3 de fev de 2017

Calma, não é o fim do mundo. Teremos mais.

 photo bingo_zpsk5fto8rd.jpg • Novo relator no STF: Sorteio de Fachin foi limpo e até aberto ao público. Chance de Fachin era maior devido ao menor nº de processos. 
• Rio terá 6 meses para definir cronograma de privatização da Cedae. Venda da estatal servirá de garantia para empréstimo de R$ 3,5 bi para pagar salários. 
• Pezão já engordou 20kg desde que deixou o hospital enquanto o povo e servidores estão a mingua. De pires na mão vive pedindo empréstimos onerando a população do Rio até 2020 ou mais. A Câmara deu aval. Não dá pra aceitar esse desconvívio. 
• Governo do Rio apresenta proposta sobre piso regional com correção de 7,53%. A Alerj recebeu ontem (02) mensagem do (des)governador Pezão, propondo o reajuste do piso regional pago no estado do Rio. O Projeto de Lei 2.344/2017 estipula um aumento de 7,53% (acima dos 6,29% do IPCA - inflação oficial do país em 2016) sobre os valores atualmente em vigor para seis diferentes faixas de renda. Haja... 
• O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, não conhece a palavra nepotismo. Nomeia seu filho, Marcelo Hodge Crivella, e a mulher Sylvia Jane Hodge Crivella, para coordenar a Obra Social da cidade. No Senado, seu suplente era o tio Eraldo Macedo, já falecido, irmão do bispo Edir Macedo. Venham gente da igreja vai sobrar pra muitos. 
• Diretora financeira do Tesouro Municipal deve mais de R$ 9 mil de IPTU. De acordo com a Secretaria de Fazenda de Niterói, Felicia Wainer não fez os pagamentos em 2015 e 2016. No valor, já estão incluídos juros e multa. 
• Líder do governo Jucá apresenta projeto para retirar sigilo de investigações. Medida poderia trazer a público teor de delações da Lava Jato. 
• Após 4 anos seguidos de prejuízo, Correios vão reduzir total de agências. 
• Lula deu conselhos a Michel Temer durante a visita ao hospital. Ele disse, segundo o UOL: Não se faz reforma da Previdência com o país em recessão. Em seguida, ele se queixou do STF, incapaz de barrar a Lava Jato: Está acovardado. E, no fim da conversa, Lula ofereceu a chance de um conchavo: Michel, quando quiser conversar comigo, me chame. Michel Temer, é claro, entusiasmou-se: Ah, com essa abertura, vou chamar muitas vezes. Ah, esses homens, suas ideias e clarividências
• Temer aguarda comissão no Senado para nomear novo ministro do STF. Presidente aguarda formação da Comissão de Constituição e Justiça para nomear substituto de Teori. 
• Tudo e todos queriam Fachin na relatoria da Lava Jato. Pois deu Fachin. Havia um quase pânico contra um nome errado, na hora errada para relatar a operação no Supremo. Edson Fachin assume relatoria da Lava Jato e promete celeridade. Escolhido por sorteio, ministro do STF já iniciou transição com gabinete de Teori. 
• Citado na Lava Jato, Moreira Franco ganha foro privilegiado. Temer nomeia atual secretário para Secretaria-Geral e recria Ministério dos Direitos Humanos. 
• Marcelo Odebrecht coloca o pai de frente com Moro. Patriarca do grupo até agora havia sido poupado, mas será testemunha. 
• Sergio Moro condena João Santana e sua mulher a oito anos de prisão. Publicitários de campanhas petistas receberam dinheiro de caixa 2 no exterior. 
• Governo vai mudar Minha Casa e ampliar uso do FGTS para queimar estoque de construtoras. Programa também terá nova faixa para famílias com renda até R$ 9 mil; medidas serão divulgadas na 2ª feira. 
Brasil precisa se reconstruir, diz presidente do Bradesco. Para executivo, bancos terão de participar do ajuste para cortar 'na raiz a evolução de crises'; Lucro do Bradesco cai 17% e fica abaixo do esperado. O Bradesco teve lucro líquido de R$ 3,5 bilhões no último trimestre de 2016. O resultado representa queda de 17% em relação a igual período do ano anterior. 
• Universidades de todo o País dão início às matrículas dos aprovados pelo Sisu. Sisu seleciona estudantes com base na nota obtida no Enem; essa é a primeira e única chamada para os selecionados na primeira opção de curso. 

• Após protesto, Trump ameaça cortar verba de universidade. Na noite de quarta-feira, uma manifestação impediu que um palestrante de extrema-direita se apresentasse na Universidade da Califórnia Berkeley. Trump reagiu sugerindo que pode cortar verbas federais de Berkeley após protestos que impediram palestra do editor do Breitbart na universidade. 
• Rixas diplomáticas marcam início do governo Trump. Presidente entra em atrito com nações já hostis e critica até aliados históricos. 
• A polêmica Trump x Schwarzenegger. Durante um discurso no National Prayer Breakfast, evento anual que acontece em Washington, o presidente dos EUA disse Contrataram um grande astro do cinema, Arnold Schwarzenegger, para ocupar o meu lugar e já sabemos no que deu, referindo-se à queda de audiência do reality. Veja o que o astro respondeu: Oi, Donald, tenho uma grande ideia: por que não trocamos de cargo. Você se encarrega da TV, porque é um especialista em audiência e eu faço o seu trabalho. E assim, a gente poderá enfim voltar a dormir tranquilamente
• Bem-vindo a Mossul. Exposto em poste, cadáver semidecomposto retrata crueza da luta contra o EI. 
• Tiroteio acontece dentro do museu do Louvre. Um soldado francês disparou contra um homem que levava uma mala para dentro do local. De acordo com a imprensa local, o suspeito estava com uma faca e, após ser atingido, ficou gravemente ferido. 
• Trump diz que Irã está brincando com fogo. A declaração vem após os iranianos terem feito testes com mísseis balísticos. 

A Lava-Jato tem novo relator, o presidente da câmara é o mesmo.
Ontem eu terminava, esclarecendo: A quarta interrompida, e a quinta, definitiva. E sem o menor risco, afirmava: Se o Supremo não vetar o seu nome, Rodrigo Maia se elege no primeiro turno. Está tudo escrito de véspera e não deu nada errado.
Maia teve 5 adversários, todos entraram no Supremo, contestando sua candidatura. O relator, decano Celso de Mello, ficou uns dias para escolher entre 3 possibilidades. Dizer sim á candidatura, não, ou então expressar sua convicção conhecida: o Supremo só deve intervir no Legislativo, se isso for rigorosamente imperioso.
Na quarta, ás 22 e 13 minutos, surpreendendo alguns, Celso de Mello revelou sua decisão: Só a própria Câmara pode impedir candidaturas, qualquer que seja a argumentação. Depois da palavra do Ministro, deputados tentaram implodir Maia. Mesmo juntando os outros 5 candidatos, não conseguiam retirar a candidatura dele. E disputando, perderiam na certa. Maia precisava de 257 votos, teve 293, margem tranquila.
Maia ganhou a eleição e o futuro
Tem ou terá, 2 anos radiosos. Como presidente efetivo da Câmara, substituto eventual do Presidente da República. Nada absurdo que esteja pensando e trabalhando para o prolongamento da carreira. Que é naturalmente a eleição para governador do Estado do Rio.
Tem que acreditar, sonhar, trabalhar para que o regime tenha mesmo 2 anos. Dificílimo, mas não impossível. Citado 43 vezes na Lava-Jato. Ameaçado há 14 meses de ter o mandato cassado pelo TSE, Temer tem sido salvo esse tempo todo, pela proteção de Dias Toffoli, até maio, e de maio até agora por Gilmar Mendes. Isso não é forma republicana de pertencer aos mais altos tribunais do país.
Se finalmente Temer for flagrado e cassado, haverá eleição indireta. Para presidente e vice, a sucessão ficará completa. E pode atingir o presidente da Câmara e do Senado, apesar de terem sido escolhidos diretamente. Temer influiu na vitória de Maia, mas não tanto quando admite ou propaga.
A estrategista Carmen Lucia
O Brasil e o Supremo tiveram a sorte admirável, de ter como presidente, uma mulher carismática, talentosa, que pensa no futuro. E com isso, toma suas decisões, baseada na tática e na estratégia. È mais do que visível que tinha objetivos, conquistou todos. Examinemos.
PS1- Fechou a questão com ela mesma, considerando que seria a melhor solução. Ou seja: o substituto de Zavascki teria que ser da sua Turma, a Segunda. Não só por ser a continuação, mas porque lá estava Celso de Mello, irrefutável e irrevogável, se a prevalência fosse por indicação.
PS2- Precisava completar essa Segunda Turma. E do princípio até o fim, se fixou no nome de Edson Fachin, da Primeira. Não tinha prioridade, mas sabia que os outros 4 da Primeira Turma, não eram fanáticos pela transferência. Marco Aurélio Mello, chegou a dizer: Não recuso processo, mas no caso, prefiro assistir na arquibancada.
PS3- Tudo acertado, ontem ás 9 da manhã, Fachin já era da Segunda Turma. E como cabia a ela decidir pelo sorteio na Turma ou no plenário, decidiu pelo mais arriscado.
PS4- A estratégia da transferência de Fachin, tinha outro ponto fundamental. Agora, o Ministro indicado pelo Planalto, irá obrigatoriamente para a Primeira Turma, e não para a cobiçada Segunda. Que cabeça.
PS5- A confiança no sorteio eletrônico, era total, completa e absoluta. Não iria escrever todo esse roteiro, para perder tolamente, e ser derrotada apenas por um toque.
PS6- Ha muitos anos, um caso de enorme repercussão iria ser decidido eletronicamente. Eu cobria jornalisticamente, perguntei ao magistrado que comandava o episódio: O senhor não tem medo do computador, de uma traição eletrônica? E ele tranquilo: Existe sempre uma solução. Acertou.
PS7- Em 1980, quando a Era eletrônica se iniciava, o Millor escreveu uma peça de teatro, com o título: Computa, Computador, Computa. Defendia a tese, de que mesmo na badalada existência eletrônica, não existe final infalível, ou que não possa ser modificado pelo homem. Ou melhor ainda, por uma mulher. (Helio Fernandes) 

O Futuro da Petrobras.
O mundo está mudando e a velocidade das mudanças é cada vez maior. O motor dessa transformação é a inovação tecnológica e o setor de energia não será exceção. No caso da indústria do petróleo, as transformações deverão ser muito mais profundas do que poderíamos imaginar.
É difícil prever como os preços do petróleo vão evoluir, mas, muitos analistas acreditam que teremos um longo período de preços mais baixos. No curto prazo, parece que o mercado será regulado pela disputa de market share entre os países da OPEP e os produtores de óleo de xisto norteamericanos. No futuro mais distante, no entanto, é previsível uma progressiva redução da demanda, em face de pressões ambientais, da competição com as energias limpas e o gás natural, na geração de eletricidade, e da introdução do veículo elétrico no mercado.
As taxas de elevação das temperaturas do Ártico foram duas vezes maiores que as das temperaturas globais nos últimos anos. O mundo começa a levar a sério a ameaça das mudanças climáticas e o acordo de Paris, que acompanhará os cortes de emissões dos países signatários, entrou em vigor em outubro. Os custos, em escala industrial, da energia solar e de outras fontes limpas, caíram para níveis que as tornam as fontes de eletricidade mais baratas em muitos locais. No ano que passou, o mundo instalou mais energia solar do que à base de combustíveis fósseis.
A indústria automobilística evolui para a produção de veículos elétricos e os principais fabricantes lançarão sua produção dentro dos próximos 5 anos. Hoje, os VEs representam 1% da frota automotiva mundial, porém, com muitas opções para escolher e a nova geração de VEs com autonomia para 200 milhas, a demanda deverá aumentar. Nos EUA, o primeiro VE de 200 milhas em carga única, o General Motor's Bolt, foi lançado em dezembro e será seguido, neste ano, pelo modelo 3 da Tesla. Os preços vão cair, fruto da evolução tecnológica e da competição entre os modelos que serão lançados no mercado. 
As companhias petrolíferas estão mais conscientes das mudanças que virão e buscam novos modelos de negócios para integrar e diversificar suas atividades. Em novembro, dez das maiores petroleiras do mundo anunciaram um fundo de US$1 bilhão para investir em tecnologias de captura de carbono e eficiência energética. A Exxon Mobil e a Shell também têm portfólios de investimentos que utilizam células de combustível para capturar as emissões das usinas. Já a Total decidiu investir na integração vertical de suas atividades, do poço ao posto, visando adicionar maior valor aos seus produtos. Petroquímicos e fertilizantes são, também, opções de agregação de valor ao petróleo, num mercado que se tornará extremamente desvantajoso para os produtores não convencionais. 
Este é o futuro no qual a Petrobras estará inserida. É sabido que a empresa colocou ativos à venda, para equacionar o seu endividamento, prevendo desinvestimentos no valor de US$19 bilhões até 2018. Que ativos alienar é um tema estratégico e, seguindo o exemplo das congêneres, a seleção deveria ser feita com o cuidado de (i) manter a integração vertical, do poço ao posto, para valorizar os produtos e garantir o acesso ao mercado, (ii) preservar as atividades que permitem adicionar valor ao petróleo e (iii) defender a participação da Petrobras no mercado brasileiro de combustíveis. 
As vendas anunciadas até o momento desprezam essa questão estratégica. A alienação de sistemas de escoamento e de distribuição desestruturam o principal negócio da Petrobras, que é o abastecimento do mercado nacional, maior gerador de receita para a empresa. O abandono das áreas de petroquímica e fertilizantes reduz a capacidade de agregar valor ao petróleo e a saída do setor de biocombustíveis diminui o market share da companhia nos mercados de gasolina e diesel.
A intenção de transformar a Petrobras numa empresa de O&G, focada no pré-sal, é um equívoco estratégico monumental. No cenário futuro aqui desenhado, a petroleira que se dedicar apenas à extração de petróleo em águas ultraprofundas estará condenada à extinção. (Eugenio Miguel Mancini Scheleder é engenheiro aposentado da Petrobras. Também ocupou cargos de direção nos ministérios de Minas e Energia e do Planejamento, de 1991 a 2005. Atualmente, exerce a função de Mediador Extrajudicial, capacitado pela Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem - CCMA/RJ) 

Dois coelhos numa paulada só.
Dois coelhos bem que poderiam ser afastados numa só cajadada: o sigilo em ações penais e o tal segredo de justiça. Tem sido grande o prejuízo causado a cidadãos que deveriam estar beneficiados pelo princípio de ser todo mundo inocente até se lhe provarem a culpa. A verdade é que não se respeita o sigilo nas delações premiadas, antes mesmo de oferecidas as denúncias e abertos os processos. O resultado pode ser lido nas páginas dos principais jornais, todos os dias. Admite-se até como verdadeiras certas acusações, mas quantas terão sido mentirosas? Se é para prosseguir nessa distorção, melhor que se suprimisse o sigilo. Toda delação deveria ser permitida, claro que com o nome do delator. E a punição para quem inventou a mentira.
Vale o mesmo para o instituto do segredo de justiça. O juiz tem a prerrogativa de determiná-lo, mas virou regra a mídia quebrá-lo, sem que nada aconteça. Seria mais natural a supressão dessa defesa que não defende nada. Todo processo deveria ser partilhado com a opinião pública, por mais escabroso que fosse. E com a consequência de férrea punição para o veículo que distorcesse os fatos.
Ganharia a sociedade. A justiça também. O que não dá é a lei estabelecer uma diretriz e os fatos a renegarem. Quantos políticos podem estar sofrendo injustiças nesses dias bicudos das delações premiadas? Seus nomes, uma vez divulgados, continuarão na execração e no conhecimento geral. Então, que se libere a divulgação, assim como se acabe com o segredo de justiça. Mas com a rápida e implacável punição para quem denegrir, mentir e inventar. (Carlos Chagas) 
Por que continuar a nos encantar com palavras e palanques, se no íntimo, sabemos que tudo escorre pro ralo. (AA)

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