19 de fev de 2017

Esqueça tudo e caia na folia. Não há jeito.

• A Caixa Econômica atendeu mais de 356 mil pessoas neste sábado (18/02) em suas agências em todo o país. As agências abriram das 9h às 15h, em regime de plantão para atender aos trabalhadores que têm direito ao saque de contas inativas do FGTS. 
• STF estipula prazo de dez dias para que Temer explique reforma da Previdência. Ação também pede anulação dos atos que levaram à tramitação da PEC na Câmara; deputados alegam que governo não apresentou estudo atuarial. 
• Suprema confusão: Não se pode usar as mazelas do Congresso, e elas são muitas, para desqualificá-lo a priori como instituição responsável pelas leis do País. 
• Após reforma, Temer e Marcela se mudam para o Palácio da Alvorada.Quase seis meses após ter assumido definitivamente o cargo, o presidente Michel Temer, a primeira-dama Marcela e o filho do casal, Michelzinho, se mudaram para o Palácio do Alvorada, a residência oficial da Presidência da República, que foi reformada antes a pedido dos novos ocupantes. 
• Está difícil ela entender! A ex-presidente Dilma Rousseff afirmou na noite desta sexta-feira, 17, que o golpe ainda não acabou. O segundo golpe que esse País pode sofrer é que impeçam Lula de ser candidato (em 2018), disse a petista durante a abertura do 2.º Encontro Nacional de Mulheres Eleitas pelo PT, em Brasília. Dilma participou de uma mesa-redonda sobre o papel da mulher na política; Não descarto candidatura a senadora ou deputada, diz Dilma Rousseff. 
• Odebrecht bancou treinamento para filho caçula de Lula. Pagamento de consultor foi relatado em delação de ex-executivo da empreiteira. 
• Relator da Lava Jato enfrenta maior desafio da carreira. Fachin foi criticado por ligação com PT e MST ao ser indicado por Dilma. 
• Roubos de carga no Rio já causam aumento de até 20% nos preços em supermercados. 
• Planos de saúde perderam quase 3 milhões de usuários nos últimos 2 anos. Redução impacta no SUS, na rede particular e abre espaço para clínicas populares. 
• Paciência com novos prefeitos tem prazo de validade, alerta cientista político. Prefeitos que assumiram os mandatos no início do ano têm adotado o discurso-padrão de criticar as gestões anteriores, apontar rombos deixados pelos antecessores e reclamar da situação financeira. Essas justificativas, no entanto, têm prazo de validade curto. A avaliação é do cientista político e diretor do Instituto Opinião Nilson Tristão, que concedeu entrevista à RDTv. Na avaliação de Tristão, os prefeitos terão que provar em breve que o discurso de eficiência repetido à exaustão durante a campanha eleitoral vai refletir de forma prática no dia a dia dos munícipes.
• Oscar Schmidt tem 100% de aproveitamento e seu time vence Jogo das Celebridades. A participação de Oscar Schmidt no Jogo das Celebridades do All-Star Weekend da NBA foi perfeita. O Mão Santa ficou em quadra por poucos minutos, mas converteu os dois arremessos. 
• Não tem ninguém melhor do que Lula. Paulo Melo nunca foi informado de que a compra do prédio do Instituto Lula era um pagamento de propina ao presidente da República. Mas foi exatamente isso que seu patrão, Marcelo Odebrecht, delatou à Lava Jato. Os 12,4 milhões de reais do prédio descartado por Lula foram descontados da planilha Amigo, um anexo da planilha Italiano, que concentrava o dinheiro roubado pelo PT. Como disse Lula no comercial do PT, não tem ninguém melhor do que nós
• Os bois voltaram para o curral. O Nordeste ainda é o curral eleitoral de Lula. Entre os nordestinos, ele tem 58,2% dos votos, de acordo com a pesquisa CNT/MDA. 
• Os sábios Geisel e Lula. A coluna de Elio Gaspari, nesta quarta-feira, é ainda mais danosa do que o habitual; Os policiais militares do Espírito Santo foram acusados de cometer atentados e assassinar pessoas; A culpa, de acordo com Elio Gaspari, é da Lei de Responsabilidade Fiscal: Somando-se todos os seus mandatos, Paulo Hartung governou o Espírito Santo por dez anos e trabalhou duro no seu saneamento financeiro. Encarnou o respeito à Lei da Responsabilidade Fiscal e aquilo que chama de o caminho capixaba; O motim da Polícia Militar do Estado mostra a necessidade da busca de algo impossível, uma lei da responsabilidade social. O prometido paraíso fiscal levou o Espírito Santo a viver dias de inferno social; Para o colunista, os governantes devem seguir o exemplo do sábio Ernesto Geisel; Em 1975, ele enfrentava uma greve de fome de presos políticos por melhores situações carcerárias e dois dos seus generais cuspiam fogo. (Entre os presos estavam dois condenados à prisão perpétua, três sequestradores e um dos terroristas que mataram um marinheiro inglês cujo navio visitava o Rio de Janeiro.) Geisel estudou a situação e informou: Ceder a uma greve é duro, mas eu prefiro ceder; Elio Gaspari diz também que Michel Temer deve ouvir o conselho do sábio Lula e mandar às favas a reforma previdenciária; Em nome da responsabilidade fiscal, Hartung acha que faz o certo, assim como Michel Temer acredita que deve reformar a Previdência e a legislação trabalhista de acordo com as tabelas de seus sábios. Planilha de excel qualquer um faz. Administrar uma sociedade é bem outra coisa. 
• Canais enfrentam TV por assinatura. Record, SBT e RedeTV! querem remuneração pela cessão de seus sinais. 
• Odebrecht delata repasse de R$ 7 mi para ministro do PRB. Marcos Pereira teria trocado R$ 7 mi por apoio do PRB a Dilma. 
• O pré-sal da Cultura Veja o tamanho exato do estrago que a queda do preço do petróleo e a roubalheira na Petrobras causaram na Cultura, caiu em 96% o investimento da Petrobras. Só por meio da Lei Rouanet, incentivo fiscal com base no lucro, a estatal desembolsou, em 2006, R$ 232,3 milhões. Em 2016, este número despencou para... R$ 7,5 milhões. No período, o apoio da Petrobras às artes, somente pela Lei Rouanet, alcançou R$ 1,1 bilhão. (Ancelmo Gois) 
• Madeleine Lacsko: Indenizar presos é solução para quê? Em entrevista a Madeleine Lacsko, Maurício Felberg, especialista em direito processual e relator do Conselho de Ética e Disciplina da OAB-SP, comenta a decisão do STF de indenizar detentos mantidos em condições sub-humanas. Ele prevê uma enxurrada de ações contra o Estado. 
• Bowling Green, Atlanta e agora... Suécia? Ao discursar a simpatizantes na Flórida no sábado, o presidente americano, Donald Trump, se referiu a um incidente terrorista no país escandinavo, em uma nova menção de seu governo a um ataque inexistente. 
• Trump tenta assumir versão sobre primeiro mês no poder. O presidente disse que queria falar ao povo sem o filtro das notícias falsas
• Eleição presidencial põe capital contra costa do Equador. Pouco mais da metade do eleitorado está polarizado entre dois candidatos. 
• Peru ensina ao Brasil como punir a corrupção. Lá, empresas corruptas são banidas; aqui, continuam faturando. O presidente peruano Pedro Pablo Kuczynski também criou premiação para servidores honestos que denunciem corrupção; Peru exige R$ 61 milhões de acusados de esquema com a Odebrecht. 
• Risco de El Niño no segundo semestre chega a 40%. Fenômeno tomou conta de vários lugares da Terra em 2015 e 2016. 
• EUA podem repor Coreia do Norte na lista do terrorismo mundial. 
• Alemanha deve deportar em 2017 número recorde de imigrantes com pedidos de asilo negados. 
• Cientistas anunciam plano mirabolante para recongelar o Ártico. Situações extremas pedem medidas desesperadas. E o Ártico passa por um momento crítico: está 20 ºC acima da média histórica registrada, de acordo com o relatório do Instituto Meteorológico da Dinamarca. O aquecimento global vem preocupando, cada vez mais, os cientistas - que resolveram tomar atitudes drásticas em vez de ver o gelo desaparecer da região em um ritmo sem precedentes. Para salvar o Ártico, eles bolaram um plano ousado de recongelar. Sim, você leu isso mesmo. A ideia mirabolante inclui instalar cerca de 10 milhões de bombas eólicas sobre uma calota e trazer águas gelada do mar à superfície para restabelecer o gelo derretido. A equipe, responsável pelo projeto, acredita que o procedimento poderia adicionar um metro extra de gelo marinho para a camada atual - o que ajudaria a protegê-la das altas temperaturas que têm afetado a região. 

A turma dos jatinhos e helicópteros.
Sempre que você escutar um economista dito desenvolvimentista saia correndo, chame a mulher e as crianças e grite por socorro, SOS, mayday, salve-se quem puder!
Naqueles tempos em que Lula ainda tentava mostrar o petismo à nação como experiência bem sucedida, malgrado o crescimento fosse tipo merengue e a prosperidade não passasse de contas penduradas num prego, ele surtava dizendo que, graças aos governos do partido, pobre já andava de avião. Doze milhões de desempregados depois, contas ainda no prego da inadimplência, as companhias aéreas devolvem aviões e reduzem o número de voos, mas... há uma parcela da elite política brasileira que só viaja de jatinho.
Ah, as nossas instituições! Desgraçadamente, nos últimos anos, elas se corromperam em proporções ainda não plenamente descritíveis. A sociedade, que não lhes devotava confiança, perdeu-lhes o respeito. Se o leitor destas linhas for parlamentar, ministro de Estado, membro das cortes superiores do Judiciário, agente público de alto escalão e considerar excessivamente duras estas palavras, fale com as pessoas. Ouça o povo nas ruas. Será ainda mais contundente o que vai ouvir. O descaramento e a inépcia de muitos que se instalam nessas posições para os piores fins, totalmente desprovidos de espírito público, atinge a todos e abala os pilares da Ordem, da Política e do Direito. Produz o que hoje se observa no país.
E não é só por causa da corrupção! A sociedade também não tolera mais os contracheques de centenas de milhares de reais, recheados com indenizações, parcelas adicionais, gratificações especiais e jeitosas manobras. Divulgada esta semana, não mostrava a folha de pagamento do TJ sergipano um pouco mais disso, com remunerações de centenas de milhares de reais aos desembargadores? Pergunto: prodigalidades assim não se repetem em toda parte, gerando ganhos impensáveis fora do serviço público, cujo patrão, o povo, desconhece os absurdos que paga? A nação enoja-se desses esbanjamentos, dos cartões corporativos, dos voos em primeira classe, das aposentadorias privilegiadas, e da conduta dessa elite cuja boa vida, ela, a nação, custeia com o gotejado suor de seu rosto e com a sola do sapato gasta nas calçadas do desemprego.
Notórias personalidades, além do privilégio de foro que as oculta da efetiva justiça, desfrutam do raro privilégio de se eximirem do convívio social nos saguões dos aeroportos e nas filas de embarque onde não seriam bem acolhidas pelo Brasil que se leva a sério e exige respeito. Então, os senhores da casa grande republicana, andejam pelo país para reuniões de proselitismo e mentira, festejados por cupinchas à espera da própria vez. E como viajam? Em jatinhos, helicópteros e voos fretados, às custas de terceiros, quartos e quintos, entre os quais, quase certamente, nós mesmos, a turma da senzala. (Percival Puggina, arquiteto, empresário e escritor) 

O bom e os maus ladrões.
 photo aescolinha_zpsz3j3qakq.jpg Do alto do púlpito da Igreja da Misericórdia, em Lisboa, em 1655, desafiando a Inquisição, o Padre Antonio Vieira, o mais valente dos pregadores, desafiou o poderoso Império Português e seus maus ladrões:
- Navegava Alexandre Magno em sua poderosa armada pelo Mar Eritreu a conquistar a Índia, e como fosse trazido à sua presença um pirata que por ali andava roubando os pescadores, repreendeu-o muito Alexandre de andar em tão mau ofício. Porém, ele que não era medroso nem lerdo, respondeu assim:
- Basta, senhor, que eu, porque roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma armada, sois imperador? Assim é. O roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza; o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muitos faz os Alexandres. Se o rei da Macedônia, ou qualquer outro, fizer o que fazem o ladrão e o pirata, o ladrão, o pirata e o rei, todos têm o mesmo lugar, e merecem o mesmo nome.
- Ladrão que furta para comer, não vai, nem leva ao inferno. Os que não só vão, mas levam, de quem eu trato, são outros ladrões, de maior calibre e de mais alta esfera; os quais debaixo do mesmo nome e do mesmo predicamento distingue muito bem São Basílio Magno. Diógenes, que tudo via com mais aguda vista que outro homem viu, que uma grande tropa de varas e ministros da justiça levava a enforcar uns ladrões e começou a bradar:
- Lá vão os ladrões grandes a enforcar os pequenos. Ditosa Grécia que tinha tal pregador! Quantas vezes se viu Roma ir a enforcar um ladrão por ter furtado um carneiro, e no mesmo dia ser levado em triunfo um Cônsul ou ditador, por ter roubado uma província? E quantos ladrões teriam enforcado estes mesmos ladrões triunfantes?
Quando, em 2011, o STJ (Superior Tribunal de Justiça), sob o pretexto de ilegalidade nas interceptações telefônicas, anulou a Operação Castelo de Areia, construiu um rastilho de pólvora que, três anos depois, explodiria: na Operação Lava Jato. Os brasileiros passariam a conhecer o maior escândalo de corrupção na vida política e econômica nacional, a força-tarefa comandada pelos bravos Juiz Sérgio Moro e Procurador Rodrigo Janot e seus infatigáveis companheiros.
Logo se articularam as aves de rapina e, na imprensa, no Congresso, nas OABs da vida, começaram a tentar fabricar leis para barrar a missão da Policia, da Procuradoria, da Justiça. É hora de a Nação repetir as jornadas de 2013 e voltar às ruas para salvar a Lava Jato. O povo sabe quem são seus inimigos. E como encurrala-los Mais do que nunca, a sociedade brasileira deve multiplicar seu apoio à força-tarefa da Lava Jato.
Os interesses poderosos contrariados, nessa fase crucial das decisões estão escondidos, mas ainda não estão derrotados nem dormindo. Os missionários da corrupção sonham em paralisar com chicanas as conclusões da Lava Jato, especialmente os detentores dessa excrescência jurídica chamada foro privilegiado (detentores de mandatos), nos poderes Executivo e Legislativo.
Os envolvidos nos crimes de corrupção não podem alimentar o sonho da impunidade. Os brasileiros precisam acreditar que depois da Lava Jato, no Brasil, nada será como antes. (Sebastião Nery) 

Todos deram vexame no caso Velloso.
O primeiro foi o ministro Carlos Velloso, se não tiver um argumento fundamental para explicar. Afinal, no encontro ao vivo com Michel Temer, alimentou a hipótese de aceitação do ministério da Justiça, ficando apenas de confirmar o gesto em alguns dias. Permitiu as manchetes de jornal, sem desmenti-las, e conversou com o presidente a respeito dos grandes problemas que envolvem a pasta, da violência urbana à crise no sistema prisional. Sua desistência, feita pelo telefone, não teve a consistência da aceitação anterior, tornando-se constrangedora a conversa da rejeição, que durou poucos minutos.
Erro mais profundo, cheio de malícia, coube a Michel Temer. Por que sondar o jurista com a certeza dele ser o escolhido, caso aceitasse, se no fundo o convite poderia estar encobrindo manobra política de péssimo conteúdo, para enganar os partidos e o Congresso Nacional? Acresce o constrangimento com que recebeu a negativa telefônica. Se a convocação do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal era de mentirinha, como não deixar claro desde o início?
Vexame também deu a imprensa, tomando como verdadeira a montagem e não adotando a cautela sempre obrigatória nesses episódios? Outros também incursos nesse festival de enganações foram os conhecidos e os ocultos porta-vozes e auxiliares do palácio do Planalto, que induziram os repórteres em erro ao confirmar a indicação de Carlos Velloso.
Em suma, se não foi uma trapalhada, pior ainda. Teria sido uma armadilha de aprendiz de feiticeiro para brincar com seus interesses menores, de não indicar logo o preferido, que conheceremos nos próximos dias. O Brasil é assim mesmo…
Foro privilegiado - O Congresso, o Supremo Tribunal Federal e a torcida do Flamengo são contra o foro privilegiado para julgamento de parlamentares, governadores e outros cidadãos de primeira classe. Por que não agem de imediato, ou melhor, por que não agiram há tanto tempo? Agora, derramam-se em opiniões confusas e prolongadas, apenas para embaralhar as cartas. Ignoram que a vida é muito simples? (Carlos Chagas) 
É o olhar para as coisas durante um longo tempo que torna você mais maduro e o faz ter uma compreensão mais profunda. (Vicente Van Gogh)

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