ou ver os jornais, acrescentou. Francisco recordou que, no Evangelho, Jesus fala daqueles que escandalizam, sem dizer a palavra escândalo, mas se entende: Você chegará ao Céu, baterá à porta e: Sou eu, Senhor! Não se lembra? Eu ia à Igreja, estava sempre com você, pertencia a tal associação, fazia muitas coisas. Não se lembra de todas as ofertas que eu fiz? Sim, lembro-me! As ofertas! Lembro-me bem: todas sujas, roubadas aos pobres. Não o conheço. Esta era a resposta de Jesus aos escandalosos que faziam vida dupla. No final do sermão o Papa Francisco pediu uma reflexão de todos os cristãos presentes para que façam uma análise interior para saber se ações de cada um de nós como vida dupla e pediu que aqueles que façam isso se convertam imediatamente e não deixem isso para amanhã. (via RTP)
• A polícia da Malásia informou nesta quinta-feira (23) que descobriu a susbstância usada paral matar Kim Jong-nam, o meio-irmão do líder norte-coreano Kim Jong-un. Segundo as autoridades, Kim Jong-nam foi morto com a arma química conhecida como VX Nerve Agent. A Polícia Real da Malásia recebeu um relatório preliminar do Departamento de Química da Malásia, que diz respeito à recente morte do cidadãos norte-coreano, disse a polícia. A substância química foi identificada como Etil N-2-Diisopropilaminoetil metilfosfonotioato ou VX Nerve Agent, diz a declaração de sexta-feira. O produto químico identificado é classificado como uma arma de destruição em massa pelas Nações Unidas. O irmão do líder norte-coreano, Kim Jong-un, morreu na semana passada depois de ser atacado no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, quando se preparava para embarcar em um vôo para Macau. (via Sputnik) 

Saída inexplicável.
Pode até ser verdade a alegação de José Serra estar doente da coluna, não poder viajar e por isso demitiu-se do ministério das Relações Exteriores. Só que ninguém acredita. No serpentário do governo Temer e entre escaramuças permanentes em torno do espaço dos partidos, logo surgem especulações variadas e cabeludas, apesar da careca do agora ex-chanceler ser límpida e lustrosa.
Indaga-se porque bem situado e preservado de muitos embates por ocupar o Itamaraty, Serra resolveu pedir as contas. Teria desistido de disputar a presidência da República pelo PSDB e até abandonado a possibilidade de bandear-se para o PMDB, partido sem candidato para enfrentar 2018? Estaria cedendo à força de Aécio Neves e Geraldo Alckmin, ambos melhor posicionados para enfrentar a convenção tucana? Ou vem batendo de frente com a estratégia de Henrique Meirelles combater a recessão? Desiludiu-se com Michel Temer? Prepara-se para fazer oposição à reforma da Previdência Social?
Abandonar o refúgio do governo para lutar sozinho não seria boa opção.
Indaga-se porque não bastaria tirar uma licença, para quatro meses de tratamento hospitalar indispensável, sem renunciar ao ministério?
Por mais que os laudos médicos expliquem essa inusitada deserção, sempre ficará a dúvida: por que José Serra pediu para sair? E por que Michel Temer não fez uma única tentativa de mantê-lo na equipe?
O mais é perfumaria. Funesta parece a hipótese de entregar as Relações Exteriores ao PSDB ou ao PMDB. Escalar um diplomata seria o caminho natural, mas a sofreguidão com que os tucanos se lançam na corrida dá vontade de perguntar quantos votos o Itamaraty terá na corrida presidencial. Ou como influirá na votação da reforma da Previdência Social... (Carlos Chagas) 

Lava Jato quer tralhas de Lula no Palácio do Planalto.
Em ofício ao juiz Sérgio Moro, força-tarefa requereu que uma parte dos bens encontrados em poder do petista em março de 2016 seja incorporada ao patrimônio da Presidência da República.
A força-tarefa da Operação Lava Jato, no Paraná, pediu ao juiz federal Sérgio Moro que autorize a Secretaria de Administração do Planalto a incorporar uma parte das tralhas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao patrimônio da Presidência da República. Os bens estavam no cofre-forte de uma agência do Banco do Brasil, em São Paulo, segundo a Operação Aletheia - que levou o ex-presidente para depor coercitivamente em 4 de março de 2016.
Na ocasião, a Polícia Federal achou moedas, espadas, adagas, canetas, condecorações e outros objetos de valor que estavam armazenados no cofre do BB desde 2011, sem custo, segundo informou o gerente da agência.
Lula afirma ter recebido as tralhas de presente quando exerceu os dois mandatos (2003/2010).
Segundo a Procuradoria da República, os objetos estavam em nome de Fábio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente, e da ex-primeira dama Marisa Leticia Lula da Silva - que morreu no dia 3 de fevereiro -, conforme documentação que havia sido anteriormente apreendida por ocasião do cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente.
Em ofício de 17 de fevereiro, a força-tarefa da Lava Jato afirmou a Moro que a Secretaria do Planalto apresentou relatório e discriminou quais objetos devem ser incorporados ao patrimônio da Presidência.
O documento solicita ainda autorização para a tomada das providências necessárias para incorporação dos bens em testilha ao patrimônio da Presidência da República.
O pedido da Procuradoria destaca que os bens estão descritos no ítem 61 de um documento da Secretaria de Administração da Presidência.
O Ministério Público Federal requer seja autorizada a Secretaria de Administração da Presidência da República a adotar as providências necessárias à incorporação, ao patrimônio da Presidência da República, dos bens descritos no item 61 Relatório Final da Comissão Especial, solicitam os procuradores.
Tralhas. No mesmo dia em que foram feitas as buscas no cofre, Lula foi conduzido coercitivamente para depor e, irritado, disse que não sabia onde estavam as inúmeras tralhas que ganhou quando presidente e que iria entregar tudo para o Ministério Público.
Antes disso, ele havia sido flagrado em um grampo com um advogado fazendo críticas às investigações sobre os presentes e dizendo que iria mandar tudo para um prédio do Ministério Público Federal em Brasília.
Com a palavra, a defesa de Lula.
O pedido feito pela Força Tarefa da Lava Jato para que o juiz da 13ª Vara Criminal de Curitiba retire bens do acervo que Lula recebeu da Secretaria da Presidência da República, no final do seu segundo mandato, é mais um exemplo gritante dos abusos e da perseguição imposta ao ex-Presidente.
A única interpretação possível é a de que a Lava Jato busca destruir a imagem e a história de Lula. A tentativa de retirar bens de seu acervo presidencial agora posta em curso é parte dessa estratégia impatriótica.
Isso porque o processo de recebimento, catalogação e entrega dos bens relativos ao acervo de Lula seguiu os mesmos parâmetros aplicados para os demais ex-Presidentes da República desde 1991, quando entrou em vigor a Lei no. 8.394, que disciplina o assunto.
O ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso prestou depoimento ao juízo da 13a. Vara Federal Criminal de Curitiba, em 09/02/2017, e esclareceu que também mantém em seu acervo presentes recebidos de chefes de Estado e em eventos oficiais, exatamente o que a Força Tarefa quer retirar de Lula.
Registra-se ainda que, se houvesse vício no processo administrativo que resultou na entrega do acervo de Lula, essa discussão deveria ser feita em Brasília, onde tramitou o processo administrativo. Ademais, somente poderia ser conduzida por um órgão cível da Justiça Federal, uma vez que a matéria é estranha à competência reservada às Varas Criminais. (Cristiano Zanin Martins)

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