26 de jan de 2017

Um relator já. Presídios esperam.

 photo containers_zpsjxrefl8z.jpg • Dívida Pública sobe 11,5% em 2016 e fecha ano em R$ 3,112 tri. A Dívida Pública Federal, que inclui o endividamento interno e externo, encerrou 2016 em R$ 3,113 trilhões, um aumento de 11,5% no estoque da dívida pública em relação a 2015. 
• Força-tarefa chega hoje ao RN, diz ministro da Justiça. Ministro Alexandre de Moraes afirmou que autorizou a chega dos agentes para controlar as facções que estão na penitenciária de Alacaçuz. 
• Ex-primeira-dama Marisa Letícia passa por novo procedimento médico após AVC. 
• Surto de febre amarela já causou a morte de 40 pessoas pelo Brasil. 
• PF apura ocultação de US$100 milhões no esquema Sérgio Cabral; Eike Batista tem prisão decretada em nova fase da Lava Jato. Mandados foram autorizados pelo juiz Marcelo Bretas e diligências são cumpridas no Rio de Janeiro.
• A propina de Eike para o PT: Guido Mantega foi delatado por Eike Batista. Como descobrimos na Arquivo X, desencadeada quatro meses atrás, o empresário confessou o pagamento de 5 milhões de reais em propinas para o PT, a pedido de Guido Mantega. Em depoimento ao MPF, Eike Batista disse ter feito um depósito de 2,3 milhões de dólares no exterior para as contas de João Santana e Monica Moura. Agora, na cadeia, ele poderá esclarecer todos esses fatos. 
• Dois delatores entregaram Eike. O Globo informa que a operação Eficiência foi baseada em dois acordos de colaboração que revelaram como funcionava o esquema de lavagem da propina cobrada por Sérgio Cabral em todos os contratos do governo do estado, durante a gestão dele e também como Eike Batista fazia para repassar o dinheiro do suborno para o ex-governador. Além de Eike Batista, Sérgio Cabral e Flávio Godinho, também foram expedidos mandados de prisão preventiva contra o operador Sérgio de Castro de Oliveira, o sócio de Adriana Ancelmo, Thiago Aragão, o advogado Francisco de Assis Neto e o doleiro Álvaro José Galliez. 
• O advogado de Eike Batista disse que ele não está no Brasil, mas vai se entregar à polícia. A TV Globo tem as imagens da chegada da PF à sua casa no Rio de Janeiro, que ele terá de trocar por uma cela em Bangu. O mandado contra Eike Batista é de prisão preventiva. Ele vai passar o carnaval de coleira, em Bangu.
• Candidatos podem se inscrever para o Sisu até sexta. 
• INSS registra deficit de R$ 149,7 bilhões em 2016. Previdência deve ser responsável por 90% do déficit total do governo. 
• Janot pede urgência para STF homologar delações. Análise de acordo da Odebrecht está em fase final no Supremo; ministra Cármen Lúcia tenta equacionar interesses e resistências internas para definir novo relator. 
• Mesmo com acordo, Rio pode ficar sem R$ 6,5 bi. Empréstimo para pagar salários atrasados só deve ser liberado com aprovação de um projeto no Congresso. 
• Rio tem 20 dias para apresentar plano de climatização de frota de ônibus. 
• Falta de vacinação expôs MG a risco de febre amarela. Só 50% da população do Estado, que vive surto, foi imunizada até 2016. 
• Conselho penitenciário tem renúncia coletiva. 7 de 18 integrantes atacam ações federais para composição de órgão; membros do Conselho Prisional que renunciaram eram ligados ao PT. 
• E dizem era tarimbado. Áudios de avião que caiu com Teori indicam desorientação do piloto. Aeronáutica informa que análise preliminar de gravador de voz não aponta qualquer anormalidade nos sistemas do bimotor. 
• PF revela destino de dinheiro pago a gráficas por chapa Dilma-Temer. Relatório enviado ao Tribunal Superior Eleitoral mostra que fornecedores subcontratados não tinham funcionários nem equipamentos. 
• Investigação em entidades esportivas CGU aponta falhas em contratos olímpicos de R$ 240 mi de ministério; Entidade ganha R$ 236 mi para o esporte, mas jogou na poupança; Empresa venceu 37 de 42 licitações nos desportos aquáticos.
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• Trump autoriza muro e cria restrições a imigrantes. Presidente dos EUA também defendeu tortura para combater terrorismo; México nega que país vai pagar por muro de Trump. Presidente Peña Nieto endurece tom contra decreto de obra na fronteira, exige respeito, mas mantém visita a Washington. 
• EUA negam liberdade de brasileiro pego com US$ 20 milhões no colchão. Brasileiro foi acusado de crime de lavagem de dinheiro em esquema associado à TelexFree. 
• Decisão judicial que deu a Parlamento voz em saída do Reino Unido da UE devolve a processo a complexidade que ele tem. 
• Fim do pegar e soltar nos EUA assusta brasileiros. Sem deportação automática, imigrantes se entregavam às autoridades. 

Há interesses escusos na Lava Jato, diz Dilma.
Um dia depois de Lula ter declarado que a Lava Jato tem dedo estrangeiro, Dilma Rousseff ecoou o criador ao discursar num seminário na Espanha, nesta quarta-feira. Expressando-se num idioma próprio, que mistura português com espanhol, a presidente deposta declarou que há interesses escusos na Lava Jato. Disse que a operação tem o deliberado propósito de inviabilizar empresas brasileiras. Não é algo gratuito, ela acrescentou. O objetivo, insinuou Dilma, é beneficiar empresas estrangeiras. 
Dilma injetou a Petrobras em sua prosa: As grandes empresas brasileiras de construção, hoje, estão sem dúvida nenhuma interditadas. Aí acontece algo muito interessante: a Petrobras abre um processo licitatório recente. Quem comparece? Nenhuma das grandes empresas brasileiras. Por quê? Porque estão presas. Quem comparece? Grandes empresas internaciomais de construção. Entra-se na internet. Coloca-se o nome de cada uma das emrpesas. E coloca-se corrupção ao lado. Aparecerão todos os processos em que elas foram julgadas. E estão, inteiras, participando.
Dilma tratou o Brasil como um país exótico: O Brasil tinha grandes empresas construtoras. Nos Estados Unidos, na Europa, em todos os lugares do mundo se combate a corrupção não destruindo as empresas, mas prendendo os executivos. Prendem-se os excutivos, punem-se os executivos. Eles têm de ser punidos, não as empresas, que são instituições, nem os partidos também.
Madame soou como se estivesse alheia ao que se passa em seu país. Absteve-se de recordar que os executivos das construtoras foram presos. Alguns permanecem atrás das grades, como o agora delator Marcelo Odebrecht. Outros encontram-se em prisão domiciliar.
Dilma fingiu desconhecer também o fato de que empresas como a Odebrecht firmaram acordos de leniência no Brasil e em outros países -entre eles os Estados Unidos. Por meio desses acordos, as construtoras purgam os seus crimes, devolvem dinheiro amealhado à margem da lei e se credenciam para voltar a operar. Tudo conforme previsto em legislação aprovada e sancionada durante o governo da própria Dilma.
A ex-presidente petista participou, na cidade espanhola de Sevilha, de um seminário chamado Capitalismo neoliberal, democracia sobrante. Nesse título, sobrante é aquilo que é deixado de lado. Dilma repetiu além-mar todo o lero-lero que os brasileiros já se fartaram de ouvir: foi vítima de um golpe parlamentar, o governo do PMDB é ilegítimo, o PSDB fez parte da trama, só eleições diretas restabelecerão a democracia, Lula é perseguido e todo aquele imenso etcétera.
Creio que é possível que haja uma tentativa de golpe dentro do golpe, afirmou Dilma a certa altura. É inviabilizar a eleição democrática prevista no Brasil para 2018. Como assim? Uma pessoa surge com uma grande possibilidade de ser reeleito: Lula da Silva. Lula é para eles, golpistas, um grande perigo, porque tem toda sua carga de realizações e o reconhecimento de uma parte da população.
Sem mencionar os cinco processos em que Lula figura como réu, Dilma prosseguiu: Tentaram destrui-lo de todos os jeitos. Fazem pesquisas. E ele está na frente. Então, há grande risco de que eles tentem inviabilizar sua eleição, condenando-o. Para que ele não seja candidato, tem que condená-lo duas vezes.
Nessa versão propalada por Dilma no exterior, Lula iria em cana apenas porque tem pontos demais nas pesquisas de opinião. Nada a ver com as acusações de tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Esse Brasil do discurso de sua ex-presidente, uma autêntica República de bananas, não orna com o país que se esforça para punir os responsáveis pelo maior escândalo de corrupção de toda a sua história. Um escândalo que tem raízes na gestão Lula e continuou dando frutos na administração Dilma. (Josias de Souza) 

Falta coragem.
John Maynard Keynes deixou diversas lições sobre economia, mas uma se destaca pelo ineditismo: quem é capaz de melhorar a economia de uma nação tem a probabilidade inversamente proporcional de cuidar bem das próprias finanças.
Tomando-se a opinião como verdadeira, conclui-se que Michel Temer está milionário, porque mesmo auxiliado por Henrique Meirelles, o Brasil vai de mal a pior. Os governadores, então, nem se fala. Seus estados estão em frangalhos. 
Não se trata de encontrar homens providenciais, magos ou feiticeiros para consertar a economia. Seria o caso de inverter a equação. O maior mal que assola o país é o desemprego. No final deste ano serão 13 milhões de cidadãos sem emprego, computados apenas os que já trabalharam e hoje se encontram de mãos abanando.
Franklin Roosevelt encontrou a saída para tirar os Estados Unidos do brejo: criou fontes públicas de trabalho, aos milhões. Também mobilizou as empresas privadas. Empreendeu a marcha para o interior, ampliando o crédito. E acreditou, acima de tudo. Deu certo, apesar dos sacrifícios.
Não seria um bom começo o governo enquadrar e intervir nas empreiteiras? Só o produto da corrupção e da roubalheira serviria para injetar ânimo na massa abandonada. Qualquer parte do território nacional presta-se a programas de construção de habitações, de preferência populares. 
Planos não faltam, ou pelo menos podem ser desenvolvidos. Falta coragem. (Carlos Chagas)

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